Mushoku Tensei: Jobless Reincarnation — Capítulo 33: CAPÍTULO 33 - 5

Mushoku Tensei: Jobless Reincarnation
Cap. 33
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Mushoku Tensei: Jobless Reincarnation

CAPÍTULO 33 - 5

Capítulo 33

3.117 palavras~14 min de leitura

Mushoku Tensei: Jobless Reincarnation – Volume 3 – Capítulo 5

Três Dias para a Cidade Mais Próxima

Na manhã seguinte, quando nós três estávamos deixando o vilarejo, avistei Rowin parado perto do portão.

— Bom dia. Está de guarda de novo?

— Sim. Ficarei até que o grupo de caça retorne.

Os outros homens da aldeia ainda não tinham aparecido desde o dia anterior. Rowin ficou ali a noite toda, igual a umNPCde algumRPG? Isso sempre me pareceu algo bem simples… ficar parado no mesmo lugar o dia todo, sem se mover um centímetro sequer. Ainda assim, ele realmente iria ser o único ali até o retorno dos outros?

Ah, acho que aquele ali é o Ancião Rokkus. Com a aldeia sendo tão pequena, ele também deve ajudar caso seja necessário.

— Já estão partindo? — perguntou Rowin.

— Sim. Conseguimos conversar sobre tudo ontem à noite.

— Ah. Eu esperava poder perguntar algumas coisas sobre minha filha, mas…

— Normalmente eu adoraria ficar e conversar, mas infelizmente precisamos pegar a estrada logo.

— Certo…

O homem estava claramente decepcionado. O sentimento era mútuo. Eu adoraria ouvir algumas histórias embaraçosas de Roxy.

— Se eu a vir de novo, vou me certificar de dizer para que entre em contato com você.

— Por favor — disse Rowin, inclinando a cabeça, grato. Eu precisava tomar uma nota mental sobre isso. — Ah, lembrei de uma coisa! Espere só um minuto.

Ele correu para dentro de uma das casas da aldeia – provavelmente aquela em que Roxy cresceu. Depois de vários minutos, apareceu com uma garota que se parecia muito com minha mestra. No começo não entendi por que ele simplesmente não a chamou para o lado de fora usando telepatia, mas então percebi que estavam carregando um tipo de espada. Iriam nos dar um presente?

— Esta é a minha esposa.

— Prazer em conhecê-lo. Meu nome é Rokari.

Ah. Então essa era a mãe da família?

— Eu sou Rudeus Greyrat, senhora. Devo dizer que não esperava que a mãe de Roxy fosse tão jovem. — Me curvei ligeiramente. De certa forma, devia muito a esses dois: eles criaram Roxy e, sem ela, eu provavelmente teria partido para o mundo da forma como nasci.

— Minha nossa, mas que bajulador. Eu tenho cento e dois anos, sabia?

— Uhm, bem… de acordo com meu livro isso ainda é bem jovem. — Pelo visto os Migurds atingiam a maturidade física por volta dos dez anos de idade, e não demonstravam sinais de envelhecimento antes dos cento e cinquenta anos. — Devo muito à Mestra Roxy, senhora.

— Mestra…? Pela deusa, é difícil imaginar aquela garota ensinando qualquer coisa a alguém. Ela deve ter mudado muito…

— Ela me ensinou todo tipo de coisa. Sou muito grato por tudo.

Com isso, Rokari corou um pouco e murmurou:

— Pela deusa… — Parecia que tinha entendido algo errado.

— De qualquer forma — disse Rowin —, estou feliz que você tenha aparecido no meu turno.

— Sim. Também fico feliz por ter conhecido vocês dois. Roxy fez muito por mim, sério… Hmm. Será que eu devo te chamar de Pai?

— Hahaha… Não. Não.

Ouch. O homem nem sequer esboçou um sorriso amarelo. Sua cara de pau me lembrava um pouco a de Roxy. Senti até um pouco de nostalgia.

— Piadas a parte, quero que você fique com isso — disse Rowin, segurando a espada. — Sei que Ruijerd está com você, mas conseguirá dormir melhor se tiver sua própria arma.

— Para falar a verdade, não estou exatamente desarmado — falei, aceitando a espada e puxando-a da bainha.

A lâmina era larga, de um só gume e apenas cerca de sessenta centímetros de comprimento. Também era ligeiramente curva, como um facão ou cutelo. Algumas marcas de uso sugeriam que já era utilizada há alguns anos, mas a lâmina de corte não estava nada lascada. Com certeza parecia que cuidaram bem dessa coisa; estava limpa, até mesmo bonita. Mas também havia algo estranhamente ameaçador nisso. Talvez fosse a maneira como o aço cinza fosco brilhava ligeiramente verde quando exposto à luz.

— Conseguimos isso de um ferreiro que veio para a aldeia há algum tempo. É um negócio robusto. Mesmo após anos de uso, a lâmina continua perfeita. É sua, caso queira.

— Muito obrigado — falei. — Teremos o maior prazer em aceitá-la. — Não era hora para ser modesto. Agora, precisávamos de toda a ajuda que pudéssemos conseguir. Eu poderia lutar de boa mesmo sem nada, mas Eris certamente poderia usar a arma.

— Aqui também tem um pouco de dinheiro. Não é muito, mas deve ser ao menos o bastante para duas ou três noites em uma pousada decente.

Ooh, agora conseguimos até um pouco de dinheiro!

Abri a bolsa, entusiasmado, e descobri que continha algumas moedas de pedra bruta e outras feitas com um metal cinza fosco. Pelo que eu lembrava, a moeda do Continente Demônio consistia em moedas de minério verde, moedas de ferro, moedas de sucata e moedas de pedra. Seu valor era inferior ao de moedas equivalentes em outras partes do mundo; até mesmo as moedas de minério verde, que eram as mais valiosas, valiam apenas um cobre grande Asurano, ou talvez até menos. As moedas de ferro também eram bem próximas aos cobres.

Se disséssemos que uma moeda de pedra era equivalente a um iene japonês, as moedas provavelmente seriam classificadas mais ou menos assim:

Moeda de ouro Asurano: 100.000 ienes.

Moeda de prata Asurana: 10.000 ienes.

Cobre grande Asurano: 1.000 ienes.

Cobre Asurano: 100 ienes.

Moeda de minério verde: 1.000 ienes.

Moeda de ferro: 100 ienes.

Moeda de sucata: 10 ienes.

Moeda de pedra: 1 iene.

À primeira vista, esses números deveriam deixar claro o quão poderoso e próspero era o Reino Asura, especialmente em comparação com a pobreza do Continente Demônio.

Claro, o Continente Demônio tinha sua economia própria, então os preços nem sempre podiam ser comparados. Não era como se todos do lugar estivessem morrendo de fome.

— Muito obrigado…

— Eu só queria poder ter conversado um pouco mais sobre Roxy — murmurou Rokari, repetindo as palavras anteriores de Rowin.

Eles certamente pareciam preocupados com a filha. Mesmo a garota já tendo quarenta e quatro anos, se fosse comparado com a idade humana, era basicamente… o mesmo que ter só uns vinte. Era bem compreensível.

— Acho que podemos ficar por mais um dia, caso queiram…

Rowin balançou a cabeça.

— Não se preocupe. Agora sabemos que ela está bem, e é isso que importa. Certo, querida?

— Sim. Ela infelizmente sempre passou por dificuldades quando estava aqui. Estávamos bastante preocupados.

Eu podia entender como seria difícil viver em um vilarejo como este sem aquele poder telepático que todos pareciam ter. No geral, não se escutava nenhum som de conversas no local. Todos provavelmente se comunicavam silenciosamente usando apenas as mentes. Roxy não podia participar dessas conversas, nem mesmo ouvir o que diziam uns aos outros. Não era de se admirar que tenha fugido de casa.

— Certo, tudo bem então. Espero que voltemos a nos encontrar algum dia.

— Claro. Mas se isso acontecer, tente não me chamar de Pai, entendeu?

— Hahaha. C-claro.

Cara, já entendi o recado…

Era difícil saber quando ou se veria Roxy novamente, mas, ao menos, teria que devolver o dinheiro em algum dia.

Imagem 1

Evidentemente, a cidade mais próxima ficava a uma jornada de três dias de caminhada.

Pouco após partirmos, ficou claro o quão crucial era a ajuda de Ruijerd. O homem já viajava sozinho pela área há muitos anos; conhecia todas as estradas e sabia exatamente como montar um bom acampamento. Sem mencionar seu “radar” biológico, que nos alertava antecipadamente sobre qualquer ameaça circundante.

Era ridiculamente conveniente tê-lo por perto.

— Ruijerd, se importaria de nos ensinar as coisas que está fazendo?

— Por quê?

— Para que possamos ser úteis. — Dada a longa jornada adiante, Eris e eu precisávamos de um intensivo curso de habilidades básicas de acampamento.

Felizmente, Ruijerd provou-se um professor bastante disposto.

— Vamos começar fazendo uma fogueira. Infelizmente, o Continente Demônio não tem madeira adequada para tal propósito.

Hm. Nosso primeiro encontro foi em torno de uma fogueira, então obviamente deveria ser possível, mas…

— Você usa outra coisa? — perguntei.

— Sim. Podemos queimar algumas partes de um certo monstro.

— Ah. — Sério, esse devia ter sido meu primeiro palpite. Aqui, quase tudo que precisava para sobreviver parecia ser proveniente da caça de monstros.

— Felizmente, há um bem perto daqui. Espere um momento, garoto.

— Ruijerd, espera! — O homem já estava se virando, mas consegui agarrar seu ombro antes que ele começasse a correr.

— O que foi?

— Você vai lutar sozinho?

— Claro. Caçar é o trabalho de guerreiros. Crianças devem ficar em áreas seguras.

Certo. Então, pelo visto, ele planejava continuar fazendo as coisas do mesmo jeito para sempre. Para ser justo, o homem estava vivo há mais de quinhentos anos… não tínhamos idade nem para ser seus tataranetos. E ele provavelmente era mais do que forte o suficiente para lidar com qualquer luta sozinho.

Ainda assim, sempre havia uma boa chance de que algo de errado pudesse acontecer. Se Ruijerd morresse ou de alguma forma ficasse incapaz de lutar, Eris e eu seríamos forçados a nos defendermos sozinhos. E, no momento, não tínhamos experiência de combate no mundo real. O que aconteceria se o perdêssemos enquanto nosso grupo estivesse viajando por uma floresta densa e perigosa… ou no meio de uma batalha contra um poderoso grupo de monstros?

Eu não gostava das chances que teríamos de sobreviver em situações parecidas. Precisávamos obter alguma experiência o quanto antes, enquanto ainda tínhamos chances.

Seria bom se eu pudesse convencer Ruijerd a nos ensinar a lutar, mas…

Não. Essa não era a melhor forma de pensar nisso. Este era um relacionamento de mútuo benefício. éramos parceiros em pé de igualdade, trabalhando juntos para alcançar nossos objetivos. Todos os três precisávamos descobrir como lutar como um grupo.

— Certo, mas nós não somos só crianças.

— Sim, vocês são.

— Uh… Ruijerd, olha aqui. — Eu tinha que ser claro e direto a respeito disso. O homem ainda tinha a impressão de que seria nosso guardião; precisava entender que não era esse o caso. — Estamos ajudando você e você está nos ajudando. Nossos objetivos são diferentes, mas vamos lutar juntos… Então, nós três somosguerreiros, certo?

Com a expressão mais severa que pude fazer, encarei Ruijerd diretamente e esperei por uma resposta.

Demorou só uns dez a quinze segundos para ele tomar uma decisão.

— Certo… Então vocês são guerreiros.

Não posso dizer que o homem parecesse exatamente convencido, mas pelo menos parecia que iria permitir que o acompanhássemos de agora em diante. Isso era o mais importante.

— Eris, ouviu isso? Você também vai lutar, né?

Eris piscou, surpresa, mas conseguiu soltar alguns gaguejos:

— C-claro! — E balançou a cabeça vigorosamente.Boa garota.

— Tudo certo então, Ruijerd — falei, voltando ao meu comportamento usual. — Você pode nos levar ao monstro, por favor? — Não adiantava mais agir com agressividade. Precisava ser enérgico ao negociar, e isso era tudo.

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O primeiro inimigo que enfrentamos como um grupo foi um monstro conhecido como “Ente de Pedra”.

Ente, no geral, era um termo usado para monstros parecidos com árvores. Eram plantas comuns que absorveram muita energia mágica e se transformaram em criaturas violentas.

Havia uma considerável variedade de monstros específicos que se enquadravam nesta ampla categoria. Primeiro, havia o Ente Menor, encontrado por todo o mundo. Eles eram como mudas mutantes que tendiam a imitar árvores comuns até que o alvo entrasse em seu alcance. Eram fracos e lentos o bastante para que um adulto comum, sem treinamento real, pudesse fatiá-los sem muita dificuldade.

Entretanto, se acontecesse de um Ente Menor absorver muitos nutrientes de uma Fonte Feérica, localizada em vários lugares da Grande Floresta, eventualmente amadureceria e se tornaria um Ente Ancião. O poder mágico altamente concentrado das Fontes concedia a esses monstros a capacidade de usar vários feitiços de água.

Havia também os Entes Antigos, que já eram enormes mesmo antes de sofrerem mutação, e os Entes Zumbi, árvores que se transformavam depois de murcharem… entre muitos outros. É claro que havia diferenças distintas entre cada uma das variedades, mas seus padrões básicos de comportamento eram bem semelhantes. Fingiam ser árvores normais e atacariam qualquer um que se aproximasse demais. Após algum tempo, produziam sementes que se desenvolveriam e aumentariam sua espécie.

Entretanto, o Ente de Pedra era um caso especial. Na verdade, ele se disfarçava como umarocha.

Qualquer um poderia acabar se perguntando como uma árvore poderia se disfarçar assim. Na verdade a resposta era simples: Entes de Pedra se transformavam em monstros enquanto ainda eram sementes. Podiam continuar em sua forma de semente mesmo após crescerem, e eram capazes de abruptamente se transformarem em árvores monstruosas sempre que alguém se aproximasse demais.

Em sua forma normal, eram completamente imperceptíveis. Não tinham nem um formato distinto, tipo uma semente de girassol – à primeira vista, pareciam apenas pedrinhas, com um formato ligeiramente parecido com uma batata.

— Há algo que precisamos ter em mente enquanto estivermos lutando contra isso?

— Hm. Você é um mago, sim?

— Isso mesmo.

— Então não use nenhum feitiço de fogo.

— Ah. Não funcionam?

— Não poderemos usar a coisa como lenha se você a queimar até que vire cinzas.

— Ah, certo. Claro.

— E nada de magia de água.

— Porque não queremos que a madeira fique úmida?

— Exato.

Então, tudo bem. No que dizia respeito a Ruijerd, essa coisa seria claramente algo inferior a uma ameaça, algo mais parecido com um pedaço de madeira vivo. Isso significava que não representaria qualquer perigo real, desde que estivéssemos com ele. Poderíamos lutar sem correr um risco real.

— Tudo certo então. Vamos tentar deixar a luta comigo e com Eris. Ruijerd, você só precisa intervir para ajudar Eris caso ela esteja em perigo, certo?

— Pretende me manter na reserva?

— Só quero ver o quão bem Eris e eu podemos nos controlar em batalhas reais. Depois dessa, vamos observar você em ação e ver o que podemos aprender.

— Certo.

Com isso decidido, nos coloquei em uma formação de batalha simples – Eris na vanguarda, e eu na retaguarda. Parecia a melhor escolha, dadas suas habilidades de luta com espada.

Eu estava um pouco hesitante em colocar minha adorável pupila na linha de frente, claro, mas ela não seria muito útil se ficasse retida no meio de uma formação. Esse tipo de posicionamento era para apoiar o ataque da vanguarda, e Eris era terrível em trabalho em equipe. Além disso, Ruijerd provavelmente não precisaria se esforçar, mesmo sendo da reserva. Seria melhor deixar Eris lutar livremente, com ele logo atrás para apoiá-la.

— Certo, Eris. Vou ajudar um pouco com um bom tiro à distância. Depois disso, você aparece e acaba com tudo. Vou tentar pelo menos entoar os feitiços que usarei, mas se as coisas ficarem agitadas, vou ficar sem tempo. Basta que mantenha isso em mente, entendeu?

Eris concordou energicamente, dando alguns golpes experimentais com sua nova espada.

— Sem problemas! — A garota estava claramente ansiosa para prosseguir.

Ergui meu cajado e parei para pensar nessas coisas. Feitiços de fogo e de água foram descartados, e só de olhar para a coisa, parecia que os de vento nãos seriam muito eficazes. Isso me deixou apenas com os de terra. Terra me serviria. Eu tinha ficado muito bom com isso depois de fazer tantas estatuetas.

Ainda assim, seria a primeira vez lutando contra um monstro de verdade.

Era melhor dar tudo de mim.

Fechei os olhos e respirei fundo uma única vez, então canalizei minha energia mágica para e através das mãos. Era algo que já havia feito dezenas de milhares de vezes; neste ponto, poderia ter lançado o feitiço mesmo com as duas pernas arrancadas.

— Tudo certo…

Projétil: Rocha em forma de bala.

Resistência: A maior possível.

Forma: Arrebitada, com várias ranhuras.

Modificações: Rotação de alta velocidade.

Tamanho: Ligeiramente maior que um punho.

Velocidade: A maior possível.

— Canhão de Pedra!

Quando as palavras saíram da minha boca, uma pedra disparou da ponta do meu cajado fazendo um enorme estrondo. Ela voou adiante em uma linha horizontal e quase perfeita, e se chocou contra o Ente de Pedra camuflado que estava à nossa espera.

Com um som ensurdecedor, o monstro explodiu em pedaços. Eu o matei, ficoumortinho da silva.

Imagem 3

Eris já estava começando a correr, mas depois que meu ataque acertou, ela parou no meio do caminho e olhou para a minha direção, emburrada.

— O que aconteceu com aquilo de só ajudar um pouco, Rudeus?! Devo cortar os destroços?!

— F-foi mal. Eu também nunca tinha feito isso, sabe? Acho que acabei usando muita força…

— Ugh! Preste atenção!

Eris não ficou lá muito satisfeita por eu ter arruinado sua primeira batalha real, mas eu realmente não esperava matar a pobre criatura tão facilmente. Tudo o que realmente planejei foi ajustar o feitiço Canhão de Pedra, tornando o projétil um pouco semelhante a uma bala de ponta oca. As pessoas da Terra certamente tinham algumas ideias desagradáveis…

Nesse momento, percebi que Ruijerd também estava me encarando. Ou o meu cajado, para ser mais específico.

— Essa arma é algum tipo de instrumento mágico?

— Não, é só um cajado. Mas é um de alta qualidade.

— Mas você não recitou nenhum feitiço e nem usou um círculo mágico…

— Certo. Não é possível mudar a forma do projétil se você usar um encantamento, então eu sempre pulo essa parte.

—Entendi… — Nesse momento, Ruijerd caiu em silêncio, pensativo. O homem podia até ter mais de quinhentos anos de idade, mas parecia que feitiços silenciosos não eram algo que vira muitas vezes. — De qualquer forma… foi a sua magia mais poderosa?

— Bem, não. Eu também podia fazer o projétil explodir quando atingisse o alvo.

— Hmm. Acho que seria melhor evitar qualquer feitiço quando seus aliados estiverem perto do alvo, Rudeus.

— Uh, sim. Boa ideia.

Foi a primeira vez que realmente acertei alguma coisa com aquele feitiço, mas foi definitivamente… mais destrutivo do que imaginei. Acertar alguém com aquilo resultaria em morte instantânea. Idealmente, seria melhor mudar para feitiços de suporte, mas não me veio nada à mente. Até o momento, realmente só tinha pensado em lutar sozinho.

De qualquer forma, como os outros magos faziam quando estavam em combate?

— Ruijerd, se eu quiser ajudar vocês dois com minha magia, que tipo de coisa deveria estar fazendo?

— Não sei. Nunca lutei ao lado de um feiticeiro.

Bem, que seja. Tínhamos um experiente guerreiro Superd ao nosso lado. Não precisaríamos imitar os modos que grupos normais adotavam para fazer as coisas. Poderia pensar em nossa coordenação depois; por enquanto, o mais importante era que Eris e eu tivéssemos alguma experiência real em combate.

— Certo… eu odeio pedir isso, mas poderia encontrar outro inimigo?

— Tudo bem. Mas há algo que precisamos fazer primeiro.

— Hein? O quê? — Talvez essa fosse a parte em que fazíamos uma pequena oração pela criatura que matamos?

— Temos que recolher a madeira. Você a espalhou por todos os cantos.

Usando magia de vento, comecei a recolher os pedaços destruídos do Ente.

Fim da leitura

Capítulo 33 concluído

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