Lost Memory — Capítulo 126: CAPÍTULO 126 - 119 - Medo, fraqueza e desespero

Lost Memory
Cap. 126
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Lost Memory

CAPÍTULO 126 - 119 - Medo, fraqueza e desespero

Capítulo 126

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Capítulo:119 - Medo, fraqueza e desespero

Lost Memory

Ardentemente abriu seus olhos.

Seu corpo sentia um cansaço considerável, tal como uma ardência sem lógica. Era como se sua anestesia estivesse falhando ou era pior que isso. A dor era tão aguda que estava além de sua própria anestesia.

Corpo estava cheio de ferimentos, e o cansaço estava redobrado, era um desolar completo.

— Moleque, você foi capaz de me vencer mesmo… eu achei que pudesse apenas melhorar minha dança a ponto de me tornar mais forte, mas no fim eu fui superado…

Ismael já sentiu essa derrota antes. Contra César, Wilma, Bellatrix e Leonardo.

Mas com certeza viu em Kizimu o reflexo de Amara Dandara. Uma mulher intensa e poderosa. Muito, muito mais forte que ele.

— Certo… eu perdi.

O dançarino olhou e percebeu algo ainda mais surpreendente, seu amigo escudeiro também tinha sido vencido. Ele estava desmaiado no chão. Ismael colocou a mão na cabeça e riu.

— Não tínhamos chance alguma. Vocês dois são demais! Como o filho do rei e o senhor da casa Kuokoa superaram o nono e sexto mais forte?

— Ismael, obrigado, eu aprendi bastante com você. Eu sinto que fiquei mais forte assim.

— Eu vi de longe você treinando com Guto. Eu fico pensando, como em tão pouco tempo você se equiparou a gente?

— Usuários de maldições e rituais tem vantagem em combate, apenas isso. Eu também estou no meu limite, mesmo com essas vantagens, o que significa que você é sobrenatural.

Ismael riu ainda mais.

— Essa loucura de Maldição e Ritual, é algo verdadeiramente incrível! Será que esse reino irá virar de cabeça para baixo? Assim, poderemos ter um reinado ainda mais incrível!

— Quanto ao reinado eu não sei. Mas vou acabar com os planos do rei atual.

Kizimu falou com propriedade. Seu corpo latejava e pulsava. Seus sangramentos jorravam e choravam. Mesmo assim, ergueu sua mão até Ismael, quem estava com um ferimento profundo.

Segurando a mão daquele que lutou com tudo que tinha, Ismael levantou.

— Eu vou pegar Edmond e sair daqui. Nós perdemos, não vou interferir mais. Fique feliz, caro senhor Kuokoa.

Kizimu riu como uma criança animada.

— Obrigado!

Então, eles se foram, deixando Kizimu e Absalom sozinhos.

— Caramba, sua luta foi incrível! Você se adaptou ao estilo de combate dele ficando extremamente habilidoso, sua velocidade na luta ultrapassou o limite humano com certeza! Você fez coisas incríveis em tão pouco tempo, estou impressionado!

Absalom falava rapidamente, como uma criança também, agora ali tinha duas crianças extremamente animadas, e ainda mais sorridentes, mas, era um cansaço extremo mutuamente.

— Kizimu, veja agora a situação dos dois times.

— Você tem razão…

Kizimu tocou no fone de ouvido.

— Time Insurgiano, Time Kuokoa, qual a situação de vocês?

Não demorou muito e Pandora respondeu, sua voz estava agitada e apavorada.

— Kizimu, que bom que está bem! Mas nossa situação está critica. Tivemos que recuar, não tem como acionarmos mais aquela alavanca, é impossível.

— Como?

— Viviane ainda está lutando contra Labella, mas elas são fortes demais! Ela jogou a gente para fora do local da alavanca. Mas a luta está muito insana!

Kizimu ficou completamente preocupado, se a luta era tão difícil assim, talvez tenha sido um erro deixar Pandora e Aisha cuidarem de Labella.

— Fiquem ainda observando. Mas e o time de Talia? Qual o resultado? Talia? Vocês me escutam?

— Elas não responderam nada até agora. Eu estou preocupada, acho melhor darmos uma olhada.

— Eu vou ver! Fiquem em suas posições. Eu vou resolver aquela alavanca, Absalom vai lidar aqui. — Kizimu parou um segundo e respirou fundo. — Pandora, por favor, fique bem.

— Pode deixar comigo.

Assim a conexão se encerrou. Kizimu refletiu um pouco, sobre o que deveria fazer agora.

— Então você vai ver o grupo de Talia? Sem nem perguntar para mim?

— Ah desculpa, acabei tomando decisão por cima de—

— Não se preocupa, você é um líder também, certo? Eu apoio sua decisão. Não temos tempo a perder. Eu vou ficar aqui, para acabar com o Pesadelo. Deixe comigo. Eu estou bem, apenas vou descansar e vou ficar pronto para qualquer combate.

Absalom bateu o cetro bifurcado ao chão. Kizimu sentiu uma aura intensa vindo do príncipe mais novo, como se ele fosse um reflexo do próprio pai.

— Então, eu vou indo. Estou verdadeiramente preocupado com isso. Se Aisha e Pandora tiverem algum resultado positivo, podemos acionar ao mesmo tempo.

— Certo, vamos cumprir nossas funções!

Absalom ergueu seu punho, e esperou por Kizimu, que sorridente, fez o toque acontecer.

Ambos doloridos, fisicamente e mentalmente. Cansados até o limite. Líderes a suas maneiras.

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Kizimu estava correndo pelos corredores. O cansaço se fazia presente, mas cuspia em cima da ferida e colocava seu corpo para trabalhar. Não tinha tempo de descanso, mesmo que seus ferimentos eventualmente fossem atrapalhar.

Tudo que ele fazia era correr pelos corredores em busca do hall de entrada, pois a partir de lá poderia ir para as outras alavancas. Finalmente descendo as escadas aceleradamente chegaram no grande salão tão nostálgico.

Foi nesse salão que fez sua promessa a Pandora, foi nesse salão que ele firmou sua determinação em prol de acabar com o pesadelo. Então, agora estava mais motivado do que nunca.

Mas como se quebrando sua motivação, uma notícia chorou em seu ouvido.

— Kizimu! Kizimu! Aconteceu algo terrível!

— Pandora? O que houve?

— Estávamos a certa distância porque tinha gelo demais espalhado, então, não conseguimos ver a luta. Mas agora toda neve se dissipou…

— Gelo? Neve? Do que está falando? — Kizimu estava confuso e preocupado com a voz chorosa que se mostrava do outro lado da ligação.

— Labella está no chão, derrotada, mas ainda consciente. Porém… Viviane está morta, ela perdeu a luta.

Kizimu travou. Viviane não era uma mulher que fez amizade ou conheceu bem, mas ele sabia que era a mãe de Guto. O abalo foi gigantesco, pois no fim, eles teriam que dar a notícia para o próprio cavaleiro.

— Você tem certeza? Talvez ainda tenha como… eu vou aí!

— NÃO! Eu consigo sentir sua aura. Ela ainda está em pé, mas, eu posso sentir sua vida, e ela… se dissipou nesse momento. Não tem mais como fazermos nada, então, cumpra sua missão, temos que resolver isso.

— Talia não respondeu até agora, eu preciso mesmo verificá-los… que coisa difícil. Pandora, não tome nenhuma atitude desnecessária, apenas fique de olho. Se eu conseguir chegar na alavanca, você tem que dar um jeito de acionar.

— … Certo.

Tomar atitudes frias agora era uma dificuldade, e ainda mais tomar decisões com base na vida de seus companheiros também. Precisava tomar a melhor decisão, e isso estava deixando Kizimu tonto.

Agora que tinha o entendimento da morte, ele estava muito preocupado com Pandora ou Aisha, se elas não voltassem vivas, isso preocupava muito ele. Mas naquele momento, não tinha outra alternativa. Apenas poderia rezar para que tudo ficasse bem.

— Kizimu…

— Fale.

— Não morra…

— Pode contar comigo.

Então, ele continuou e correu para a alavanca da direita. Determinado a proteger aqueles companheiros restantes de Insurgia, e gritando em seu coração que eles estejam bem.

— Eu vou salvá-los, não importa como.

E ele foi.

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Kizimu estava preocupado com o fato de que o grupo Insurgiano foram enfrentar o assassino. Não terem dado nenhum sinal poderia significar três coisas.

Um era que eles ainda estavam lutando contra o assassino, então Talia, quem estava com o fone, não estava conseguindo parar e responder o chamado.

Outra opção era que Talia tinha perdido o fone, e sinceramente, Kizimu torcia que fosse apenas isso. Que em meio ao combate ela tenha se desvinculado do fone poderia dar sinal de onde estavam.

E a última opção, e qual rezava muito internamente que estivesse errado, era que algo deu errado e todos, ou no mínimo Talia tinha sido abatida.

Um calafrio correu em seu corpo quando essa mera opção correu em sua mente. Não queria acreditar que isso fosse minimamente real, então, balançou sua cabeça para os lados.

Então, correu, por tantos corredores. Por sorte não encontrou nenhum cavaleiro insano. Isso era algo bom. No fim, avançou com tudo que tinha, ignorando todo o cansaço que cobria seu corpo naquele momento.

Chegou em um corredor que teria que virar a direita. Mas no mesmo corredor tinha o lado esquerdo, o qual, uma pessoa surgiu.

— Espera… Kim?

Ele estava aflito, um pouco irritado, e cansado. Claro, em algum momento ele deveria escutar todos os barulhos e sair do quarto. E no fim, ele teve de enfrentar alguns inimigos. Kim seria uma grande ajuda.

— Kim! Aqui!

— Kizimu? Que bom que encontrei você. Cadê os outros?

— Estamos em um problema enorme. Você percebeu que o pesadelo começou, certo? A forma de parar ele já sabemos. Temos que acionar as duas alavancas ao mesmo tempo.

— Alavancas?

Kim percebeu que todos estavam já bem à sua frente. Ele estava muito mal pela morte que arrancou seu coração. Então, ele ficou abalado naquele momento.

— Kim, não temos tempo a perder, o time de Talia não está respondendo, temos que saber se eles estão bem. Venha comigo.

— Certo, vou fazer o que for necessário.

Kizimu ficou muito feliz. Se estivesse ao lado de Kim, com certeza poderia vencer qualquer adversidade. Sabia o quão forte ele era, por isso, era como ter um ás em campo.

Por isso, correram. Por diversos corredores, para no fim chegar até um grande salão. Esse salão Kizimu já conhecia. Foi Bellatrix quem ensinou aquele caminho, e graças a sua ótima memória conseguia refazer o caminho completo. Estavam à direita da ala central.

No fim, o salão era grande e belo. Lá seria capaz de ter provavelmente a capacidade de 300 pessoas, e ainda sobrar espaço. Era verdadeiramente um local para festas. Eles andaram um pouco aflitos e desconfiados.

— Era para eles estarem aqui?

— Sim. Eles vieram para essa alavanca.

Finalmente Kizimu chegou no final do salão. Foi fácil demais, onde no fim, nem mesmo sinal do assassino tinha. Essa estranheza caminhou pelo seu peito como uma avalanche.

A alavanca estava na sua frente. Mas ninguém mais estava presente. Foi fácil demais, como se a maior das armadilhas estivesse pronta para ser acionada. Não tinha ideia de como isso seria realizado.

— Kim, espere um momento, eu vou falar com Pandora.

— Falar com Pandora? Como?

Sem responder a Kim tocou no seu fone de ouvido.

— Pandora! Vocês conseguem acionar a alavanca agora?

— Labella está caída no chão, mas ainda está acordada, ela está enfraquecida, talvez possamos enfrentar ela. Mas vai ser muito difícil. Não poderemos acionar a alavanca na hora.

— Certo, estarei procurando o grupo de Talia, vou deixar Kim cuidando da—

“Garoto se abaixe!”

Como um reflexo de um grito interno de sua alma. Ele abaixou, e cortando fios em sua cabeça, uma espada ecoou por cima de si.

Pensando bem, algo estava muito errado. Por que quando ele encontrou Kim, o garoto não tinha perguntado hora nenhuma sobre os ferimentos? Ou perguntou como estava todos os amigos dele? Apenas aceitou o que Kizimu disse, sem nem falar nada.

Kim antes estava extremamente mal por perder Dalia. Não estaria em condições para lutar. Então…. Aquele que Kim estava vendo cortar acima de sua cabeça. Aquele Kim Umbral…

Era falso.

E o falso Kim, sorriu teatralmente.

Pulou para trás e pegou uma distância eficaz.

— Kizimu? Você está aí? Me responde.

— Eu encontrei o assassino. Me desculpe, agora não posso falar.

— Mas—

Por isso, Kizimu desligou seu fone. Não poderia ter nenhuma distração.

— Então você conseguiu esquivar do meu ataque surpresa. É mais impressionante do que parece. — Debochando, Kim colocou a língua para fora.

— Como você consegue imitar a voz tão bem? Que coisa insana!

— Então Kuzimu Kuokoa, que tal uma batalha um contra um. Assim, se você sobreviver, eu conto onde estão seus amigos.

Kizimu não tinha escolha. Não existia forma de fugir daquele momento. Mesmo que não tivesse força o suficiente, mesmo que ele estivesse ferido demais, e cansado demais, mesmo que tivesse que sacrificar sua vida.

— Vamos!

Kizimu ergueu sua faca em posição de defesa, em postura fazendo um X em sua mão. O escudo e a arma, lado a lado. E do outro lado. Segurando uma espada longa ornamentada, da mesma que encontrou na galeria de heróis, Kim Umbral sorridente estava pronto para um novo assassinato.

E ambos avançaram um no outro.

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Kizimu rebateu a espadada que caiu em sua direção, assim com uma postura defensiva eficiente para conseguir proteger-se de qualquer ataque. No mesmo momento, avançou com um corte direto, mas surpreendendo suas expectativas, a velocidade se excedeu.

Ultrapassando a velocidade humana normal, Kim recuperou sua postura e devolveu quase retirando a faca de Kizimu. Se não levasse aquela luta a outro nível iria perder com certeza.

Kizimu recuperou a compostura e retornou em um golpe ainda mais eficaz, porém, foi defletido e um corte rompeu seu rosto. Kizimu recuou no mesmo momento. Como debochando, o assassino não avançou, ficou sorrindo ali.

— O que você fez com Guto e os outros?

— E se eu disser que matei eles? — disse rindo.

Kizimu encheu de fúria naquele instante. Tudo quebrou dentro de si, e os cacos que já estavam esfarelados em sua alma o rasgaram por dentro.

Não era possível. Será que tinha chegado tarde demais? A irá mais que ascendente corroeu todos os poros do seu corpo. Então, algo surgiu. Era ela. Os fragmentos mais profundos de seu coração.

A temperança.

— Eu vou te mataaaaaaar!

E Kizimu correu. Internamente ele solicitou o impulso elétrico e seu corpo eletrizou completamente, uma explosão energética que não sabia de onde tinha tirado tanta energia. Sua fúria conseguiu gerar algo fora do comum.

Com certeza aquela fúria se intensificava com o despertar da destruição, e assim, sua esclera enegreceu. Quântico, energético, avançou com um impulso devastador, e então, cortou, mas acima do que imaginava, o sorriso não desapareceu.

Através do seu corte, não apenas teve seu corte defletido, como sua outra bochecha foi cortada.

— Vai me matar,quanto amor. Se quiser me matar, vai ter que fazer mais do que a Bellatrix foi capaz!

Então, a intensidade explodiu. Kizimu em cortes tão intensos quanto aqueles que deu contra Ismael, mas acima disso, precisaria entrar em um estilo de combate perfeito, então…

—Dance Impact!

Girou seu corpo mais veloz que um furacão, dançou por dentro de seus braços sangrantes, espirrou sangue para todos os lados, e com um perfeito avanço cinético, fez um corte direto tão veloz que não seria capaz de ser defendido.

Isso se o seu oponente não fosse Kim sorridente. Pois não apenas defendeu, quanto conseguiu fazer um corte aberto em seu peito, e jogou um chute em sua perna, derrubando Kizimu, e depois com a parte não cortante da espada, jogou Kizimu longe.

O dance Impact de Kizimu foi uma falha imitação, mas observando, nem mesmo o verdadeiro seria capaz de acertar esse monstro.

— Você é fraco demais. Vamos ver o quão insignificante você é~. — Sadicamente e lindamente, Kim avançou e cortou Kizimu. Como um resquício do sacrifício que tinha que fazer, defendia. Mas era difícil demais.

Apenas para situar, ambos estavam em velocidades excedentes, cruzando mais de dez ataques no mesmo segundo. Kizimu conseguia tal feito, por causa de sua Aceleração energética, mas Kim, ou melhor, o assassino sorridente, conseguia se equiparar completamente de forma surreal. Se fossemos considerar, era como se o assassino estivesse ainda mais rápido que Kizimu, com uma aceleração de movimento surreal.

Na luta contra Ismael, Kizimu acelerou seu corpo e com a vantagem de velocidade ele conseguia se comparar ao estilo de combate perfeito do dançarino. Mas agora era surreal, estava enfrentando alguém que superava sua velocidade, com uma esgrima mais perigosa que Ismael.

Era como se tivesse vencido um chefão, mas de repente, caísse contra o chefe final. Na verdade, se fosse comparar, era exatamente isso que estava acontecendo. O limite se cruzou e Kizimu apenas estava sendo feito de boneco.

O assassino estava brincando com Kizimu, pois, mesmo que fosse superior em velocidade e habilidade, ele ainda apenas lutava para deixar Kizimu com mínimas esperanças que pudesse ganhar.

— Aarrrr!

Mas…

O limite mostrou a realidade.

Kizimu só poderia aumentar sua velocidade por um minuto e meio, mas com o despertar da destruição, sua mente extrapolava seu limite ao auge cada vez maior. Tudo isso, porque, era o seu desejo ardente de destruir seu oponente que mostrava suas capacidades.

A vontade de acabar com a vida do assassino, fazia seu corpo aquecer e entrar em um colapso nervoso, entrando em uma evolução exponencial, e mesmo com todo o aumento que ele foi capaz de gerar. Mesmo estando no ápice da força que poderia alcançar, ele no fim, estava sendo feito de boneco pelo assassino.

— Que coisa feia, não consegue fazer mais do que isso.

Então, algo gritou em sua mente.

Medo.

Kizimu cortava, gritava, brandia, batia, corroía, e fazia tudo que ele era capaz de fazer com suas habilidades com a faca. Mesmo que ele tivesse treinado por apenas uma semana, seu potencial de combate extrapolava, pois treinou com um mestre muito capaz, e ainda tinha Kuzimu para te auxiliar.

Com tudo que aprendeu, com todas as suas capacidades. Com as posturas de Ernesto. Com os ensinamentos de Guto. Com a dança de Ismael. Com o que aprendeu com Bellatrix. Com o despertar da destruição de Amara. E com a aceleração energética que Kuzimu tinha criado. Mesmo com tudo isso somado, sua força se fez nula.

Atacava, cortava, estocava, batia, defendia, e no fim, apenas percebeu algo. A sua vida estava em perigo completo. O desejo de destruir o assassino não estava sendo capaz de acalmar Kizimu.

“Garoto, você já usou a maldição de Amara mais uma vez, seu corpo não está sendo compatível. É como se você não fosse capaz de usar mais de uma vez. Sua Temperança está atrapalhando também. Lute pela sua vida. Pois agora não tem ninguém que pode te salvar.”

E isso se fez a realidade. O desejo de destruir, a vontade, estava aos poucos desaparecendo, e entrando no seu lugar, apenas o medo corroía seu coração. Cada estocada, seu coração tremia. Cada golpe, seu coração rachava.

Eu vou morrer.

Não podia morrer. Precisava salvar seus amigos. Precisava de alguma forma fazer força para vencer o assassino. Por Hermione, por Eleanor, por Bellatrix, por Amara, por Ernesto. Por todos que morreram, pelos seus amigos de Insurgia. Por tudo, precisava vencer.

Então, o medo corroía sua mente. Se morresse não poderia vingar eles. Tudo corria, a Temperança que tinha voltado pelo desejo de destruir e acabar com a vida do assassino, agora estava corroendo seu coração por causa do medo.

Cada golpe, um frio em sua barriga. Em cada fincada, avanço súbito, então, no fim. Tudo ecoava como seu fim. Pois era isso que a espada do assassino mostrava. Seu corpo era acertado por diversos golpes, um a um, sem conseguir se defender. Kizimu era insuficiente.

Então foi arremessado para longe, e caindo percebeu a parede. Logo na parede ele notou algo. Bianca, Vicenzo, Talia, Guto, Brielle. Todos eles estavam caidos desmaiados, sangrando.

Notar eles caídos fez Kizimu querer ver se estavam respirando, mas no fim, teve que se virar e girar seu corpo para não ser perfurado.

— Oh, conseguiu esquivar esquilinho.

— Não vou perder ainda!

Era um grito falho, das poucas esperanças que tinha ao ver seus amigos. Se no mínimo eles estivessem respirando. Mas, vê-los assim, dessa forma, fez seu coração sangrar mais ainda.

Olhar para frente, ver Kim que enfrentava o fazia refletir. O verdadeiro Kim conseguiria vencer o assassino. Se fosse se comparar com o seu cavaleiro, ele era forte e era capaz de coisas incríveis.

Viu a luta dele contra Leonardo, viu uma luta tão linda e intensa. Sim! Se fosse Kim, ele conseguiria salvar a todos aqui, pois Kizimu era apenas um fracasso como líder. Ele deixou o grupo de Insurgia falhar achando que eles seriam capazes de vencer o assassino.

Era uma aberração. Era impossível.

Se Kizimu fosse mais forte, mas no fim, ele não passava de um fracasso.

Seu coração apertava, seus pelos arrepiavam, sua barriga debulhava, seus olhos dilatavam, sua espinha esfriava, e sua alma tremia. Tudo isso era o limite do medo. Então, percebeu seu limite ecoar.

Agora, mais do que tudo, o que ele mais temia estava para acontecer.

O tempo acabou.

Como um súbito limite, ou uma marionete perdendo suas cordas, Kizimu falhou e foi perfurado completamente pela espada. Até o assassino se surpreendeu pela falha. Pois Kizimu tinha acabado seu impulso elétrico. Toda a velocidade que tinha e toda a aceleração de pensamento que se formava, sumiu.

Kizimu gofou sangue, e o assassino riu cada vez mais.

— Hahahahahaha. Isso é tudo que o filho de Anastácio é capaz? Que coisa ridícula. Inútil, e insignificante!

— Eu… vou… te… matar!

Tossia sangue, e então, o assassino chutou Kizimu para longe, retirando a espada da bainha. Aquela luta não tinha sido metade do que o assassino era capaz, e Kizimu se mostrou falho diante aquilo.

Kizimu notou de imediato, que dentro de si, só sobrou.

Fraqueza

Kizimu mostrava para si mesmo que aquilo era o ápice da fraqueza. Seu corpo estava no limite, sua alma entrava em colapso, seu corpo ainda tinha sangramentos da luta passada, e agora tinha novos sangramentos da luta atual.

Tossiu sangue, a ferida em sua barriga não ardia pois o efeito da anestesia se fazia presente. Talvez fosse o único motivo de não ter desmaiado ainda. Seu corpo não aceitou que estava no limite.

A fraqueza em seu corpo era irreal, não conseguia se mover direito, seus braços pareciam pesados, sua força se fazia nula. Mesmo assim, brandiu sua lâmina, firmou sua força e bateu os pés no chão.

Mesmo com medo ou fraqueza, não iria desistir, não iria parar, não iria…

— Que tal eu fazer um mimo para você. já que você vai morrer, que tal morrer sabendo quem é o verdadeiro assassino?

— O que? Agora vai me contar é? Você não perde uma, hein? — Kizimu fez uma piada para tentar aliviar seu medo. Mesmo assim, Kim sorridente não pareceu ficar nenhum pouco aflito.

Então, algo aconteceu, ele ergueu a mão até seu queixo, mas não como quem quer tocá-lo, mas quem quer retirar algo. E ali, ele fez, retirando uma espécie de máscara de seu rosto.

E então, o coração de Kizimu tremeu. Algo fora da realidade mostrou ali. Não deveria ser possível o que acabou de ver. Queria amaldiçoar o mundo por ver o que acabará de ver. Isso deveria ser mentira, isso não pode ser real.

— Não… você não…

Kizimu sentia um peso absurdo em ver quem estava à sua frente. Sentia tristeza. sentia ódio, se odiava por ver aquela situação. Sim, algo pior estava se formando porque teria que enfrentar uma grande amiga.

Alguém que nunca imaginou ver, nunca imaginou em seu coração que isso poderia, meramente, se mostrar real. Xingou o destino, xingou o mundo, xingou a si mesmo. Então, o sorriso teatral se formou no rosto dela, como um arco aparente em sua vida.

Era um sorriso arqueado, teatral e impossível de crer. Ela retirou a roupa que Kim antes estava usando para mostrar que aquilo não passava de uma fantasia barata. E então, com seus braços delgados à mostra, seu corpo esguio, e sua estatura presente, se mostrou ainda mais irreal.

— Não consegue acreditar… querido Irmãozinho?

Sua voz também mudou. O timbre másculo que tinha antes dissipou e notou-se uma voz feminina presente, mostrando que na realidade aquilo era algum truque barato. Então, Kizimu encheu-se de lágrimas.

— Eu pensei que tivesse morrido…

Com uma longa espada nas mãos, e com aneis em todos seus dedos finos. Nos pés, botas pretas de sola grossa. Usava uma camiseta preta folgada, de tecido simples. A calça, também preta, era do tipo cargo, com bolsos laterais volumosos e uma amarração firme nos tornozelos. Um estilo de roupa que presava estilo e praticidade, tal como uma sorriso que nunca saia de seu rosto.

Limpos e bagunçados, seus cabelos prateados, eles balançavam em um local que pouco tinha ventos. Em seus cílios enormes, lá tinha olhos grandes, com uma coloração única. Eram dourados, cintilantes e perfeitos. Com uma grande emoção e alegria. Ela saltitou como uma boneca fora de tom, naquele mar de sangue.

Sua assassina misteriosa desde de sempre foi ela.

Eleanor Helen, aquela que matou todos de Insurgia.

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— Isso não pode ser verdade, isso é impossível. Eleanor nunca mataria ninguém!

— Não acredita? Aqui! Não tem mascará alguma. Quer tocar para ver.

Ela se aproximou e Kizimu ergueu sua faca, o medo era presente, mas ela se aproximou saltitante e sem medo algum. Ela levou suas mãos gentis até a mão de Kizimu que se deixou levar.

— Quê…

Ela fez ele tocar em seu rosto, então, ele notou. Não tinha nenhuma máscara ali. Kizimu começou a chorar. Isso não fazia sentido, Eleanor era a pessoa mais doce que conhecia. Mesmo que fosse por pouco tempo, mesmo que tivesse apenas alguns dias de amizade, ele sentia que conhecia ela como ninguém.

Ela sorriu gentilmente para si. Tão perto, tão doce. As lágrimas não paravam. A pessoa que matou todos seus amigos, no fim, o verdadeiro assassino, era Eleanor?

— Não precisa chorar, eu sei que deu o seu melhor.

Como poderia matar Eleanor? Claro, disse para si que mataria o assassino, mas no fim, uma amiga tão profunda que ele fez, agora seria a pessoa que teria que matar. Lágrimas em fúria cresceram em seu coração amargo.

O medo não abandonou seu peito, a fraqueza não desacompanhou seu corpo, mas agora em sua alma, sentia o mais profundo….

— Eleannooooooor!

Desespero.

E então, ele retornou as mãos dela do seu rosto, e puxou sua faca para fazer uma perfuração excelente — falhou, fios de aço puxaram o braço de Kizimu para trás. Ela não moveu nada além de uma mão para se defender.

— Fios… de aço?

Os fios de Talia estavam sendo usados por Eleanor. Era uma trapaça aquilo. Kizimu via seu braço ser puxado de trás, de alguma forma. Mesmo que o fio vinha de frente.

— Como?

— Você iria matar sua amiga? Que coisa feia! Hohohoho.

A voz adocicada de Eleanor doía em seus tímpanos. Ela ria da fraqueza de Kizimu. Dele não ser capaz de ser forte o suficiente para matá-la. Ela não sentia algum desprezo ou algum rancor a Kizimu.

Ao menos, ela sentia prazer em vê-lo sentir aquele absoluto medo. Ela ria da fraqueza dele, e gargalhava de seu desespero. Que sentimento profundo era esse que cruzava em Kizimu. Ela se divertia em ver ele assim, então, ela parou.

Os fios afrouxaram, e Kizimu poderia finalmente se mover. Ela recuou e puxou outra espada, agora ela empunhava duas espadas nas mãos. Kizimu não entendeu ao certo de onde ela retirou essa espada, mas a brincadeira ainda continuaria.

Então, sentindo o mais profundo medo, sentindo a mais profunda fraqueza, e agora, crescendo o mais profundo desespero ele avançou.

Sentindo o ápice do medo, fraqueza e desespero.

Correu, cortou, fraco, falho. Eleanor sorria, era tudo teatro para ela. Ela dançava enquanto Kizimu nem tinha mais forças para dançar. Ela mostrava que conseguia imitar completamente a dança que ele estava fazendo.

A luta se tornou uma piada de mal gosto. Ela usando as duas espada humilhava Kizimu com cortes cada vez mais visíveis em seu corpo. Ele sentia tontura por estar a beira da morte. Sua fraqueza se fazia ainda mais irreal.

Então, a espada perfurou sua perna, ele cortou e ela esquivou arqueando seu corpo. Ele tentou outro golpe mas falhou e caiu. Eleanor era perfeita em imitar as pessoas, por isso ela conseguia imitar tão bem todas as pessoas que fingia ser.

Ela fingiu ser tantas pessoas, ela fingia tantos estilo de luta. Ela conseguia copiar completamente, ela era a cópia perfeita. Então, ela cortava. Eleanor brincava com sua presa.

— Vamos querido amigo, vamos, faça seu melhor, você consegue, não é possível que não vai conseguir fazer mais nada? Isso é tudo que o líder da casa Kuokoa consegue? Eu esperava muito mais.

— Cala a boca!

E então, avançava, mas sua perna falhava, tropeçava e recebia outro corte por isso. Com tantos cortes, aos poucos, a dor começou a surgir, sua anestesia não era capaz de aguentar tanto tempo, sua mente estava embranquecendo, se tornando quase apagada para desmaiar.

As lágrimas não desapareciam.

— Eleanor, por que você matou todos eles? Por que você fez isso?

Ela ria cada vez mais.

— Quer saber o porquê? Eu vou te contar! Por que isso é divertido! Imagina, a segunda pessoa que morreu era no fim a assassina! Quem matou todos era a amiga fofa que todos conheciam, no fim, isso é tão emocionante!

Ela ria, enquanto cortava Kizimu, como se fosse um vegetal. Kizimu estava pingando por diversos poros do seu corpo. Então, a tontura, a branquidão, e sua mente se apagava e voltava. Ele estava prestes a entrar em seu colapso.

— Eu sou um fracasso….

Kizimu caiu no chão, e Eleanor pulou se afastando. Ela queria se divertir mais. E então Kizmu começou a bater sua mão no chão.

Não tinha ninguém mais fracassado que Kizimu. Ele não era capaz de fazer nada mesmo. Ele tinha mesmo acreditado que poderia acabar com o pesadelo? Ele prometeu a Pandora e no fim ele não era capaz de fazer nada.

Se fosse Kim com certeza tudo daria certo. Mas não era Kim. Então, era fraco, um merda, um lixo, um inútil. Kizimu batia sua mão no chão com cada vez mais força. Esse resultado ainda era interessante para Eleanor, a quem queria ver o maior desespero em Kizimu. Ela queria ver o medo nele. Mas ver ele desabando era um resultado que ela gostaria sim de ver.

— Eu não consigo fazer nada.

— Sim, não consegue.

— Eu sou um lixo.

— Sim você é.

— Fracasso… — disseram em uníssono.

Ela ria cada vez mais de sua fraqueza, mas então, ela se aproximou, ela abraçou ele. Um abraço tão gentil e caloroso em um momento tão errado.

— Mesmo que você seja um fracasso, eu aceito você como você é. Então, não se preocupe, pode chorar.

Kizimu chorou, cada vez mais. Chorou, chorou, e chorou. Abraçando a garota à sua frente, ele abraçou com forças, sem energia alguma para continuar, então, tossiu sangue enquanto soluçava.

— É perfeitamente normal que se sinta assim, enfrentar coisas tão impossíveis é algo traumatizante não é… isso gera medo, isso gera muito medo. No fim, é isso que move as coisas.

Eleanor afagava os choros de Kizimu, cuidando como uma verdadeira irmã mais velha. Ela era mesmo uma irmãzona.

— Por que temos que lutar, Eleanor…? Eu queria tanto que fossemos amigos.

— Eu gostaria muito que fossemos amigos também, mas não podemos, isso acaba aqui.

Ela se separou do abraço e se afastou, voltou a ficar de frente a Kizimu e ergueu suas lâminas.

— Vamos acabar com isso. Kuzimu Kuokoa!

Kizimu se levantou, pisou em falso, mas logo firmou seu passo. Seus olhos estavam pesados, sua visão embaçada, sangue escorria em algum corte em sua testa, onde o sangue escorreu até seus olhos.

Com uma visão embaçada com sangue e com a fraqueza em seu ápice, ele o fracassado da vez fez seu último avanço. Ele correu, ergueu sua lâmina e — um corte em X no seu peito finalizou a luta.

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— Como se sente… morrendo para sua amiga querida?

Kizimu cuspiu sangue, e caiu ajoelhado no chão. Sua visão estava quase se apagando, sua mente estava no limite. Apenas um resquício de sua humanidade o deixava continuar. Era uma batida chata em seu coração que fazia ele se manter acordado. Essa batida era Kuzimu, que estava forçando Kizimu ao máximo dele.

— Tinha mesmo que ser assim? — fracamente sua voz saiu da sua boca. Era rouca, pela fraqueza que rompia sua alma.

— Não sei dizer… mas o resultado foi interessante. Eu gostei muito de ver como você se sentiu ao saber que eu fiz isso.

— Eu não… consigo entender porque fez isso. Eu não consigo acreditar.

— Desculpa mas…

Eleanor não conseguiu terminar sua frase, pois viu algo muito divertido acontecendo. E uma risada ponta a ponta deu. Ao lado de Kizimu, um dos que tinha derrubado estava em pé. Mas ela estava cambaleando.

Ao lado de Kizimu, algo tocou seu ombro. Olhando para cima, viu um rosto conhecido. O brinco prateado brilhou com a luz daquele salão. Ela não tinha o sorriso debochado no rosto, e sim uma seriedade agoniante.

— Quer dizer que a farsa finalmente vai dar as caras? — debochou Eleanor.

Com roupas largas e desajeitadas, com um olhar profundo, ali estava a gatuna, Talia. E então, ela finalmente sorriu.

— Caramba, caramba, caramba, você é muito ridícula. Então o assassino gosta de fazer esse tipo de piada de mal gosto.

— Piada é? Tipo você?

— Sim, piada, isso que você é. Está me dizendo que você é Eleanor? Isso é alguma piada para me irritar? Não, isso é realmente uma piada para me irritar.

Enquanto Eleanor e Talia trocavam farpas, enquanto Kizimu sentia algo estranho naquela relação. Talia estava mais agressiva do que o normal.

— Talia…

— Kizimu, me desculpe por isso. Você viu algo estranho, isso deve ter afetado seu coração. Mas eu vou dizer uma coisa. Ela não é Eleanor Helen. Isso é uma farsa absoluta!

Kizimu sentiu algo preenchendo em seu peito. Eleanor não parava de rir, ela estava se divertindo completamente com aquilo, nenhum resultado poderia divertir mais ela.

— Me escute. Ela não poderia ser Eleanor… pois — Talia sempre guardou um segredo, mas esse segredo foi descoberto por muitas pessoas. Bellatrix foi a primeira a desvendar o mistério por causa da autópsia. Viviane em sequência descobriu muito rápido o segredo de Talia. Aisha e Pandora sabiam pois tinham visto o necrotério e Bianca pareceu saber seu segredo também. No fim, ela não conseguiu enganar as pessoas mais próximas.

Talia retirou a máscara perfeitamente alinhada em seu rosto. A perfeição e verdade de alguém que sempre usou essas fantasias para fingir ser outras pessoas. Ela revelou seu rosto e Kizimu travou. Ainda ajoelhado ele não conseguiu compreender o que estava acontecendo.

Sim, a segunda morte foi uma farsa, quem morreu naquele dia foi Talia Keira. Fantasiada de Eleanor para que a mesma pudesse investigar algo por conta própria, no fim, ela acertou sabendo quem seria o próximo alvo. O assassino foi direto em Eleanor, mas acabou matando a falsa.

— Droga o que está acontecendo aqui?

O segredo de Talia, ou melhor, da farsa Talia, sempre foi que desde o começo.

— Meu nome é Eleanor Helen. E eu estou extremamente irritada. Como sucessora de Talia e Bellatrix. Eu vou acabar com você, sua assassina desgraçada.

E sorrindo do outro lado. A falsa Eleanor não poderia ter um resultado mais divertido quanto esse.

— Vamos, vamos matar uma a outra e finalizar esse ciclo. Minha querida amiga, Eleanor Hélen!

E então, um novo confronto se iniciou.

Fim da leitura

Capítulo 126 concluído

CAPÍTULO 126 - 119 - Medo, fraqueza e desespero