O Coadjuvante Aposentado Quer Viver em Silêncio Novel — Capítulo 141: CAPÍTULO 141 - A Visita da Academia de Lormane

O Coadjuvante Aposentado Quer Viver em Silêncio Novel
Cap. 141
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O Coadjuvante Aposentado Quer Viver em Silêncio Novel

CAPÍTULO 141 - A Visita da Academia de Lormane

Capítulo 141

1.559 palavras~7 min de leitura

[Tradutor - Peptobismol]

[Revisor - Deus Demônio]

Capítulo 141 - A Visita de Lormane à Academia (7)

No dia seguinte.

O Diretor Kirrin, com uma expressão de completo desespero, veio correndo me procurar logo pela manhã.

'Dian! Dian! Me salve!'

Agarrado na bainha da minha roupa, Kirrin implorava desesperadamente.

'Por favor, me salve!'

'Qual o problema? A Vice-Diretora Ismera ameaçou te matar e tomar o seu lugar?'

Eu brinquei, mas a expressão de Kirrin só piorou.

'Ela está vindo!'

'Quem está vindo?'

'A, a Che-Chefe…!'

Kirrin gaguejava enquanto se atrapalhava com as palavras.

'A Administradora Chefe!'

'Ah, entendi.'

'Cai na real!'

Quando respondi distraidamente, Kirrin gritou frustrado.

'Não é qualquer administrador, Dian! A Administradora Chefe da Sede da Igreja!'

'Eu sei. Se é alguém importante o suficiente para te deixar tão nervoso, tem que ser a Administradora Chefe da Igreja.'

'Por que você não está mais chocado?'

'Eu estou chocado.'

Mas, na verdade, eu não estava. Eu já esperava por esse resultado.

No dia seguinte à partida da Sacerdotisa Maya, recebemos um aviso de que a Administradora Chefe da Igreja visitaria a Academia.

Isso só confirmou minha suspeita de que Maya havia sido enviada para me monitorar.

Então aquele prontuário de pacientes que ela me entregou da última vez… era tudo uma farsa.

Claro, como uma sacerdotisa servindo a uma oficial de tão alto escalão, não é surpresa que ela fosse meticulosa em registrar coisas assim. Ela não teria guardado um registro tão crucial de forma descuidada.

'O-O que devemos fazer…?'

'Nós nos preparamos para receber nossa convidada adequadamente.'

'Mas a Administradora Chefe é equivalente a um ministro! Há tanta coisa para preparar!'

Kirrin praticamente gritou.

'Existe um protocolo estabelecido para receber visitantes de alto escalão? Então é só seguir isso. O escritório administrativo lida com essas questões o tempo todo. Por que você está tão preocupado? Além disso, você tem a Vice-Diretora Ismera.'

'É-É verdade, mas…'

Kirrin parou de falar, com as orelhas caídas enquanto murmurava, percebendo que meu ponto era válido.

'É que… ela é uma figura tão importante e famosa. E, mais do que tudo, o fato de ela estar vindo de repente para cá me assusta…'

'Eu tenho uma teoria. A Sacerdotisa Maya provavelmente relatou todas as deficiências da Academia em detalhes.'

'O-O quê?!'

Os olhos de Kirrin saltaram em horror.

'Então agora a justa Administradora Chefe está vindo pessoalmente para te punir divinamente em nome dos deuses…'

Eu segurei Kirrin enquanto ele cambaleava, quase desmaiando.

'Brincadeira. Eu acho que ela está vindo me ver.'

'Ver… você?'

'Eu não mencionei antes? Eu sou um ex-membro da Força Especial de Extermínio do Rei Demônio. Ela provavelmente está vindo visitar um velho conhecido.'

Não havia necessidade de contar a Kirrin o verdadeiro motivo da visita de Lormane. Isso a faria desmaiar de verdade.

'Ah, é verdade. Agora que você mencionou, eu tinha me esquecido disso porque parecia tão improvável.'

Finalmente, Kirrin soltou um suspiro de alívio.

'Então posso deixar a recepção com você, Dian?'

'Huh? Se você não se sente à vontade para lidar com isso, eu acho que posso assumir. Não me incomoda.'

'Ah, ainda bem.'

Enxugando o suor que se acumulava em sua testa, Kirrin finalmente sorriu.

'Realmente, temos sorte de ter alguém da Força Especial de Extermínio do Rei Demônio em nossa Academia.'

'O que vocês dois estão fazendo aí?'

Naquele momento, Ismera se aproximou de nós vindo do corredor, sua expressão cheia de suspeita.

'Bom dia, Vice-Diretora. Você ainda não ouviu as notícias, ouviu?'

'Que notícias? E por que você e o Diretor…?'

'A Administradora Chefe da Igreja está vindo visitar nossa Academia.'

'O-O quê?!'

Como esperado, Ismera ficou tão chocada quanto Kirrin e gritou surpresa.

'A Administradora Chefe está vindo para cá? Por quê?!'

'Ela está vindo ver Dian.'

Agora totalmente tranquilizado, Kirrin explicou alegremente.

'Como você sabe, Ismera, Dian e a Administradora Chefe são velhos conhecidos.'

'Hmm, é verdade. Mas, ainda assim, do nada assim…'

'Então não há necessidade de se preocupar. Dian vai cuidar de tudo.'

'Diretor! Como você pode estar tão relaxado?'

Ismera retrucou frustrada.

'Mesmo que o Professor Dian seja próximo dela, a Administradora Chefe não é alguém que se move tão levemente. Devemos começar a nos preparar para recebê-la agora mesmo! Não me diga que você está planejando deixar tudo para o Professor Dian enquanto você fica sentado?'

'C-Claro que não! De jeito nenhum!'

Tendo suas intenções descobertas, Kirrin balançou as orelhas e acenou com as mãos em uma negação frenética.

'Reúna a equipe administrativa imediatamente, incluindo o diretor administrativo. Temos muita coisa para preparar.'

'S-Sim, sim, entendido.'

Kirrin se apressou, com Ismera seguindo de perto.

Sinceramente, se não fosse por Ismera, eu não sei o que teria acontecido com a nossa Academia.

Agora que a recepção estava sendo cuidada, era hora de focar no meu próprio problema.

A Sacerdotisa Maya estava rabiscando algo toda vez que eu visitava a enfermaria.

Não só nessas horas — sempre que eu a via por perto, ela estava anotando coisas no prontuário do paciente ou espionando minha casa.

O que exatamente ela escreveu?

Sempre que eu visitava a enfermaria, era para trazer outras pessoas ou visitar alunos doentes. Eu também não tinha feito nada de suspeito em casa.

Exceto por uma coisa.

Na noite passada, eu passei a noite com Ismera e, como estava calor, deixamos a janela aberta.

Essa janela ficava bem acima de onde eu suspeito que Maya estava espreitando.

Então Maya deve ter registrado tudo o que ouviu.

Mas qual é o sentido de especular? Eu deveria apenas encontrar Maya e perguntar diretamente a ela.

Quando cheguei na enfermaria, a porta estava trancada.

Espiando pela janela, vi que o lugar estava completamente vazio. Parecia que Maya ainda estava na Igreja.

Ela provavelmente está planejando retornar à Academia com Lormane.

Faz sentido. Lormane não mandaria Maya de volta para a Academia sozinha.

Afinal, me conhecendo, eu confrontaria Maya imediatamente após saber da visita da Administradora Chefe.

Hmm, devo apenas esperar a chegada de Lormane?

Mas ficar esperando parece um pouco passivo.

Eu também posso ir até a casa de Linus e ver se há alguma coisa que eu precise saber sobre o que tem acontecido nesses últimos dez anos.

Eu chamei uma carruagem e fui para a casa de Linus.

'Então Lormane está vindo, hein.'

Linus assentiu lentamente.

'Aquela sacerdotisa na enfermaria era realmente espiã de Lormane, afinal.'

'Parece que sim. Ela deve estar fazendo anotações duplas naquele prontuário do paciente desde o início. Então, você sabe alguma coisa sobre Lormane que eu deva estar ciente?'

'Bem…'

Linus olhou para Celine, que apenas encolheu os ombros.

'Não muito. Desde que ela se tornou Administradora Chefe, ela tem estado muito ocupada para nos encontrarmos muito.'

'Entendo. Então eu devo apenas tratá-la como eu fazia durante a guerra?'

'Você se encontrou com ela no início deste ano, não foi? Como foi então?'

'Eu não sei. Pareceu normal. Não senti nada particularmente diferente.'

'Hmm…'

Um breve silêncio se instalou.

Linus e Celine tinham expressões sérias, claramente tentando pensar em algum conselho para me oferecer.

'Para ser honesto…'

Linus finalmente falou.

'Quando se trata de Lormane, a única solução é encará-la de frente. A questão é que ela é o tipo de pessoa que só responde quando você a confronta diretamente.'

'Mas isso só funciona quando você é um terceiro.'

Celine interrompeu.

'Dian, você está envolvido nisso pessoalmente. Se você fizer isso, ela vai ver como se você estivesse virando o jogo contra ela, e só vai piorar as coisas.'

'É verdade. Então o que devemos fazer… Hmm…'

Depois de pensar por um tempo, Linus finalmente deu um sorriso sem graça.

'Desculpe, Dian. Eu não tenho certeza.'

'Está tudo bem. Eu imaginei. Eu também não consigo pensar em nada claro.'

'O que ela planeja fazer na Academia, de qualquer forma…?'

Celine murmurou.

'Uma coisa é certa: ela está vindo porque acha que seus relacionamentos com as mulheres na Academia são complicados. Mas eu duvido que ela cause grandes problemas enquanto estiver aqui.'

'Talvez ela só queira ver quem são essas mulheres.'

'Pode ser… mas se considerarmos aquele incidente com o súcubo, parece otimista demais pensar que isso vai correr bem…'

'Certo. Isso aconteceu.'

Enquanto Celine parava de falar, a expressão de Linus também ficou séria.

Aqui está o que aconteceu com o incidente do súcubo:

Após uma batalha, capturamos um súcubo.

Ela era uma oficial de alto escalão, então decidimos transportá-la para a retaguarda.

Durante a jornada, acampamos e Lormane matou o súcubo durante sua vigília noturna.

Eu ainda me lembro daquela noite vividamente.

'Dian, acorde. Dian.'

Lormane sacudiu meu ombro para me acordar.

Eu presumi que era porque eu era o próximo na vigília noturna, então abri meus olhos — e fiquei chocado.

O rosto de Lormane estava coberto de sangue, suas vestes de sacerdotisa encharcadas.

Tínhamos sido emboscados?

Eu pulei para encontrar o súcubo deitado no chão, brutalmente mutilado.

Não muito longe, Kaiden estava tremendo, pálido como um fantasma.

'Aquela desgraçada tentou te seduzir, então eu cuidei disso.'

Lormane orgulhosamente me mostrou o punhal que ela sempre carregava para autodefesa.

Mas era tudo uma ilusão. Na época, o súcubo estava amarrado pelos pulsos, amordaçado e vendado — não havia como ela ter seduzido ninguém.

Então ela foi morta indefesa por uma sacerdotisa empunhando um punhal.

'Você está seguro agora, Dian. Eu me certifiquei disso.'

Lormane olhou para mim com olhos vidrados.

[Tradutor - Peptobismol]

[Revisor - Deus Demônio]

Fim da leitura

Capítulo 141 concluído

CAPÍTULO 141 - A Visita da Academia de Lormane