Super Gene NovelCAPÍTULO 1814 - Pegue o Quanto Quiser
Capítulo 1814Pegue o Quanto Quiser
Han Sen correu para frente e olhou para trás. Não havia nada.
Quando olhou para o ombro, também não viu nada. Sentia como se algo estivesse ali, mas simplesmente não conseguia ver.
De repente, as cores no ombro de Han Sen ficaram borradas. Ele viu que uma criatura, como um camaleão, tinha acabado de aparecer.
E então, as cores começaram a mudar novamente. A criatura estava se misturando de volta ao ambiente. Mesmo a uma distância tão curta, Han Sen não conseguia mais vê-la.
“Com certeza não pode ter saído daquela bola estranha”, pensou Han Sen.
Embora a pequena criatura tivesse acabado de aparecer, parecia um monstro de verdade. Era simplesmente pequena, só isso. Tinha o tamanho da mão de um homem. E agora, Han Sen tinha uma resposta para por que a bola não estava mais na piscina. A criatura podia mudar de cor para evitar ser vista.
A cor da coisinha mudou novamente. Foi para o ombro direito dele, mudou de cor e desapareceu de novo.
“Isso é tão poderoso. É praticamente invisível”, pensou Han Sen, enquanto observava a coisinha mudar de cor. Estava tão perto dele e, ainda assim, Han Sen não conseguia vê-la.
“Você saiu da bola?”, perguntou Han Sen. Ele não tinha certeza se a criatura conseguia ouvi-lo. Mas parecia que sim. Ela se revelou, assentiu e desapareceu novamente.
Han Sen não estava mais preocupado. Certamente não era uma criatura hostil. Então, ele seguiu em frente e saiu da câmara circular. “Ah, não!” Han Sen notou que Yisha e Hawk Wing, que ele havia nocauteado, tinham sumido.
O casulo aparentemente havia se elevado no ar novamente, e havia muitos caminhos para o lado de fora disponíveis. O casulo inteiro estava brilhando.
Han Sen gostaria de ter saído pelo mesmo caminho que havia entrado, mas o líquido branco sob a ponte havia começado a ferver. Era como uma fonte, jorrando em todo o casulo.
Um buraco apareceu no topo do casulo, e um pilar branco desceu repentinamente por ele. Pegou o corpo de Han Sen e o empurrou de volta pelo ar, indo para baixo, para fora do casulo.
Quando ele saiu, o grupo de monstros veio correndo em direção a Han Sen. Eles o cercaram. O monstrinho caminhou diretamente para frente de Han Sen e olhou para ele.
A coisinha no ombro de Han Sen se revelou antes de pular para as mãos do monstrinho. O monstrinho estava tão feliz enquanto segurava a pequena criatura no alto. Ele rugiu.
O grupo de monstros também rugiu junto com ele. Era como um culto, todos cantando louvores.
Não muito depois, o barulho diminuiu e o silêncio retornou. O monstrinho ordenou que outro monstro recolhesse Han Sen. Han Sen entendeu como eles funcionavam agora, então decidiu pular em cima do monstro.
Ele já havia percebido que não conseguiria encontrar Yisha e Hawk Wing.
Han Sen estava feliz por ter conseguido saquear o corpo de Hawk Wing enquanto ele estava inconsciente, no entanto. Ele não havia perdido muito quando Hawk Wing fugiu. Mas Han Sen não sabia se os itens que havia recuperado valiam a pena. Ele os inspecionaria e chegaria a uma conclusão mais tarde.
O monstro começou a andar de volta, mas não estavam mandando Han Sen para o Caos. Eles realmente foram mais fundo no deserto.
“Ei, para onde vocês estão me levando?” O coração de Han Sen afundou. Tudo o que ele queria fazer agora era ir embora. A possibilidade de Yisha encontrá-lo fora do Túmulo Demoníaco não era motivo de riso.
Os monstros ignoraram sua pergunta. Eles correram por um dia inteiro pelo deserto até chegarem a um oásis.
O oásis era ainda maior do que aquele onde o Caos vivia. As frutas ali eram abundantes, e cada vinha continha cachos delas.
O monstro o colocou no chão, e então o monstrinho apontou para a fruta e para Han Sen.
“Você está dizendo que estas frutas são minhas e que posso pegar o que eu quiser?” Han Sen estava tão feliz.
Han Sen viu uma fruta xenogênica [1] em meio ao resto e percebeu que devia haver muitas delas ali. Se ele pudesse pegar o quanto quisesse, poderia receber muito.
O monstrinho assentiu, então Han Sen pegou uma maçã que parecia um diamante. Ele também pegou uma banana que parecia jade amarela. Havia até uma pitaya rubi.
Vendo Han Sen pegar tantas em tão pouco tempo, o monstro ficou suando frio. Ele mordeu Han Sen pela armadura e o puxou para outra área.
“Por que você está me trazendo para este poço? Não estou com sede. Deixe-me pegar mais alguns!” Han Sen estava carregando um saco cheio de frutas xenogênicas. Ele parecia tão ganancioso.
As pálpebras do monstrinho se contraíram, logo antes de ele empurrar Han Sen para dentro do poço.
“Tudo bem se você não quer que eu pegue mais nada, mas você não precisava me empurrar para dentro deste poço!” Han Sen se sentiu deprimido, encontrando seu corpo na água.
Felizmente, o monstrinho apenas o havia empurrado e não o machucado. Han Sen começou a nadar para fora, mas então notou algo estranho. O poço havia sumido e ele agora estava em um lago aninhado entre duas montanhas.
“Que lugar é este? E por que estou aqui?” Han Sen ficou chocado ao olhar para o céu.
Era noite, e havia duas luas no céu. Han Sen agora percebeu que estava de volta ao Planeta Kate.
“Eu não sabia que o Túmulo Demoníaco tinha um teletransportador. Aqueles caras foram bem legais.” Han Sen estava tão feliz. Ele não precisava mais se preocupar com Yisha emboscando-o quando ele saísse do Túmulo Demoníaco.
“Ser legal sempre me dá uma recompensa. Deixe-me comer algumas frutas para comemorar.” Han Sen abriu o saco e rapidamente levou um choque. O camaleão estava sentado no meio de todas as frutas, e Han Sen não tinha ideia de quando a pequena criatura havia conseguido se esgueirar para dentro.
“Droga! Você escapou?”, perguntou Han Sen enquanto pegava a coisa.
A coisinha não respondeu. Simplesmente mudou de cor e desapareceu.
Longe dali, no meio do deserto no Túmulo Demoníaco, um monte de monstros estava rugindo. Era como se aquele barulho fosse destruir os céus.
“Eu não posso te mandar de volta agora. Eu não posso voltar para o Túmulo Demoníaco. Se você não se importar com isso, então você pode vir comigo. Mas como devo te chamar?” Han Sen mergulhou em seus pensamentos. Depois de um longo tempo, ele disse: “Que tal eu te chamar de Sicko? Esse nome é legal.”
A coisa transparente de repente ficou vermelha, e espinhos cobriram sua pele. Seu nariz estava respirando mais rápido do que o normal.
“Uh... você não gostou? Vamos pensar em outro nome então, Coisinha Caseira. Que tal Senhor Camaleão? Demônio Tesudo? Lobo Tesudo? Dragão Tesudo? Transformer?”
[1] - Fruta criada por uma criatura xenogênica e que concede habilidades especiais ao ser consumida.
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