O Viajante entre Mundos — Capítulo 137: CAPÍTULO 137 - 135 - Os segredos por trás da magia dimensional

O Viajante entre Mundos
Cap. 137
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O Viajante entre Mundos

CAPÍTULO 137 - 135 - Os segredos por trás da magia dimensional

Capítulo 137

1.097 palavras~5 min de leitura

Capítulo 135 - Os segredos por trás da magia dimensional

O Viajante entre Mundos

Doravan observou Harley mais uma vez em silêncio, os olhos penetrantes do professor buscando compreender o jovem à sua frente. Após alguns momentos de reflexão, ele finalmente disse:

— Posso fazer algumas medições em sua energia mágica?

O jovem assentiu, desesperadamente agarrando-se à esperança de encontrar uma explicação para sua perda de sua Energia Branca. Na ausência de habilidades, ele sentia o peso do desamparo.

O poder que experimentara no Mundo Sombrio parecia agora uma memória distante, ele havia sentido o poder fluir em suas veias, e agora, o jovem Ginsu sentia um vazio profundo, uma lacuna que antes não existia.

A sensação de impotência era uma ferida aberta que não cicatrizava, latejando a cada passo que ele dava nesse mundo desconhecido. Ele precisava de respostas, não apenas para entender o que acontecera, mas para evitar ser consumido por essa nova realidade.

“O que estava acontecendo com ele?” — a pergunta vinha acompanhada por uma tristeza latente, uma sensação de perda que parecia invadir cada pensamento. Sentia-se um estranho no próprio corpo, um viajante sem mapa em um território que deveria conhecer.”

Doravan começou a preparar um dispositivo estranho, um conjunto de antenas espiraladas em torno de um núcleo central, que emitia um brilho azulado. O objeto vibrava levemente enquanto se ajustava ao campo de energia de Harley.

As luzes ao redor de ambos começaram a piscar, enquanto o aparelho realizava medições complexas. O zumbido suave e os cliques rítmicos enchiam o ar, criando uma atmosfera de antecipação.

De repente, o objeto quadrado nas mãos de Doravan brilhou com intensidade. Imagens começaram a se formar acima dele, uma vasta equação de signos e símbolos, tal qual um código vivo que se rearranjava constantemente. O velho estudava tudo com atenção, ajustando os controles e recalculando as variáveis com precisão.

— Interessante… — murmurou ele para si mesmo, enquanto Harley observava com curiosidade.

O professor, com os olhos fixos nos dados, continuou:

— Sua energia cria uma aura quase indetectável ao redor do seu corpo. Ela te protege de uma forma que eu nunca vi antes. Mas o mais fascinante não é isso…

Harley franziu o cenho, intrigado pensando: “O que mais poderia haver?”

Doravan ajustou novamente os controles, visivelmente animado com suas descobertas. O brilho em seus olhos indicava que ele havia encontrado algo único. Seus dedos moviam-se rapidamente sobre o painel, recalculando com urgência.

— Nunca vi uma prova tão clara de que a energia dimensional pode ser mutável. Sua energia sombria não é estática. Ela está em constante evolução. Isso muda tudo. Vou ter que reescrever muitas das minhas teorias…

As palavras de Doravan caíam sobre Harley, carregadas de enigmas.

“Energia mutável? Evolução?” — o jovem estava começando a entender que sua transformação no Mundo Sombrio era apenas o início de algo maior, algo que ele ainda não compreendia por completo.

— Como assim, mutável? — perguntou, confuso — O que está acontecendo comigo?

O velho professor suspirou, tentando organizar suas ideias.

— Dimensões — começou ele, pausando para prender a atenção — Existem múltiplas dimensões, cada uma com suas próprias leis físicas e energias únicas. Algumas delas são acessíveis a nós. Outras estão além da nossa compreensão.

Doravan deu um passo adiante, encarando Harley com intensidade e completando:

— O que você experimentou no Mundo Sombrio foi a interação com uma dessas dimensões. Sua energia branca pertencia a uma dimensão de luz, de criação e reparação. Mas, ao passar pelo processo de transformação, você foi exposto à Energia Sombria, que vem de uma dimensão de destruição e caos.

Harley permaneceu em silêncio, absorvendo as palavras do professor. Ele começava a entender que o poder que antes controlava estava ligado a uma dimensão diferente, e sua nova energia sombria, a um lugar muito mais imprevisível.

— Então minha Energia Branca foi substituída por essa Energia Sombria? E eu não consigo mais controlá-la? — perguntou, tentando seguir o raciocínio.

Doravan assentiu, ajustando novamente o dispositivo.

— Exato. E a questão é que, ao contrário da Energia Branca, a Sombria não se molda facilmente à sua vontade. Ela precisa ser dominada, controlada, ou te consumirá. Você não perdeu o poder. Apenas não o compreendeu totalmente ainda.

As palavras do velho despertaram algo em Harley. Se ele ainda tinha o poder dentro de si, então havia uma chance de controlá-lo, de moldá-lo à sua vontade.

“Mas como?” — ele pensou, sentindo o silêncio ao seu redor crescer, tornando-se uma presença palpável.

As respostas pareciam enterradas em um nevoeiro invisível, e Ginsu sabia que precisaria lutar para atravessá-lo. Nada fazia sentido sem elas.

Doravan, notando a inquietação do jovem, sorriu levemente e disse:

— Mas, antes disso…

O professor deteve-se por um instante, enquanto a sombra de preocupações imediatas parecia atravessar sua expressão. O silêncio que se seguiu pesou na sala, parecendo avaliar a urgência de suas próximas palavras.

Logo retomou a frase interrompida, sua voz mais firme agora, carregada de uma gravidade impossível de ignorar:

— Precisamos resolver o problema das armas roubadas pela Guardiã Sombria.

Harley assentiu. Embora suas habilidades estivessem em conflito, ele sabia que não podia ignorar a gravidade da situação. A fuga de sua antiga inimiga com um arsenal completo de armas representava um perigo iminente para todos.

Doravan prosseguiu:

— Vou precisar da sua ajuda nessa missão. Com Aurora fora, eu preciso de alguém em campo. Alguém em quem eu possa confiar para enfrentar o que está por vir. E você… pode ser essa pessoa.

Harley ficou surpreso. Ele sabia que essa missão seria arriscada, que seria colocado em situações extremas, sem o controle total de seus novos poderes.

Ao mesmo tempo, compreendia que Doravan talvez quisesse observar em campo, analisando através da experiência real o impacto de seus dons em vez de se limitar a experimentos controlados ou análises de laboratório.

Essa era também sua chance de se provar, de recuperar o controle e, quem sabe, entender melhor sua nova realidade.”

Harley examinou o laboratório ao redor, onde equipamentos avançados pulsavam, parecendo vivos. Era difícil não vê-los, tendo o ar de relíquias mágicas disfarçadas.

— Eu vou ajudar — começou o jovem, com a voz firme e calculada, enxergando na situação uma oportunidade rara.

— Mas sem a magia branca, minhas capacidades estão reduzidas demais — continuou o jovem Ginsu — Só com artes marciais, sou quase inútil para algo dessa magnitude. Mas você tem ferramentas aqui que podem mudar isso. Se quer que eu vá, vou precisar de algo à altura do que enfrentaremos.

Doravan deixou escapar um sorriso satisfeito, à medida que cada palavra do jovem se encaixava perfeitamente em seus próprios planos.

— Muito bem, então. Venha comigo. Vamos escolher algumas armas para você.

Fim da leitura

Capítulo 137 concluído

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