Terramar: O Mar Encoberto Novel — Capítulo 116: CAPÍTULO 116 - Capítulo 116: Inscreva-se!!

Terramar: O Mar Encoberto Novel
Cap. 116
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CAPÍTULO 116 - Capítulo 116: Inscreva-se!!

Capítulo 116

1.217 palavras~5 min de leitura

— Você acha que me engana? Se eu não tivesse intervindo, você já estaria morto agora. E ainda chama isso de uma bobagem insignificante?

As palavras mordazes de Elizabeth deixaram Charles e Richard sem palavras.

Quebrando o silêncio, Finn se aproximou deles e disse: “Senhor Charles, pensei em uma solução que talvez acabe com a confusão entre vocês dois.”

Enquanto Charles e Elizabeth direcionavam seus olhares para ele, Finn continuou: “Posso preparar duas poções. Cada uma fará um de vocês desaparecer. Vocês só precisam escolher uma aleatoriamente e beber. O problema estará resolvido.”

— Roleta russa, é? Por que eu deveria apostar minha existência com aquele cara? Esse corpo é meu, afinal de contas!

— Cara, vamos pegar as duas poções primeiro e sair dessa maldita paisagem marítima. Talvez os psiquiatras aí de cima tenham uma solução pra nos fundir. Assim, nenhum de nós precisará morrer, certo? — Richard interveio rapidamente, com uma ponta de urgência na voz.

— Haha. Suas palavras estão bem diferentes das ações anteriores — Charles cuspiu raivoso.

— Tudo bem, sou um hipócrita sem vergonha, OK? Mas será que precisamos brigar na frente da nossa senhora? Responda: você quer voltar à superfície? Ou quer perder tempo com isso e tudo ficar parado?

Charles se virou e percebeu a expressão de preocupação de Elizabeth. Por um momento, contenveu a ira que llevaba no coração.

Percebendo o compromisso de Charles, Richard rapidamente ordenou: “Faça essas poções o mais rápido possível.”

Finn começou a trabalhar imediatamente ao ouvir as palavras de Richard. Ele não se importava com o destino de qualquer das personalidades; seu principal interesse era garantir aqueles 5% adicionais de participação.

Ao pronunciar uma encantação desconhecida, Finn começou a mover as mãos ritmicamente no ar. As várias garrafas e frascos ao redor começaram a se mover sozinhos. Líquidos de cores variadas fluíam e se misturavam dentro de pequenos frascos de vidro interligados. Era uma cena estranhamente estética.

Neste momento, Charles conseguiu se libertar da influência de Finn e caiu no chão. Com uma expressão estoica, caminhou até a pistola próxima e se agachou para pegá-la.

— Cara, algo não está certo. Você não é de desistir tão facilmente, então por que foi tão impulsivo agora? — Richard questionou.

— Cala a boca!

— Ok, ok, vou ficar quieto. Agora você é o chefe — Charles falou com um olhar gelado, indo até Elizabeth e observando Finn misturar suas poções.

Depois de alguns segundos, Charles, sem dizer uma palavra, puxou a máscara de palhaço do indivíduo que se contorcia perto dele. Rápido, tirou a Dark Blade de sua bota e usou o sobretudo do figurante para envolver a máscara.

Ao mesmo tempo, um líquido de tonalidade bronze brilhava na tigela cerimonial. Finn tirou um pedaço de papel dourado do bolso. De lá, surgiu uma matriz mágica branca, que pairou graciosamente sobre a tigela.

A encantação de Finn tornou-se mais profunda, e a matriz mágica branca rapidamente engoliu o líquido na tigela. Um som agudo ecoou, e a tigela se contorceu, transformando-se em uma garrafa de vidro, semelhante à anterior que tinha se partido.

Colocando as duas vials de poção idênticas, que levitavam em sua direção, no bolso, Charles se virou e foi embora sem dizer uma palavra.

Depois de deixarem o enorme navio de cor violeta, Elizabeth ficou atrás de Charles em silêncio.

O silêncio era sufocante.

Olhando para a silhueta imponente à sua frente, Elizabeth hesitou por um momento antes de abrir os lábios: “Quem tem sido a pessoa com quem tenho conversado?”

— Sempre fui eu. O outro cara é apenas uma falsificação produzida por uma relíquia — Charles respondeu.

— Então, como posso distinguir vocês dois? — Elizabeth continuou indagando.

— Você não precisa. Isso não é da sua conta. Tenho certeza de que sou quem vai sobreviver a esse teste — Charles respondeu de forma seca. Pela primeira vez, Richard não acrescentou nada.

Charles e Elizabeth seguiram caminhando pelo cais pouco iluminado. Quando estavam quase na saída, Charles perguntou: “Quando você e Finn vão partir para aquela ilha?”

— Amanhã. Planejamos zarpar mais cedo, mas seu outro eu pediu que esperássemos.

— Assim que conseguirem, tentem realocar o maior número possível de refugiados da Ilha Sombra para lá — acrescentou Elizabeth, momentaneamente surpresa com as palavras de Charles.

— Como assim? Não vejo relação com o que acabou de acontecer — ela pensou, confusa.

— Boa viagem. Tchau — Charles despediu-se com um aceno antes de se impulsionar contra uma parede, subir ao telhado, e, de lá, seguir de volta até a Taberna do Morcego.

Nos dias seguintes, Charles retomou sua rotina monótona habitual na costa, embora a atmosfera estivesse tão diferente que até Lily, que não tinha ideia do que tinha acontecido, percebeu isso.

A traição recente colocou as duas personalidades de forma frontal. Antes inimigas por suas naturezas opostas, agora tornaram-se rivais declaradas, mesmo morando no mesmo corpo.

Talvez movido pela culpa, Richard raramente aparecia. Como prometido, parecia empenhado em compensar Charles por suas perdas.

Porém, Charles tinha outros planos. Além do objetivo de voltar para casa, ele agora tinha outro: eliminar seu ego alterado e retomar o controle total de seu corpo.

O incidente recente foi um evento de grande impacto, e Charles acreditava que levaria um bom tempo para compreender de verdade seu efeito sobre ele.

No entanto, a chegada de um novo acontecimento logo o distraíra da traição.

Kord havia retornado.

O velho outrora amável parecia bastante abatido. Sobrancelhas marcadas por olheiras profundas, que nem seus óculos de leitura conseguiam disfarçar. Seus olhos brilhavam de obsissão.

Olhando para o mapa náutico na mesa, Kord parecia eufórico. Seus tremores eram tão intensos que suas mãos quase não conseguiam segurar o pergaminho. De repente, levantou o olhar para Charles. “Isso… Isso é real? Essa ilha é a que possui a escadaria para a Terra da Luz, onde reside nosso Deus da Luz Divina?”

— Há uma chance de noventa por cento de que seja real — respondeu Charles.

Ao ouvir a declaração de Charles, Kord de repente começou a chorar como uma criança. Esticou as mãos e segurou o mapa náutico contra o peito.

Charles conseguiu entender a reação de Kord, mas não pôde evitar fazer uma careta de desgosto ao ver o outro esfregando seu catarro por todo o mapa.

— Chega de chorar. Precisamos de um navio de exploração para investigar a ilha de suprimentos primeiro. Seus homens vão ou eu vou?

— Não… Temos que ir juntos desta vez. A força está na união. Vamos partir direto daqui — comentou Kord, batendo um dedo sobre o ponto marcado na ilha de suprimentos.

— Você tem certeza? — Charles ergueu uma sobrancelha, desconfiado. — É bem possível que os piratas de Sottom abasteçam seus navios nesta própria ilha. Se nos apressarmos, será um problema sério.

As feições de Kord se contorceram de frustração e ele bateu o punho na carta náutica. “Não tenho saída! O Arcebispo das Western Seas percebeu as anomalias aqui.

— Suspeito que ele já enviou navios para investigar. Se descobrir o que fiz na base do Arquipélago de Coral, estou ferrado!!”

— Calma. Não deixe a paranoia dominar você — Charles franziu a testa ao encarar o louco diante dele.

Mal dando atenção às palavras de Charles, Kord avançou e segurou-o pelo colarinho.

— Você acha que vai se sair melhor se eu morrer? Os Arcebispos não têm misericórdia de seus inimigos, mesmo que tenham uma certa indulgência com aliados. Se te pegarem, não haverá espaço para arrependimentos!

Fim da leitura

Capítulo 116 concluído

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