O Extra da Novel — Capítulo 12: Volume 1 – Capítulo 11 – Capítulo 11: Mudança (1)

O Extra da Novel
Cap. 12
0%
O Extra da Novel

Volume 1 – Capítulo 11 – Capítulo 11: Mudança (1)

Capítulo 12

2.085 palavras~9 min de leitura

Depois de passar o resto da sexta-feira treinando e me exercitando, o sábado chegou antes que eu notasse.

[Anúncio do Clube de Viagem]

— Haverá uma viagem curta no Domingo como orientação dos calouros.

A orientação do clube de viagem era hoje. O local de encontro era a “Estação de Portal do Cubo”, que conectava o Cubo a Seul.

Depois de colocar meu revólver na minha mochila transversal, eu andei até o local de encontro. Muitos dos protagonistas — nomeadamente Kim Suho, Yi Yeonghan, Chae Nayun e Yoo Yeonha — já estavam presentes.

Eles pareciam completamente alheios à minha existência, mas estar com eles ainda me deixava tenso. Hoje, em Seul, um incidente inesperado aconteceria. Ele seria o primeiro incidente importante da história.

Enquanto eu organizava o iminente incidente em minha mente, o presidente do clube chegou.

— Olá, eu sou o presidente do clube, Oh Hanhyun. Não acreditei quando vi tantas inscrições pro clube, mas... É real. Quem diria que cadetes tão incríveis entrariam para o meu clube?

Com sua altura mediana e primeira impressão gentil, Oh Hanhyun observou os membros do clube enquanto coçava o pescoço.

— Primeiro, farei uma breve introdução sobre o clube de viagem.

Com um sorriso tímido, ele tirou um pedaço de papel de seu bolso. Parece que ele tinha um discurso preparado. Eu descrevi Oh Hanhyun como uma pessoa tímida, então eu não estava muito surpreso com suas ações.

— Kuhum. Uma ou duas vezes ao mês, sairemos do Cubo para viajar. O propósito da viagem é para relaxar. Então treinar durante as viagens será estritamente proibido. É por isso, também, que nosso clube é chamado de “Chuva Curativa”.

Depois de limpar sua garganta novamente, ele guardou o papel. O que, era só isso?

— Hoje, como parte da orientação, faremos uma breve viagem para Seul.

A partir daqui estava o que escrevi. Os membros do clube formariam grupos de 2 pessoas e iriam para Seul.

— Teremos um tema para cada viagem. Como hoje é para ser uma orientação, teremos uma viagem livre sem nada complicado. Mas. ao invés de viajarmos sozinhos, nos separaremos em grupos de dois.

Aqui, Kim Suho seria colocado com Chae Nayun e teria problemas enquanto olhavam um museu. Quanto ao problema, eu seria capaz de experienciá-lo em breve.

— Então começaremos fazendo um sorteio.

O sorteio era totalmente baseado na sorte, mas eu podia escolher meu destino. Graças ao meu Dom, “Observação e Leitura”, eu conseguia ver o conteúdo dos lotes claramente. Com uma mão no queixo, fiquei pensando. Devo escolher Kim Suho? Ou Chae Nayun?

— Vou primeiro.

Naquele momento, Yoo Yeonha se voluntariou. Eu a vi tirar um nome sem pensar muito. No instante seguinte, percebi que havia esquecido de uma informação vital. Era a anomalia conhecida como Kim Hajin.

O lote sorteado por Yoo Yeonha tinha o seguinte nome:

— Kim Hajin.

Meu coração despencou. Mas não houve mudança na expressão facial de Yoo Yeonha.

Com sua máscara de sempre, ela me encarou com olhos tranquilos.

**

Felizmente, o resto permaneceu igual. Kim Suho formou par com Chae Nayun, e Yi Yeonghan com o presidente do clube.

Depois que o sorteio terminou, os membros se reuniram em pares e ficaram diante do portal.

Portal, uma tecnologia de ponta que utiliza ciência e engenharia mágica. Com 15 metros de altura e 30 de largura, este portão gigante foi construído em mais de cem lugares por toda a Coreia. Com isso, ir de Seul para Busan levava menos de 3 segundos.

— Cadete Kim Hajin. Confirmado.

O operador do portal nos deu um selo. Este selo ressonaria com o portal e nos levaria para Seul.

— Vamos lá.

O presidente do clube foi na frente. O segundo a entrar no Portal azul oscilante foi Kim Suho, Yi Yeonghan, Chae Nayun... e finalmente eu.

Por um breve instante, uma estranha sensação envolveu meu corpo.

Num piscar de olhos, a paisagem circundante mudou para um lugar desconhecido. Uma mistura futurística de azul e cinza, tinha que ser a Estação de Postal de Seul. Com apenas dois passos, eu atravessei o Mar do Leste.

— É meio dia agora, nos encontraremos aqui novamente às 18h.

Como o Portal em que estávamos se conectava ao Cubo, não havia ninguém ao redor. Mas o Portal ao lado, conectando Seul à Busan devia estar lotado de pessoas. Afinal, ambas eram cidades globais.

— Por enquanto, sigam-me.

Seguindo o presidente do clube, recebemos outro selo dos funcionários do Portal antes de sair da Estação de Portal.

Depois de sair, eu pude imediatamente ver as palavras “Estação Yongsan”.

— Vocês podem ir aonde quiserem como um par usando o sistema de transporte público. Por hoje, não exigiremos que escrevam um relatório, mas certifiquem-se de estar de volta às seis. Se se atrasarem, serão penalizados.

Com um aviso do presidente do clube, os cadetes saíram em pares.

Yoo Yeonha não me disse nada, mas eu a segui por enquanto.

Quando estava observando como a Estação Yongsan havia mudado da que eu conhecia, Yoo Yeonha parou de repente. Depois de virar-se rapidamente, ela disse bruscamente.

— Vamos nos separar.

— ...Hm? Oh, sim, claro.

Yoo Yeonha provavelmente planejava visitar a guilda de seu pai. Eu não me importava. Planejava me juntar a Kim Suho não importava o que Yoo Yeonha fizesse.

— De novo.

Mas, como se eu tivesse a irritado novamente, ela me encarou com a mão na cintura.

— Não fale comigo tão casualmente.

— ...Huh?

Este é o segundo aviso. Não haverá uma terceira vez.

Eu sabia que ela não estava blefando. Se eu realmente fizesse isso uma terceira vez, ela poderia realmente se vingar de uma maneira impensável.

— Sim, entendi. Peço desculpas.

— ...Tsk.

E, então, a jovem senhorita Yoo Yeonha foi embora sem se despedir. Estava claro o quanto ela não gostava de mim.

E, assim, eu e Yoo Yeonha nos separamos apenas 5 minutos depois de chegar em Seul.

**

— Whew, achei que estava perdido.

Depois de mudar de ônibus três vezes, finalmente cheguei ao Museu Nacional de Armas. Réplicas de armas escavadas pela Coreia estavam em exposição neste museu.

Hoje, um acidente ocorreria aqui. Com um coração trêmulo, eu entrei.

— Papai, o que é aquilo?

— Oh, aquela é a Espada dos Quatro Tigres...

Talvez por ser um fim de semana, o museu estava repleto de pais e crianças que desejavam se tornar Heróis.

Mas não importa o tamanho da multidão, sempre havia pessoas destinadas a se destacarem. Chae Nayun e Kim Suho eram exemplos disso, mas eu só conseguia ver Chae Nayun no momento.

— ...Eu quero.

Estalando os lábios, ela estava olhando para um arco em uma vitrine.

Mas meu alvo hoje não era Chae Nayun. Olhando ao redor, comecei a procurar por alguém. Não demorou muito. Os traços altos e elegantes do protagonista se destacavam facilmente.

Me aproximando dele furtivamente, escaneei a espada que ele estava olhando. Felizmente, era uma arma que eu conhecia.

— Essa é a famosa Espada de Sete Ramificações?

Antes da Península Coreana ser unificada, o rei de Baekje, o reino mais poderoso até então, presenteou esta espada de ferro para o imperador japonês. Era uma espada história dita ter sido encontrada na última sala da Masmorra de Wiryeseong[2] .

— Hm? Ah...

O olhar de Kim Suho saiu da Espada de Sete Ramificações e voltou-se para mim. Entretanto, parecia que ele estava sem palavras. Eu tinha uma boa ideia do porquê.

— Kim Hajin.

— Ah, certo. Desculpe, não esperava te encontrar aqui, então eu esqueci.

Com um sorriso gentil, ele apontou para outra seção do museu.

— Aparentemente, o rifle que Napoleão usou está aqui. Você viu?

— ...O rifle de Napoleão?

— Aham. Aparentemente, foi uma recompensa de uma Masmorra na França.

De acordo com o cenário do meu mundo, qualquer arma usada por uma figura lendária podia se tornar um artefato. Já que esse era o caso, não era estranho haver o rifle de Napoleão, mesmo que não tivesse sido mencionado em minha novel.

Embora eu realmente quisesse uma arma rara, não estava muito interessado em uma réplica.

— Não, não acho que terei tempo.

Eu respondi sem entusiasmo, sem querer.

Me sentia estranho falando com o protagonista que escrevi. Não tenho certeza de como descrever esta sensação, mas certamente não era agradável.

Kim Suho era bonito, excepcional em artes marciais e tinha uma fantástica personalidade. Ele era perfeito demais, e por isso não parecia humano. Era por isso que alguns leitores torciam por Shin Jonghak.

De qualquer forma, estava quase na hora.

Bati com meu tênis no chão.

— Então...

Bem quando Kim Suho estava dizendo algo...

BOOM!

Um som estrondoso reverberou pelo museu. Em um instante, todo mundo ficou em silêncio.

Koong. Koong. Koong. Repetidas batidas cortam o silêncio mortal.

O som parecidos com os passos de uma criatura gigante logo levaram ao som de algo quebrando. A atmosfera no museu mudou rapidamente.

— Kyaaaak!

— O que é aquilo?!

O desconhecido levava a ansiedade, e a ansiedade rapidamente levava ao pânico. Visitantes comuns gritaram e começaram a correr. Entretanto, apenas a morte aguardava do lado de fora. O lugar mais seguro era dentro do museu.

— Fiquem aqui! Não saiam!

Sabendo que seria perigoso do lado de fora, Kim Suho gritou.

Atualmente, o lado de fora do museu estava sendo atacado por um monstro de classificação intermediária e por seus subordinados.

Um único monstro de nível intermediário não era uma grande ameaça. Um Herói chegaria em menos de um minuto, e 20 minutos era o suficiente para resolver toda a situação.

Mas este não era o único problema.

Djinn.

Havia um Djinn aqui. Resumindo, era um ataque de duas frentes. Depois de chegarem na cena, os Heróis iam para a área mais perigosa. Como o museu tinha seguranças, seria comparativamente menos perigoso, colocando-o em uma prioridade inferior. Se aproveitando deste fato, a Associação de Djinn despachou um assassino para atacar uma criança considerada pela Associação de Heróis como tendo um Dom especial.

Clang—

Um som agudo ressoou. Era o som de vidro se quebrando. A origem do som não estava longe. Virando-se na direção do som, Kim Suho gritou.

— Chae Nayun!

Chae Nayun havia quebrado uma vitrine e estava tirando o arco de dentro.

— Você está louca?!

— Não, estou perfeitamente sã.

Embora fosse apenas uma réplica, ainda era um item em exposição. O alarme do museu tocou e seu mecanismo de defesa foi ativado. Em apenas três segundos, todas as saídas foram fechadas. As pessoas ficaram ainda mais em pânico, felizmente, nem mesmo um monstro de classificação intermediária podia quebrar as barreiras bloqueando as saídas.

— Isso é melhor do que parar uma pessoa de cada vez e avisá-las.

Com isso, ela limpou a garganta e gritou para os cidadãos em pânico.

— Todo mundo! Fiquem parados! É mais seguro aqui! Nós também somos Heróis!

— Ei, você...

— Calado. Não fique parado, pegue uma arma também.

— O que? Por que eu deveria?

— Porque é o lado de fora que é perigoso.

Olhando para nós... Não, para Kim Suho, Chae Nayun criou uma flecha mágica em seu arco.

— Olhe ali.

Ela apontou com os olhos. Um homem usando um casaco preto estava parado ali. Antes que Kim Suho pudesse dizer qualquer coisa, Chae Nayun disparou seu arco sem hesitar.

— Ei, não—

A flecha mágica perfurou a garganta do homem. Imediatamente, Kim Suho congelou. Ele parecia entorpecido com o assassinato repentino de Chae Nayun.

Qualquer pessoa comum teria morrido com a flecha dela. Entretanto, o homem agarrou a flecha em seu pescoço e a arrancou. Poder mágico sombrio surgiu de sua mão, tornando a flecha em cinzas.

Tap, tap.

O homem virou-se, olhando na direção de onde a flecha veio. Seus olhos ferviam, com hostilidade irradiando dele.

— …

Sem dúvidas, ele era um Djinn.

O rosto de Kim Suho empalideceu. Assim como Chae Nayun, ele quebrou a vitrine.

Ele pegou a Espada de Sete Ramificações. Embora fosse uma réplica, sua fiel reconstrução a tornou similar à uma arma de alta categoria. Devia ser forte o suficiente para destruir um Djinn deste nível.

— Oh, essa é uma boa arma. Ouvi dizer que se divide em sete ramificações.

Chae Nayun se aproximou com um sorriso e parou do lado de Kim Suho.

Eu também saquei minha pistola. Eu pensei em me posicionar do lado deles, mas depois de considerar, dei dois passos para trás.

Eu ainda era muito fraco. Se me mostrasse demais e virasse alvo do Djinn, seria meu fim.

1. Em Coreano, tem uma distinção entre o discurso polido e o discurso casual. Yeonha usa um discurso estritamente polido, enquanto o MC usa um discurso casual que seria usado entre amigos/pessoas da mesma idade.

2. Wiryeseong é o nome de duas capitais iniciais de Baekje.

Fim da leitura

Capítulo 12 concluído

Volume 1 – Capítulo 11 – Capítulo 11: Mudança (1)