Sistema de Supercomputador Biológico NovelCAPÍTULO 606 - Seguindo Sara
Capítulo 606Capítulo 606 Seguindo Sara
O sol da manhã lançava um brilho dourado sobre a cidade enquanto Erik e Rebecca se acomodavam no carro, estacionado discretamente do outro lado da rua da Hummingbird Pharmaceutical.
Seus olhos estavam fixos no prédio moderno, esperando qualquer sinal de Sara, a mulher misteriosa no centro de sua investigação.
Erik ajustou seus binóculos, seu coração batendo forte em antecipação. Ele tinha passado incontáveis horas analisando cada detalhe de seu plano, garantindo que estivessem preparados para qualquer reviravolta inesperada. Rebecca, por outro lado, não podia evitar sentir uma mistura de excitação e ansiedade, seus dedos batucando nervosamente na lateral do carro.
— Eu peguei uns sanduíches — disse Rebecca. — Mandei o motorista comprar — acrescentou. — Quer um?
— Agora não, mas obrigado por perguntar.
Rebecca começou a mastigar seu sanduíche; tinha frango, tomates e alface, e ela parecia estar gostando.
— Estava me perguntando — disse ela com a boca cheia. Ficou claro que ela não se importava mais com as aparências com Erik. — Por que você deixou Nokisi Point, Erik? — perguntou ela, seus olhos procurando o rosto dele.
— O que te trouxe para esta cidade remota na fronteira?
Os olhos de Erik piscaram, um olhar distante em seus olhos enquanto ele pensava em seu passado. Claro, Erik nunca foi para Nokisi Point; isso foi algo que o supercomputador biológico inventou para lhe dar um histórico dentro de Etrium.
— Eu queria mais oportunidades — começou ele, sua voz suave e reflexiva. — Nokisi Point era lar, mas também era limitante. A Gangue dos Gigantes tinha sua própria maneira de fazer as coisas, e eu sentia que estava preso em uma rotina, incapaz de crescer ou conseguir novas oportunidades. A presença da Gangue dos Gigantes lá é demais.
Rebecca ouviu atentamente, seu olhar firme, enquanto Erik continuava. Ela sabia o quanto a guilda de sua mãe podia ser opressiva às vezes. Eles tinham direitos sobre todos os bons pontos de caça, monopolizavam muitas das missões da guilda e tinham muitos acordos com comerciantes e empresas.
Rebecca estava ciente de situações em que guildas menores protestaram sobre as ações da Gangue dos Gigantes, apenas para ter suas operações encerradas pela Guilda Mercenária como resultado de tais reclamações. Um bando de caçadores uma vez acusou abertamente a Gangue dos Gigantes de monopolizar tanto as missões quanto os campos de caça.
Os mercenários enviaram uma reclamação para a guilda mercenária; no entanto, pouco depois de fazê-lo, o pequeno grupo recebeu um e-mail da guilda mercenária instruindo-os a não se meter nos negócios da Gangue dos Gigantes. Os caçadores estavam desamparados e não tiveram escolha a não ser deixar seus campos de caça porque não tinham outras opções.
— Vindo para esta cidade, eu sabia que teria a chance de trilhar meu próprio caminho e fazer parte de algo maior e mais dinâmico. Há uma sensação de liberdade aqui, uma sensação de que tudo é possível se você estiver disposto a correr o risco.
Ele olhou para Rebecca, escondido por sua máscara. — E sabe de uma coisa? Tem valido a pena. Encontrei amigos, propósito e desafios que me impulsionaram a crescer de maneiras que nunca pensei serem possíveis. Droga, eu ganho milhões em um mês, algo que eu pensava que não era possível no passado.
Os olhos de Rebecca se suavizaram, e havia calor em seu sorriso enquanto ela estendia a mão para tocar o braço de Erik. — Fico feliz que você tenha encontrado o que estava procurando — disse ela sinceramente.
Erik sorriu por trás da máscara. — Obrigado — disse ele para a jovem.
Eles caíram em um silêncio amigável, sua atenção retornando ao prédio da Hummingbird Pharmaceutical, mas a atmosfera no carro havia mudado. Não havia mais tensão, apenas uma sensação de amizade e compreensão.
Com o passar das horas, eles continuaram a observar e esperar, seus olhos nunca se desviando do prédio. O prédio da Hummingbird Pharmaceutical era alto e imponente, seu exterior elegante de vidro refletindo as luzes da cidade ao redor. Seu design moderno exalava uma sensação de sofisticação e inovação.
A entrada do prédio era adornada com uma grande placa exibindo o logotipo da empresa e um beija-flor estilizado em cores vibrantes. A entrada parecia ser quase impenetrável por causa do pessoal de segurança que a cercava. Eles trocavam comentários ocasionais, especulando sobre o papel de Sara na conspiração e discutindo seus próximos movimentos, mas a conversa sempre girava em torno de sua missão comum.
Finalmente, quando a tarde avançava, eles avistaram Sara, sua figura familiar emergindo do prédio, seus movimentos propositais e deliberados.
— Lá está ela — sussurrou Erik, seus olhos se estreitando enquanto a observava. — O que você acha que ela está tramando?
A testa de Rebecca se enrugou, sua mente trabalhando rapidamente enquanto ela considerava as possibilidades. — Não tenho certeza, mas precisamos descobrir. Devemos segui-la.
Erik assentiu com determinação firme em seus olhos. — Sim, mas como? Depende de como ela vai se mover a partir daqui.
Eles continuaram a observar Sara enquanto ela ia para seu carro; não era muita coisa, e se ela realmente fosse Lumina, essa escolha provavelmente foi feita para não despertar suspeitas ou olhares sobre ela.
Enquanto Rebecca dava ao motorista a instrução de seguir o carro voador de Sara, seu pulso acelerou em antecipação da crescente excitação que viria à medida que a perseguição começasse. Eles observaram enquanto a nave de Sara se elevava no ar, seu design aerodinâmico cortando o ar sem esforço com graça e precisão.
— Fique o mais longe possível, mas mantenha-a à vista — ordenou Rebecca ao motorista, seus olhos fixos no carro distante.
Eles estavam correndo atrás do carro de Sara pelas ruas movimentadas da cidade. O clamor de carros buzinando e pedestres apressados deu lugar a um bairro mais rico e silencioso, com edifícios imponentes coroados por janelas de vidro reflexivo. Paisagismo exuberante, belas fontes e gramados meticulosamente cuidados podiam ser encontrados por toda a área. Flores perfumavam o ar, e ao longe, o som de pássaros cantando podia ser ouvido.
Eles logo estavam parados à sombra de uma grande estrutura que havia sido construída especificamente para o propósito de armazenar automóveis. O zumbido do motor do carro de Sara parou quando ele entrou no espaço de estacionamento designado no último andar.
O motorista de Rebecca manobrou seu carro para o mesmo prédio, encontrando uma vaga de estacionamento não muito longe do de Sara. Ao saírem do carro, os olhos de Erik e Rebecca foram atraídos para o elevador, onde eles vislumbraram Sara desaparecendo atrás de suas portas fechando.
— Erik, olhe — sussurrou Rebecca, apontando para a pequena tela ao lado do elevador. Ele exibia os andares enquanto o elevador descia.
A mente do jovem estava correndo, seus instintos entrando em ação enquanto ele avaliava a situação. — Rebecca, pegue o outro elevador e vá para o térreo. Apenas no caso de ela tentar sair pela saída.
Os olhos de Rebecca se arregalaram, a compreensão surgindo enquanto ela assentia. — Boa ideia. E você?
— Eu vou ficar aqui e te dizer onde ela vai parar, mas eu acho que ela vai para o térreo — respondeu Erik, determinação em sua voz. — Eu vou te avisar para onde ela está indo. Fique alerta e esteja pronta para se mover rapidamente se necessário.
— Tudo bem — respondeu a mulher.
Com um último olhar demorado, Rebecca dirigiu-se para o outro elevador, seus passos propositais e determinados.
Voltando sua atenção para a tela, Erik observou o progresso do elevador parar, suas portas se abrindo para revelar o andar escolhido. Era o térreo, como ele previu.
Sem perder um momento, ele pegou seu dispositivo de comunicação e ligou para Rebecca.
— Ela está no térreo, Rebecca. Ela está saindo do prédio! — disse ele urgentemente.
— Estou nisso — respondeu Rebecca, sua voz carregada de determinação. — Eu vou segui-la. Desça aqui o mais rápido que puder.
O coração de Erik acelerou enquanto ele terminava a ligação e corria para o elevador mais próximo. Ele apertou o botão para o térreo, a tensão aumentando dentro dele enquanto o elevador começava a descer. Sua mente estava em chamas com possibilidades e preocupações, seus instintos em alerta máximo enquanto ele se preparava para se juntar a Rebecca na perseguição.
As portas do elevador se abriram com um leve toque, e Erik correu para o agitado térreo. As pessoas circulavam, cuidando de seus negócios, alheias à urgência de sua missão. Ele se moveu através da multidão, seus olhos procurando por Rebecca, seus pensamentos consumidos em alcançar Sara.
Justamente então, seu dispositivo de comunicação tocou, e ele atendeu, reconhecendo o número de Rebecca.
— Sara deixou o prédio — relatou Rebecca, sua voz tensa. — Ela está indo para o prédio vermelho do outro lado da rua. Apresse-se, Erik!
— Estou a caminho — respondeu Erik, sua voz cheia de determinação. Ele encerrou a chamada e começou a correr, a adrenalina bombeando em suas veias enquanto ele corria para a saída.
O ar frio o atingiu quando ele irrompeu pelas portas, seus olhos imediatamente fixando-se no prédio vermelho que Rebecca havia mencionado.
Ele atravessou a rua em um borrão, seu corpo alimentado por uma mistura de excitação e medo, sua mente focada e determinada. Ele sabia que Rebecca estava por perto, seguindo Sara, mantendo-a à vista, pronta para agir quando chegasse a hora.
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