Sistema de Supercomputador Biológico Novel — Capítulo 38: CAPÍTULO 38 - Buraco Na Barreira

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Cap. 38
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CAPÍTULO 38 - Buraco Na Barreira

Capítulo 38

1.290 palavras~6 min de leitura

O porco-espinho do mato continuava correndo pelo campo. Erik estava em seu encalço, se perguntando para onde diabos a criatura estava indo.

Parecia não ter direção alguma, apenas um andar aleatório que poderia levá-lo a qualquer lugar. Erik decidiu matar a criatura para ganhar experiência, mas estava arriscando perdê-la, já que os talos de trigo eram altos o suficiente para esconder a criatura de sua vista.

Apenas o rastro da besta permitia ao jovem permanecer em seu encalço e mantê-lo à vista, desde que não houvesse muita vegetação rasteira entre eles.

Então, a vegetação à frente engrossou, dificultando o acompanhamento da criatura por Erik. Ele não conseguia ver nada através do grão alto, exceto o que aparecia claramente contra o céu e o rastro de sangue que a criatura deixava para trás.

Então, o campo de trigo terminou abruptamente, fazendo com que Erik se encontrasse dentro de uma floresta. As árvores eram enormes, com galhos retorcidos e folhas como as de um carvalho ou faia, mas estavam juntas, formando densas paredes de crescimento verde que isolavam tudo do lado de fora de seu abrigo, exceto pela luz que filtrava do alto.

Assim que entrou neste novo ambiente, Erik percebeu o quão longe da civilização ele realmente estava — ele não conseguia nem ouvir nenhum som além do canto dos pássaros.

De repente, ele ouviu outra coisa se movendo na floresta também: um leve farfalhar que ia e vinha intermitentemente. Isso fez Erik pensar que a criatura devia estar perto, provavelmente escondida atrás de algum arbusto ou árvore, esperando sua chance de atacar ou escapar.

Erik caminhou cautelosamente entre esses estranhos gigantes da floresta, esperando não tropeçar em algo que pudesse colocá-lo em perigo e que estivesse escondido atrás de arbustos cuja folhagem escondia tudo.

Enquanto o jovem fazia isso, ele procurava os rastros de sangue do thaid e, após uma curta busca, finalmente os encontrou.

Ele agarrou com força seu talo de trigo afiado e seguiu os rastros; estes o levaram em direção a um arbusto, como ele pensava.

Com um galho, Erik se aproximou cautelosamente da planta e moveu a folhagem, revelando o porco-espinho do mato em agonia no chão.

Sua respiração era ofegante e seus olhos se arregalavam de terror. Ele tentou desesperadamente rastejar para longe, mas falhou por causa da dor que impedia o thaid de se endireitar.

A cada respiração, a coisa emitia um gemido baixo e, cada vez que o monstro se virava, ele gemia lamentavelmente.

Erik olhou para a criatura espinhosa deitada indefesa diante dele, então rapidamente a golpeou. Ele fez dois cortes profundos ao longo do lado do abdômen da criatura, abrindo uma ferida que jorrou um fluxo de líquido vermelho escuro.

Alguns segundos depois, o thaid morreu e o sangue parou de fluir.

[MISSÃO CONCLUÍDA.]

Uma notificação tocou na mente de Erik.

[CRIATURA HOSTIL MORTA: PROCESSO DE ABSORÇÃO DE MANA INICIANDO.]

[0%...1%....5%...30%...70%...100%]

[MANA ABSORVIDA COM SUCESSO, INICIANDO O PROCEDIMENTO DE CONVERSÃO.]

[3...2...1...0]

[MANA CONVERTIDA COM SUCESSO EM EXPERIÊNCIA. CINQUENTA PONTOS DE EXPERIÊNCIA CONCEDIDOS AO HOST.]

MISSÃO DE EMERGÊNCIA: SOBREVIVÊNCIA. COMPLETA.

-Recompensas pela conclusão: Cento e cinquenta pontos de experiência por matar a criatura; oitenta pontos de experiência por escapar da criatura. Sessenta pontos de DNA em ambos os casos.

-Penalidade por Falha: Morte.

(Mate ou escape do porco-espinho do mato.)

[SUBIU DE NÍVEL.]

[AVISA-SE AO HOST PARA COLETAR O CRISTAL CEREBRAL DA CRIATURA E UMA AMOSTRA DE SANGUE.]

"Isso é o que se chama de uma boa colheita." O coração de Erik ainda estava batendo forte em seu peito por causa da emoção de ter matado um predador perigoso sem se machucar. "Acho que vou coletar o sangue e extrair o cristal cerebral", disse o jovem, virando-se e caminhando rapidamente em direção ao animal morto.

O pensamento de comer o cristal cerebral e lamber o sangue da criatura fez o estômago de Erik embrulhar, mas ele sabia que era isso ou ser fraco.

Como ele poderia perder a oportunidade de ganhar outro poder de cristal cerebral? Ele não podia, então ele fortaleceu sua resolução e colocou o dedo dentro da ferida da criatura, mergulhando-o no sangue da criatura e então lambendo-o.

"Isso é horrível", disse o jovem enquanto saboreava o líquido carmesim. Então uma notificação tocou dentro de sua cabeça.

[SANGUE DE PORCO-ESPINHO DO MATO ADQUIRIDO. INICIANDO A ANÁLISE.]

[ANÁLISE CONCLUÍDA.]

[CINQUENTA PONTOS DE DNA SÃO NECESSÁRIOS PARA EXTRAIR O DNA.]

[CENTO E VINTE PONTOS DE DNA DETECTADOS. INICIAR A EXTRAÇÃO?]

"Não", disse o jovem. "Eu preciso chegar em casa primeiro."

Como ele não podia ficar parado, o jovem pegou o talo de trigo e começou a abrir a cabeça da criatura. Não demorou muito para ele fazer o feito. O interior da cabeça era nojento, cheio de fluido amarelo-esverdeado e gosma branca. Erik não tinha desejo de tocar em nenhuma parte da cabeça, mas ele tinha que fazê-lo para conseguir o cristal cerebral.

Ele arregaçou as mangas e colocou as mãos dentro do cérebro mole, começando a procurar o cristal cerebral. Não demorou muito até que ele encontrasse a minúscula conta translúcida implantada profundamente no cérebro e aproximadamente do tamanho de uma moeda de um quarto de dólar [1].

Ele rapidamente o tirou agarrando-o com a mão direita. Erik então removeu o sangue e a última porção do cérebro do cristal usando um lenço branco de sua mochila, então ele engoliu o minúsculo cristal inteiro.

Outra notificação tocou dentro de sua cabeça.

[CRISTAL CEREBRAL DE PORCO-ESPINHO DO MATO ADQUIRIDO. INICIANDO A ANÁLISE.]

[ANÁLISE CONCLUÍDA.]

[CINQUENTA PONTOS DE DNA SÃO NECESSÁRIOS PARA EXTRAIR O PODER.]

[CENTO E VINTE PONTOS DE DNA DETECTADOS. A EXTRAÇÃO NÃO É ACONSELHÁVEL; O HOST TEM DNA INCOMPATÍVEL.]

[EXTRAÇÃO ABORTADA]

Era a mesma notificação que ele recebeu da última vez, quando absorveu o cristal cerebral do thaid desconhecido. Assim que terminou, Erik reservou um tempo para observar melhor seus arredores.

Ele estava atualmente dentro de uma floresta, o que era estranho considerando que, tanto quanto ele sabia, não havia floresta dentro da barreira.

As árvores eram altas e muito grossas, criando um dossel quase impenetrável acima dele. Não havia mais nada aqui, exceto arbustos e pequenos animais correndo. Eles pareciam bastante inofensivos, no entanto; Erik lentamente se afastou de onde o corpo do porco-espinho do mato jazia e começou a voltar de onde veio.

Após cerca de dez minutos de caminhada, o jovem chegou em frente ao campo de trigo, mas foi ali que ele atingiu algo invisível.

"Que droga? O que é isso?"

Erik cutucou com as mãos, tocando na parede invisível que o impedia de ir para a fazenda do Sr. Fox.

"Merda... Merda!"

Erik entendeu; ele estava fora da barreira. Essa era a única explicação lógica para a mudança de cenário e a barreira invisível que o impedia de retornar. Erik entrou em pânico, pensando que estava fadado a ser comido por thaids. Seu coração disparou descontroladamente.

Mas então outro pensamento lhe ocorreu. Seria realmente possível que alguém pudesse escapar da barreira através de algum tipo de artimanha ou magia? Não era suposto ser impossível?

O jovem começou a caminhar ao redor da barreira, mantendo as mãos na parede invisível, tentando encontrar uma explicação e uma solução para sua situação.

Foi só quando o jovem viu o rastro de sangue que o porco-espinho do mato deixou que ele começou a se acalmar. Quando o jovem tocou a barreira, em um certo ponto, ele parou de sentir qualquer coisa. Erik tentou colocar as mãos dentro da barreira e, provavelmente graças a um milagre, ele conseguiu.

"O quê...?"

Erik então tentou sentir a barreira novamente, ele moveu a mão para a esquerda e para a direita, batendo a mão na barreira.

"Tem um buraco aqui!" disse o jovem.

[1] - Moeda americana que equivale a 25 centavos de dólar.

Fim da leitura

Capítulo 38 concluído

CAPÍTULO 38 - Buraco Na Barreira