Sistema de Supercomputador Biológico Novel — Capítulo 739: CAPÍTULO 739 - Dono não convidado 1

Sistema de Supercomputador Biológico Novel
Cap. 739
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CAPÍTULO 739 - Dono não convidado 1

Capítulo 739

1.063 palavras~5 min de leitura

739 Dono não convidado (1)

Erik caminhou tranquilamente até o sofá macio, afundando em seu abraço acolhedor. As almofadas fofas se moldaram ao seu corpo, proporcionando um conforto que ele não experimentava há um tempo.

Do outro lado, June espelhava seus movimentos, sua forma humana agora aparente, embora nua. Um momento de silêncio passou entre eles antes que Erik o quebrasse com uma brincadeira.

— Se alguém entrar agora, pode pensar que estamos tendo "um momento".

A resposta de June foi rápida e igualmente bem-humorada. — Bem, pelo menos seria uma primeira impressão memorável.

Ambos caíram em uma gargalhada. As últimas semanas tinham sido tensas, e ter um momento de alívio era um alívio bem-vindo.

No entanto, o humor no ar e o sofá confortável não foram suficientes para apagar completamente o cansaço que ambos sentiam.

No entanto, poder sentar em um sofá, em um espaço seguro, era um luxo que eles não tinham há muito tempo. Em particular, June nunca teve esse prazer. Ele se lembrava de como era pelas memórias de Erik, mas eram apenas isso. Apenas memórias.

A sensação do tecido macio contra sua pele, a leve cedência das almofadas sob seu peso, era completamente diferente da areia ou do chão a que estava acostumado.

Erik olhou para June, um sorriso malicioso brincando em seus lábios. — Sabe, June... — o tom de Erik era casual. — Estou feliz em ver que você está confortável, mas você está lambuzando o suor dos seus testículos por todas as almofadas.

June olhou para Erik, piscando surpreso antes que outra gargalhada saísse dele. — Bem — disse ele entre risadas —, o conforto realmente está nos detalhes, não é? Quem sabe, talvez o cheiro te ajude a dormir melhor!

Erik não respondeu.

Para June, a experiência era única. Nascido apenas quatro meses antes, ele ainda estava descobrindo o mundo e suas muitas sensações.

— Sentar em um sofá é melhor do que eu esperava — disse June em voz alta, seus olhos refletindo uma sensação de admiração. — Mal posso esperar para testar a cama.

Erik riu do comentário de June. Um sorriso divertido apareceu em seu rosto. — Cuidado com suas palavras, June.

— Pare com isso, por favor!

Erik riu novamente. Mas havia muitas coisas que o clone queria ver. Apesar de ser um clone, June não era Erik. Ele tinha as memórias de Erik, sim, mas eram como cenas de um filme em que ele nunca atuou.

Eram experiências que ele conhecia, mas não tinha vivido. Embora compartilhassem atributos físicos e memórias, seus pensamentos e sentimentos eram seus.

Eles eram duas entidades distintas compartilhando uma conexão estranha. Eles se pareciam, compartilhavam memórias, mas suas experiências e percepções do mundo eram suas.

A troca entre eles foi alegre e ajudou ambos a aliviar a tensão que sentiam desde que chegaram à cidade.

Erik pegou o controle remoto, apertando o botão de ligar e trazendo a televisão elegante, montada na parede, à vida.

A tela piscou por um momento antes de iluminar a sala com sua exibição vibrante.

June, que só tinha vislumbrado a televisão na sala de entrada da cidade, onde tinham sido momentaneamente detidos, estava agora completamente cativado.

Seus olhos estavam arregalados de curiosidade e expectativa. O brilho da tela da televisão refletia neles, criando uma dança hipnotizante de cores que só aumentava sua admiração infantil.

Era uma visão que Erik achava tanto cativante quanto um tanto divertida.

A visão de June, tão fascinado por algo que Erik há muito considerava garantido, trouxe um sorriso ao seu rosto. Era um momento de pureza em meio à sua realidade insanamente complexa, uma lembrança da simples alegria da descoberta.

O rosto de June estava iluminado, suas feições suavizando enquanto ele assistia à televisão com atenção. Seus lábios estavam ligeiramente entreabertos em espanto, sua testa franzida em concentração enquanto ele tentava absorver cada detalhe.

Era como se ele estivesse tentando absorver o mundo através da tela da televisão, ansioso para aprender e experimentar tudo o que pudesse.

As memórias de June, as memórias de Erik, continham inúmeras horas passadas em frente a uma tela de televisão. Mas isso era diferente.

Este era o primeiro encontro de June com o dispositivo, e Erik podia ver a emoção da descoberta gravada em seu rosto.

Erik recostou-se no sofá macio, seu olhar mudando da tela da televisão para June. — Quer encontrar algo que você gostaria de assistir? — ele perguntou, oferecendo o controle remoto para June.

Os olhos de June brilharam com a oferta de Erik. Ele acenou com entusiasmo, estendendo a mão para pegar o controle remoto da mão de Erik.

Seus dedos dançaram sobre os botões, mudando de canal com uma ansiedade quase palpável.

A sala se encheu com uma cacofonia de sons enquanto cenas de vários canais piscavam na tela, cada um prendendo a atenção de June por um momento fugaz antes que ele passasse para o próximo.

No final, ele se decidiu por um canal falando sobre história. A tela exibia imagens do passado, um documentário narrando os eventos catastróficos que moldaram seu mundo.

O surgimento dos Thaids, sua destruição pelas cidades e o número de mortos que chegou a milhões. O tom sombrio do narrador encheu a sala, uma lembrança arrepiante de sua realidade.

O rosto de June assumiu uma expressão séria enquanto ele assistia ao documentário se desenrolar. Suas sobrancelhas se franziram em concentração, seus lábios pressionados em uma linha fina.

Tendo as memórias de Erik, June não bombardeou seu criador com perguntas sobre os Thaids. Ele sabia o que Erik sabia, tinha visto o que Erik tinha visto.

No entanto, havia uma coisa que corroía sua curiosidade: a origem dos Thaids. Por que eles vieram? Qual era o propósito deles? Estas eram perguntas que as memórias de Erik não podiam responder. Eram enigmas envoltos em mistério.

Seu olhar permaneceu fixo na tela da televisão, perdido em pensamentos. As imagens de destruição e desespero eram perturbadoras, mas também alimentavam seu desejo de entender.

Para saber por que tais monstros tinham surgido e causado tal devastação. Era uma curiosidade nascida de uma necessidade de compreensão, uma necessidade de dar sentido ao mundo em que ele havia mergulhado.

<Ninguém sabe — >

As palavras de Erik foram interrompidas por um som inesperado. O ruído distinto de uma porta destrancando ecoou pelo apartamento, tirando ambos de seus pensamentos. Suas cabeças se viraram para a entrada, olhos cheios de foco e intenção assassina.

O dono do apartamento estava em casa.

Fim da leitura

Capítulo 739 concluído

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