Abismo das Almas — Capítulo 87: CAPÍTULO 87 - 87 — Vitral de flores

Abismo das Almas
Cap. 87
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Abismo das Almas

CAPÍTULO 87 - 87 — Vitral de flores

Capítulo 87

706 palavras~3 min de leitura

Capítulo 87 — Vitral de flores

Abismo das Almas

Algures no Continente— Nas proximidades da floresta onde se encontravaRáy

As carruagens vindas deDiverlitese aproximavam, atravessando a intensa nevasca.

No topo de uma delas:

—Vílk(encolhido, se abraçando, tentando se proteger do frio): Trrr… Trrr… que frio! (batendo na carruagem) Ei,General, abre, senão eu vou congelar aqui fora! Vamos, abre!

—General Rodrick(se levantando, respirando fundo, fazendo uma aura amarelada surgir ao seu redor e projetando lentamente seu punho para o teto da carruagem): FAÇA SILÊNCIO.

A projeção de sua aura atravessa o teto da carruagem sem quebrá-lo, em direção ao queixo deVílk, que ao perceber rapidamente tenta se defender com a palma da mão envolta em uma aura vermelha e esverdeada.

—Vílk(se esforçando ao máximo para segurar a projeção doGeneral Rodrick): Eu não vou permitir! Você não vai conseguir… Arghhhhhh!

Vílkgrita e faz uma força física e mental para devolver a projeção aoGeneral.

—Vílk(suspirando aliviado e sorrindo): Haah… foi por pouco… hehe. (se levantando e gritando) Escute bem: eu vou entrar aí, nem que seja à força! (sacando sua espada e a levantando, preparando-se para perfurar o teto) Se prepare, pois aqui vou eu…

Vílkrespira fundo e tenta projetar sua aura na espada.Com esforço, ele consegue — a aura surge em forma de pequenas faíscas ao redor da lâmina.

—Vílk(descendo a espada): Arghhhh—

Vílké atingido por trás por uma projeção completa e dourada doGeneral Rodrick. Ele cai, e a aura doGeneralo envolve, fazendo-o atravessar o teto e cair dentro da carruagem, ao lado doGeneral.

—General Rodrick(voltando à meditação, pensativo): Hm… e não é que está ficando mais forte?

Na outra carruagem:

—Melory(olhando pela janela e vendo a floresta): Estamos quase chegando lá. Espero que não seja tarde demais.

—Rainha Lilith(com um livro velho, de capa escuro-esverdeada, em mãos): Nós vamos recuperá-lo. Vamos trazê-lo de volta a nós… nem que seja da pior forma.

—Melory(com a mão no ombro deLilith): Então está disposta a fazê-lo. Não se culpe por isso… é para o bem dele. Às vezes, precisamos usar métodos que não gostamos com as pessoas que amamos — mas isso é pelo bem delas. Lembre-se sempre disso,Lilith.

—Rainha Lilith(olhando paraMelory, a abraçando, deixando escapar lágrimas): O-obrigada,Melory… muito obrigada. O que seria de mim sem você? Me desculpe por tudo, me—

Melorya silencia com os dedos.

—Melory(limpando as lágrimas deLilithcom um pano): Acho que deveria guardar suas palavras para um momento mais especial, não acha? Hi…

—Lilith(com um leve sorriso): Você tem razão. As guardarei para um momento melhor. Devemos focar emRáyagora.

—Melory(sorrindo): Ficarei esperando.

??? — Em algum lugar por aí

DeylaneMeiyestavam desacordados em uma enorme catedral. Todas as paredes eram pintadas de branco, e à sua frente havia enormes vitrais que formavam o desenho de uma flor: caule verde, centro dourado, camada laranja ao redor e uma última camada vermelho-brilhante.

Após horas e horas…

MeiyeDeylanacordam.

—Meiy(coçando os olhos): Ahhh… o que aconteceu? Onde a gente tá? (recebendo a luz intensa do vitral) Uuuuuuuu… que incrível!

—Deylan(se espreguiçando e coçando os olhos): Uahhhhh… onde a gente tá? (olhando paraMeiye vendo sua expressão de admiração) O que foi? Por que você tá assim?(Sendo puxado porMeiy, que vira seu rosto na direção dos vitrais)— Wooooow… agora entendi. Isso é… uau!(Notando o desenho da flor)— Espera, aquilo é…? Será que aquilo é…?

—Meiy(admirada): Uma Flor de Fogo…

—Deylan(se levantando e puxandoMeiypela mão): A gente conseguiu! (rodopiando com ela) A gente conseguiu! Bom, eu acho que conseguimos chegar perto de encontrar o caminho dasRosas de Fogo!

—Meiy(enquanto rodopia, observando o sorriso deDeylane pensando): Ele está como estava antes daquilo, o Deylan que eu conheço a voz dele normal mas o que foi aquilo porquê a voz dele muda De repente não só a voz mas ele em si ele estava diferente.

Os dois param de rodopiar.Deylanolha para o vitral.

—Deylan(sorrindo): E então,Meiy, quer fazer as honras? Hik hik?

—Meiy(confusa): Como assim?

—Deylan(com a expressão levemente mais séria): Ué, vamos quebrar o vitral e ver o que tem do outro lado.

—Meiy(confusa): Por que não saímos pela… ué? (olhando ao redor)— Não tem nenhuma porta aqui. Que estranho…(Transformando o braço direito em um martelo)— Nesse caso,te-he-he, vamos criar a nossa!(Olhando paraDeylan) — Não quer quebrar também?

—Deylan(fazendo um martelo surgir em suas mãos): Mas é claro que quero!Hik hik!

Fim da leitura

Capítulo 87 concluído

CAPÍTULO 87 - 87 — Vitral de flores