My Iyashikei Game Novel — Capítulo 57: CAPÍTULO 57 - Capítulo 57

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Cap. 57
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CAPÍTULO 57 - Capítulo 57

Capítulo 57

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Capítulo 57: 57

— Ah Cheng, você tem certeza de que o Diretor Jiang vai ligar? — A gerente feminina caminhava nervosamente pela sala. — Por que não liga para ele e pede desculpas?

— Que pressa? Ainda se passaram só 21 horas e 36 minutos. O Diretor Jiang precisa de mim — Ah Cheng sorriu com confiança, mas sua ansiedade ficava evidente pelos dedos que arranhavam o couro do sofá. — Tudo está dentro do meu planejamento. Confie em mim, a equipe já está em apuros, e eles vão vir rastejando pra me pedir ajuda logo, logo.

— Sério? — A gerente observou as pernas que tremiam de Ah Cheng e o olhar perdido. No final, ela suspirou cansada: — Então vamos esperar mais um pouco.

…

— Jiang Yi, você sabe o quanto é negativo mudar o protagonista neste momento? Você sabe o quanto eu investi pra convencer a agência por trás do Ah Cheng a patrocinar este projeto? Você realmente acha que tem patrocinadores na fila para este filme? — A voz de Li Xue ecoava pelo telefone.

— Eu vou tentar reduzir ainda mais o orçamento. Além disso, se você quiser minha opinião sincera, estamos pagando demais pelo papel do Ah Cheng. O dinheiro que ele recebe não condiz com o esforço que ele faz. Em comparação, este outro ator…

— Chega! — Cortou ela, frustrada. — Você está me dando dor de cabeça. Tudo bem, dou mais três dias pra você. Use esse tempo pra clarear a cabeça e enxergar o que realmente importa aqui. — Sister Long então desligou o telefone. O Diretor Jiang e os dois roteiristas ficaram na sala cheia de fumaça.

— Diretor, vamos revisar o roteiro de novo? — O roteirista tirou um boné para esconder a calvície.

— Todos têm trabalhado demais nestes últimos dias. Devemos tirar uma folga breve agora. — Diretor Jiang acendeu um cigarro e expulsou os demais da sala.

Depois que Han Fei deixou o set, parou para conversar com as famílias das vítimas. Queria obter mais informações para conhecer melhor seus colegas de quarto. Afinal, dividiam o mesmo teto. Através das histórias contadas por seus entes queridos, os fantasmas do Quarto 1044 adquiriram cor e vida.

— Tenho certeza de que eles sentirão seu amor e admiração. Eles sabem que são lembrados — disse Han Fei às famílias. Ao ouvir seus relatos, uma sensação que nunca tinha sentido antes surgiu dentro dele. Por mais frágil que fosse, havia um fio que conectava o mundo real, acolhedor, com o mundo infernal do jogo. Um fio que cruzava a fronteira entre vida e morte, ligando ambos. Han Fei não conseguiu impedir-se de pensar se haveria um propósito maior na existência deste jogo Vida Perfeita…

Às 17h, enquanto Han Fei se despedia das famílias, recebeu uma ligação de Li Xue. Depois de se afastar dos outros, Han Fei atendeu. — Você descobriu alguma coisa sobre Meng Changan?

— Nada definitivo. Mais pistas surgiram ao investigarmos Meng Changan, mas todas apontavam para Meng Changxi! — A voz de Li Xue saiu do telefone. — Além disso, o relatório de cena do crime na Casa Preta acabou de ser divulgado. Encontramos traços de DNA de duas pessoas: uma é He Shouye, e a outra, Meng Changxi. Também puxamos a gravação de uma câmera de trânsito de alguns anos atrás. Detectamos Meng Changxi na rua ao lado do lugar onde He Shouye morreu no acidente de carro. Agora suspeitamos que o acidente de He Shouye talvez não tenha sido acidente mesmo.

— Você acha que foi Meng Changxi quem matou He Shouye? — Han Fei buscou na memória a teia de relações das vítimas. — Por que ele mataria He Shouye? Não há ligação entre eles.

— Provavelmente foi para silenciar o cúmplice. Como eu sugeri, ambos são assassinos que talvez tenham trocado os alvos um do outro. Depois de fecharem o negócio, para esconderem o crime, Meng Changxi matou He Shouye.

— É possível que alguém tenha incriminado Meng Changxi? Não é meio conveniente que tudo aponte pra ele?

— Existe essa possibilidade, e por isso ainda não emitimos mandado contra Meng Changxi. — A voz de Li Xue mudou um pouco. — Para garantir que não estamos atrás do assassino errado, investigamos profundamente o passado de He Shouye e de Meng Changxi. Não encontramos nada realmente incriminador além do que já temos contra Meng Changxi. Mas He Shouye foi um caso à parte. Foi como abrir a Caixa de Pandora. Ele não era local, era casado e tinha filho antes de se mudar para a cidade. Visitamos antigos vizinhos dele e procuramos ex-esposa por muito tempo.

— Ex-esposa?

— Sim. He Shouye era divorciado. Segundo os vizinhos, antes de casar, ele era um cidadão exemplar. Era o solteirão mais cobiçado do povoado. Mas, após o casamento, sua verdadeira face apareceu. Ele era um jogador compulsivo e um agressor. E tudo piorou depois que tiveram um filho. He Yuhuai nasceu com uma doença congênita, era frágil e delicado. He Shouye não gostava do filho e descontava sua irritação tanto nele quanto na esposa. Violência doméstica era comum. Eventualmente, ela não aguentou e fugiu, levando o filho, mas sem ele.

— Então, ele usou a vida do filho para ameaçar a esposa a voltar, dizendo que mataria a criança se ela não voltasse. No fim, ela precisou procurar a polícia. Divorciaram-se depois disso.

— Após o divórcio, houve uma grande discussão sobre a divisão da herança. Ambos queriam a casa, mas ninguém queria a responsabilidade pela criança. Alguns vizinhos ficavam emocionados ao falar do garoto. Ele não tinha amigos, sempre ficava trancado em casa. Cresceu com medo. Seus pais descontavam a frustração nele. O barulho de um menino chorando nunca cessou na casa deles. Os vizinhos muitas vezes ouviam He Shouye gritando: ‘Meninos não choram! Stop crying ou eu quebro seu pescoço!’

— Talvez por causa do primeiro filho, He Shouye desenvolveu um ódio extremo por crianças. Segundo os vizinhos, ele podia estar normal numa hora, e na outra enlouquecer se ouvisse uma criança chorando perto dele. No final, dividiram os bens igualmente, e o menino ficou com a mãe. Mas a tragédia não terminou aí. A mãe não queria o menino. Ela só teve ele porque He Shouye quis ter uma criança. Então, um dia, ela o levou para um lugar bem longe, para uma brincadeira de esconde-esconde. Quando chegou a vez do menino se esconder, ela o abandonou.

— A mãe de He Yuhuai fez sua própria fuga, levando todo o dinheiro da separação. Quando a polícia encontrou o menino, tiveram que devolvê-lo ao pai. Você sabe o que aconteceu depois, né? Notícias surgiram de que filho de um milionário em Xin Lu tinha doença renal. Quando He Shouye descobriu que o filho poderia ser doador, fez uma transação privada com um empresário.

— Essa tragédia toda começou com esse menino. Se sua família tivesse dado mais amor, aceitando-o, talvez toda a cadeia de coisas ruins pudesse ter sido evitada — finalizou Li Xue, contando a história. E, enquanto ouvia, um nome gravou-se na cabeça de Han Fei. O menino que morava no quarto abaixo do seu em Vida Perfeita, o menino chamado Lamentar; o menino que sempre ficava só, aquele que mantinha vivo esse jogo de esconde-esconde sem fim; o menino que morava numa casa cheia de apenas o som de choro.

‘Talvez eu devesse dedicar algum tempo para conversar com o Lamentar…’ O nome He Yuhuai ecoava na mente de Han Fei. Ele planejava encontrar-se com ele naquela noite.

Fim da leitura

Capítulo 57 concluído

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