Sistema de Supercomputador Biológico NovelCAPÍTULO 1035 - Não são férias
Capítulo 1035Capítulo 1035: Não São Férias (1)
Amber se inclinou, estudando o mapa. "Sinceramente, estou mais preocupada com os thaids na área", disse ela.
Durante a última semana, os ataques não foram muitos. Às vezes, havia thaids poderosos, mas solitários, tentando abocanhar algo no navio, os quais eram detidos pelos Demônios Quiméricos. Erik decidiu que o melhor a fazer era confiar neles para a defesa, em vez de nos sistemas defensivos do navio.
Em outras ocasiões, grandes grupos de thaids menores e mais fracos apareciam. Esses thaids não eram fortes o suficiente para danificar o navio, e a nova habilidade dos Demônios Quiméricos de cegá-los os mantinha afastados. Mesmo assim, lidar com esses ataques não era fácil para a tripulação.
Erik supôs que eles estavam em um quadrante onde os efeitos do que quer que os blackguards [1] estivessem fazendo em Mur não estavam afetando os thaids.
O oposto era provavelmente a razão pela qual aquele thaid poderoso chegou ao navio durante o primeiro dia de viagem. Frant devia estar em uma espécie de rota migratória.
"É provável que encontremos mais como aquele que nos atacou?", perguntou Amber.
June balançou a cabeça. "Com base nas informações que temos, o thaid marinho que encontramos foi uma anomalia. A maioria dos thaids nesta área são menores e menos perigosos. Eles podem representar uma ameaça para navios comuns sem uma frota, mas com os Demônios Quiméricos, não devem ser um problema."
Erik assentiu.
"Ótimo. Agora, vamos falar de estratégia. Nosso objetivo principal é chegar à ilha, fazer os reparos necessários que não pudemos concluir no mar e coletar informações sobre as operações de Hin na área. Precisamos descobrir se eles ficaram sabendo sobre o navio roubado e se sabem que fomos nós, e não algum mendigo qualquer."
"Você acha que eles não atacaram porque sabem que foi você quem roubou e querem armar uma armadilha?", perguntou Mira.
"Pode ser, Mira. Aqueles caras são astutos, e provavelmente sabem, graças ao meu dossiê, que eu não tenho experiência marítima. Posso matar os blackguards facilmente, mas não vou subestimá-los de jeito nenhum."
"Devemos enviar uma pequena equipe à frente para explorar a ilha, então", disse Mira. "Eles poderiam estudar as defesas e possivelmente até substituir alguns dos guardas antes de nos aproximarmos."
"Excelente sugestão, Mira. Vamos montar uma equipe de reconhecimento à medida que nos aproximamos da ilha. June, quero que você escolha os Demônios Quiméricos e os informe sobre o que esperar com base em nossos mapas e informações."
"Sim, Mestre", June assentiu.
"Amber", disse Erik, virando-se para a ruiva, "quero que você trabalhe em um plano para tomar o posto avançado. Suponha que teremos o elemento surpresa, mas planeje também para o pior cenário possível."
"Por favor, não me peça para fazer a mesma proeza da última vez."
"Não vou pedir."
Amber fez um aceno resoluto. "Então estou dentro. Terei algumas estratégias diferentes prontas para sua análise nos próximos dias, mas começarei a trabalhar nelas assim que puder."
"Bom. Emily, preciso que você faça um inventário de nossos suprimentos. Comida, água, suprimentos médicos, armas — tudo. Precisamos saber exatamente o que temos e o que podemos precisar reabastecer na ilha."
Emily assentiu, mas havia alguma dúvida em seu rosto. "Não deveria ser a Amber a fazer isso? Ela fez isso durante a última semana."
"Preciso que todos estejam cientes de tudo no navio." Emily era uma atiradora de elite. Ela jogava em um nível competitivo e era muito boa em planejamento. Em retrospecto, alguém deveria ter dado esse papel a Emily.
No entanto, Amber também não era estúpida. Os Demônios Quiméricos poderiam ser capazes de apresentar algo bom, até melhor do que o que as três mulheres fariam.
Isso era certo, mas Erik não saberia como a situação em Hin e Mur estaria, então ele precisava se certificar de que as três mulheres estavam preparadas para qualquer coisa que pudesse acontecer. Na semana passada, Amber foi encarregada de cuidar do inventário, mas agora Erik decidiu dar a tarefa para Emily, para que ambas soubessem como fazer isso.
"Uma última coisa", disse Erik. "Já enfrentamos desafios antes, mas o que estamos fazendo é algo novo para vocês. Tudo bem estarem nervosas", disse Erik, virando-se para Amber, "mas confiem em suas habilidades e umas nas outras, e lembrem-se de que os Demônios Quiméricos as ajudarão assim que vocês pedirem."
Mira, Emily e Amber trocaram olhares.
"Muito bem", disse Erik, endireitando-se. "Vamos trabalhar. Temos três dias para concluir nossos planos e preparativos. June, defina um curso para a ilha. Todos os outros, vocês conhecem suas tarefas. Se precisarem de ajuda ou tiverem alguma preocupação, venham falar comigo."
Enquanto os outros saíam das acomodações do capitão, Erik permaneceu para trás, estudando o mapa. Seu dedo traçou o caminho de sua posição atual até a ilha e, em seguida, além, em direção a Hin.
Erik esperou por um longo tempo antes que pudesse começar a atacar os blackguards quando e onde eles eram mais vulneráveis.
À medida que o momento de iniciar seu movimento se aproximava, a antecipação crescia dentro dele. Ele não podia esperar. Ele não queria esperar.
Finalmente, era hora de ele obter sua tão esperada vingança. Pelo que fizeram ao mundo, pelo sofrimento que o fizeram passar, pela dor inimaginável que causaram ao seu pai, era hora de acertar as contas.
Erik se lembrou das coisas terríveis que os blackguards haviam feito. Eles haviam ferido muitas pessoas inocentes em sua busca por poder.
Eles haviam tirado pessoas de suas casas e famílias, usando-as para experimentos cruéis. Os blackguards não se importavam com a vida humana; eles só queriam mais conhecimento e controle.
Erik se sentiu mal ao pensar nisso. Essas memórias sombrias o tornaram ainda mais determinado a deter os blackguards e fazê-los pagar por seus crimes.
Os sentimentos de Erik sobre os blackguards mudaram completamente. Apenas três anos atrás, ele estaria ansioso para se juntar a eles.
Naquela época, ele pensava que os blackguards eram caras legais. Ele até queria que eles tomassem Frant e machucassem as pessoas que haviam tornado sua vida difícil.
E, no entanto, com o tempo, ele aprendeu que tudo era uma mentira. As verdades que ele descobriu destruíram os alicerces de suas crenças. Os blackguards não eram os heróis; eles eram os vilões.
Ele aprendeu que Becker não era o cara mau que ele antes pensava; na verdade, ele e seu pai estavam lutando contra os blackguards por um longo tempo.
Os blackguards eram a causa raiz de todas as desgraças que haviam caído sobre ele. O supercomputador biológico, a gangue da cruz de cristal, a situação em Etrium, o ataque a Nova Alexandria.
Eles estavam por trás de todas as tentativas de assassinato que ameaçavam sua vida.
[1] - Blackguards: Termo mantido no original por ser um nome próprio dentro do contexto da história.
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