A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado — Capítulo 63: Volume 13 – Prólogo – Prólogo: Más Notícias

A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado
Cap. 63
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A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado

Volume 13 – Prólogo – Prólogo: Más Notícias

Capítulo 63

2.116 palavras~9 min de leitura

A capital de Vermilion, Fleurberg.

Naquele momento, o parque central brilhava com uma luz deslumbrante.

Tudo se devia à fogueira, que ardia completamente envolta em chamas intensas.

Essa fogueira era uma parte importante do funeral de Estado tradicional de Vermilion.

Sob aquela luz ofuscante, as pessoas que permaneceram no império mesmo após a ordem de evacuar a Liga e o Palácio Imperial festejavam e prestavam homenagem aos soldados mortos que pereceram na Batalha de Caldia, defendendo sua pátria do exército de Kledland.

É claro que Stella Vermilion, a princesa deste país, também estava presente naquele funeral.

“Millie, o que é isso…?”

“Este é um prato japonês popular, takoyaki~”

“Hã? Prato japonês popular? Isso não parece um estranho prestes a eclodir?”

“É muito estranho ouvir tais coisas de alguém que não se chocou com a visão da torta Stargazy.

[Almeranto: Stargazy pie é uma torta feita de sardinhas assadas. Tem uma aparência incomum; você pode pesquisar no Google.]”

“Hmm… nosso mundo é tão diverso…”

“Que vergonha! Quem cozinhou esse ovo alienígena!” — veio a voz indignada de Stella, que, enquanto estudava na terra natal de seu amado namorado, vira como aquele prato deveria ser de verdade.

O povo de Vermilion nunca havia visto takoyaki ao vivo. Por isso, prepararam o prato com base nas informações que receberam de Stella enquanto ela vivia no Japão.

“Eu comi eles em Osaka, onde o Festival de Batalha das Sete Estrelas foi realizado. Mas eram bem diferentes! Nada deveria sobressair do takoyaki! Por que vocês colocaram um polvo inteiro neles!?”

“Então estávamos certos quando achamos que parecia muito estranho. Embora fosse engraçado se um dos pratos japoneses populares se parecesse com ‘algo assim’.”

“Tentáculos! Nenhum tentáculo de polvo deveria sair do takoyaki!”

Stella, apontando o erro na preparação daquele prato, suspirou pesadamente.

Embora tivesse comido takoyaki apenas uma vez na vida, no fundo se sentia desconfortável diante do povo de Kansai, cuja receita de um prato maravilhoso havia sido tão mal interpretada.

Agora que a situação se esclarecera um pouco, a pergunta lógica surgiu: o que fazer com aqueles ovos de monstro?

“Não acho que eu queira comer isso…”

O prato simplesmente estava ali, pousado.

Mas os numerosos tentáculos que sobressaíam da massa em todas as direções não contribuíam em nada para o apetite.

Stella não queria jogar fora a comida que já havia sido preparada, mas suas mãos se recusavam a se aproximar daquele prato.

E enquanto ela hesitava…

“Ah, Stella-chan! Você não vai comer, vai? Então eu mesma como!”

“Nene-sensei…!”

Nene Saikyo, que apareceu de repente à sua frente com um caneco de cerveja na mão, pegou o ovo de monstro do prato.

“Mmm… Delicioso! Polvo com um copo de cerveja é a melhor combinação do mundo!”

Ela gostava tanto daquele prato que devorou tudo instantaneamente.

“Stella-chan, você perdeu uma delícia!”

“Oh! É a Demon Princess! A número um do Distrito do Pacífico!”

“Nyahahaha! Sim, sou eu! Ei, você! E você também! Venham aqui! Vamos beber, tem muito álcool por aqui!”

Nene causou uma enorme impressão nos habitantes de Vermilion, e uma multidão já se reunira ao seu redor.

Por um lado, Stella ficava feliz que sua sensei tivesse gostado da comida e das bebidas de Vermilion.

Mas, por outro, sentia uma leve preocupação.

“Nene-sensei. Amanhã temos a Guerra contra Kledland. Então… quanto você pode beber?”

Nene era uma das representantes de Vermilion naquela Guerra.

Por isso, não seria bom se amanhã ela se sentisse mal depois da enorme quantidade de álcool que bebera hoje.

Stella tentou raciocinar com ela, mas Nene, com o rosto vermelho, objetou de forma abrupta.

“Não se preocupe com os adultos, bebê. Nós, adultos, temos um senso de autocontrole bem desenvolvido! Portanto, não há motivo para preocupação!”

…Ela proferiu todo aquele discurso olhando para o vazio.

“Com quem você está falando, Nene-sensei!? Não tem ninguém onde você está olhando!”

“Ah, é a Stella-chan! Desculpe, houve um mal-entendido… Hmm, Stella-chan… por que você está em cinco?”

Está tudo muito ruim!

Enquanto Stella gritava com Nene, esta ria alto por todo o parque.

Mas aquele barulho não se limitava a elas.

O parque central inteiro fervilhava. A enorme mesa de madeira estava repleta de diversas iguarias e bebidas, de modo que o barulho embriagado e as canções ecoavam por todos os lados.

Era especialmente ruidoso perto da fogueira.

Agora o grupo musical executava uma canção animada; as pessoas, ao ouvi-la, se deliciavam e começavam a dançar.

Ikki Kurogane, que estivera sentado o tempo todo nos degraus da saída do parque, sorriu de lado.

…Isso não parece em nada um funeral.

Suas palavras não passaram de pensamentos em voz alta.

“Você acha que nosso funeral é estranho, rapaz?”

Uma voz soou atrás dele, bem no início da escadaria.

Ikki imediatamente se virou na direção da fonte da voz.

“Ohifu-san…!”

[Almeranto: Ohifu-san — sogro.]

“Como ousa me chamar de sogro!”

Atrás de Ikki estava um homem de meia-idade com uma barba espessa e vermelha viva.

Era Sirius Vermilion, o pai de Stella e atual rei do império de Vermilion.

Depois de uma indignação prolongada sobre “você não tem motivo algum para me chamar de sogro”, ele desceu os degraus até Ikki, sentou-se ao seu lado e continuou a beber a bebida forte direto do gargalo da garrafa.

Exalando o cheiro de álcool sobre Ikki, começou seu discurso.

“Este é o nosso funeral de Estado tradicional. Remonta ao momento em que Vermilion conquistou sua independência do Reino de Kledland. Dizem que, naquela mesma noite, acenderam uma enorme fogueira com a qual as pessoas queriam expressar gratidão a todos os que morreram naquela guerra. Segundo os rumores, o funeral foi celebrado por três dias e três noites sem interrupção.”

Ikki viera de um país estrangeiro, com suas próprias tradições estrangeiras.

“A atmosfera do seu funeral é fundamentalmente diferente da do Japão.”

“Nós também honramos a memória dos mortos. A única diferença está em como celebrar o funeral: com luto ou com alegria… Mesmo que alguém esteja entristecido aqui, continuará a beber e a se divertir.”

“…Mas qual é o sentido de tanta diversão?”

“Caso contrário, a alma dos mortos não encontrará paz.”

“!”

“Os mortos se sentirão mal no outro mundo se souberem que as pessoas próximas a eles estão muito entristecidas com suas mortes. Por isso acendemos uma grande fogueira e nos divertimos ao redor dela. Essa chama captura todos os nossos sentidos e os leva alto até o céu.”

A felicidade que fica para trás, para eles.

Todos os habitantes de Vermilion acreditavam que aquele tipo de funeral era o melhor para todos os mortos.

Apesar da estranheza daquela disposição incomum de funeral.

…Que costume maravilhoso.

Ikki Kurogane pronunciou aquelas palavras do fundo do coração.

Ele não pretendia julgar nem comparar os costumes de seu país e os do império de Vermilion.

No entanto, se ele morresse…

Ikki não fazia ideia do que aconteceria depois.

Mas, mesmo assim, tinha certeza absoluta.

…Quero que as pessoas queridas para mim sorriam sempre.

“…Hmm.”

Sirius, esvaziando todo o álcool de sua garrafa, decidiu se dirigir a Ikki novamente.

Seu tom era bem diferente do calmo de antes.

“Você parece ter se importado bastante com Stella ultimamente.”

“E?”

“Segundo a Black Knight, é só graças a você que Stella conquistou novas forças.”

“É isso que você quer dizer…”

Por dentro, Ikki queria refutar aquelas palavras.

Afinal, só graças à sua forte vontade Stella conseguira despertar e ultrapassar seus limites, restaurando o Device quebrado no processo.

No entanto, se dissesse isso em voz alta, Sirius gritaria com ele dizendo: “Você é modesto demais.”

“…Mas… Então você deteve Edelweiss, que queria salvar Stella do golpe fatal de Fu Xiaoli!!!!”

“…!”

“Desgraçado, tem algo a dizer em sua defesa…?”

O tom de voz de Sirius mudou abruptamente; seus dedos rangiam, e os olhos estavam injetados de sangue.

O rosto de Ikki empalideceu instantaneamente por causa do calor letal que seu interlocutor começou a emanar.

Ele sentiu instintivamente que Sirius pretendia matá-lo.

“Ei! Responda de uma vez!”

“Houve um mal-entendido.”

“Mal-entendido?!”

“Sim, um ‘pequeno’…”

“~~~~~~~~~~~!”

A reação de Sirius a Ikki depois da história da Black Knight era natural.

Nada o justificaria diante do fato de ter detido Edelweiss enquanto ela tentava salvar Stella do ataque mortal de Taote.

Suando frio, Ikki falou: “Eu me arrependo.”

“!!!!”

Logo após aquela frase, Sirius, todo fervendo de raiva transbordante, desferiu um golpe seco com o punho na direção do rapaz.

Mas Ikki decidiu não se esquivar.

Estava plenamente consciente da insanidade de seu ato, mas resolveu apenas ranger os dentes e receber o golpe de Sirius.

Pelo que fizera naquela ocasião, Ikki era obrigado a absorver todo o dano.

Mas…

E…?

O punho formidável de Sirius parou bem na ponta do nariz de Ikki.

“Ohifu-san?”

Ikki ficou surpreso com o que acontecera.

Sirius, olhando-o de perto com os mesmos olhos carmesim de Stella, fez uma pergunta:

“Então, em nosso primeiro encontro, você declarou que ama Stella. Mentiu?”

“Não!”

“Então por que não a ajudou? É dever de todo homem acudir sua mulher amada quando ela está em apuros.”

“…!”

Ikki sentiu que a situação mudara.

Sirius já não estava tão furioso quanto antes.

Ele apenas tentava compreender melhor a pessoa que Ikki Kurogane era, ali diante dele.

Pela primeira vez, ele assumira o papel de pai de Stella.

E ele tentava compreender de forma mais profunda o homem que sua adorada filha trouxera até o império.

Por isso Ikki não podia mentir naquele momento.

“Foi por causa do meu amor por ela que não fui em seu auxílio.”

“…E?”

“Naquela batalha, Stella lutava desesperadamente contra a realidade, que tentava com todas as forças esmagar seu ego interior. Todos ao redor viam nela apenas uma garota chamada Stella e queriam que ela desistisse, que não fizesse atos precipitados e que ficasse em segurança. Mas ela, apesar de toda a dor e das quedas, queria continuar sendo a Princesa Carmesim para todos.”

Ikki conhecia bem aquelas dificuldades.

Talvez até melhor do que qualquer outra pessoa.

Por isso não podia deixar de acreditar na Crimson Princess Stella Vermilion, que decidira seguir o caminho mais árduo possível.

“Se naquele momento eu a tivesse detido, o primeiro sentimento que teríamos compartilhado teria sido a decepção.”

…

“…Não quero continuar nesse assunto. Ainda não consigo deixar Stella partir com você…”

Mesmo aquelas palavras tão intensas de Ikki não foram aceitas pelo pai de Stella.

Por que ele ainda não conseguia aceitar um homem que, assim como ele, amava tanto sua filha.

Grunhindo pesadamente, Sirius tentou se levantar e deixar a escadaria.

Ikki, observando seus esforços, já não conseguia dizer mais nada.

Todas as palavras já haviam sido ditas.

Uma pessoa como Sirius não podia ser convencida.

Mas… ele não podia desistir.

Mesmo que aquela pessoa ainda não aceitasse seus argumentos, a Ikki só restava continuar mostrando sua sinceridade.

Mesmo que seus sentimentos fossem constantemente negligenciados…

“…Mas prometo que cumprirei as palavras que dei antes.”

“E?”

“Refiro-me à promessa que fiz a você antes da Batalha de Caldia. A família real de Vermilion sempre cumpre sua palavra. Se quiser se casar com minha Stella, deve provar sua determinação na guerra de amanhã com a espada” — disse Sirius, olhando Ikki por cima do ombro.

A promessa feita por Sirius, influenciado por Lunaise.

Ele poderia não tê-la cumprido.

Esses eram os pensamentos de Ikki.

Mas…

Sirius ainda se lembrava daquela promessa e não pretendia desistir dela.

Então a Ikki só restava uma coisa.

“Entendi.”

“…Hmpf.”

Diante das palavras decididas de Ikki, Sirius grunhiu em desagrado, virou-se e voltou pelo caminho de onde viera.

No entanto…

“Ha… Ha…! Papai e Ikki estiveram aqui o tempo todo?”

Uma mulher de estatura pequena, segurando a barra do longo vestido, descia rapidamente os degraus na direção deles.

Diferente dos cabelos vermelho-vivos de Sirius e Stella, os dela tinham um tom rosa suave.

Era Astrea Vermilion, a mãe de Stella.

“Ah, mamãe, do que você está falando? Como eu poderia ficar tanto tempo com ele…”

Mas Astrea apenas acenou com a mão, pedindo que ele se calasse. Pelo seu aspecto, não tinha tempo para confusões extras.

“Acabei de ser contatada pelo quartel-general da Liga…!”

Ela lhes contou a conversa inteira.

“O quê!”

“Como isso pôde acontecer!?”

– Almeranto: Esse capítulo me deu uma perspectiva diferente do pai da Stella, a conversa dele com o Ikki foi bem importante pra aprofundar a relação dos dois. Também estou ansioso pelo próximo capítulo.

Como é o prólogo, não farei a maldade de vocês esperarem uma semana pro capítulo 1, ele sairá nesse domingo. Vejo vocês lá!

Deixe seu feedback!

Como é uma obra que estou fazendo sozinho, posso cometer alguns erros. Caso tenha algo a relatar, por favor, avise nos comentários!

Claro, caso estejam gostando, eu adoraria saber a opinião de vocês!

Até domingo!

Fim da leitura

Capítulo 63 concluído

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