Sistema de Supercomputador Biológico NovelCAPÍTULO 473 - O Bosque Lumis
Capítulo 473Erik ponderou a pergunta dela por um momento, avaliando os riscos e benefícios.
— É difícil dizer com certeza — respondeu ele, com a voz comedida.
— No entanto, se procedermos com cautela e permanecermos vigilantes, não creio que haverá problemas.
Garrett assentiu, com os olhos refletindo uma mistura de determinação e curiosidade. — Vale a pena tentar — acrescentou.
— Se pudermos ter uma visão melhor do acampamento deles e de quaisquer ameaças potenciais, isso pode ajudar muito no nosso planejamento.
O olhar de Alexia alternava entre Erik e o caminho, com uma mistura de excitação e apreensão no rosto. — Vamos — disse ela, com a voz forte e decidida. — Mas lembrem-se de que devemos ser cautelosos e permanecer juntos.
O grupo retomou a jornada com um aceno coletivo, aproximando-se cautelosamente do caminho.
Cada passo era deliberado, e seus sentidos foram aguçados enquanto atravessavam o terreno.
O caminho era estreito e sinuoso, com vegetação exuberante e rochas irregulares que o margeavam.
As Cataratas Lumis se revelaram em toda a sua majestosa glória enquanto eles ascendiam.
A água em cascata brilhava com um brilho sobrenatural, lançando um brilho suave e etéreo sobre a paisagem circundante.
Finalmente, eles chegaram ao topo, com a respiração suspensa pela vista que se descortinava diante deles.
De sua posição elevada, eles podiam ver o acampamento extenso abaixo e os soldados frantianos se movendo com propósito.
O acampamento era um centro frenético de atividade, repleto de soldados, maquinário e veículos.
A magnitude da operação era impressionante, como se uma pequena cidade tivesse surgido no coração das Cataratas Lumis.
As estruturas de metal dos veículos brilhavam com o brilho liberado pelo Aclaitrium e pela flora circundante, e estavam espalhadas por toda a área.
Seus motores rugiam enquanto se moviam para frente e para trás, transportando suprimentos e equipamentos.
As pupilas de Erik se contraíram enquanto ele observava as máquinas extraírem o valioso minério de Aclaitrium do riacho na base das cataratas.
O inimigo não havia poupado despesas na busca por este valioso minério condutor de mana.
Soldados em equipamento militar frantiano patrulhavam o acampamento, com suas armas laser brilhando ameaçadoramente.
Eles patrulhavam a área com rigorosa disciplina, sua presença um lembrete constante do perigo que representavam.
Alguns carregavam armas brancas, com suas lâminas brilhando na luz salpicada, prontos para entrar em combate corpo a corpo ou usar seus poderes.
Uma corrente subterrânea de tensão pairava densamente sobre o acampamento, carregando o ar com energia.
Os trabalhadores se esforçavam, com as mãos se movendo rapidamente enquanto processavam o minério de Aclaitrium.
O clangor do maquinário, os gritos de ordens e o zumbido dos motores se misturavam em uma cacofonia industrial.
Erik examinou o acampamento, observando pontos estratégicos, possíveis pontos fracos e o layout geral.
Ele relatou suas descobertas ao resto do grupo, que ficou surpreso com a magnitude da presença do inimigo.
Era óbvio que evitar o acampamento e pegar o Pinheiro Auburn exigiria planejamento e execução meticulosos.
Os olhos aguçados de Erik captaram uma visão que fez seu coração falhar uma batida.
Ele avistou um Pinheiro Auburn em meio à densa vegetação do Bosque Lumis.
Sua folhagem vermelha vibrante se destacava contra o verde exuberante como chamas, lançando um brilho hipnotizante que parecia dançar com luz etérea.
O Pinheiro Auburn erguia-se alto e majestoso, com seus galhos alcançando os céus, um testemunho da tenacidade da natureza.
Seu tronco retorcido e desgastado trazia as marcas do tempo e sussurrava sabedoria ancestral.
Mas a radiação que emitia realmente distinguia esta árvore — um brilho suave e quente que o olho nu quase podia ver.
— É isso que estamos procurando! — Erik apontou na direção do Pinheiro Auburn.
Os outros imediatamente se ergueram para olhá-lo, mas não puderam deixar de notar que estava no meio do acampamento inimigo.
A gravidade de sua missão tornou-se aparente enquanto observavam de seu ponto de vista oculto.
Eles estavam contra uma força organizada armada com tecnologia avançada e precisavam entrar em seu acampamento para completar sua missão.
As probabilidades estavam contra eles, e seu sucesso seria determinado por sua capacidade de explorar falhas e trabalhar como uma unidade coesa.
A voz de Garrett quebrou a tensão quando ele se virou para o grupo, seus olhos buscando direção.
— O que fazemos agora? — perguntou ele, com um tom tingido de apreensão.
Alexia, sempre equilibrada e astuta, deu um passo à frente para compartilhar seus pensamentos.
Sua voz era firme, cortando o ar com convicção.
— Devemos procurar outras árvores — sugeriu ela, com o olhar fixo no acampamento. — É muito perigoso entrar lá.
Suas palavras pairaram no ar, e o grupo trocou olhares intrigados.
A missão e a importância da tarefa pesavam sobre eles.
Erik, o membro calmo e contemplativo do grupo, interrompeu com uma nota de cautela.
— Encontrar mais Pinheiros Auburn não será fácil — admitiu ele solenemente.
— Sabe-se que essas árvores têm uma taxa de crescimento lenta e são raras de encontrar. Já que não podemos ficar no Bosque Lumis por muito tempo, seria melhor pegar AQUELE Pinheiro Auburn…
Erik continuou, oferecendo uma solução alternativa para sua situação.
— Em vez de procurar árvores totalmente crescidas, poderíamos entrar no acampamento inimigo e coletar sementes desta árvore Pinheiro Auburn — propôs ele, com o olhar firme e resoluto.
— Depois que voltarmos para a aldeia, posso nutrir e acelerar o crescimento de novas mudas com meu poder. É por isso que viemos aqui em primeiro lugar.
Suas palavras tocaram o grupo, despertando esperança em meio à incerteza.
Apesar de suas dificuldades, a perspectiva de usar as habilidades únicas de Erik para cultivar novos Pinheiros Auburn os encheu de esperança.
Garrett franziu a testa enquanto considerava a sugestão de Erik.
— Então, coletamos o que pudermos desta árvore e confiamos no poder de Erik para cultivar mais? — ele esclareceu, com uma pitada de curiosidade na voz.
Alexia franziu a testa em preocupação ao falar novamente, sua voz cheia de apreensão.
— Erik, entrar no acampamento inimigo é muito perigoso. Podemos ser pegos ou pior. Deve haver outra maneira.
Erik encontrou o olhar dela, sua expressão calma, mas determinada. Um brilho de confiança cintilou em seus olhos quando ele respondeu, sua voz carregando uma pitada de mistério.
— Não se preocupe, Alexia. Eu tenho uma ideia — disse ele, suas palavras pairando no ar, deixando o grupo intrigado e ansioso por mais.
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