Transmigrating as an Extra Third-Rate Villain NovelCAPÍTULO 20 - Um Novo Começo [3]
Capítulo 20Usando a sombra projetada pela torre de observação, cheguei ao centro do navio sem ser notado.
Depois de me esconder atrás de uma coluna de madeira, espiei para a direita e observei meu entorno.
Na minha frente, estavam duas figuras magras, cada uma com uma espada de lâmina larga descansando confortavelmente na cintura. Após um minuto observando-as, percebi que as duas ainda não tinham virado a cabeça para olhar para o mar.
Elas simplesmente encaravam o mar em silêncio total.
Que diabo há de tão interessante no mar?
Ignorando o comportamento estranho deles, olhei para a direita e vi que mais duas figuras estavam ali. Diferente das outras, elas estavam descansando de boa, conversando entre si.
No horizonte, consegui avistar o último membro da tripulação sentado perto da proa, junto ao cabrestante.
Como eu estava bem sob a torre de observação, não conseguia enxergar quem estava no alto, mas mover-me e observá-lo seria impossível com o tempo passando.
Se o resto da tripulação descobrisse minha fuga, minha vida estaria completamente condenada. Por mais que eu fosse especial, lutar de frente contra sete pessoas mais o capitão era algo inviável.
Saindo da sombra da torre, silenciosamente e com cuidado, me aproximei das duas piratas conversando, usando objetos ao redor do navio para me esconder.
Quando estive perto o suficiente, utilizei as sombras da vela principal para me esconder e escutei a conversa deles.
"Você ouviu? O chefe tá pagando extra por essa expedição."
"Ah, é? Por que achou que eu tinha me inscrito então."
"Só estou perguntando... relaxa."
" tsk Para de fazer pergunta e continua bebendo."
Esses caras realmente não sabem de nada. Será que aceitaram cegamente participar da expedição só pelo dinheiro...?
Segurando duas adagas paralelas, enrijezi as pernas e esperei pacientemente o momento perfeito.
Depois de mais dez segundos, vi que ambas as piratas levantaram seus copos, preparando-se para um brinde.
Como um guepardo, acelerei e me lancei na direção da mesa. Além de um leve arranhar, não houve outro som que indicasse o meu movimento.
Em um segundo, estava a apenas alguns metros delas. Com um movimento limpo, forcei minha mão direita para trás e a empurrei para frente.
Minha fraqueza ficou clara durante meus treinos exaustivos com os bots. O alcance das minhas adagas não era suficiente comparado a outras armas.
Um dia, após perder várias vezes para o bot, mesmo sabendo seus próximos movimentos, joguei minha adaga direita com toda força. Como jogador, jogar coisas após uma derrota era normal, então não foi nada extraordinário.
O que foi diferente foi que o lançamento conseguiu surpreender o bot, que nunca esperaria receber um ataque enquanto eu estivesse tão longe. O bot calcula seus movimentos e ataques através de um algoritmo lógico.
Quem em sã consciência arremessaria sua arma ao acaso em alguém?
Então, criei um ataque novo.
No navio, a adaga voou graciosamente pelo ar como uma flecha. O alvo dela era o coração do homem à direita.
Confiante na minha habilidade de lançar, não continuei observando a adaga, mas levantei minha adaga esquerda e ataquei o homem da esquerda.
Apesar de os robôs de treino não terem pontos vitais como um humano — como o coração —, eu me treinara para mirar na região típica do coração durante os treinos.
Se esse pirata não morresse instantaneamente, teria tempo de alertar o resto da tripulação da minha presença, arruinando meu plano.
Antes que ele pudesse desviar o olhar da bebida, minha adaga já tinha sido cravada em seu corpo.
Seus olhos perderam a cor, sua postura desabou e ele escorou na cadeira. Um ataque assim não seria suficiente para matar um despertado, mas felizmente, confirmei que toda a tripulação era composta por humanos comuns.
A ferida deixada pela minha adaga era pequena demais para ser notada pelo vigia no alto da torre de observação, e, por isso, suspirei de alívio.
Por pouco, esse suspiro quase saiu da minha boca ao voltar para encarar o outro pirata.
Ele ainda respirava... não estava morto.
Mas, então, por que seus olhos estão fechados?
"Droga, Jace, você jogou seu copo em mim? Entrei no meu olho."
Olhando rapidamente para o chão coberto de cacos de vidro, percebi a situação. Minha adaga não tinha errado o coração dele, mas, por sorte, o homem tinha colocado o copo bem na frente do coração.
A lâmina quebrou o copo, e os vidros espalhados entraram no olho do homem, cegando-o.
Isso que chamam de equilíbrio?
Ele teve sorte de não morrer na jogada, e eu tive sorte de ele estar cegado e sem conseguir perceber a situação.
Sem saber se devia agradecer aos deuses pela sorte ou não, peguei minha adaga direita do chão e a crAVEI no coração do pirata.
Deixando os dois cadáveres para trás, voltei ao centro do navio, escondido sob a torre de observação.
Meu próximo objetivo era o homem ao longe, mas eu não poderia chegar até ele sem ser notado. O caminho até lá não tinha sombras ou objetos que pudessem esconder minha presença.
Embora fosse muito mais fácil eliminar os dois piratas que ficavam encarando o mar, havia mais riscos.
Pelo fato de estarem na posição que estavam, não teria como fazer parecerem vivos para quem estivesse na torre de observação, então seria questão de tempo até me descobrirem.
Outra coisa que me incomodava era o comportamento deles. Duvido que o capitão fosse burro, então por que ele teria designado esses dois piratas para ficar lá, encarando o mar sem fazer nada?
Atacar eles parecia ter sido uma má ideia.
Talvez fosse meu instinto ou intuição, mas... afinal, o que eu sou sem esses sentimentos? Minha habilidade de analisar e prever os movimentos dos adversários também não era apenas um palpite?
Confio plenamente na minha capacidade de antecipar os movimentos deles, então por que não confiar na minha intuição agora?
Como os dois piratas estavam de costas para o mar, o outro pirata a uma certa distância, e o observador acima de mim, eu podia me movimentar um pouco livremente.
Depois de escalar as cordas do navio, observei tudo de uma altura maior e notei algo que poderia me ajudar.
Uma corda ligava as velas do navio, permitindo que eu atravessasse até o lado oposto, onde o pirata solitário se encontrava.
Claro que havia o risco de ser visto, mas usar a corda parecia minha única opção.
Sem perder mais tempo, coloquei os pés na corda, estabilizei e comecei a avançar.
Como um equilibrista de circo, levava minha perna direita para frente, depois a esquerda, repetindo até chegar ao outro lado.
Ao pisar em uma tábua de madeira logo abaixo da vela, olhei rapidamente para o navio e vi o pirata sentado quase exatamente abaixo de mim.
Preparando minhas adagas, dei um salto gracioso da tábua e aterrizei no convés.
Surpreso com o barulho repentino, o pirata se virou, mas já era tarde demais; minha adaga já estava cravada no corpo dele.
Saindo das sombras, peguei minha adaga e examinei o corpo do pirata, tentando achar algo útil, mas, assim como os outros, não parecia ter nada de valor.
Quando ia retomar meu plano e voltar ao centro do navio, um som súbito veio de cima.
CA-CAW
Imediatamente, virei a cabeça para cima, um calafrio me tomou ao perceber que a fonte não era um pássaro comum, mas o papagaio do capitão.
Atraído pelo barulho, o vigia na torre de observação desviou seu olhar para a área, e lá estava eu, sob a luz do sol, com duas adagas cobertas de sangue.
"CAPITÃO, ELE ESCAPOU!"
No outro lado do navio, pude ver uma porta se abrir, revelando a figura do capitão.
Enrijecci as pernas e ajuste minha pega nas adagas, esperando de maneira desajeitada o próximo movimento do capitão; porém, ele permaneceu completamente imóvel.
Então, de repente, sua figura desapareceu do convés, e no instante seguinte reapareceu a poucos metros de mim.
Meus olhos de dragão... como...?
Seus movimentos deveriam estar totalmente visíveis para meus olhos. Ainda assim, ele conseguiu se mover sem eu perceber...
Não há como... o que ele é afinal?
Sem esperar que eu recuperasse o fôlego do susto, o capitão puxou sua espada larga do estojo e partiu pra cima de mim.
Desta vez, sua movimentação ficou visível facilmente.
Será que ele está mais lento?
Quando a figura do capitão se aproximou, movi-me para a direita, evitando a lâmina.
Sem perder tempo, levantei minhas adagas para cima, mas elas não acertaram nada.
O capitão desapareceu novamente e reapareceu a poucos metros de distância.
"Q-que que tá acontecendo... os meus olhos..."
Sem dar atenção às minhas palavras, ele balançou sua espada larga, soltando uma rajada de vento cortante que veio em minha direção.
Como era minha primeira luta contra uma rajada mágica, duvidava da minha habilidade de desviá-la com minhas adagas, então recuei, saindo da área de alcance do vento.
Em vez de lançar mais rajadas de vento, o capitão ficou parado olhando pra mim.
Será que já acabou seu mana? Não, isso é impossível; foi só uma rajada...
Depois de alguns momentos, o capitão voltou a atacar. Sabendo que ele iria prever minha esquiva, formei um X com minhas adagas e me preparei para enfrentar a lâmina direta.
Sob o peso da espada larga, minha formação de X não quebrou. Ainda assim, fui empurrado para trás, ainda mais longe...
Sem tentar contra-atacar, dei um passo atrás e olhei ao redor rapidamente.
Estava na ponta do navio; um passo errado e eu caía no mar.
Ah, era isso que ele planejava o tempo todo.
Defesa seria impossível nessa situação; preciso tomar a iniciativa. Mas como atacar ou ferir um adversário que se move mais rápido que meus olhos?
Percebendo que o capitão se preparava para outro ataque, rapidamente retraí a mão, soltei minha adaga esquerda e a arremessei na direção dele. Logo em seguida, segui a adaga voando com minha direita, avançando contra o capitão.
Estranhamente, ao invés de me afastar rapidamente como antes, o capitão ergueu sua espada larga para desviar a adaga que vinha em minha direção.
Seu movimento foi eficaz, bloqueando a lâmina voadora, que ricocheteou ao chão; porém, eu já estava bem perto, com minha adaga direita levantada em um movimento de cima para baixo — um uppercut.
Porém, a figura do capitão desapareceu novamente e reapareceu a alguns metros de distância.
"Q-que..."
Agora que tinha um pouco de espaço, comecei a analisar o estilo de luta do capitão, mas nada fazia sentido.
As pausas irregulares e longas entre os ataques. O uso periódico de movimentos rápidos. O uso de apenas uma rajada de vento.
E se ele não estiver mesmo se movendo...?
Então, expressei uma hipótese em voz alta.
"Teleporte."
As pausas para recuperar mana, o uso volátil de movimento pela falta de mana, e uma única rajada de vento pra economizar energia para o teleportamento.
Olhei para o capitão e notei uma rachadura em sua postura confiante. Sua expressão normalmente impassível agora era de surpresa.
Em vez de tomar a iniciativa para atacar, olhei mais uma vez ao redor do navio.
Outra coisa que me incomodava era o motivo pelo qual ainda não tinha usado minha habilidade de desacelerar o tempo.
Onde estavam os outros tripulantes? Por que não estavam ajudando o capitão a lutar comigo?
Houve uma luta feroz, mas os tripulantes sobreviventes simplesmente sumiram?
No topo da torre de observação, o vigia parecia estar assistindo à luta com uma expressão de espanto, enquanto os outros dois piratas permaneciam imóveis, olhando para o mar...
Depois de recuperar minha adaga esquerda, concentrei-me novamente no capitão.
Certo, descobri que ele tinha teleportação, mas como eu poderia contra isso?
Como poderia realmente vencer esse cara?
Chamar isso de batalha difícil seria pouco; era como escalar o Monte Everest numa tempestade de neve no inverno.
O ambiente aberto do convés era vantajoso para ele, pois eu não tinha onde me esconder. Não podia simplesmente lançar uma chuva de ataques com adagas para esgotar o mana dele, pois ficaria vulnerável a contra-ataques.
Por outro lado, se eu não atacasse constantemente, ele ia juntar mana e se teleportar sempre que eu tentasse agir.
O primeiro rankup não deveria ser fácil?
Sou apenas um aventureiro de nível E tentando chegar ao D; que diabos é isso?
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