My Iyashikei Game Novel — Capítulo 209: CAPÍTULO 209 - Capítulo 209

My Iyashikei Game Novel
Cap. 209
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My Iyashikei Game Novel

CAPÍTULO 209 - Capítulo 209

Capítulo 209

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Capítulo 209: 209

— Senhor, foi você quem trancou esta porta? — Han Fei virou-se para o velho no escadaria com a expressão mais gentil que pôde colocar no rosto. Sua mão, contudo, entrou no bolso para pegar o taser. O velho parecia não ter ouvido Han Fei. Era um homem de idade avançada, com manchas de envelhecimento no rosto. Mantinha uma mão atrás das costas enquanto segurava uma gaiola vazia com a outra. — Senhor, o senhor consegue me ouvir? — Ao tentar se aproximar do velho, Han Fei, de repente, ele se virou e voltou para o andar de cima. Enquanto o velho recuava, Han Fei percebeu duas penas soltas presas à mão vazia do velho. Isso explicava por que a gaiola estava vazia.

‘Que homem estranho.’ Ao encontrar alguém assim, a maioria das pessoas provavelmente o ignoraria, mas Han Fei não era como a maioria. Ele decidiu persegui-lo. — Senhor, precisa de ajuda para voltar para casa? — Han Fei ofereceu como um verdadeiro Samaritano ao alcançar o velho. Quando estendeu a mão para segurar seu corpo, o velho arrepiou-se.

— Estou aqui para assistir a um filme. Peço desculpas em nome da equipe se causamos algum transtorno. — A abordagem de Han Fei transbordava gentileza, então, mesmo que o velho se sentisse desconfortável com sua presença, pareceria errado afastar esse jovem tão gentil. Han Fei acompanhou o velho até o quinto andar. Estranhamente, o velho parou antes da porta e não entrou. Em vez disso, virou-se para olhar Han Fei, que também não aparentava intenção de ir embora.

— Senhor, consegue lembrar de algo sobre o escritor que morou no 4º andar? — Han Fei permaneceu firme, como se não fosse se mover até obter sua resposta. O velho olhou fixamente para Han Fei por um longo tempo antes de dizer: — Ele morreu há mais de 10 anos. — A voz do velho era baixa e rouca, parecendo unhas arranhando vidro.[1]

— Eu sei que ele está morto, mas ele fez alguma coisa estranha enquanto estava vivo? Vocês eram vizinhos, então devia conhecê-lo bem, certo? —

— Não consigo lembrar de coisas de mais de uma década atrás. — O velho abaixou a cabeça para evitar contato ocular.

— Sério? — Han Fei era um mestre na atuação, o que lhe permitia perceber facilmente quando alguém estava fingindo. — Alguém também veio te perguntar sobre a Aranha recentemente? —

— Sim. — A voz do velho era tão fraca que Han Fei mal conseguiu ouvir.

— O que eles queriam saber? —

— Não lembro mais. —

— Você tem o contato deles? —

— Ele também está morto. — O ar congelou quando o velho de repente levantou a cabeça. Apontou seu dedo torto bem acima deles. — Ele pulou daqui de cima. Assim como você, ele não tinha medo de nada, mas a curiosidade mata o gato. — A voz do velho diminuiu ainda mais, e um medo começou a tingir seus olhos confusos. — Algumas coisas certamente são reais, você pode escolher acreditar ou não, essa é uma questão sua. Mas não ande pelo 4º andar após o anoitecer, ou poderá ser o próximo a pular do telhado. —

— Senhor… você viu alguma coisa? — Han Fei não era apenas um bom ator; ele estudou psicologia e tinha vasta experiência ‘clínica’. Conseguia discernir muitas coisas apenas pelas expressões do velho. Quando ouviu essa pergunta, os olhos do velho, que antes estavam dispersos, focaram em Han Fei. Seus lábios rachados abriram-se lentamente, revelando dentes amarelados. Justo quando ia dizer algo, um som de sininho tocou de um dos cômodos do 4º andar. Quase ao mesmo tempo, ao ouvir o sino, o velho abandonou a conversa, abriu a porta e correu para dentro de seu quarto. Parecia que algo ruim aconteceria se ele permanecesse lá fora. Han Fei não tentou impedir o velho; ao contrário, após ele entrar, seguiu naturalmente atrás e até ajudou a fechar a porta.

— Senhor, o que foi aquele som mais cedo? — perguntou Han Fei. — Não há mais ninguém morando no 4º andar e todas as portas estão trancadas, de onde veio esse som? —

— Foi o sino de vento. Quando o autor ainda estava vivo, o sino de vento da casa dele tocava frequentemente ao entardecer. — O velho permanecia na sala segurando a gaiola vazia. Ele não esperava que Han Fei fosse segui-lo até lá. Agora, suspeitava que Han Fei fosse alguém com segundas intenções, que se infiltrara na equipe de filmagem, pois, tanto pela aparência quanto pelo jeito, o jovem na sua frente não parecia um ator.

— Entendi. — Han Fei anotou essa detalhe do sino de vento. Seus olhos lentamente desviaram-se do velho e começaram a percorrer o cômodo. Dentro daquela sala pequena, havia muitos altares de tamanhos diferentes, a maioria coberta por um pano preto. Han Fei não conseguiu distinguir as divindades a que pertenciam.

— Senhor, por que reza para tantos deuses diferentes? Um só já seria suficiente. — Han Fei já tinha visto altares em um jogo chamado Iyashikei, então tinha certa familiaridade com eles.

— Na verdade, não rezo para eles. É que esses altares aparecem misteriosamente dentro do prédio, ninguém sabe quem os colocou lá. Sempre que encontro um, levo para casa por respeito. — Ao perceber que Han Fei não se mexia, o velho suspirou. — Não tenho intenção de lhe fazer mal. Olhei para você na escadaria antes porque queria alertá-lo para não se aproximar demais daquele autor. Quem se envolver com ele acaba tendo um final ruim. Aliás, várias ocorrências estranhas aqui estão relacionadas a ele. — Quando estava no conforto de casa, o velho parecia mais disposto a compartilhar.

— Final ruim? Como assim? — Han Fei imediatamente lembrou do método da Borboleta. Passou a suspeitar que ela estivesse matando as pessoas que investigavam a Aranha. Se fosse esse o caso, isso significava que a Borboleta tinha algo a esconder, talvez a própria Aranha conhecesse suas fraquezas!

— Parece que você realmente não sabe de nada. — O velho balançou a cabeça. — Há 10 anos, ocorreram muitos eventos estranhos na fábrica de embutidos.

— Quando a fábrica começou a operar, todo mundo gostava dos produtos porque a carne tinha uma fragrância irresistível. Mas, depois, surgiram rumores de que a fragrância vinha do fato de que as máquinas mataram algum trabalhador desventurado. —

— Isso deve ser um boato falso, certo? —

— Claro que sim, mas rumores podem ser bastante poderosos. As pessoas começaram a duvidar da limpeza da fábrica e pararam de comprar seus produtos. — O velho olhou para fora da janela, permitindo-lhe ver direto para a fábrica ao lado. — Depois que as vendas caíram, a qualidade da carne também piorou. Em vez de fragrância, passou a ter um cheiro rançoso e azedo. Ninguém sabia de onde vinha aquele odor, de qualquer modo, os negócios despencaram. Por fim, fechou as portas. E foi justamente nessa época que o sócio do proprietário desapareceu repentinamente. Dizem que ele foi retirado para cortar perdas. —

— A polícia foi chamada para procurar o homem, mas não o encontrou. Porém, ao verificarem o estoque do armazém, perceberam que o número de porcos não batia. Havia um porco vivo a mais no chiqueiro. Talvez fosse coincidência, mas isso alimentou ainda mais os boatos. Todos ficaram ainda mais afastados da fábrica. — O velho suspirou. — Finalmente, a fábrica fechou e o chefe virou o primeiro a se suicidar lá: pulou do telhado e caiu bem sobre seu carro usado.

— Não há provas concretas de que o chefe tenha algo a ver com o desaparecimento; por que ele se matou? —

— Foi por pressão da opinião pública e boatos opressivos. Honestamente, quem nos conhece de verdade sabe que ele era inocente, um jovem muito bom. Quem imaginaria que sua vida terminaria assim? — O velho suspirou. Então sua voz ficou mais baixa, como se o que fosse dizer a seguir não devesse ser pronunciado em voz alta: — Mas isso foi só o começo. Depois da morte do chefe, até neste conjunto residencial começaram a acontecer coisas estranhas. —

— Como assim? —

— Por exemplo, os moradores ouviam passos inexplicáveis à meia-noite. Sentiam um cheiro estranho de carne rançosa que se infiltrava nos quartos. Muitos diziam que era o espírito do chefe falecido que havia retornado. — O velho não deu espaço para Han Fei interromper, continuou de uma só vez. — Todos ficavam com medo, bem, a maioria de nós pelo menos. Alguns jovens não acreditavam nessas coisas e decidiram montar uma patrulha noturna.

— Eles fizeram patrulhas por várias noites e não encontraram o chefe. Mas seguiram o rastro do cheiro de carne rançosa até o quarto do autor no 4º andar. O cheiro vinha do quarto dele. Os moradores normalmente o deixavam em paz. Ele raramente saía do quarto, e quando era visto fora dele, agia de forma estranha. Às vezes era gentil e atencioso, noutras, distante e frio. Conforme o humor, ficava estranho, confrontador, mas também parecia se importar, como uma mulher. —

— De modo geral, os moradores evitavam sua presença; raramente conversávamos com ele. Mas, agora, com as evidências apontando para ele, começaram a desconfiar desse homem estranho. Contudo, suspeita não passava de desconfiança; ninguém tinha provas concretas, então a investigação foi suspensa. —

— Mas, três dias depois, um dos jovens que integrava a patrulha noturna apareceu morto neste prédio. Morreu do mesmo jeito do chefe, pulando do telhado. Ele era solteiro, e nada indicava problemas mentais. O suicídio foi uma surpresa completa. Oficialmente, a Polícia de Xin Lu declarou que foi suicídio, mas todos os moradores sabiam que foi o chefe da fábrica de embutidos quem esteve por trás. —

— Quem pôde saiu logo dali, e os demais moradores tiveram que recorrer a proteções caseiras. — O velho olhou para os altares ao redor. — Alguns reuniraram dinheiro para contratar um sensei. Depois que o sensei ouviu as histórias exageradas sobre o autor, concluiu que a casa dele estava assombrada e que precisava entrar para exorcizar o espírito.

— O autor não deixou ele entrar, então o sensei se intrometeu. Fez a cerimônia naquela tarde e afirmou ter lidado com o espírito do chefe da fábrica. Com os moradores implorando, o sensei concordou em ficar uma noite no conjunto residencial. Na noite de comemoração, beberam bastante. Logo após a meia-noite, perceberam que o sensei havia desaparecido. Só o encontraram na manhã seguinte, do lado de fora da janela do 2º andar. Parecia que ele tinha bebido demais. Ele cambaleou até a varanda do 2º piso, escorregou e caiu do parapeito. No caminho, seu pescoço ficou preso às linhas de eletricidade e ele foi strangulado até a morte.

O velho olhava para o pôr do sol lá fora. Não importava o quanto Han Fei insistisse, ele se recusava a continuar a narrativa. Parecia que contar essas histórias à noite traria tragédias. Como ele era tão decidido, Han Fei não insistiu mais. Ainda assim, lembrou-se de que aquela noite eles deveriam ensaiar o roteiro no conjunto, cuja história era baseada na própria vida do Spider.

‘O que pode acontecer se discutirmos bastante esse roteiro dentro deste prédio, depois do anoitecer…’ — Segurando firme o roteiro, sentindo a pressão, uma chama de expectativa iluminava os olhos de Han Fei.

Fim da leitura

Capítulo 209 concluído

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