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Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto! — Capítulo 111: Vol 3 – Capítulo 25 – Capítulo 25: O Núcleo de Deus

Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!
Cap. 111
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Posso ser Recepcionista da Guilda, Mas Vou Solar Qualquer Chefe Para Bater o Ponto!

Vol 3 – Capítulo 25 – Capítulo 25: O Núcleo de Deus

Capítulo 111

1.188 palavras~5 min de leitura

“Ele conseguiu escapar...”, resmungou Shelley enquanto se trancava em seu laboratório na sede da guilda.

A lanterna em sua mesa iluminava uma pedra preta do tamanho de um punho. Era o núcleo de deus que o deus sombrio Silha usara como fonte de poder.

Nos últimos meses, Shelley passara todo o seu tempo analisando aquela pedra, mas havia uma coisa que simplesmente não fazia sentido para ela. Ela esperava resolver aquela questão naquele mesmo dia fazendo de Jade sua cobaia.

Enquanto Shelley encarava o núcleo de deus, a pergunta que ardia dentro dela escapou de sua boca. “Por que não há marca de Dia nele...?”

Isso a incomodava ultimamente.

Essas relíquias faziam parte do legado dos antigos e eram feitas com seu poder e tecnologia incríveis. Assim, a pesquisa sobre relíquias era inestimável como meio de aprender mais sobre os antigos que as criaram.

As relíquias tinham algumas coisas em comum. Todas apresentavam um sigilo mágico em forma de sol, com pontas se projetando em oito direções — a marca de Dia. Acreditava-se que esse design servia como uma espécie de assinatura do criador.

De acordo com o testemunho da Espada de Prata, Silha e os deuses sombrios gêmeos tinham cada um essa marca em seus rostos. Isso fazia sentido para ela — já que os deuses sombrios eram “relíquias vivas” criadas pelos antigos.

Da mesma forma, se os núcleos de deus tivessem sido feitos pelos antigos, eles também não deveriam ter marcas de Dia esculpidas? Por que os antigos escolheram não adicionar uma marca de Dia a esses núcleos em particular?

“Hmm, talvez a pedra seja tão preta que eu simplesmente não consiga ver.”

Shelley inclinou a cabeça descuidadamente enquanto encarava a pedra negra como breu. A própria escuridão parecia estar contida nela. Parecia sugar a luz, e não apenas por causa de sua cor.

Se olhasse de perto, Shelley podia ver uma grande massa de algumas coisas se contorcendo dentro do núcleo de deus. E essas coisas haviam sido extremamente condensadas, tornando o núcleo de deus puramente preto.

As coisas amontoadas dentro da pedra, como dezenas de milhares de asas de insetos minúsculos, eram os sigilos mágicos das Habilidades Dia.

Era uma visão assustadora, mas não importava o quão de perto Shelley examinasse a pedra, ela não conseguia encontrar uma marca de Dia.

Seria mesmo possível, pensou Shelley, que os antigos criassem algo tão próximo de um humano? Os deuses sombrios pareciam ser fundamentalmente iguais aos humanos — tinham sentimentos e autoconsciência. Os poderes incríveis e as naturezas brutais dos deuses sombrios à parte, a Espada de Prata teve a impressão de que eles não eram tão diferentes dos humanos.

Quando ela considerou que os deuses sombrios haviam destruído os antigos, seus próprios criadores, ficou claro que eles possuíam egos independentes e a capacidade de pensar por si mesmos. Em outras palavras, nem mesmo seus próprios criadores haviam sido capazes de controlá-los.

Simplificando, eles estavam mais próximos de pessoas do que de relíquias.

Mas o que levaria os antigos a criar relíquias que se assemelhavam tão intimamente a humanos...?

Os antigos haviam buscado poder. Até agora em suas investigações, Shelley chegara à conclusão de que, como grupo, eles eram incrivelmente sedentos por poder.

“E nessa busca, eles criaram uma relíquia o mais humana possível, apenas para criar egos além de seu controle, que acabaram por destruí-los. Isso foi um pouco tolo da parte deles, não foi...?”

Você pensaria que eles teriam antecipado esse tipo de risco. Claro, eles provavelmente anteciparam e ainda assim falharam. Mas ainda parece descuidado demais.

Em momentos como este, Shelley considerava o que ela teria feito no lugar deles. Se ela simplesmente quisesse poder, teria feito fantoches leais com menos senciência, razão e emoção.

Na verdade, se ela quisesse fazer algo próximo de um humano, não começaria do zero. Havia uma maneira mais rápida de fazer isso.

“Seria muito mais eficiente...transformar um humano em uma relíquia.”

Eles teriam conseguido dar poder ao sujeito, mas teriam falhado em controlá-lo. Shelley suspeitava que essa ideia era muito mais plausível.

Se você assumisse que o núcleo de deus não tinha poder em si mesmo, mas que, em vez disso, quem quer que fosse implantado nele se tornava uma relíquia de poder incrível, fazia sentido que a marca de Dia aparecesse no corpo da pessoa e não no núcleo.

“Hmm. Se isso é verdade, talvez eu não devesse estar tocando tanto nessa coisa.” Chegando a essa possibilidade um pouco tarde, Shelley sorriu ironicamente. “Oh, querido”, disse ela.

Foi quando aconteceu.

“Ei, como vão as coisas?”

De repente, ela ouviu uma voz atrás de si. Pensando que um superior tinha vindo verificar seu progresso, Shelley se virou casualmente — e imediatamente ficou em silêncio.

O homem atrás dela não era nem um pesquisador da guilda nem um membro da equipe.

Ele ficou ali em silêncio, coberto da cabeça aos pés por uma túnica negra como breu.

“O-...?”

A respiração de Shelley ficou presa em sua garganta e, por um segundo, seus pensamentos congelaram. Mas ela rapidamente se levantou da cadeira, pegando o núcleo de deus que havia deixado na mesa.

A figura vestida de preto não disse nada e simplesmente pairou sobre ela. Sua presença, fantasmagórica e sinistra, fez o coração de Shelley disparar em seu peito.

Não pode ser — o homem de preto...?!

Um homem de túnica preta aparecendo de repente sem aviso — tudo se encaixava, e Shelley entrou em pânico. A única saída estava atrás dele. Ela poderia saltar pela janela, mas era o terceiro andar. Se tivesse azar, poderia morrer.

Como ele conseguiu entrar na sede da guilda com uma roupa tão conspícua? Não teria alguém o visto?

“...”

Shelley rapidamente olhou ao redor da sala, procurando desesperadamente uma saída para aquela crise.

Ela era apenas uma pesquisadora, não uma lutadora como Jade e os outros. Tudo o que podia fazer era gritar por socorro.

“Alg—”

Ela tentou gritar “alguém”, mas tudo o que saiu foi um curto sopro de ar.

No instante seguinte, o homem de preto estava bem na sua frente, seu punho batendo impiedosamente em seu estômago.

Um momento depois veio uma dor surda e uma sensação de sufocamento. E então estrelas voaram em sua visão enquanto seu corpo cambaleava, e ela desabou de bruços no chão. O núcleo de deus preto caiu de sua mão frouxa e rolou pelo chão.

Através de sua visão esmaecida, ela viu o homem pegar o núcleo de deus. Shelley estendeu o braço desesperadamente, mas não conseguiu alcançá-lo. Então tudo escureceu.

“...Todos eles são tolos que tomam a paz como garantida”, cuspiu o homem de preto enquanto observava a mulher caída a seus pés.

Seu olhar se deslocou para o núcleo de deus em sua mão. Naquele momento, ele o pressionou contra sua mão esquerda.

“Está quase na hora...”, murmurou ele, um toque de tristeza em sua voz.

No instante seguinte, ele rangeu os dentes e enfiou o núcleo de deus em sua mão esquerda com toda a sua força.

Traduzido por Moonlight Valley

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Fim da leitura

Capítulo 111 concluído

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