Você Foi Humilhado! — Capítulo 197: CAPÍTULO 197 - 176 de 27 – Vamos fazer gostoso

Você Foi Humilhado!
Cap. 197
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Você Foi Humilhado!

CAPÍTULO 197 - 176 de 27 – Vamos fazer gostoso

Capítulo 197

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Capítulo 176 de 27 – Vamos fazer gostoso?

Você Foi Humilhado!

Dam afastou-se de Loi, que, tomada pelo desespero, assistia ao irmão debater-se contra a ferida deixada por Ui.

— Ei, vamos conversar?

Idalme fitou-o por um instante e retomou a conversa com a amiga. Dam, tomado pela sensação de ser ignorado, afastou-se enquanto dizia:

— Uma pena… até cogitei reforçar as suas flechas e o arco.

— Hum? — Ergueu-se, os olhos faiscando. — Não preciso de ajuda de alguém como você.

Ele parou, sem se virar, e disse:

— Aposto que estás pensando: “Se as minhas flechas de madeira com ponta de ferro não deram conta, é só usar flechas de ferro…” Mas…

Virou-se para ela, invocou algo do seu espaço espacial, transparente como água, e segurou a ponta da flecha, pressionando com força até que se partisse.

— Entendeu? — questionou, a voz firme. — Mesmo as de ferro não resistiram às suas chamas. No instante em que atingirem o alvo, vão se quebrar antes de causar qualquer dano.

Naquele instante, a peituda engoliu em seco. Havia passado horas a imaginar formas de tornar as suas flechas mais precisas e resistentes, mas agora sentiu-se tomada pelo desalento. Nada no mundo parecia mais impenetrável que o ferro.

— Idalme? — perguntou Ui, a preocupação transparecia nos olhos.

Decidida, ao cerrar os punhos, ela cogitou:

— Você… pelo jeito que fala, é como se soubesse fazer algo melhor.

— Como és burra.

— Quê?

— Eu disse há pouco que podia fortificar as suas flechas e o arco… mas pelo visto entrou por um ouvido e saiu pelos teus peitões.

— Vai me insultar agora? Abandonado do clã Zura — retrucou.

Dam sorriu de canto de boca e disse:

— Pelo menos temos algo em comum.

— Comum? — perguntou, ao arquear a sobrancelha.

— Não nos suportamos!

Ainda tensa, suspirou e voltou a se sentar na pedra.

— Qual é a sua condição? — questionou, a voz baixa, quase hesitante. — Com certeza não faria algo assim por alguém de quem não gosta.

Dam olhou para Ui e disse:

— Tenho duas condições.

— Hum… — Franziu a testa, sem entender por que ele a encarava.

— Primeiro, quero que convença Ui a não matar aquele casal de irmãos.

— Quê?! — gritou, os olhos arregalados. — Mas isso… — Desviou o olhar para Ui, confusa.

A mestiça, compreendendo a situação, refletiu por um instante e disse:

— Tudo bem… desde que o Izumi acorde e esteja bem.

— Tem certeza, Ui? — perguntou Idalme, cautelosa.

— Sim… eu a odeio muito, mas queria te ajudar, por aquela vez.

— Aquela vez?

Naquele instante, a mestiça lembrou-se do momento em que sua amiga lhe pediu para voltar a Izumi, quando se sentiu perdida e acreditava que o amado havia matado Mito sem razão alguma.

— Esquece isso — disse, ao bater nas costas dela com um sorriso. — Faça isso, Dam — completou, olhando para ele.

— …

— E a segunda condição? — perguntou Idalme, curiosa.

— Quero que convenças Max a parar Izumi quando ele acordar.

— Parar? — Ambas perguntaram ao mesmo tempo.

— Sim. Quando ele acordar, provavelmente vai querer matar Loi. Por isso, enquanto não tiverem certeza de que ela está segura, não posso melhorar seu arco e suas flechas.

— Tudo bem! — gritou Ui. — Você consegue, Idalme!

— Eu… o Max… estamos dando um tempo… — murmurou ela.

— Não se preocupe, isso se resolve com ele.

— Mas…

A mestiça se inclinou perto do ouvido dela e murmurou:

— Ele não para de te olhar enquanto… esfrega o pau no calção.

— Quê? Sério? — perguntou, incrédula, o rosto ruborizado.

— Sim… esqueceu que eu tinha bons ouvidos?

Idalme fitou Max, que desviou o olhar para o lado. Ela começou a acreditar que ele realmente queria e não suportava esperar o tempo que ela impôs. Decidida, olhou para Dam e disse:

— Certo, acordo feito.

— Agradeço.

— Mas por que vai tão longe por eles? Nem são teus conhecidos.

— Prefiro não comentar.

— Sei…

Dam, ao se afastar, Ui aproximou-se da orelha de Idalme e murmurou.

— Na verdade, ele está igualzinho ao Max.

— Quê? Não me diga que…

— Sim… mas parece que ele colocou algo para impedir que mostre.

Idalme fitava Ui e levou a mão à boca, sorrindo baixinho junto à amiga, enquanto imaginava o que ele escondia de forma curiosa nas suas roupas.

Do que elas estão rindo?

Dam se aproximou de Loi e disse, com firmeza e um leve sorriso:

— Não se preocupe… enquanto Izumi não acordar, nada vai acontecer com você.

Ela, ao perceber que ele havia ido conversar com aquelas garotas, perguntou:

— Tem certeza?

— Sim. Não se preocupe.

Sem entender por que ele queria ajudá-la naquele momento, continuou:

— Por que está me ajudando de repente? Antes tinha me mandado se fuder.

— Isso… não posso dizer.

— Hum?

Dam, não conseguia mais olhar nos olhos dela, desviou o olhar e pensou:

Não me olhe assim…

Logo após conversar com a amiga, Idalme partiu, decidida a falar com Max.

— Oi… — disse, desviando o olhar de leve.

— Oi — respondeu, ao fixar o olhar nela. — Senta aqui.

— Sim…

Peituda sentava-se junto a uma pedra perto dele quando foi surpreendida por sua aproximação e acabou caindo entre as suas pernas. Ele envolveu-a por trás e murmurou:

— Não aguento mais… Volta pra mim…

— Não… não deveria ser assim…

— Eu te peço perdão, mas não consigo suportar… vamos, por favor?

— Não deveria ser assim… — disse, lutando para se soltar dos braços dele.

— Por favor… nunca me senti assim antes… não consigo parar de pensar em você… não consigo dormir com a mente cheia das suas lembranças… Idalme… só dessa vez… me perdoa?

— Estavas pensando em tudo isso? — perguntou, a voz meiga.

Está funcionando?pensou Max.

Ele sorriu de canto e continuou:

— Sim… eu finalmente entendi. Não importa quantas mulheres eu conheça, nenhuma vai ser como você… eu te amo demais!

— Se já pensou em tudo isso… podemos voltar.

— Sério? — perguntou, incrédulo.

— Sim, mas com uma condição.

— Condição?

— Quando Izumi acordar, por favor, não deixe que ele mate aqueles dois.

— Hum… era isso que estava conversando com Dam?

— Sim. Ele prometeu melhorar minhas flechas e meu arco se eu te convencesse…

Max olhou para Dam e o agradeceu por ter ajudado a amolecer o coração de Idalme.

— Se for por você, eu faço qualquer coisa.

— Então… podemos fazer…

Não perdeu tempo e começou a acariciar os peitões, no entanto, ela segurou a mão dele e disse:

— Não aqui…

— Outro lugar?

— Não, não quero fazer ao ar livre.

— Podemos montar a tenda.

— Mas isso… seria meio óbvio…

— Idalme, todo mundo aqui já sabe que transamos toda noite.

— Mas…

Max levantou-se e começou a montar a tenda, enquanto todos o observavam com curiosidade e tentavam adivinhar os seus planos óbvios. Peituda, envergonhada, pedia que ele parasse, mas sua insistência mostrava o quanto estava duro e ignorava a hesitação dela.

Quando a tenda foi montada, Ui, lá no fundo, gritou:

— Vai fundo!!!

Ela corou ainda mais ao pensar no que pretendia fazer. Max aproximou-se, segurou a sua mão e perguntou, com o olhar intenso e grávido de desejo.

— Vamos fazer gostoso?

Fim da leitura

Capítulo 197 concluído

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