A Senpai Coelhinha — Capítulo 76: Volume 15 – Posfácio

A Senpai Coelhinha
Cap. 76
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A Senpai Coelhinha

Volume 15 – Posfácio

Capítulo 76

749 palavras~3 min de leitura

O final de Bunny realmente me tocou.

Eu também via rostos no teto quando era criança.

A casa em que eu morava naquela época já não existe mais, mas eu gostaria de ter ido lá verificar se aquele rosto ainda estava lá antes de ela ser demolida.

Olhando para a minha própria vida, não acho que tive grandes problemas na adolescência, mas é possível que eu estivesse no olho do furacão e, objetivamente, tivesse vários problemas.

Às vezes, você pega filmes, romances e mangás que amava quando era adolescente e revisita já adulto, só para se perguntar por que aquilo mexia tanto com você. Acho que essa é uma das formas do “monstro no teto”.

Fico feliz por ter feito parte desta série.

Muito obrigado.

Responsável pela composição da série/anime e roteirista de Bunny Girl

Masahiro Yokotani

Palavras do diretor do Anime para o autor:

Não me lembro exatamente qual foi minha primeira impressão do garoto chamado Sakuta Azusagawa, mas, quando terminei de ler Rascal Does Not Dream of Bunny Girl Senpai, lembro que fiquei muito curioso sobre ele.

Eu gostei do jeito como ele se recusava firmemente a “ler o ambiente”. Olhando para meus próprios anos no ensino médio, eu não era tão direto quanto o Sakuta, mas lembro de me perguntar vagamente por que eu não conseguia simplesmente fazer o que todo mundo fazia. Alunos deveriam estudar, mas eu com certeza não fazia isso e só desperdiçava meu tempo. Acho que me identifiquei com a forma como ele se mantinha afastado da multidão.

Foi por isso que acabei me envolvendo tanto com Rascal — era meu trabalho, claro, mas também senti uma grande satisfação pessoal nos anos em que estive ligado à série.

Existe uma etapa na produção de qualquer anime chamada “quebrar o roteiro”, em que nos reunimos para discutir o desenvolvimento dos roteiros. Kamoshida esteve presente em todas essas reuniões, respondendo com entusiasmo às inúmeras perguntas que eu e o roteirista Yokotani fazíamos.

Ou seja, semanalmente, eu tive a chance de “entrevistar” Hajime Kamoshida pessoalmente. Tenho certeza de que qualquer leitor teria inveja disso. Esse processo era necessário — Rascal exige representações muito específicas e não permite ambiguidades, então precisávamos dessas conversas para recriar isso com sucesso na forma animada.

Era como se ele tivesse deixado um guia — na forma de um romance — sobre sua ascensão solo ao pico mais alto sem oxigênio suplementar, e a equipe do anime estivesse tentando seguir exatamente o mesmo caminho. Ele participava de todas as reuniões de roteiro, mas já tinha descido de volta à base da montanha enquanto nós ainda estávamos subindo. Era como se estivesse conosco e não estivesse, ao mesmo tempo. Um Kamoshida de Schrödinger.

Os romances de Rascal podem ter terminado, mas as vidas de Sakuta e Mai estão apenas começando.

O que eu tenho a dizer para Kamoshida agora que ele terminou de escrever sobre eles?

“Hajime Kamoshida-sensei, parabéns por concluir a série Rascal. Muito obrigado por trazer isso ao mundo. Você fez um ótimo trabalho.”

…é o que eu provavelmente deveria dizer, mas vamos ser sinceros. Isso não parece certo.

“Você deveria ter mostrado a lua de mel deles!”

Ou “Não, espera, o que vai acontecer com a Rio?” ou “O que a Tomoe vai fazer depois da formatura?” ou “A Nodoka também vai virar professora?” “A Kaede vai conseguir um emprego?” “E, ah, e a Miori?”

Nós somos leitores, e sempre queremos saber mais.

Eu sou um de vocês.

Diretor do anime de Bunny Girl

Souichi Masui

Palavras finais do ilustrador:

Isso já faz dez anos.

Nossa série anterior, Sakurasou, estava chegando ao fim, e eu estava encontrando o Kamoshida no bar de sempre quando ele começou a compartilhar ideias para uma nova série.

Ele tinha duas ideias e estava tentando decidir qual escrever. Não havia planos de me envolver na próxima série dele, mas uma das ideias — histórias de amadurecimento com um toque de ficção científica — pareceu muito boa, então eu disse que adoraria fazer a arte e que organizaria minha agenda para isso. Acabei me empolgando bastante.

Parabéns por concluir essa série. E ainda assim, como a garota da mochila, acabei ficando doente novamente, causando problemas para todos e preocupando todo mundo. Sinto muito por isso!

Mas foram dez anos realmente abençoados. Muito obrigado por ler toda a série!

Keji Mizoguchi, ilustrador

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Traduzido por Moonlight Valley

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Fim da leitura

Capítulo 76 concluído

Volume 15 – Posfácio