Pacto com a Súcubo — Capítulo 16: CAPÍTULO 16 - 15 Nem sempre os alquimistas são confiáveis

Pacto com a Súcubo
Cap. 16
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Pacto com a Súcubo

CAPÍTULO 16 - 15 Nem sempre os alquimistas são confiáveis

Capítulo 16

509 palavras~2 min de leitura

Capítulo 15: Nem sempre os alquimistas são confiáveis

Pacto com a Súcubo

— Olá, Flamel — disse o Mercenário, com cara de poucos amigos.

— Lúkin Ivanov! Você chegou atrasado — disse Flamel, com o característico sotaque francês.

— Então esse velho caindo aos pedaços é o tal alquimista que você falou? — Kath, que estava em pé atrás de Lúkin, mostrou uma careta de desprezo. — Não me passa muita confiança.

Flamel sorriu.

— Passar confiança pro seu chefe já é o bastante para mim, mocinha.

Kath cerrou os dentes. Andrei, que estava atrás dela e em silêncio, pôs a mão sobre o ombro da garota, para acalmá-la.

— Qualquer dia você podia posar para umas fotos.

O alquimista franziu o cenho, sem entender.

— Calma, calma. Estamos só negociando aqui — interferiu Lúkin. — Aliás, Flamel, não pude deixar de notar um certo aroma. Esse lugar tem o cheiro de Clara Lilithu, uma súcubo bastante problemática, conhece?

— Teu olfato apurado como sempre! Conheço sim. Ela veio aqui buscar um certo equipamento para detectar tua possessão. Ela planeja te pegar de surpresa e te encurralar.

— Suponho que você fez certos ajustes para me beneficiar, não fez, Flamel?

— Mon Dieu! Mas é claro que sim! Você é meu melhor cliente, Ivanov. Ela jamais vai saber que você chegou, a menos que você queira. Tu podes, ainda, dar uma localização falsa para o equipamento dela sinalizar. — Ele meteu a mão no bolso da calça e pegou um pen drive, que entregou a Lúkin — Conecte esse pen drive a um computador com acesso a internet. A área de 15 mil metros de raio vai surgir, com uma visão de satélite. Você clica em qualquer lugar da área, aperta enter e a antena da Clara sinaliza que você tá exatamente no local que escolheu.

Lúkin assentiu.

— Hora dos negócios. Eu vim buscar a caixa do cristal.

— Certo, certo — Flamel começou vasculhar as bugigangas na prateleira sob o balcão. Pegou uma caixa de chumbo que tinha vários símbolos entalhados nas quatro laterais; e pontas, feito espinhos, se projetando das arestas. A entregou rapidamente para Lúkin. Flamel já havia inspecionado o objeto de várias maneiras, incluindo uma medição de radiação com o contador Geiger, e por causa disso sabia que não era nada seguro ficar com ela nas mãos. Ele se sentiu até aliviado de entregá-la logo ao seu comprador.

Lúkin abriu um sorriso. Ele tentou parecer cordial, mas não funcionou muito bem, e ficou um bocado assustador.

— Kath, pague nosso colaborador. Não esqueça da gorjeta pela gentileza que ele nos fez ao avisar sobre a súcubo.

A garota de franjinha mostrou um sorriso verdadeiramente bonito. Qualquer um diria ser um sorriso verdadeiro. Qualquer um que não lesse mentes.

Ela pegou o celular, com as runas do Banco de Cima e de Baixo marcadas na capinha, de sua bolsa. Correu os dedos pela tela e depois assentiu.

— O pagamento foi feito.

Flamel pegou seu próprio celular com as inscrições do banco especializado e conferiu. Pela primeira vez, um sorriso sincero apareceu no local.

— Os valores chegaram. Foi um prazer negociar com você mais uma vez, Ivanov.

Fim da leitura

Capítulo 16 concluído

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