Sonhos de Outro Mundo — Capítulo 26: CAPÍTULO 26 - 26 ❃ O Alerta.

Sonhos de Outro Mundo
Cap. 26
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Sonhos de Outro Mundo

CAPÍTULO 26 - 26 ❃ O Alerta.

Capítulo 26

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Capítulo 26 ❃ O Alerta.

Sonhos de Outro Mundo

— …

— Não né? Piadas a parte, tudo que posso dizer é que monstros assim são casos raros de serem encontrados andando por aí. Os monstros que você enfrentou provavelmente são de rank inferior, pois os que conseguem manipular magia são de ranks mais altos — finaliza, ao receber outra pergunta da jovem.

— Espera! Rank? O que seria isso de rank, pode me explicar? — retruca, ao expressar dúvida em sua face e cruzar as pernas uma sob a outra. O que chama a atenção momentânea de Ivan, a respondendo imediatamente.

— Uss! — Tosse. — B-Bom… o Rank é algo que criamos para dividir categorias e forças de monstros ou pessoas. Existem 9 divisões de ranqueamento que vai do (Rank E) até o (Rank SS). Todos os seres nascem no (Rank E), mas não significa que ficarão estagnados nele, visto que com treino e dedicação, é possível alterá-lo.

”Então, se eu continuar matando monstros, algum momento poderei subir do Rank E para o D, e assim sucessivamente. Ótimo saber disto, já que preciso ser a mais forte, para me vingar dos caras que fizerem isso com Karenn.” pensa, enquanto continua ouvindo a explicação de Ivan.

— Antigamente, a maioria das pessoas nasciam com a classificação de ranking E, porém eram indivíduos desafortunados, como escravos e aldeões. Em contrapartida, os filhos da nobreza em diversas ocasiões nasciam acima deste ranking, chegando até mesmo a passar por ele — frisa, e continua.

— Quase sempre crianças da nobreza nascem com o Rank superior ao E, chegando ao D ou C. Aproximadamente 15 anos atrás, houve um caso de um bebê que nasceu com o Rank B, esse bebê atualmente é o príncipe herdeiro do reino de Lothingar.

— Por algum motivo, os nobres de todos os reinos possuem muita mana, o que acarreta na criação de crianças mais fortes que os camponeses. Elevando a desigualdade muito acima do que o próprio dinheiro — finaliza sua explicação, ao se levantar e se dirigir para o centro da sala e puxar uma almofada para perto de si.

”Nobres nascendo com mais mana que os camponeses? Lembro de ter visto isso em algum lugar do meu mundo, mas não consigo lembrar direito.”

Pensa a jovem, analisando as novas informações.

— Então, os nobres por possuírem muita mais mana, geram filhos mais fortes que o padrão a se esperar. Mas eu me pergunto sé possível que essas crianças, quando adultas, por terem muito mais mana que seus pais, possam gerar filhos ainda mais fortes? — questiona, ao apontar sua curiosidade para seu professor.

O curandeiro olha para cima com o seus braços cruzados, e imagina uma possível resposta: — Bem, você possui um ótimo ponto de referência, mas se analisarmos corretamente pode-se dizer que existe uma falha nisso muito antes desses casos de nobres fortes — aponta e continua.

— Se em cada geração nasce um bebê, e essa criança ao se tornar adulto fica mais forte que seus pais e consequentemente tem filhos que cresçam e se tornem mais forte que si, logo, existe um acúmulo significativo de mana, muito antes nessa linhagem. Porém não consigo saber o que é — finaliza, ainda com dúvida e sem ter uma conclusão correta.

— O senhor disse que o príncipe de Lothingar nasceu no Rank B, mas isso foi há 15 anos. Atualmente, qual Rank ele se encontra? Tendo um ponto de vista que ele pode ter ficado mais forte durante esses anos — questiona, a fim de chamar atenção do homem que olha para o teto, tentando descobrir a resposta da pergunta anterior.

— O príncipe de Lothingar, Alduin, é um dos humanos mais forte do continente, sua classificação está no A+, próximo de se tornar um S. O seu pai, Manethis, está abaixo com o rank B — responde, ao retornar para o quadro, arrastando outra almofada consigo, até guiá-la ao centro.

”Interessante, o seu pai, o rei do país, possui o mesmo rank de quando o príncipe nasceu, talvez seja algo anormal um bebê nascer com o mesmo rank que o seu pai, se não Ivan falaria sobre, porém apenas mencionou o príncipe como caso específico.”

”Então posso concluir que, possa existir casos onde as crianças nasçam com a cópia perfeita da mana de seus pais, e as crianças que não nascem com esses requisitos, são as “normais”. Porém, o que me encabula é o fato de só pessoas da nobreza possuírem essa proeza.”

…

— Agora, referente ao ranqueamento dos monstros: Os monstros que atacam por instinto em maioria são os de ranking E ou D, similares aos anteriores que você enfrentou na floresta. Há também monstros que conseguem manipular o uso constante da mana, e utilizam feitiços e talvez curas — acentua Ivan, de modo a continuar sua fala.

— Esses monstros conseguem usar mana, e estão classificados no Rank D+ e C. Em sua maioria, não conseguem usufruir totalmente do uso de mana, ficando apenas em ataques básicos, como flechas de gelo ou bolas de fogo. Mal conseguem realizar uma cura, e geralmente são mais fáceis de lidar.

— Porém, você ainda precisa estar alerta com esses monstros, o ranking de alguém não define sua força e medição de poder.

— Como você pode perceber, existe um nível que a joia do seu bracelete sempre aponta, esse, sim, é o medidor correto.

— A mediação por rank é só um meio a mais de se separar as camadas.

— Então, se você se encontrar com algum monstro capaz de manipular magia como nós, não lute com ele, apenas fuja — alerta, a fim de chamar a atença da meio elfa.

— Mas por que fugir? Não há um jeito de derrotar esse tipo de monstro? — indaga, confusa com as palavras de alerta de Ivan.

O homem se agacha no chão e recolhe alguns livros jogados e os coloca em sua estante, em seguida retruca.

— Sim. Eles podem ser vencidos, não por uma pessoa, afinal, são monstros que apenas 5 a 10 pessoas podem derrotar. Eles possuem inteligência e domínio mágico, difíceis de se lidar — explica, com o olhar fixo sobre a jovem.

— Entretanto, já que estará sozinha na masmorra, eu vou te avisar: Caso encontre esse tipo de monstro lá dentro, fuja. Não tente lutar com algo acima de seu rank, pois se morrer, e como sua amiga disse, não conseguirá completar seu objetivo — finaliza, ao se aproximar da jovem e por sua mão no seu ombro.

Um pouco estressada por Ivan usar as mesmas palavras de sua amiga, Evangeline retira a mão do homem do seu ombro e rebate: — Eu sei senhor Ivan, não precisa me lembrar de novo, não sou nenhuma idiota em lutar com algo que não consigo derrotar, pois a minha vida não depende só da minha sobrevivência — finaliza, de modo a pensar novamente na situação de Karenn.

”Como Ivan deu a entender, parece que esses monstros são como bosses finais de dungeons, igual tinha no Sephyra, que necessitavam de um grupos de 10 a 15 pessoas para derrotar apenas 1. Tenho que tomar cuidado com esses monstros, caso me encontre com eles na masmorra.” Pensa, ao se lembrar da similaridade que esse mundo tem com o seu jogo.

…

Ivan se posiciona no centro da sala e com as 2 almofadas que pegou se senta em uma, em seguida chama a atenção da jovem para sentar na outra: — Senhorita Evangeline, por favor, sente-se aqui, pois vou lhe mostrar o fundamento de como usar sua magia para curar.

Fim da leitura

Capítulo 26 concluído

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