My Iyashikei Game Novel — Capítulo 41: CAPÍTULO 41 - Capítulo 41

My Iyashikei Game Novel
Cap. 41
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CAPÍTULO 41 - Capítulo 41

Capítulo 41

1.375 palavras~6 min de leitura

Capítulo 41: 41

— Han Fei, desculpe incomodar mais uma vez. Ao avistá-lo, o diretor Jiang foi ao seu encontro para recebê-lo. — É que sua atuação é tão boa que não podemos deixar ela ser desperdiçada. Por conta do orçamento limitado, o projeto usa muitos atores novatos. A maioria deles é inexperiente, infelizmente, poucos realmente dominam seus papéis.

— Não me importo pessoalmente, mas uma alteração de última hora no roteiro não vai acabar com a fluidez? Cada minuto em um filme é crucial. Se trabalharem cenas extras para mim, talvez a caracterização dos personagens principais não seja tão completa.

— O roteiro será mudado de qualquer forma, — disse o diretor Jiang sinceramente. — Nossos roteiristas discutiram bastante. Por sensibilidade às famílias das vítimas, decidimos editar algumas cenas. Jiang era rígido com os atores, mas respeitava as vítimas e seus familiares. Afinal, não era sua intenção se aproveitar deles.

— O filme é baseado em um evento real. De fato, temos que considerar os sentimentos das famílias das vítimas.

— Você tem razão, — Jiang bateu no ombro de Han Fei. — Vá logo fazer a maquiagem. Para sua informação, vamos acrescentar cenas cotidianas para aprofundar o personagem Wei Youfu.

Han Fei foi até uma sala no subsolo, que servia de camarim temporário da equipe. Escolheu a ponta mais interna e se sentou. A figurinista entregou roupas semelhantes às usadas por Wei Youfu e arrumou seu cabelo no estilo do personagem. Enquanto as maquiadoras cuidavam dele, Han Fei pegou o roteiro recém-editedado e leu silenciosamente.

A porta foi empurrada e abriu-se. — Por que estamos aqui de novo? Já finalizamos a filmagem, não foi? — Uma jovem de cerca de 1,80 m entrou impetuosamente. Uma mulher de aproximadamente 30 anos veio atrás dela carregando uma bolsa e segurando vários papéis e o roteiro.

— Quem poderia prever que as famílias das vítimas mudariam de ideia de repente? Agora estão lá fora do set. Preciso refazer as cenas por causa deles — explicou a mulher, que carregava uma sacola. — Com quem vocês decidiram esse roteiro originalmente?

— Por que essa escolha? — o jovem, que se chamou Ah Cheng, virou sua irritação contra ela. — Não há orçamento suficiente, e, além de mim, os outros atores quase ninguém conhece. Este filme vai destruir toda a minha reputação construída até agora.

— Essa foi uma decisão da produtora. Não há muitos filmes nesse gênero, então tem menos concorrência. Pode fazer sucesso se bem feito — murmurou a mulher, temendo parecer combativa. E acrescentou, quase suplicando: — Além disso, Jiang Yi é um bom diretor. Mesmo sem ter nos blockbusters, os críticos sempre elogiam seus filmes. Ah Cheng, por favor, tenta seguir essa orientação só desta vez.

— É fácil falar assim — protestou Ah Cheng, pronto a argumentar mais, quando um alvoroço vindo de fora chamou sua atenção. Parecia uma discussão acalorada. Ah Cheng e seu gerente correram para ver o que acontecia. Han Fei, que já tinha terminado a maquiagem, não demonstrou interesse algum. Procurou Jiang Yi. Queria terminar logo suas cenas e voltar para casa. Em vez de pequenas discussões, o que preocupava Han Fei era como capturar o serial killer e vingar as vítimas. Han Fei atingiu um novo nível de Zen, tudo graças ao jogo Iyashikei.*

Logo, o tumulto dentro do prédio aumentou. Parece que as famílias das vítimas invadiram o set. Sem outra opção, Jiang liderou Han Fei para um outro cenário no andar superior. Era onde eles filmavam as cenas internas. — O objetivo é mostrar que Wei Youfu e as outras vítimas eram como qualquer um de nós. Viviam suas vidas pacíficas. Vamos acrescentar cenas do cotidiano ao personagem dele para que o público possa se emocionar mais, especialmente quando suas famílias tiveram suas vidas brutalmente tiradas.

— Entendido. Para os outros, isso pode parecer difícil, mas não para Han Fei. Afinal, ele tinha encontrado Wei Youfu pessoalmente. Lembrava-se de cada expressão do homem. Ele emanava gentileza, mas, após ser consumido pela dor e pelo desespero, sua perda tocava fundo no coração. — Farei o meu melhor.

Depois de entrar no set, Han Fei lentamente inseriu na sua mente e corpo todas as informações que tinha sobre Wei Youfu. Desligou sua consciência.

Ele tinha acabado de fazer uma hora extra até meia-noite. Com o corpo cansado de tanto esforço, chegou em casa. Seus olhos estavam opacos de fadiga, mas, por baixo, brilhava uma sensação de realização—uma noite bem aproveitada. Jogou-se no sofá. Pegou uma foto dele com a esposa, olhando-a com ternura. Com carinho, limpou a moldura e começou a pensar em uma surpresa para ela. Em poucos dias, uma nova e chamativa foto de casamento adornaria a casa. Olhou para a parede, como se visse a imagem ali. Nesse momento, seu telefone tocou. Atendeu. As constantes reclamações do pai envelhecido fizeram-no sorrir silenciosamente. Mesmo na idade avançada, seu pai ainda conseguia fazê-lo se sentir uma criança.

— Eu sei, eu sei. Não se preocupe comigo, cuide de si também… — Depois de desligar, Han Fei virou-se para o quarto. Seria lá que teria sua cena de morte.

— Youfu! — Antes que Han Fei ouvisse o comando de “corta”, uma voz de idoso veio do corredor atrás da câmera. O cartaz caiu das mãos fracas do velho enquanto ele vagava, atordoado, para dentro do set. — Não entre aí, Youfu…

Han Fei parou de se mover. Reconheceu aquela voz, era do pai de Wei Youfu. Ao se virar, seus olhos encontraram os do velho segurando o cartaz. A expressão do homem era devastadora.

— Quem deixou as famílias entrarem no set?! — gritou o diretor do set e o gerente de cena, tentando puxar o velho pra fora. Tentaram puxá-lo à força.

— Espera aí! — Han Fei rapidamente se aproximou. — Não precisa usar força. Pode machucar o senhor sem querer. — Protegendo o velho atrás de si. — Tenho certeza de que podemos resolver isso pacificamente.

— E o que temos para conversar? Tudo já foi discutido antes, e agora eles decidem interferir na gravação?! Se isso não é uma violação clara do contrato, o que é então? — Ah Cheng, encostado à porta, reclamou, ignorando o olhar de advertência do seu gerente.

— Isso é um absurdo! — O velho apertou ainda mais o cartaz. — Só concordamos com isso porque vocês prometeram ajudar a divulgar o incidente e encontrar o assassino! Mas o que fizeram foi exatamente o contrário — fabricaram mentiras na produção!

— Somos cineastas, não polícia. Por que vocês acham que podemos ajudar a prender o assassino? De qualquer modo, todos vocês assinaram o contrato — disse Ah Cheng, com superioridade, olhando para o idoso. — Já filmamos a maior parte do filme, e agora, por causa de vocês, quantas mudanças temos que fazer? Nossos rolos, meu tempo— você sabe como eles são preciosos.

— Não me importa. Vocês foram os primeiros a violar o contrato — gritou o idoso, claramente agitado. Ao ouvir a gritaria, outros familiares das vítimas subiram as escadas carregando cartazes. Estavam todos eles ali.

— O que está realmente acontecendo? — Han Fei perguntou, confuso. Não tinha ideia de que a situação era tão tensa.

— Como a maior parte do filme já foi editada, decidimos lançar o trailer. Eles devem ter visto — suspirou Jiang Yi. Baixou a voz. — Gostaria mesmo de respeitar seus desejos, mas isso não agrada aos patrocinadores. A verdade é que o assassino ainda está à solta, mas os patrocinadores querem um final feliz, porque acreditam que isso atrairá mais público para o cinema.

— O que vocês querem dizer com final feliz?

— Ordenaram aos roteiristas que forçassem um desfecho — explicou Jiang Yi, um tanto desamparado. — Para simplificar: no final, o protagonista por sorte escapou do perseguidor e conseguiu se vingar. Assim, o assassino foi capturado pelo personagem principal.

— Como o filme é baseado em uma história real, não devemos criar um final falso. Isso é desrespeitoso com o público e com as vítimas — afirmou Han Fei, olhando para o velho, que ainda visitava a delegacia para exigir notícias. A perda de entes queridos pesa na alma por toda a vida.

— Não podemos fazer nada, por enquanto só nos resta esperar que ambos os lados se acalmem e cheguem a um acordo — disse Jiang Yi, com expressão preocupada. — Espero que tudo se resolva logo.

— Vai ficar tudo bem — Han Fei apertou os olhos, escondendo uma dor aguda no fundo do coração. — Este filme terá seu final, e não vamos esperar muito por isso.

Fim da leitura

Capítulo 41 concluído

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