Sistema de Supercomputador Biológico Novel — Capítulo 364: CAPÍTULO 364 - Batalha Territorial

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Cap. 364
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CAPÍTULO 364 - Batalha Territorial

Capítulo 364

1.918 palavras~8 min de leitura

Erik emergiu de seu refúgio improvisado e se espreguiçou para aliviar os músculos doloridos. Ao adentrar a floresta, foi recebido pelo som encantador das folhas farfalhando e pela fragrância inebriante das flores desabrochando.

A luz do sol penetrava o dossel da floresta, criando sombras salpicadas no chão. Ele ficou maravilhado com a miríade de tons de verde esmeralda ao seu redor, cada um testemunhando o vigor da natureza.

À medida que o jovem se aprofundava na floresta, seus sentidos se tornavam mais apurados, e seus ouvidos, mais sensíveis ao ambiente. Aparentemente, a área ao redor de seu acampamento estava limpa, mas ele queria reabastecer sua água antes de dormir para, no dia seguinte, evitar perder tempo.

Observando os sinais ao redor, parecia que a floresta o estava guiando, e o levou a uma pequena clareira onde um riacho com um som suave e borbulhante serpenteava pela vegetação rasteira.

No entanto, seu momento de paz foi interrompido pelo choque de forças titânicas. Seus olhos se arregalaram ao testemunhar uma batalha feroz se desenrolando diante dele. Duas criaturas monstruosas estavam envolvidas em uma luta mortal, seus rugidos reverberando pela floresta.

De um lado, estava o Garra Sombria, sua forma elegante e negra se misturando perfeitamente com as sombras. A criatura se movia com graça e precisão, esquivando-se dos ataques de seu oponente com manobras rápidas. Seus olhos verdes brilhantes cintilavam com determinação focada enquanto lutava contra seu oponente.

Do outro lado do Garra Sombria, um adversário formidável estava em combate, o Ursólito.

A figura corpulenta do thaid [1] irradiava uma aura de poder desenfreado enquanto se elevava sobre seus arredores. Seu corpo era coberto de pelos, que tinham uma variedade de tons terrosos e serviam de camuflagem contra o fundo da floresta. Seus membros enormes e musculosos o impulsionavam para frente, enquanto suas garras afiadas e mandíbulas poderosas indicavam a destruição que estava por vir.

Ambas as bestas se atacaram com grande ferocidade, desferindo golpes violentos e mordendo a carne exposta de seus oponentes.

Sombras dançavam ao redor deles enquanto o Garra Sombria utilizava suas habilidades de furtividade para obter vantagem, escondendo-se na folhagem circundante e explorando fraquezas momentâneas nas defesas do oponente.

O Ursólito respondia com rugidos ensurdecedores e uma exibição avassaladora de força bruta, tudo impulsionado por sua incrível força.

'Sério? De todos os monstros, eu tinha que encontrar logo esses dois?', Erik disse para si mesmo.

Ele manteve uma expressão solene enquanto observava as duas criaturas se enfrentando em frente à fonte de água. Em sua mente, essa era uma batalha territorial que precisava ser vencida para proteger a fonte de água ou a presa da área. Por um breve momento, um pensamento fugaz cruzou a mente de Erik: se seria ou não sensato intervir e eliminar pelo menos um dos dois thaids.

No entanto, o jovem rapidamente percebeu que interferir em uma luta dessa magnitude era extremamente arriscado, particularmente uma que envolvesse oponentes formidáveis como o Garra Sombria e o Ursólito. Cada um estava exibindo suas forças e habilidades únicas e travado em uma luta primal por dominância.

Erik foi compelido a ficar e observar as estratégias e movimentos das duas criaturas devido à sua insaciável curiosidade. Ele não queria estar despreparado caso fosse forçado a entrar em combate com os dois monstros.

O conflito continuou, com a floresta servindo de testemunha do concurso de vontades e habilidades que estava ocorrendo entre eles. Erik escolheu permanecer nos arredores da luta porque estava hipnotizado pelo espetáculo e pela ferocidade do conflito.

No fundo, ele sentia que essas criaturas estavam apenas dentro de suas capacidades, o que significava que ele tinha que ser cuidadoso se fosse atacado, mas que havia chances de ele vencer.

<Talvez com o Xeridon Anteris e os poderes de Nathaniel? Acho que posso lidar de forma bem direta com o Garra Sombria, mas o Ursólito é outra história.>

Erik momentaneamente esqueceu sua necessidade de água enquanto a batalha se intensificava, e ele silenciosamente torceu pelo Garra Sombria, apreciando sua abordagem furtiva e sua desenvoltura. Ao se desviar habilmente de seu oponente e explorar as vulnerabilidades do Ursólito com precisão calculada, ele não pôde deixar de admirar o predador elegante e letal que ele era.

O Desperto podia observar o espetáculo se desenrolando sem chamar atenção para si mesmo porque as criaturas envolvidas em combate não notaram sua presença e estavam focadas em sua luta, além de que ele estava usando o poder do cristal cerebral da Lebre Sussurraveloz, então era mais difícil ser notado por uma besta.

Ele estava curioso sobre o resultado, sabendo que quem saísse vitorioso se tornaria a força mais poderosa nesta seção da floresta e seria capaz de reivindicar seu território com total e irrestrita autoridade.

Enquanto se envolviam em uma batalha feroz e implacável um contra o outro, o Garra Sombria e o Ursólito eram movidos por seus instintos primais. Eles lançaram uma saraivada de ataques um sobre o outro. Cada movimento que faziam enquanto trabalhavam para golpear seu oponente com um golpe devastador era caracterizado por precisão mortal e poder bruto.

O Ursólito avançou, suas enormes mandíbulas se abrindo para agarrar o pescoço do Garra Sombria e esmagá-lo. O Garra Sombria, percebendo a ameaça, evadiu o ataque com a velocidade de um raio, seu corpo ágil se contorcendo com flexibilidade antinatural. O thaid, vendo uma abertura, imediatamente revidou contra o Ursólito com um golpe rápido como um raio de suas garras afiadas, pretendendo rasgar o flanco de seu oponente.

Por outro lado, o Ursólito reagiu com um grau surpreendente de agilidade, girando rapidamente sobre as patas traseiras para evitar ser cortado pelas armas mortais.

Imperturbável, o Ursólito retaliou com um golpe feroz de sua enorme pata, garras se estendendo em um arco letal ao desferir o golpe. O Garra Sombria deu um salto para trás bem a tempo de evitar o golpe violento por um triz.

Ao aterrissar graciosamente, revidou fechando suas mandíbulas em uma tentativa de cravar seus dentes no ombro exposto da besta oponente. No entanto, a pele grossa do Ursólito provou ser impenetrável mesmo para as mandíbulas do Garra Sombria, e ele rapidamente se desviou do ataque, seu rosnado reverberando por toda a clareira.

Em um esforço para pressionar sua vantagem, o Ursólito avançou com a intenção de pisotear o Garra Sombria com todo o seu peso considerável.

A outra besta, por outro lado, estava preparada para o ataque e evitou o golpe esmagador realizando uma cambalhota destro antes de recuperar o equilíbrio em um único movimento fluido. O Garra Sombria acelerou em direção à pata dianteira do Ursólito, arreganhou suas presas e tentou desferir uma mordida com sua velocidade relâmpago que desabilitaria a mobilidade do oponente.

No entanto, os reflexos do Ursólito foram tão rápidos quanto os do Garra Sombria, e ele rapidamente retraiu seu membro para evitar o golpe fatal.

O Garra Sombria já tinha o suficiente, então começou a circular atrás do Ursólito. Graças às suas habilidades de furtividade, ele podia se misturar parcialmente ao ambiente, impedindo que a besta o visse em sua totalidade. Ele basicamente desapareceu no ar do ponto de vista do Ursólito e começou a cercar a besta.

O Garra Sombria emergiu das sombras mais uma vez e imediatamente iniciou um ataque rápido como um raio, o que lhe permitiu capitalizar sobre o elemento surpresa. Suas garras rasgaram profundas lacerações no flanco exposto do Ursólito enquanto se arrastavam pela superfície. O Ursólito rugiu de dor e raiva quando os ataques do oponente finalmente tiveram um efeito sobre ele.

O coração de Erik estava palpitando de ansiedade enquanto ele se retirava cuidadosamente da cena da sangrenta batalha entre o Garra Sombria e o Ursólito. Ele estava bem ciente de que precisava exercer extrema cautela para evitar chamar a atenção das duas bestas, particularmente quando estava tentando tirar água do riacho próximo.

Erik se aproximou sorrateiramente do riacho enquanto o sol ainda estava se pondo e enquanto mantinha um olhar atento na clareira onde o intenso duelo estava ocorrendo. Ele se moveu com passos lentos e deliberados e garantiu que cada pisada fosse silenciosa e quase inaudível.

Seus sentidos permaneceram em alerta máximo; seus ouvidos estavam sintonizados com o menor farfalhar no mato, e seus olhos vasculhavam os arredores em busca de qualquer sinal de movimento. Ele estava convencido de que o som de algo se movendo o entregaria.

Quando Erik finalmente chegou ao riacho, ele se ajoelhou e começou a encher suas garrafas, apesar da água fria correndo sobre suas mãos. Ele trabalhou rapidamente enquanto mantinha um perfil baixo, estando ciente dos riscos que poderiam estar presentes na área.

Enquanto enchia cada recipiente, ele não pôde deixar de espiar em direção à clareira marcada pela batalha, onde o Ursólito e o Garra Sombria continuavam sua intensa luta.

Mesmo estando enamorado com as poderosas bestas, Erik estava ciente de que sua presença ameaçava sua segurança. Ele pretendia usar este local como um ponto de partida para seu treinamento pessoal e exploração enquanto permanecesse aqui por uma semana; pelo menos, esse era seu objetivo atual. Por outro lado, com a natureza territorial das criaturas, ele percebeu que sua presença constante poderia dificultar seu progresso.

Erik considerou suas escolhas. Se ele queria garantir sua segurança e estabelecer sua presença na região, ele sabia que se livrar das criaturas era um passo essencial que precisava ser dado primeiro.

Além disso, a possibilidade de adquirir o poder único do Cristal Cerebral que o Garra Sombria possuía despertou seu interesse, principalmente quando considerado em conjunto com a habilidade de se esconder da Lebre Sussurraveloz. Se ele os combinasse, poderia acabar com algo útil para ele, já que ele era grande demais para fazer bom uso do poder do cristal cerebral da Lebre Sussurraveloz sozinho.

A existência das criaturas representava uma ameaça para ele, mas envolvê-las em combate seria, sem dúvida, um empreendimento perigoso de se realizar. Erik sabia que precisava de uma estratégia abrangente para superar e triunfar sobre oponentes formidáveis.

Depois de pensar um pouco sobre isso, Erik desenvolveu uma estratégia. Ele ganharia uma vantagem utilizando seu conhecimento do terreno, empregando sua agilidade e fazendo uso de sua desenvoltura. Se necessário, ele também montaria algumas armadilhas.

No entanto, como ele não tinha experiência suficiente na criação de armadilhas e o fato de que ele tinha que essencialmente começar do zero quando se tratava de aprender a fazê-las, ele foi obrigado a testá-las antes de empregá-las em combate. Por outro lado, seu objetivo era se aproximar sorrateiramente das bestas quando elas menos esperassem e atacar seus pontos fracos com golpes precisos e bem calculados.

Ele também estava ciente da importância de ter paciência e saber quando agir. Ele precisava esperar e aguardar a oportunidade certa, que se apresentaria quando os monstros estivessem suficientemente enfraquecidos e preocupados em lutar entre si. Depois disso, e somente então, ele faria seu movimento para eliminá-los prontamente e decisivamente.

Depois de garantir que suas garrafas estavam cheias, Erik rapidamente e furtivamente se retirou do riacho e se escondeu na vegetação circundante. Enquanto as criaturas continuavam a lutar um contra o outro, ele analisou seus comportamentos e fez anotações mentais de quaisquer fraquezas potenciais que notou. Ele então criou um mapa dos hábitos de luta das criaturas.

Enquanto ele desaparecia nos matagais da floresta, uma determinação inflexível começou a se enraizar em seu coração. Era hora de ele demonstrar sua têmpera e reivindicar seu lugar nesta região selvagem indomada.

[1] - Thaid é um termo genérico usado para descrever criaturas monstruosas ou bestas selvagens, muitas vezes com conotações de força e ferocidade.

Fim da leitura

Capítulo 364 concluído

CAPÍTULO 364 - Batalha Territorial