Sistema de Supercomputador Biológico NovelCAPÍTULO 742 - Ovos Novos
Capítulo 742Capítulo 742 Novos Ovos
Quando a aurora rompeu, uma aparência de normalidade substituiu o quadro sombrio da noite anterior.
June e Erik limparam o banheiro e se desfizeram do corpo de Terrence. Eles restauraram o apartamento ao seu estado original.
Erik e June se encontraram na cozinha, seus corpos implorando por sustento após a árdua tarefa.
A geladeira era uma representação triste da vida que Terrence levava. Terrence a havia enchido de álcool e tinha pouca comida dentro.
Parecia que o homem preferia sustento líquido a refeições sólidas. Eles encontraram comida suficiente para saciar sua fome.
Eles se banquetearam com restos de macarrão, frios e algumas fatias de pão amanhecido. A refeição estava longe de ser gourmet, mas após a noite exaustiva, tinha gosto de um banquete.
Erik estendeu a mão para uma garrafa de uísque, sua mão parando no meio do caminho. Ele olhou para June, que encolheu os ombros em resposta. Com um suspiro, Erik pegou a garrafa e serviu dois copos.
O líquido âmbar espirrou nos copos, o aroma forte preenchendo a cozinha.
Erik realmente não gostava de álcool, mas os eventos recentes o fizeram considerar tentar novamente.
Eles levantaram seus copos em um brinde silencioso antes de engolir o líquido flamejante.
Queimou seus caminhos pela garganta, inflamando um calor que se espalhou por seus corpos.
Erik girou os restos do uísque em seu copo, seu rosto se contorcendo em uma careta.
— Eu fiz a coisa certa evitando essa merda. Nunca entendi as pessoas que bebem isso.
Com um movimento rápido, ele jogou o líquido restante na pia; as gotículas espirrando contra o aço inoxidável. O aroma forte do uísque permanecendo no ar.
June, no entanto, estava olhando para seu próprio copo com uma expressão contemplativa.
Ele tomou outro gole lento, saboreando a queima do uísque enquanto deslizava por sua garganta. — Acho que é um gosto adquirido — disse ele, sua voz pensativa.
Erik ergueu uma sobrancelha para ele, um toque de surpresa brilhando em seus olhos. — Você realmente gosta?
June encolheu os ombros, um pequeno sorriso brincando em seus lábios. — Talvez. — Ele tomou outro gole do líquido flamejante. — Não é tão ruim depois que você supera a queima inicial.
Erik balançou a cabeça, uma pequena risada escapando de seus lábios. Apesar de serem clones, eles eram de fato diferentes à sua maneira. E parecia que seu gosto por bebidas era uma dessas diferenças.
Com suas barrigas cheias e seus corpos exaustos, Erik e June se retiraram para seus respectivos quartos.
As camas macias eram uma visão bem-vinda após o chão duro a que estavam acostumados. Eles afundaram nos colchões macios, seus corpos relaxando instantaneamente.
Erik fechou os olhos, sua mente repetindo os eventos da noite. Apesar da tarefa macabra, havia uma sensação de realização. Eles estavam um passo mais perto de seu objetivo. Com esse pensamento, ele adormeceu.
June também encontrou o sono, reivindicando-o rapidamente. Seu corpo estava cansado, mas sua mente estava em paz. Eles fizeram o que tinham que fazer. E eles continuariam a fazê-lo até que sua missão estivesse completa.
Quando acordaram no dia seguinte, eles se sentiram descansados e revigorados. A tarefa sombria da noite anterior parecia uma memória distante enquanto eles se moviam pelo apartamento, preparando-se para o dia seguinte.
Erik estava em um canto silencioso, sua atenção absorvida pela tarefa em mãos.
Espalhados diante dele estavam trinta ovos, cada um uma vida delicada, prestes a nascer. Estes não eram ingredientes para o café da manhã, mas os resultados de seus poderes de cristal cerebral sobre a mesa.
June observava à distância, seus olhos seguindo os movimentos de Erik. A visão era fascinante e perturbadora.
— Você tem certeza de que não tem problema fazer clones aqui? — O tom do clone revelou seu desconforto. — Isso significa que precisaríamos ficar na cidade por um mês e meio, pelo menos.
Erik fez uma pausa, suas mãos parando sobre os ovos. Ele se virou para encarar June, sua expressão séria, mas calma.
— Está tudo bem. Temos muito terreno para cobrir, muitas pessoas para encontrar. Enquanto isso, podemos causar alguns problemas com a guilda de mercenários local e até mesmo com a Gangue da Cruz de Cristal.
Ao mencionar a gangue, as sobrancelhas de June se franziram.
— Você acha que eles estão aqui também?
Erik assentiu, seu olhar retornando aos ovos diante dele. — É provável — disse ele.
— Já que tanto a guilda de mercenários quanto a Gangue da Cruz de Cristal trabalham para os Blackguards, é provável.
O olhar de June se endureceu. Suas mãos se fecharam ao lado do corpo, os nós dos dedos ficando brancos.
Ele permaneceu em silêncio por algumas batidas do coração. — Se você tem certeza disso — disse ele, sua voz firme, mas carregando um tom de preocupação —, então não tenho o direito de me opor à nossa estadia.
Erik simplesmente deu a ele um pequeno aceno de apreciação, sua expressão ilegível.
Sua atenção voltou para os ovos colocados diante dele, suas mãos retomando seu trabalho meticuloso. — Depois que os ovos eclodirem, porém — disse ele —, precisarei que você cuide deles.
— Você quer que eu cuide de trinta crianças de uma vez? — O tom de sua voz refletiu a tarefa difícil que Erik estava lhe atribuindo.
O olhar de Erik era apologético. — Receio que sim. É importante que você os mantenha quietos e explique a eles o porquê.
June inclinou a cabeça, uma carranca vincando sua testa. — Não sei se consigo fazer isso. Eles vão ouvir você, mas eu? Acho que não. Não deveria ser você a dizer isso a eles?
Erik suspirou, passando a mão pelo cabelo. — Eu vou dizer algo a eles, mas não posso garantir que eles o farão. Você tem que garantir que eles o façam. A fase infantil deles não vai durar muito.
Erik se virou novamente para olhar para o clone, seu olhar encontrando o dele. — Os clones amadurecerão rapidamente e serão tão inteligentes quanto nós em pouco tempo. Eles precisarão entender a situação em que estão e por que devem permanecer em silêncio.
June respirou fundo. Era muita coisa para assimilar, muita coisa para fazer. Ele assentiu depois de um momento, a determinação substituindo a surpresa em seus olhos.
— Tudo bem — disse ele, sua voz firme. — Eu farei isso.
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