Sistema de Supercomputador Biológico NovelCAPÍTULO 814 - Delegacia 2
Capítulo 814Capítulo 814 Delegacia de Polícia (2)
— Certo. Você fica aqui — Erik disse para June.
— Preciso que fique de olho no que acontece lá fora e me avise. Enquanto isso, vou entrar sorrateiramente. Duvido que me encontrem enquanto estiver na forma de mosca. Essa gente não é da guilda mercenária, e especialmente não são os Blackguards.
— Sim, Mestre — June respondeu.
— Vamos manter um canal mental aberto, então.
— Sim.
Com isso, Erik se despiu e entregou suas roupas para June. Então, ele se transformou em uma mosca e seguiu em direção à entrada principal da delegacia.
Enquanto Erik, agora na forma discreta de uma mosca, zumbia em direção à entrada principal da delegacia, ele passou pelas portas despercebido em meio ao entra e sai dos policiais.
Lá dentro, a fachada de normalidade da delegacia se desfez. O interior, antes organizado, agora estava manchado por uma sensação de desordem que dizia muito sobre a verdadeira natureza de seus novos ocupantes.
Mesas e escritórios, destinados aos protetores da cidade, estavam repletos de armas e contrabando, destacando o submundo criminoso que havia tomado conta do estabelecimento.
Policiais, ou melhor, membros de gangue, estavam jogados em cadeiras com os pés nas mesas, suas risadas ecoando pelas paredes.
Eles compartilhavam histórias de perrengues e golpes bem-sucedidos, suas conversas repletas de uma mistura de arrogância e crueldade casual.
As insígnias da Gangue da Cruz de Cristal eram onipresentes, adornando paredes e uniformes.
A conversão foi extensa. A gangue tomou conta de cada centímetro do espaço, transformando uma instituição antes respeitada em um covil de crimes.
Erik se aventurou mais fundo, movendo-se em direção ao coração da delegacia, onde as operações mais delicadas eram conduzidas.
Ali, nas instalações privativas, a fachada do trabalho policial foi descartada ainda mais do que nas outras salas.
O lugar fervilhava com a atividade de membros de alto escalão da gangue orquestrando seus esquemas.
Mapas detalhados de Nova Alexandria e seus arredores estavam espalhados pelas mesas, marcados com territórios sob controle da gangue e alvos potenciais.
Em meio à desordem de produtos roubados e contrabando, planos estavam sendo traçados para expansões, roubos e maneiras de apertar seu domínio sobre a cidade.
<Isso é ridículo pra caralho…> Erik estava perplexo.
No entanto, ele continuou procurando. Embora percebesse que não conseguiria encontrar esse cara, Zachary, se não perguntasse onde ele estava.
O homem havia dito antes que estava na delegacia, mas e se ele tivesse saído? Nesse caso, Erik perderia tempo ali.
Foi então que Erik entrou em um vestiário. Havia um cara lá que tinha acabado de tomar banho e estava se secando.
<Perfeito…>
Erik então se transformou em humano novamente, atrás do homem. Ele agarrou sua cabeça e a empurrou contra a parede. O homem perdeu a consciência.
<Não há razão para espalhar sangue por todo lado, certo?>
Erik então copiou seu rosto, escondeu-o em um canto da sala, sob uma pilha de roupas sujas, e vestiu seu uniforme.
<Eu posso acabar gostando disso.>
Erik saiu da sala e seguiu pelo corredor. Ele precisava perguntar aos outros policiais onde Zachary estava. Enquanto caminhava, outro policial se aproximou dele.
— Boris, você demorou nesse banho!
<Que saco.> Erik abriu um sorriso e então disse:
— É! Tive que lavar bem a bunda porque da última vez que caguei, não limpei direito!
A expressão do policial mudou de diversão para choque. Foi uma reação estranha, para ser honesto. — Calma, cara, tô brincando, tô brincando.
<Qual é dessa reação?>
O homem suspirou. Erik não sabia se era por alívio ou por algum outro motivo.
Tipo, esses dois não eram um casal, certo? Porque, com base na reação do homem, um pensamento bem sombrio cruzou sua mente.
— O-o Gerard está procurando por você. É melhor você ir antes que ele fique bravo.
— Claro — Erik disse. Ele então fingiu ter se lembrado de algo.
— Ah, você sabe onde o Zachary está? Esqueci de contar algo para ele mais cedo.
— Mais cedo? — o outro policial disse. <É isso, esses caras são um casal… Aposto que ele está pensando que eles se encontraram no chuveiro.>
— Sim, recebi uma ligação de uma patrulha lá fora dizendo que foram atacados, mas esqueci de contar para ele sobre o suspeito.
— Atacados? Que estranho.
— Né?
O outro guarda pensou um pouco sobre isso, aliviado por os dois não terem conversado no vestiário.
— Ele deve estar no escritório dele.
— Ah, valeu!
Com isso, Erik se virou e, em vez de ir até aquele cara, Gerard, como o policial lhe disse, ele foi para o outro lado. No entanto, o policial o chamou de novo.
— Aonde você vai?
<Droga… o escritório não é nessa direção.> No entanto, o vestiário era.
— Ah, esqueci algo no vestiário — Erik sorriu.
<Bem, pelo menos agora eu sei a direção que tenho que ir.>
Erik fingiu ir ao vestiário para pegar algo e esperou o policial sair dali.
Então ele começou a vagar pela delegacia, às vezes mudando seu rosto para combinar com o das pessoas que saíam da área.
Pelo menos, dessa forma, eles não poderiam suspeitar que havia um deles vagando por ali.
Sua busca foi metódica, não deixando pedra sobre pedra, nenhuma porta destrancada.
Finalmente, ele parou diante da última sala inexplorada, culminando sua busca.
Com uma batida sutil, ele anunciou sua presença, e a resposta de dentro despertou algo profundo dentro dele.
A voz do outro lado era estranhamente familiar, mas Erik não conseguia se lembrar de onde a tinha ouvido.
Ao entrar na sala, seus olhos se fixaram na figura sentada atrás da mesa.
A visão do homem despertou uma torrente de memórias, cada uma alimentando a crescente tempestade de raiva dentro de Erik.
A sala pareceu encolher e uma onda de intenção assassina envolveu Erik.
Ele se lembrou de quem ele era, onde ouviu o nome Zachary e por que seu nome era familiar.
Se um olhar pudesse matar, o olhar de Erik deveria ter sido capaz de fazer isso facilmente.
Em frente ao homem, havia uma placa indicando o nome e a patente do homem.
Zachary ergueu os olhos para encontrar os olhos de Erik, sem saber que estava olhando para o abismo.
O momento estava congelado, um prelúdio para o inevitável confronto, enquanto Erik permanecia à beira da vingança.
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