Sirius — Capítulo 105: CAPÍTULO 105 - 104 Fynn vs Gundogam

Sirius
Cap. 105
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Sirius

CAPÍTULO 105 - 104 Fynn vs Gundogam

Capítulo 105

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Capítulo 104: Fynn vs Gundogam

Sirius

Com a determinação certa, até mesmo uma lamina cega é capaz de cortar montanhas.

A Guerra Além da Espada ~ Kali

— Agora… venha… Gundogam!

KABRUM

Um estouro foi ouvido e Fynn foi atirado com toda a velocidade na direção do bestial, que reagiu, mas tarde demais para parar o chute lateral, que carregado de mana o atingiu fortemente, percorrendo todo seu corpo.

GASP

URGH

Fynn, da mesma forma, sentiu um rebote do golpe, mas isso não foi o suficiente para parar sua investida.

KABRUM

E novamente, ele partiu com tudo para cima de Gundogam. A besta, reagiu de novo, um pouco atrasado, mas mais rápido do que antes.

— Strale de quinto círculo!

Estendendo sua palma, uma lâmina cortante feita de mana formou-se em sua mão. Parando a um metro do bestial, ele estocou seu braço.

— Corte divino!

A lamina não parou, continuando em linha reta em direção ao corpo do seu oponente. Instintivamente, Gundogam juntou ambas as palmas em seu estômago, prevendo onde a habilidade iria atingi-lo, ele a segurou. O choque ainda correu pelos seus braços, contorcendo seu rosto em dor, mas seus instintos animalescos o salvaram de ter um buraco na barriga.

— Hahaha! — riu. — Mesmo utilizando habilidades de um nível acima do seu, perceba que eu ainda sou superior!

Apesar de só estar atacando e seu oponente só estar defendendo, se um não tivesse assistido à batalha por inteiro, acharia que ambos estavam em situações opostas. Os lábios esbranquiçados e aparência pálida de Fynn faria qualquer um pensar que ele estava sendo dominado.

— Não se preocupe, garoto — disse Gundogam. — Humanos tendem a crescer ouvindo baboseiras sobre o quão bons e grandiosos são… mas não tema, te livrarei da lavagem cerebral que fizeram na sua cabeça.

KABRUM

O solo no chão sob Fynn explodiu no momento em que ele avançou contra o bestial. O instinto da besta estava ainda melhor, desferindo uma garrada na direção do peito do homem, que desviou girando lateralmente e chutou seu joelho. Puxando uma adaga de sua cintura, ele enfiou a lâmina na perna esquerda que estava ajoelhada.

ROARR

A besta rugiu, atacando com todo seu gigantesco braço para afastar o seu inimigo.

— Humano nojento, só estou pegando leve com você por que é uma vítima de tudo isso — Gundogam levantou-se, tirando a adaga de sua perna. — Mas não pense que não eliminarei a sua mísera existência de Erebus.

COUGH COUGH COUGH

Foi a vez de Fynn se ajoelhar no chão, tossindo e cuspindo sangue.

— Não consegue entender a diferença entre nós dois? — perguntou o bestial, indiferente. — Não tem nada a ver com esforço, ou vontade, é uma diferença natural de nascimento! Você é só um humano aleatório, filho de pais comuns.

“O que ele está falando…” Pensou o homem. Sua vista ficava turva e seus ouvidos abafados. “Não consigo ouvi-lo…”

— Talvez seja necessário mais do que isso para você entender…

Na sala da equipe. Os integrantes do time de Fynn estavam sem conseguir falar nem uma palavra. Era agoniante ver o amigo sofrendo daquela forma. Somente duas pessoas assistiam sem demonstrar reação alguma. Um deles era Li, que assistia atentamente sem piscar; o outro era Hans.

— O que você está fazendo… Fynn… — sussurrou.

— Chegando tarde novamente?

De madrugada, deitado em sua cama, Hans ouvia seu colega de quarto mais uma vez chegar tarde da noite.

— Ah… eu te acordei? Desculpe.

— Não — negou. — Não consegui dormir ainda, mas o problema não é esse. Não tem uma luta amanhã? Seu oponente não é nada fácil, é o campeão do nível 1 no último torneio.

— É…

Jogando sua mochila para o canto, Fynn atirou-se em sua cama e virou-se na direção da parede, deitando encolhido.

—URGH, não vai tomar um banho? — perguntou Hans. — Você está fedendo.

TSK

— Você só sabe reclamar — retrucou. Vou tomar, só estou descansando um pouco.

— Sim, sim… de qualquer forma… o que aconteceu? — questionou. — Você sempre teve uma rotina definida, por que a mudou de repente?

— Estava treinando mais.

— Mais?

— Não posso perder, Hans — confessou. — Não posso me dar ao luxo de perder dessa vez, não quando a vida de outra pessoa está em jogo.

— Por que já está falando como se tivesse sido derrotado?

— Vai ser uma batalha difícil…

— Não está soando como si, onde está o cara confiante que dorme nesse quarto?

— Hahaha… você está certo… amanhã… vou ganhar…

— É melhor ganhar mesmo — afirmou. — Fynn?

O seu amigo o chamou, mas ele já havia adormecido.

— Você realmente estava fedendo…

— Talvez seja necessário mais do que isso para você entender…

Assim que Gundogam terminou de falar, o bestial fechou os olhos. Lentamente seus pelos arrepiaram-se, as veias que percorriam seus músculos expandiram-se. Uma sede de sangue tomou o ar e o corpo já enorme do homem besta começou a crescer.

Subitamente, no entanto, uma outra energia tomou o ar, esmagando a pressão que a energia do participante havia criado, como se o avisasse para se conter. Percebendo a mensagem, ele imediatamente cessou sua transformação.

— Sinto muito, parece que não será possível, vou ter que acabar com isso agora… — O bestial lentamente caminhou em direção ao homem.

— FYNNNNNNNNNNNNNNNNNN!

De uma das salas dos times, um homem branco de cabelo loiro curtíssimo gritou. Sua voz atravessou os ouvidos abafados de seu amigo, e ele virou-se na direção que ela vinha.

“Hans…”

— O que você está fazendo, seu desgraçado!

Os outros integrantes do time arregalaram os olhos, pois nunca haviam visto aquela pessoa se comportar daquela forma.

— Você não disse que iria ganhar desse desgraçado!? — gritou o homem. — O que é esse semblante tão fraco? Qual é o problema?

— O que esse cara está fazendo? — Os espectadores que notaram comentaram entre si.

— Hahaha, que pessoa diferenciada. — Os acompanhantes estrangeiros dos participantes também notaram.

— Aquele não é o Arkerman? É até esquisito vê-lo agindo assim.

Mas Hans não cessou.

— O meu amigo… — gritou ainda mais alto. — O meu amigo, nunca abaixaria a cabeça desse jeito!

— Quem é aquele louco que está gritando? — questionou Gundogam. — Não está nem entre os de nível 2…

KABRUM

— É… você está certo… — Fynn com dificuldade se levantou, colocando-se de pé. — Hans!

KABRUM

— Esse poder… — O bestial assustou-se com a quantidade de mana concentrada. — Enlouqueceu!? Essa energia é quase de sétimo círculo, você vai se matar!

— Talvez… mas não foi você mesmo que disse, gatinho… talvez seja necessário para você entender… a diferença entre nos dois!

Li, assistindo concentradamente, lembrou-se do homem falando uma certa vez que não utilizava suas armas principais para lutar; ele nunca havia entendido o porquê é com o tempo não chegou a perguntar, mas agora finalmente entendia.

— Você estava errado sobre uma coisa… eu não sou filho de pais comuns! — gritou, sorrindo. — Eu sou um Aster!

Um grande cetro feito de Strale estendia-se na mão de Fynn. A energia trovejante crescia nas suas costas, formando asas trepidando e o levantando do chão. O bastão liberou uma lâmina em sua ponta, tornando-se uma foice. Seu corpo, por outro lado, tremia; seus olhos vermelhos liberavam lagrimas de sangue.

— Um… demônio! — gritou Gundogam.

— Aí está, o Assassino de Amarílis, a encarnação da insanidade! — berrou um espectador.

— Alguém pare esse demônio! — clamou outro.

— Sim… eu sou! — gritou Fynn. — Se é isso que significa ser um demônio, eu serei um de bom grado!

O homem avançou com tudo na direção de Gundogam, que pulou para trás e invocou mesmo contra as ordens que recebeu a manifestação de sangue dos bestiais, mas não rápido o suficiente.

— Strale de Sexto Círculo!

“Mãe…”

Balançando a foice, como um ceifador, Fynn cortou virtualmente o corpo do bestial. Assim que a lamina de Strale atravessou o corpo, ele se tornou um para raios e meia duzia de relâmpagos caíram do céu em cima de sua cabeça.

“Eu já achei meu proposito…”

— VINGANÇA DOS CÉUS!

KABRUM KABRUM KABRUM

A arena foi totalmente tomada pelo som e luzes dos trovões que atingiam o bestial. Assim que o golpe foi finalizado, Fynn ajoelhou-se no chão, sangue escorria de seus olhos, nariz, boca e ouvido.

“Ainda não… não perca a consciência…”

— Eu…

Gundogam ainda estava de pé.

— Subestimei você…

Mas seus joelhos cederam e seu corpo caiu no chão, desacordado. Só ai, Fynn pode fechar os olhos e desmaiar no chão, rápido o suficiente para não ouvir o final da luta.

— O vencedor da última batalha das quartas de final do dia é Fynn Aster, da facção de Arcádia!

— Boaaaaa! — gritou Hans, em meio ao silêncio da plateia.

Os espectadores, sem muito como reagir, bateram palmas para a batalha, alguns até expressaram seu apoio ao homem. Entre o sangue e os hematomas, um sorriso estampava o rosto desacordado de Fynn.

Fim da leitura

Capítulo 105 concluído

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