Strong SoulCAPÍTULO 111 - 111 Marcha para fora! Parte 1
Capítulo 111Capítulo 111: Marcha para fora! Parte: 1
Strong Soul
A nação, como um todo, estava em caos! Todos os presos, que antes eram completamente inofensivos, por não conseguirem usar quaisquer poder que fosse, estavam soltos para fazer oque quisessem. O diretor Strogonoff, percebendo aquilo, logo ficou cheio de ódio, gritando
— ORA, SEUS MISERÁVEIS!!!
Alguns presos tentavam usar seus poderes para ferir o carcereiro líder, mas nenhum dos seus ataques conseguiam ferir o reitor. Strogonoff, irritado, lançou seu braço em forma de sentimentos negativos contra os presos próximos, matando-os de forma brutal, graças ao contato com aquela abstração maligna
— EU IREI MATAR, TODOS AQUI!!!!
Continuou gritando o número da prisão, seus gritos eram tão poderosos e cheios de raiva, que terremotos se espalharam por todo o território da prisão, passando por todas as divisões. Aquilo, era o anúncio do ApocalipseKura escutou aquilo, assustando-se profundamente com aquela promessa, sabendo que seria o primeiro a ser caçado. Mas, antes de se tremer inteiro, Guilherme junto do resto do grupo, passaram a toda velocidade ao lado do rapaz, agarrando-o pelo seu capuz enquanto dizem
— Vamos embora, pirralho! Seu irmão tá logo ali!
Graças a distração de outros presos, o diretor ficaria tempo o suficiente ocupado, para permitir a passagem deles até a quinta e última divisão. Levou algum tempo até chegarem ali, algo por volta de meia-hora, mas eles finalmente chegaram e passaram a fronteira para a última divisão daquela prisão. Ao passarem para o outro lado, notariam a atmosfera abafada e quente daquele lugar, a escuridão que tomava conta, além da alta umidade do ar. Só de entrar ali, alguns membros daquele grupo de criminosos, começaram a suar devido a adversidade do clima.O solo do lugar também não era dos mais agradáveis, era rochoso, coisa que reforçava o calor que alguns sentiam. Em alguns trechos da estrada, lama aparecia no chão, era realmente uma divisão com bioma confuso e tenebroso
— Ei, estamos chegando lá, Kurinha!
Quem fala isso é Nane, finalmente recuperado de boa parte dos ferimentos. Rodolfo e Sandman estavam em silêncio, mas o criador de Lego esboçava uma face de medo, por ter entrado mais fundo na cadeia. O protesto, entretanto, estava visivelmente eufórico
— É… finalmente, vou salvar o Shiawase!!
Diferente dos outros níveis de prisão, o número de presos soltos ali era absurdamente menor. O motivo disso, é que a maioria, além de ter a marca que anula os seus poderes, também estavam aprisionados em jaulas, feitas especificamente para anular suas habilidades especiais.Depois de um total de uma hora, eles finalmente chegam na região onde o Shiawase deveria estar preso, já que, por se tratar de um suposto genocida de nível país, ele estaria ainda mais ao centro da prisão. Mas, algo chamou a atenção do rapaz elétrico
— Onde ele tá?! Eu não sinto a presença dele, ou nada desse tipo!!
O manipulador de raios disse aquilo, procurando seu irmão por todas as jaulas daquele lugar. Em meio a sua busca, uma voz disse para ele, em um tom até que bem moribundo
— O Shiawase… se for ele quem está procurando, então você chegou tarde demais! Já levaram ele para as nações ilhadas!
O grupo ouvia aquilo, abalando a todos de uma vez, e o mais abalado logicamente, foi o próprio rapaz manipulador de raios, que gritou em desespero
— QUE?! E FAZ QUANTO TEMPO QUE LEVARAM ELE?!
O homem ainda preso, estava encostado em uma parede de sua jaula, encarando o teto de metal da mesma, enquanto fala em um tom mórbido
— Acho que pouco mais de uma hora… mas, o que tu acha que pode fazer, moleque?
Kura, absurdamente frustrado por ter chegado inutilmente até as profundezas daquela prisão, falou em um tom elevado para o preso
— Não tá na cara? Eu vou atrás deles, antes que saiam daqui!!
O encarcerado ouviu aquilo, movendo-se de leve, encarando o chão daquela jaula. Na mente do acorrentado, passava o tempo em que ele e Shiawase ficaram conversando sobre coisas mundanas. Então, finalmente ele decide falar algo
— Tá… vamos fazer o seguinte! Eles provavelmente levarão seu irmão de barco. Meus poderes são inúteis neste lugar, mas no mar eu conseguirei te ajudar a alcançar eles!
Prendendo seus olhos naquele garoto estérico, o preso continua falando
— Me liberte e proteja até a saída daqui, e eu farei o resto!
O manipulador de eletricidade, escutou com atenção toda aquela proposta, então, se aproximando da cela do prisioneiro, ele usou o calor dos raios para derreter as grades, falando
— Certo… mas, é bom que você esteja certo sobre isso!
Saindo do centro daquele país, focando-se agora na primeira divisão, era possível de se notar o caos que estava naquele lugar. Os guardas e os presos, ambos os lados, estavam fazendo diversas baixas uns para os outros, além dos animais típicos daquele bioma, se aproveitarem dos cadáveres para se alimentar. No meio de toda a situação, os agentes da nação prisão que escoltavam Shiawase, finalmente chegaram até ali, estando no porto
— Senhores, os navios já estão prontos! Podemos levar o prisioneiro!!
Ao ouvir aquela besteira, o agente mais novo começou a rir da cara daquele soldado raso das nações ilhadas, então, após terminar de zombar do lacaio, ele chutou a cara do mesmo com extrema força
— Navios?! Nem se vocês tivessem nos trazido um jato, iríamos com vocês! Tem um rebelde atrás desse prisioneiro. Qualquer caminho convencional, seria perigoso!
O soldado atingido iria ser socorrido por alguns amigos, enquanto outro dos descartáveis, diria para seu superior
— Mas, como iremos levar o prisioneiro, então?!
O superior mais idoso, fazendo um sinal com sua mão direita, indicando para que o peão se acalmasse. Depois dos ânimos ficarem tranquilos, o velho decide falar
— Nós já providenciamos a saída! Ela chegará em… vejamos…
O idoso começou a olhar no relógio do seu pulso esquerdo, era um relógio absurdamente conhecido naquele mundo, além de ser de uma marca cara. Ao ver o seu relógio, um portal abriu-se ao lado dos dois agentes, revelando um homem com capacidade de criar portais!
— Agora!
Afirmou o idoso, passando pelo portal com o Shiawase em seus braços. O jovem, antes de passar, afirmou para os soldados rasos
— Bem, não duvidando das defesas dessa prisão. Mas, se aquele grupo sair, vocês serão a isca para atrasar eles! Maleukone já é problemático, não precisamos de mais dor de cabeça!
Sem dar a mínima para a resposta dos seus inferiores, o jovem passou pelo portal, que logo se fechou depois disso. A partir daquele ponto, quem morresse naquela missão, seria apenas mais um número qualquer.Nas nações ilhadas, toda a população comum se encontra tomada pelo desespero. Famílias inteiras, estavam dando seu jeito de fugir daquela aliança de países, que estava prestes a entrar em uma guerra generalizada. Nos céus e no mar, não era difícil de se encontrarem navios e aviões, cheios de civis em fuga, para quaisquer nações que poderiam lhes oferecer a segurança da guerra.Escondidos em algum lugar, bem distantes da visão dos comuns, se encontravam três silhuetas, ambas com tamanhos conhecidos, mas só uma sendo minimamente familiar
— A hora está chegando, chefe!! Acha que estamos prontos?
A figura anteriormente conhecida, estava relaxando, parecia pouco se importar com a batalha que estava chegando. Porém, ele dá sua resposta curta, seguida de uma pergunta
— Relaxa, Deep! Dará tudo certo… ei, algum de vocês sabe onde está o Toshiro?
A figura barbada, que até então se encontrava em total silêncio, decide da um sinal de vida, respondendo seu superior
— Estava se arrumando para a batalha! Segundo ele, a entrada deve ser épica!
Ao ouvir aquilo, o chefe deles começou a rir daquilo, como se tivesse acabado de ouvir uma piada das boas. Depois das gargalhadas, o homem afirmou
— Esse Toshiro… ele se acha a última bolacha do pacote, viu?!
De volta para a prisão global, Kura já teria libertado aquele prisioneiro acorrentado. O homem anteriormente preso, estava se alongando e mexendo seu corpo, conferindo se estava tudo bem!
— Hum… obrigado aí, moleque!
O manipulador de raios manteve seus olhos fixos naquele preso, o analisando. Durante essa análise, Kura reparou nos cabelos enormes dele e a barba igualmente grande, deixando visível que ele estava na cadeia há algum tempo. Depois de tal olhada, o rapaz respondeu
— Se quer me agradecer, cumpra sua parte! E, qual o seu nome?!
— Meu nome é Acquarize Maritimus. E bem, você não precisa se apresentar, já sei bastante coisa sobre você!
Quando todos pareciam prontos para fugir, o som de um grito veio das costas dele, onde um homem imobilizado no ar, diria
— Assassino do Humaitá! Já que está soltando esse pessoal, me solte junto! Você me fez um favor, em matar aquele maldito…
O criador de raios, teve sua atenção presa a aquele homem e sua jaula, não fazendo sequer ideia de quem era ele. Durante o foco na jaula, outra silhueta também apareceu de dentro dela, com tal dizendo
— Bem, se for soltá-lo, é bom que me leve junto! Você quem me colocou aqui, afinal!
A sobrancelha do adolescente baixinho se levantou, ao escutar aquela voz. Buscando no fundo de suas memórias, por alguém que poderia vir a ser o dono dela, uma conclusão chocante chegou a sua mente
— Nem fudendo! Você é o… Mike?!
Aquele homem finalmente se colocou em um local com luz naquela cela, se revelando por completo. Estava com uma aparência mal-cuidada, com barba e bigode em péssimo estado, além de claro, a falta do braço que foi estourado pelo protagonista, na batalha entre eles. Com um sorriso no seu rosto bastardo, Mike diria
— Sentiu saudades, seu merdinha?!
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