A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado — Capítulo 65.7: Volume 13 – Capítulo 2 – Capítulo 2: O Início da Guerra na Capital Real (parte 7)

A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado
Cap. 65.7
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A Cavalaria de um Cavaleiro Fracassado

Volume 13 – Capítulo 2 – Capítulo 2: O Início da Guerra na Capital Real (parte 7)

Capítulo 65.7

3.265 palavras~14 min de leitura

“O quê…! Ela p-parou! A Princesa Carmesim parou o Golden Chariot, que possui a habilidade causal de ‘estrada’ que esmaga tudo em seu caminho! E com as próprias mãos nuas! Que força que desafia a lógica!!!!”

Stella, agarrando a lança com mais firmeza, puxou Johan para fora da sela do cavalo dourado.

Antes que ele caísse do céu, ela agarrou seu peito.

“Yohan-nii. Mensagem da Luna-ane para você.”

Stella fez uma pausa por um momento, respirando fundo.

“IDIOTA!! O PRÓXIMO HERDEIRO DO TRONO DEVE SER UM EXEMPLO PARA TODO O POVO!! APERTE OS DENTES E RESISTA!!!!”

…Sem hesitação, sua mão atingiu a bochecha de Johan.

◆

Um golpe sem precedentes na bochecha esquerda.

Como um tiro de canhão, o corpo de Johan foi derrubado do céu sobre Lucerna até a área de fronteira.

Aquela cena chocante fez muitos espectadores gritarem de horror.

Mesmo sendo um cavaleiro, cair de uma altura de mais de cem metros pode causar ferimentos graves.

Ele poderia até morrer.

Se fosse um cavaleiro comum.

Mas Johan, tendo caído de uma altura de mais de cem metros e atravessado sete casas, permaneceu vivo.

Ele foi salvo pela magia que Or-Gaule forçara a sair dele.

Poder mágico, muito além dos limites de Johan, envolveu seu corpo, amortecendo a queda do céu e protegendo-o de danos graves.

Johan, enterrado sob os escombros das casas, agitou-se instantaneamente.

Jogando a pilha de escombros para o lado como se nada tivesse acontecido, ele tentou se levantar.

No entanto, o controle do inimigo se estendia apenas ao seu corpo. A consciência não fora tocada.

Do tapa duro de Stella, lágrimas escorriam pelas bochechas de Johan, que pareciam ter secado para sempre num pântano de desespero e apatia.

Aquelas palavras…

Eu as lembro.

Naquela ocasião também gritaram comigo e me bateram no rosto.

Naquela época eu estudava numa universidade na Inglaterra.

A futura coroação me pressionava. Uma responsabilidade pesada que sempre me perseguia. Por isso eu tentava com todas as forças me distrair desses pensamentos.

Afinal, se não se pode fugir do destino, então é preciso tentar viver a vida ao máximo agora.

Fiz amigos que estavam longe de ser bons e passei muito tempo com eles.

Mas uma noite.

No caminho para a festa, eu a encontrei.

Lunaise Vermilion.

Uma amiga de infância que estudava no exterior, assim como eu.

Irmã mais velha de nome, um ano mais velha do que eu.

Pelo rosto dela, eu imediatamente compreendi que ela viera para me lembrar do meu comportamento.

Por isso eu imediatamente lhe disse que, quando chegasse a hora, eu faria tudo. Enquanto isso, se possível, queria aproveitar a vida ao máximo.

E então…

Ela me bateu e falou comigo as mesmas palavras que Stella.

“Você quer viver a vida ao máximo? Eu não acho que você e eu tenhamos esse direito. Muito dinheiro é investido em nós para obtermos uma educação excelente. Então viva por Kledland e morra por ela.”

Depois dessas palavras, ela me arrastou para a casa dela.

…Era o meio da noite.

Mais tarde, eu soube que meus amigos foram presos por uso ilegal de drogas.

Se naquela ocasião Lunaise não tivesse aparecido e me arrastado consigo, eu teria tido grandes problemas, mesmo sem ter usado drogas.

Eu teria arruinado a reputação de Kledland e aborrecido meus pais e outras pessoas. O medo que senti naquela época me fez repensar completamente toda a minha vida.

Em vez dos velhos pensamentos do tipo “usarei uma coroa no futuro, mas enquanto isso aproveitarei a vida”, comecei a pensar seriamente em “me tornar rei”.

Sobre as responsabilidades futuras, sobre os méritos.

Assim como… Lunaise Vermilion, que desde a primeira infância sabia de suas responsabilidades e se comportava com dignidade.

Eu quero ser como ela.

Mas…

Eu não posso…

Afinal, meu pai, minha mãe, meus amigos. Todos eles caíram pela minha mão.

A sensação de penetração na carne. As últimas convulsões das pessoas antes da morte. Sua surpresa e desespero, refletidos nas pupilas.

Eu me lembro de tudo isso.

Essas memórias passam pela minha cabeça a cada segundo.

A carga que pesa sobre meus ombros.

Não se pode viver com um pecado assim.

Que tipo de rei sou eu…

Nem sequer se deve pensar nisso.

Eu só quero morrer.

…Eu deveria continuar sendo o “boneco” daquele cara…

E quando Johan quase se rendera à raiva que fluía através das cordas para dentro de seu corpo,

“Não. Eu não deixarei você fazer isso.”

“E…!?”

Johan, jogando todos os escombros de si, pôs-se de pé.

Diante de seus olhos, ela estava de costas para o sol carmesim que se punha.

A Primeira Princesa do Império de Vermilion, Lunaise Vermilion.

◆

“Por que você está aqui…”

Afinal, Lucerna agora é um “campo de batalha”.

E a entrada na cidade durante a guerra é proibida a não participantes.

Johan estava completamente confuso.

“Johan, você se lembra de quando éramos crianças, no jardim de rosas do seu castelo, eu prometi ajudá-lo depois que você se tornasse rei.”

Lunaise perguntou.

Mesmo agora, sua expressão não mudara um pouco.

Essa era uma das razões pelas quais Johan sempre a amara e respeitara.

“Eu nunca esqueci aquela promessa. É por isso que vim até você.”

Se você não consegue carregar seu fardo sozinho, eu o dividirei com você.

Se você não consegue suportar toda a dor sozinho, então compartilhe-a comigo.

Afinal, você me tem.

Então… Johan, volte para mim!!

“Ah…”

Ele se lembrou de suas palavras.

Há muito tempo, ele realmente recebera aquela promessa dela.

Ela prometera ajudá-lo quando ele se tornasse rei.

Aquelas palavras de Lunaise então inspiraram o menino assustado.

“Ah ~~~~~~~~~~~!”

De repente… arrepios percorreram todo o corpo de Johan.

Um frio como água gelada correu por seus vasos sanguíneos.

A sensação lhe era familiar.

…Pare.

A raiva do Marionette King Or-Gaule infiltrava-se em seu corpo.

Ela se espalhava com o sangue para todas as partes do corpo, para cada célula, escravizando-o.

Devagar, sua mão, segurando o Golden Chariot, ergueu-se. O alvo era Lunaise.

…Por favor, pare…!

Suas memórias de matar Luke e os outros imediatamente reviveram em sua cabeça.

Um desespero avassalador subiu das profundezas da consciência.

Certo,

Naquela ocasião eu não pude fazer nada.

Não importava o quanto eu resistisse desesperadamente e chorasse.

Tudo é inútil.

Tudo é inútil.

Tudo é inútil…

Mas…

“NÃO OUSE TOCAR NELAAA!!!!”

No mesmo instante, a ponta de sua lança de guerra dourada perfurou Lunaise.

Seu corpo esbelto foi atravessado por ela.

Instantaneamente, uma enorme quantidade de sangue respingou sobre os escombros.

Mas…

“Ah…! Argh…!”

Todo aquele sangue não pertencia a Lunaise.

Johan era a fonte dele.

O ventre de Lunaise fora atravessado por sua lança.

Johan conseguira se libertar do controle do Marionette King no último segundo.

Ele puxara à força de si mesmo todas as cordas que penetravam profundamente em seu corpo e alma.

Antes que o Golden Chariot perfurasse o estômago de Lunaise e a matasse, ele transformara seu dispositivo em forma ilusória.

Mas o preço é alto.

Toda a sua carne fora dilacerada; devido a danos significativos nos órgãos internos e no cérebro, o sangue fluía em jorros de suas orelhas, olhos e outras aberturas.

Além disso, Lunaise também não deveria estar bem.

O fato de o dispositivo em forma ilusória não danificar o corpo é ótimo, mas ninguém cancelou a dor.

É difícil até imaginar a dor de ser perfurado por uma lança de guerra grossa e maciça.

A dor de quebrar a coluna seguida pela saída da lança pelas costas.

Não é de se admirar se ela desmaiasse instantaneamente do choque doloroso.

…Mas…

“…”

Apesar de o suor escorrer de sua testa, ela, sem mudar a expressão, suportou tudo em silêncio.

A dor de um ataque de dispositivo em forma ilusória é uma espécie de hipnose poderosa que afeta diretamente a mente e a alma.

Se você mostrar vontade e determinação fortes, pode permanecer consciente.

Foi exatamente isso que Lunaise fez.

Era importante para ela… devolver seu amado amigo de infância. Ela não queria que ele continuasse se destruindo.

Então Lunaise começou a se mover.

Sem se preocupar com a lança de cavaleiro que ainda a atravessava.

Ela se puxou ligeiramente para trás para se livrar dela.

E imediatamente apressou-se até Johan.

“Bem-vindo de volta, Johan.”

Lunaise abraçou cuidadosamente o gravemente ferido Johan.

“…Eu não consegui… proteger… ninguém! Ninguém…!”

O corpo de Johan, molhado de sangue, tremeu um pouco.

…Ele fizera tantas coisas ruins enquanto estava sob o controle daquele demônio.

Obviamente, ele continuaria a se culpar.

Mas Lunaise compreendia.

Que suas palavras de que não protegerá ninguém e não fizera nada eram uma mentira.

Afinal…

“Por que você diz isso? Você me protegeu e me salvou.”

Eu permaneci viva.

“…!”

“Agora acalme-se. Tudo ficará bem. Stella devolverá Kledland a você. Tenha certeza disso.”

Mas…

“Como Rei, você é obrigado a restaurar tudo, entende? Você pode fazer isso… Nós faremos o nosso melhor juntos. De agora em diante, eu sempre o apoiarei.”

“Ah…”

As palavras de que ela o apoiaria.

Os sentimentos inerentes a elas.

Combinados com as feridas e a perda abundante de sangue… a consciência de Johan não aguentou.

Sua mente começou a se desvanecer.

O corpo, que perdera as forças, inclinava-se contra Lunaise.

A garota permanecia imóvel e continuava a abraçá-lo com força.

Até a equipe de resgate da Liga chegar.

Ela nunca soltaria o corpo dele de suas mãos.

[Almeranto: Que cena foda cara, quase chorei nesse final pqp. Muito lindo esses dois.]

◆

A série de eventos que levou à derrota de Johan

Deixou o comentarista bastante confuso.

“O que tudo isso significa, isso é algum tipo de piada? Primeiro, um tapa forte no rosto de Stella-chan leva Johan para o outro lado da cidade. Depois Lunaise aparece de repente e leva um golpe direto de Johan com a lança…! Mas ela não derramou sangue, o que é quase um milagre… Mas Johan derrama sangue no lugar dela…

Como? Será que Stella-chan realmente dominou a lendária arte mortal de Hokuto Shinken!?”

[Almeranto: Referência ao mangá Hokuto no Ken (Punho da Estrela do Norte).]

Boomer não conseguia lidar com o choque.

O mundo inteiro sabia que Johan era o líder de um golpe de Estado em seu reino. Mas o fato de ele estar sendo manipulado pelo Marionette King permanecia oculto.

Apenas um punhado de pessoas interessadas estava a par.

Se a verdade real sobre a guerra atual fosse apresentada a todos, seria impossível evitar todas as calúnias e rumores, devido ao fato de os terroristas ainda não terem sido neutralizados.

A reputação da Liga e de Vermilion seria severamente danificada.

Por isso, medidas foram tomadas.

Boomer, responsável por comentar esta guerra, naturalmente não sabia de nada.

Mas, ainda assim, permanecia uma pessoa responsável.

“Não faço ideia do que aconteceu, mas julgando pelas imagens das câmeras, Lunaise não fez nada. Mas, mesmo assim, durante a ‘guerra’ Lucerna está fechada para todos! Todos, exceto os participantes, são tratados como pó à beira da estrada. Ei, organizadores, apressem-se! Tirem-na daqui antes que ela se machuque!”

Apesar das circunstâncias estranhas, ele imediatamente se recompôs e verificou nas câmeras se Lunaise cometera alguma violação das regras. Após tirar conclusões, deu instruções adicionais à equipe.

Lunaise, abraçando o inconsciente Johan, deixou Lucerna com a equipe de resgate.

Enquanto observava a figura dela se afastando no monitor, Astrea se lembrou de como Lunaise a ligara de repente na noite anterior.

“Luna-chan, você tem alguma conversa importante conosco~?”

“É muito incomum você ligar para a mamãe. Aconteceu alguma coisa?”

No final da noite, quando a festa chegava ao fim.

Astrea e Sirius, em resposta a uma chamada súbita de Lunaise, estavam na saída do parque central.

Como o funeral de Estado ainda não terminara, só eles estavam na saída.

Ela especificamente os chamara para um lugar quieto e isolado.

“…Haha-ue, Titi-ue.”

De repente ela baixou a cabeça.

“Sou grata a vocês por hoje, mas quero declarar algo. Eu, Lunaise Vermilion, renuncio ao trono.”

Em tom educado e formal, ela pronunciou palavras tão inesperadas.

“O QUÊ!?”

Naturalmente, Astrea e Sirius não conseguiram esconder a surpresa diante do anúncio súbito.

“O-o que tudo isso significa, Luna-chan!? Por que você de repente quis abrir mão de seus direitos ao trono…?”

Em resposta à pergunta de Astrea, Lunaise ergueu a cabeça.

“Enquanto vocês estavam com Chichi-ue, eu notei algo sobre Stella quando conversava com ela. Quem realmente merece ser o rei deste império? Que tipo de rei o povo precisa?”

Aquele incidente com Stella ocorrera quando uma torre de madeira estava sendo construída para a pira do funeral de Estado.

Então Lunaise exigira que as pessoas parassem de trabalhar e evacuassem urgentemente do império. Mas Stella não concordara com suas palavras e apoiara o direito do povo de permanecer no império. Os cidadãos ficaram muito felizes com isso e se animaram bastante.

…Talvez ela estivesse preocupada com o apoio da população.

Esses eram os pensamentos de Astrea.

“…Luna-chan. Claro, Stella é muito popular, mas eu não acho que você seja menos digna do que ela. Ser popular é ótimo, mas não é suficiente para se tornar rainha.”

Ela tentava persuadir Lunaise a reconsiderar seus pontos de vista.

“Eu compreendo suas palavras. Existe até um provérbio no Japão: quanto pior a criança, mais querida ela é.”

“Hmm, suas palavras foram duras~…”

“Mas é verdade. No entanto, não quero que pensem que renunciei ao trono por causa da má atitude do povo em relação a mim. Simplesmente…”

“Simplesmente…?”

“Eu vi como os habitantes de Vermilion se unem na luta pela sobrevivência da nação… Então pensei que eu também nasci e fui criada neste império… E este é o tipo de Vermilion de que eu realmente gosto.”

“Luna-chan…”

As palavras de Lunaise deixaram Astrea sem fala.

Afinal, Lunaise não é o tipo de pessoa que coloca as emoções acima da razão.

Ela sempre fora uma pessoa séria e responsável.

…Por isso, Astrea não queria aceitar sua renúncia ao trono.

Ela estava absolutamente certa de que não havia rei melhor para Vermilion do que Lunaise.

Seja por causa da cultura ou da forma de governo de Sirius, o povo neste país é tão irracional.

Sua recusa em evacuar na angústia do império não é lógica.

É por isso que a fria e racional Lunaise deve ascender ao trono para preencher as qualidades que faltam a Vermilion.

Lunaise deve ser detida, pensou Astrea.

Mas…

“Isso era de se esperar, certo?”

“!”

Sirius, que escutara Lunaise o tempo todo, abriu a boca.

“A razão pela qual você não consegue ficar neste império é Johan, certo?”

Lunaise imediatamente quis objetar.

Mas as palavras ficaram presas na garganta.

Talvez ela quisesse mentir.

Mas essa mentira não conseguiu sair com a voz dela. Em vez disso, ela expressou seus sentimentos reais que a dominavam.

“Eu quero estar perto de Johan…”

“Luna-chan…”

“Eu quero estar perto… quando ele mais sofrer…! Mesmo agora, eu quero me soltar e correr até ele! Eu compreendo que a Primeira Princesa deve viver e morrer por seu império… Mas eu já não consigo me controlar!”

“Então vá.”

“E…”

“Papai?”

Palavras inesperadas. Astrea e Lunaise, de olhos arregalados, fitavam Sirius juntas.

Elas não compreendiam a reação dele às palavras de Lunaise.

Afinal, até agora ele se opusera seriamente ao noivado de Stella.

No silêncio resultante, Sirius suspirou pesadamente.

“Luna. Você leva tudo a sério demais. Viver por este império e morrer por ele? Você realmente acha que esse é o dever da família real? Nosso povo não quer isso. Eles querem que você e Stella sorriam sempre… Eu também.”

Logo após suas palavras, ele se aproximou da Lunaise atônita, colocou a mão na cabeça dela e acariciou seus cabelos.

Sua ação poderia até ser chamada de rude.

Mas…

“Vá, Luna. Faça o que quiser. Faça o que precisa.”

“Titi-ue!”

Após um momento, Lunaise literalmente saltou no peito de Sirius.

“Obrigada por cuidar de mim até hoje… Eu te amo, Titi-ue…!”

Após essa conversa, Lunaise deixou Vermilion seguindo Stella e os outros.

Ela ia salvar Johan com as próprias mãos.

Certo. Além de seus sentimentos, ela não tinha capacidade de lutar.

Suas ações podem ser chamadas de imprudentes. Mas Lunaise não recuou.

Afinal, Luna-chan é uma verdadeira mulher de Vermilion.

Pensou Astrea.

Ela sempre pensara que Lunaise era como ela, mas sem dúvida não é.

Como em Sirius e em Stella, sangue quente e flamejante corre dentro dela.

“Estou tão feliz, papai.”

Lunaise conseguira salvar Johan com o calor de seu sangue.

Astrea olhou atentamente para Sirius, que estava ao seu lado. Ela queria compartilhar com ele a alegria pelos frutos da conversa de ontem.

“Por que ficar feliz? Agora vou ficar sozinho, mal consigo conter o choro.”

Sirius disse com uma careta de desagrado.

“Então você não deveria tê-la deixado ir, certo? Ou você permitiu que Luna renunciasse ao trono porque cedeu ao humor geral…?”

“E aí está. Eu me lembro de como Lunaise trabalhou duro desde a infância para se tornar uma governante digna no futuro. Mas ontem ela renunciou resolutamente ao trono. Depois de tudo isso, como eu poderia proibi-la?”

Sirius falou com um suspiro pesado.

Resmungando para si mesmo, ele se queixava.

“Como se diz, se você ama — deixe ir, certo?”

Olhando para a figura triste e infeliz de seu amado, Astrea tomou suavemente a mão de Sirius.

“Não se preocupe, papai. Ela disse que te ama.”

“Ah…”

◆

“Estou tão aliviada…”

Stella, observando Lunaise e Johan, soltou um suspiro de alívio.

Quando Lunaise a informara de que deteria Johan, Stella fora contra.

Mas Lunaise não recuara.

“Não sinta pena de mim. Uma pessoa importante está esperando minha ajuda. Não posso continuar sendo uma princesa fraca. Além disso, sou sua irmã mais velha.”

E ela salvara Johan.

Sem depender de nenhuma habilidade.

Luna-ane é incrível…

Não acho que algum dia conseguirei superá-la.

Stella continuou a observar enquanto Lunaise e Johan eram levados pela equipe de resgate.

Mas…

“…Agora é hora de eu agir.”

Pressionando os lábios, ela invocou suas Dragon Wings.

A luz fosforescente de suas asas de fogo flamejantes se espalhou por toda Lucerna.

A fosforescência é um tipo especial de magia de Stella.

Graças a essa magia, Stella é capaz de observar a cidade inteira.

Encontrei!

Um fio mágico, mais fino que a teia de uma aranha, envolvia toda Lucerna.

O reino inteiro de Kledland se tornara uma espécie de toca de aranha.

E no centro dessa teia gigantesca estava, sem dúvida, ele.

“O sofrimento de Johan, os numerosos assassinatos de pessoas… eu nunca te perdoarei por isso!”

Invocando Lævateinn, ela decolou.

Sua espada estava apontada na direção do inimigo.

Um enorme número de câmeras estava atrás dela.

“Stella-chan acabou de derrotar o líder da equipe inimiga, o ‘novo rei’ Johan! Que poder incrível! E agora mesmo ela está voando para o centro de Lucerna para apoiar seus camaradas! Desde o início da guerra, a equipe de Vermilion foi a primeira a esmagar dois oponentes da outra equipe! Esses louros pertencem a dois novatos promissores que inspiram confiança na confiabilidade da nova geração! O estado atual das forças é cinco contra três! Parece que os inimigos precisavam pensar com mais seriedade sobre o combate em equipe! E quanto aos outros participantes!? Vamos voltar ao jardim de rosas do palácio real.”

Instantaneamente as câmeras mudaram para uma imagem diferente.

O que estava acontecendo no jardim de rosas deixou o comentarista tagarela sem palavras.

• Almeranto: Enfim a guerra começou! E já tivemos resultados incríveis. E esse domingo serão DOIS capítulos de uma vez!

Deixe seu feedback!

Como é uma obra que estou fazendo sozinho, posso cometer alguns erros. Caso tenha algo a relatar, por favor, avise nos comentários!

Claro, caso estejam gostando, eu adoraria saber a opinião de vocês!

Fim da leitura

Capítulo 65.7 concluído

Volume 13 – Capítulo 2 – Capítulo 2: O Início da Guerra na Capital Real (parte 7)