Strong Soul — Capítulo 1: CAPÍTULO 1 - 01— Milagroso

Strong Soul
Cap. 1
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Strong Soul

CAPÍTULO 1 - 01— Milagroso

Capítulo 1

1.016 palavras~4 min de leitura

Capítulo 01— Milagroso

Strong Soul

Era um dia normal, como todos os outros naquela cidade do interior! Em uma barraca de churrasquinhos, um idoso fazia os espetos de carne, enquanto a televisão passava por um programa famoso na cidade. Os clientes se encontram a todo vapor, então o trabalho era muito.

— Hum? Que é isso?

Dizia um garoto com um metro e sessenta de altura, relativamente baixo, os cabelos do rapaz eram de cor negra e de tamanho médio. Sua pele era entre um tom branco para um tom moreno, já no seu rosto, uma máscara de pano preta o cobria. O homem velho, escutando a dúvida do jovial, fez uma cara de espanto e falou.

— Ora, você não é daqui?! O bispo Uzai é um homem muito famoso, por todo o país!!

Tais palavras deixaram o rapaz chocado com tudo aquilo, já que, mesmo sendo nascido em Buraji, nunca sequer teria ouvido falar do tal religioso, tendo poucas coisas ao seu dispor.

— Bem, eu sou daqui sim! Mas, sabe como é, minha geração não é muito de se informar sobre essas coisas!

O churrasqueiro escutou aquilo, ainda estranhando o fato de o mascarado não saber sobre o grande bispo. Percebendo o clima estranho que tinha ficado, o de cabelos negros fala.

— Ah, me vê dois espetos de carne com queijo coalho, também quero um refrigerante para acompanhar, se possível!

Não daria para observar, graças a máscara de pano, mas um sorriso simpático surgiu no rosto daquele adolescente esquisito. Ouvindo o pedido, o idoso colocou alguns espetinhos no fogo, deixando-os esquentar de pouco em pouco. Já de um fardo fora da geladeira, retirou uma pequena garrafa de vidro, e então revelou o seu poder. Aquele churrasqueiro, tinha a incrível capacidade de resfriar as coisas em que toca, fazendo isso com a garrafa de líquido gaseificado, a entregando para o rapaz depois de esfriar.

— Aqui está, meu rapaz!

— Oh, muito obrigado!

Respondeu o do pano no rosto, bebendo o líquido gaseificado por debaixo de sua máscara. Notando a volta do clima, discretamente o jovem desconhecido tirou um papel de seu bolso, o encarou por algum tempo e logo falou.

— Esse Uzai, por que é tão importante e conhecido?

Seguindo a rotina normal de um chefe de grelha, o idoso não pensou muito sobre aquela pergunta, apenas respondendo como se fosse qualquer outra.

— Ah, ele é famoso por causa de seus milagres! Sei que todos possuem poderes neste mundo, mas, os do Uzai são um absurdo! Ele consegue curar os outros, e até já transformou pedra em ouro!

O velho bigodudo, tirou os espetos daquela brasa, entregando-os na mão do rapaz. Depois de recebê-los, o misterioso jovem comeu rapidamente aquele alimento, deixando o dinheiro do que consumiu na mesa.

— Valeu pela conversa, tio!

Os passos do adolescente eram calmos, mas emanava uma pequena quantia de felicidade enquanto andava. Minutos se passaram, por volta de uns quatro minutos desde o início de sua caminhada, que terminou em frente de um beco escuro e sinistro.

— Cara, ele veio aqui? Que lugar feio!

Falou o de cabelos negros, em voz baixa, entrando naquele beco com alguns passos calmos. De dentro do beco, uma voz começou a ecoar, dizendo.

— IRMÃO KURA, CONSEGUIU ALGO?!

A voz era estridente, alta e dita aos berros, parecia ser de alguém extremamente estérico. À medida em que o Kura foi se aproximando, a silhueta do berreiro foi se revelando, o responsável por aqueles gritos, era um adolescente de idade próxima a do mascarado. Às vestes garoto do beco, tratavam-se de um terno e chapéu brancos, como folhas de um papel, um cabelo negro longo e amarrado descia até as costas dele, completando o seu estilo.

— Caramba, você grita muito, Arold!

Reclamou o do pano negro, coçando sua orelha esquerda com o mindinho, criando uma expressão de desconforto com os olhos. Arold, escutando a reclamação do seu irmão, sutilmente coçou sua garganta antes de falar.

— Desculpa, irmão! É que você é muito mais baixo que eu, pensei que o som não chegaria nos seus ouvidos, a menos que eu gritasse!

Kura escutou aquilo, ficando visivelmente irado com o seu irmão, cerrando o punho e indo na direção do mais alto.

— Como é?! Me respeite, seu pirralho! Eu sou mais velho do que você!

Arold começou a correr em círculos por dentro daquele beco, rindo bastante da fúria do seu irmão mais velho, dizendo para ele.

— Irritado e baixo assim, você parece até um Pinscher!!

Ouvindo tamanha provocação, o jovial de estatura baixa, subitamente parou de correr atrás da cabeça do seu irmão mais novo. Durante a pausa, ele respirou fundo, dizendo em sua própria cabeça.

“Calma…calma… a missão, foco na missão! Precisamos dela, para passar no teste…”

Depois de finalmente esfriar o seu sangue, o mais velho focou seus olhos no do terno branco, dizendo para ele.

— Bem, eu descobri coisas sobre o poder do Uzai. Descobri que ele provavelmente é do tipo de manipulação ambiental, entendeu?

O cabeludo escutou aquilo atentamente, soltando um sorriso sádico no canto do seu rosto, dizendo ao mais velho.

— Ótimo, ótimo! Ele deve ser bem fraco, então! Onde achamos ele, hein?!

Escutando aquelas palavras, o de cabelo médio ficou momentaneamente estático, deixando claro que não tinha pensado em como achar o inimigo.

— B-bem… eu não tinha pensado nisso, mas… ele é bem famoso nessa cidade! Então…

Moveu sua mão direita até perto de sua orelha igualmente destra, e que após esse movimento, o Kura usou os seus poderes. Sua habilidade envolve a criação, manipulação e tudo ligado a raios e eletricidade. Sendo assim, usando parte de suas capacidades, o adolescente elétrico interceptou ondas de rádio no ar da cidade, procurando a que fosse ligada ao bispo Uzai. Após tanta procura, finalmente o rapaz encontrou algo, tirando informações úteis para eles.

— Amanhã, vai ter um encontro religioso na igreja, oportunidade perfeita para fazermos a missão!

Arold escutou aquelas palavras, deu algumas risadas contentes, respondendo de forma agitada.

— Ótimo, mal posso esperar!!

Com as coisas finalmente nos trilhos, a dupla de irmãos saiu daquele beco discretamente, andando até o hotel em que se hospedaram.

Fim da leitura

Capítulo 1 concluído

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