Sussy Baka in MHA Novel — Capítulo 17: CAPÍTULO 17 - Liberdade

Sussy Baka in MHA Novel
Cap. 17
0%
Sussy Baka in MHA Novel

CAPÍTULO 17 - Liberdade

Capítulo 17

2.149 palavras~9 min de leitura

Capítulo 17: Liberdade

...

'Ei, esquadrão 17, me respondam! Onde está o sujeito UN-1?! Me respondam! Droga!'

'Mande mais pessoal, não podemos deixar esse escapar. O Dr. Ujiko vai nos matar se ele conseguir sair!'

'Mais pessoal?! Nós já enviamos todo mundo disponível!'

'Como é que é?!'

'Merda... O que diabos está acontecendo...?!'

Em uma sala pequena lotada de telas por todos os lados, muitas pessoas podiam ser vistas em pânico e gritando de raiva pelo que parecia ser a falta de imagens nas telas. Alguns até batendo nas mesas à frente por causa do sentimento de impotência pelo qual estavam passando.

E suas emoções eram compreensíveis. Afinal, seu sujeito mais importante estava escapando, e apesar deles terem enviado todos capazes o suficiente para impedi-lo antes que ele fugisse, todas as unidades interromperam toda comunicação no momento em que fizeram contato com o moleque.

O mais importante disso era que isso estava se repetindo com todos que enviavam para capturá-lo...

Não importava se enviassem um par de esquadrões, ou se enviassem todos os setenta esquadrões presentes de uma vez.

No momento em que chegavam à zona onde o sujeito supostamente estava, todos os seus dispositivos interrompiam toda comunicação.

Era como se o sujeito tivesse...

'... Não, não é possível... Enquanto esse moleque possui um nível maior de capacidades corporais, ele está enfrentando incontáveis soldados treinados equipados com armas tranquilizantes... Sem mencionar que muitos deles possuem Dons muito perigosos que poderiam rapidamente subjugá-lo caso necessário... Simplesmente não é possível para ele ter...'

Enquanto arranhava a cabeça de frustração, um dos vários homens na sala ponderava profundamente sobre a situação atual, sentindo que algo não estava certo.

Afinal, o sujeito era apenas uma criança de no máximo 8 anos.

Mesmo que ele tivesse um corpo poderoso, como isso poderia ser comparado ao que centenas de soldados armados eram capazes?

Simplesmente não fazia sentido considerar a possibilidade do sujeito ser o responsável por ter derrubado os soldados como algo plausível.

'...'

No entanto, mesmo que ele—...mesmo todos na sala pensassem assim... o fato de que os soldados haviam de fato desaparecido depois de fazer contato com a criança e que ele ainda estava livre pelas instalações era algo que nenhum deles podia negar.

...

Porém, se ele estivesse errado e a criança de fato tivesse cuidado dos soldados que enviaram... então como ele havia feito isso?

'Merda'

Ele simplesmente não conseguia encontrar uma resposta para isso.

'O que diabos é isso?!'

'Hein?'

De repente, enquanto o homem continuava a quebrar a cabeça para pensar na resposta para sua pergunta, a voz de um de seus companheiros o surpreendeu e fez com que ele se virasse para olhar para ele com uma expressão confusa.

'Ei, o que é—...Hein?!'

No entanto, assim que ele estava prestes a perguntar a razão por trás de um grito tão estridente, seus olhos avistaram algo em uma das telas no canto da sala, e todo o seu corpo congelou no ato.

Parecia que uma das câmeras instaladas nas armaduras dos soldados havia recuperado sua conexão com uma das telas da sala, e finalmente estava projetando a eles uma imagem de como o longo corredor para onde haviam enviado os soldados parecia.

'Isso... Isso não pode ser...'

Infelizmente, nenhuma das pessoas presentes tinha tempo para se alegrar com esse fato, pois bem ali na tela, a visão de um dos soldados mencionados anteriormente agora deitado no chão com a cabeça virada para uma direção completamente errada e com um longo rastro de sangue vindo de suas narinas e boca podia ser vista.

Era uma visão brutal. Algo que nenhum deles esperava ver tão abruptamente.

'...'

No final, nenhuma das pessoas lá conseguiu articular uma palavra após ver tal visão.

Claro, não porque isso era uma visão traumática para eles.

Nenhuma das pessoas presentes naquela sala eram inocentes, e todos tinham visto sua parte justa de coisas macabras.

Não. A verdadeira razão pela qual agiram assim era por quão bizarro e incompreensível o que estava diante de seus olhos era.

A identidade do cadáver do soldado ali, com o pescoço torcido como uma esponja torcida, não era comum.

De acordo com os dados que tinham sobre ele, ele era o líder do Esquadrão número 2, um dos principais esquadrões da instalação, e ele, em particular, possuía um Dom muito poderoso que o destacava de todos os seus colegas em muito.

'Músculos de aço...'

Todos lembravam claramente o nome do Dom. Ele concedia músculos que se endureceriam a ponto de se assemelhar a aço sempre que ele desejasse ou quando seu corpo recebesse muito choque em um curto espaço de tempo. Assim como um fluido não newtoniano funcionava, mas com músculos em vez de líquido.

Em resumo, ele lhe concedia um corpo quase invulnerável do qual nem mesmo armas fariam dano, e uma força enorme, pois seus músculos não se rasgariam mesmo que ele ultrapassasse os limites comuns da força humana em várias dobras.

Para ele, levantar uma tonelada não era algo fora do comum, e isso, aliado a seu corpo quase invulnerável, o tornava uma força a ser reconhecida.

Considerando tudo isso, ele ser o que jazia morto no chão... e com o pescoço torcido de todas as coisas!

Não fazia sentido.

Seu Dom não poderia ter evitado que tal evento acontecesse?

... E o fato de que quem fez isso supostamente era uma criança que simplesmente tinha um físico ligeiramente melhor do que pessoas normais... Isso fazia ainda menos sentido.

Era como se toda a situação fosse apenas uma espécie de piada doentia.

No entanto, nenhum deles tinha tempo para rir da absurdez da situação, pois logo, vendo que nem mesmo um soldado capaz como ele havia sido capaz de deter o garoto, e percebendo que dessa forma ele escaparia, os homens da sala começaram a entrar em pânico.

'... Isso... Isso não pode ser...'

'Maldição... Se continuarmos assim, não seremos mortos por falhar em impedir que esse moleque escape?!'

'Deveríamos ir tentar nós mesmos impedi-lo? É a nossa única opção se não quisermos enfrentar a fúria do Dr. Ujiko...'

'Ahhh... Por que eu achei que seria uma boa ideia vender minha alma para este lugar...?'

Contudo, apesar do grande caos que envolveu toda a sala, nem todos se sentiam tão urgidos e confusos quanto poderia parecer.

'Heh'

De repente, enquanto a maioria das pessoas ali estava quebrando a cabeça sobre o que fazer, ou tentando decifrar o que diabos estava acontecendo, uma risada despreocupada alcançou seus ouvidos e fez todos eles virarem para olhar o autor desse sorriso com expressões perplexas.

Ali, sentado em uma cadeira com um sorriso calmo e triunfante no rosto, um de seus companheiros os observava gestualizando para que ficassem tranquilos.

'Pessoal, não se preocupem... Eu acabei de enviar 'aquele cara' para resolver o problema'

Ouvindo suas palavras, a sala inteira entrou em frenesi.

'O quê?!'

'Você enviou 'ele'?! Mas ele só deveria guardar a porta e matar quem entrar neste lugar sem autorização!'

'Você está louco? O que faremos se ele quebrar materiais científicos importantes enquanto lida com o sujeito?!'

'Sem mencionar que o Dr. Ujiko quer que esse sujeito permaneça vivo. É muito improvável que um bruto como ele consiga lidar com uma criança sem matá-la no processo!'

No entanto, o homem não recuou diante de todas as queixas irritadas direcionadas a ele, e em vez disso, ele apenas resmungou e apontou irritado para a tela onde o cadáver de um de seus melhores soldados podia ser visto com o pescoço quebrado.

'Bem, é isso, ou nós seremos mortos impiedosamente pelo Dr. Ujiko quando o Sujeito UN-1 escapar! Se ele mata ou não a criança no processo, é um risco que estou disposto a correr... E além disso, vejam a maneira como um usuário de Don poderoso morreu. Não importa se a criança fez isso ou não. O fato de que há algo lá fora que matou o líder do Esquadrão 2 de uma maneira tão horrível é a verdade... E eu vou eliminá-lo, seja com a criança no processo ou não'

Balançando a cabeça descontente, o homem resmungou antes de adquirir uma expressão de impotência ao falar.

'... E, mesmo que vocês não gostem disso, eu já dei a ordem... Agora, tudo o que podemos fazer é esperar para que aquele bruto volte aqui para nos relatar os resultados'

''...!!''

Ouvindo o homem, as pessoas na sala olharam para ele com uma expressão surpresa, antes de todos cerrarem os dentes e morderem seus lábios inferiores em frustração.

No entanto, no fim, todos se mantiveram em silêncio. Incapazes de repreender o homem diante de quão confusas e caóticas suas mentes estavam naquele momento.

Todos, exceto um.

Em certo momento, uma das pessoas presentes ameaçou o homem com um olhar ameaçador, antes de rosnar '...Isso melhor dar certo, ou faremos questão de matá-lo com nossas próprias mãos antes do Dr. Ujiko voltar...'. Logo ganhando os acenos de todos os outros, e fazendo o homem de antes visivelmente tremer por um momento.

Depois disso, o tempo passou.

Cinco minutos se passaram, então dez minutos, e finalmente vinte minutos.

O relógio continuou a ticar enquanto os homens roíam as unhas de ansiedade.

A espera para saber como o problema concluiu os estava matando.

Todos queriam sair e descobrir com seus próprios olhos o que estava acontecendo. No entanto, considerando que nenhum deles estava armado, nem eram treinados para lutar ou tinham um Dom bom para se defender, eles se sentiam relutantes em fazê-lo.

Afinal, os soldados que haviam enviado haviam morrido. O que pessoas impotentes com Dons fracos como eles fariam?

Nesta situação, tudo o que restava era esperar.

Esperar que o homem que haviam enviado para lidar com o sujeito chamasse à porta... E lhes dissesse que ele tinha cuidado da criança.

-Toc, toc, toc-

E, assim como o som de anjos tocando sinos no céu, logo o som de alguém batendo à porta chegou aos ouvidos deles e os libertou da tortura interminável que era esperar.

Assim que ouviram a porta, todos se viraram para olhar para a tela que estava conectada à câmera instalada do outro lado da porta, e lá, viram o homem que lhes diria se morreriam hoje ou não.

'É ele!'

'Ele fez isso?'

'Onde está a criança? Não o vejo'

'Merda, ele está coberto de sangue... Ele não fez o que eu acho que ele fez, certo?'

'Seria melhor se ele tivesse se segurado pelo menos para que a criança não morresse...'

Vendo que o homem que estavam esperando tinha chegado, mesmo que sem o sujeito ao lado dele, eles se apressaram a abrir a porta para ver o que ele tinha a dizer.

-Clique...-

E logo a porta se abriu. Revelando a figura imponente de um homem cheio de músculos robustos e um rosto estoico que parecia ter passado por incontáveis adversidades ao longo de sua vida.

Um homem que todos na sala conheciam muito bem.

Maki Kenta, o portador do Dom 'Gravidade Completa'. Um Dom que lhe concedia a habilidade de criar uma zona designada ao seu redor que podia possuir até cem vezes mais gravidade do que o normal.

Ele havia se tornado o cão guardião da instalação secreta onde estavam agora, e era aquele designado para matar qualquer um que entrasse sem permissão. Seja alguém que acidentalmente descobrisse o lugar, ou um herói tentando se intrometer onde ninguém o chamava.

O número de heróis que ele havia derrubado facilmente chegava às centenas, e a destruição que ele deixava quando entrava em combate não era algo para ser ignorado.

Isso também era o motivo pelo qual ele era mantido na entrada pelo Dr. Ujiko, pois lá, a zona era reforçada por várias dobras para resistir às habilidades dele para que ele não precisasse ir a outras zonas dentro da instalação, onde ele destruiria materiais importantes enquanto lutava contra inimigos.

'Ei, Kenta... Você fez o que eu te pedi para fazer?'

Vendo-o entrar na sala, o homem que tinha lhe dado a ordem logo se levantou, e o perguntou apressadamente. Chamando a atenção de todos os outros homens, que também queriam desesperadamente saber a resposta daquilo.

'...'

No entanto, para a confusão do homem, Kenta não o respondeu, e em vez disso, ele simplesmente o encarou de volta com um rosto impassível enquanto permanecia em completo silêncio.

Vendo isso, e sentindo seu nervosismo e impaciência por saber o que havia acontecido aumentar, o homem franzia a testa zangado, antes de pisar em direção a Kenta.

'Ei, seu bruto, eu te perguntei algo!'

'...'

Uma vez na frente dele, o homem agarrou a gola do grandalhão, antes de se preparar para gritar de raiva com ele.

Ele e todos na sala queriam saber o que tinha acontecido.

Suas vidas estavam em jogo dependendo do que o homem que havia acabado de chegar responderia, afinal.

-Shlck!-

No entanto, antes que ele pudesse pronunciar uma única palavra, uma dor aguda fincou o coração do homem que estava agarrando a gola

Fim da leitura

Capítulo 17 concluído

CAPÍTULO 17 - Liberdade