Abismo das AlmasCAPÍTULO 91 - 91 — Por quê Meiy
Capítulo 91Capítulo 91 — Por quê? Meiy
Abismo das Almas
SyterseguravaDeylanpelos cabelos eMeiypelo pescoço, questionando-os se sabiam quem ele era. O silêncio parecia esmagar o ar, pesado e sufocante. Em meio a isso,Deylanestava mergulhado em seus pensamentos, lutando contra o próprio desespero enquanto procurava desesperadamente uma saída.
—Deylan(em seus pensamentos): Calma… calma… não tenho tempo para me preocupar, tenho que pensar em algo… ele é mais rápido que aquela mulher, muito mais, e não só isso… é bem mais forte também… ahhhh, o que eu faço? Não posso acessar minhas cartas, se tentar vou ser notado. Talvez eu devesse escapar… ganhar tempo… mas como?
EnquantoDeylanse afundava em suas próprias dúvidas,Meiyse enchia de fúria, seus pensamentos tomados por puro ódio e frustração.
—Meiy(em seus caóticos pensamentos): Maldito enlatado… estragou nosso grande momento! Ahhhh, eu te odeio!
Seu corpo tremia, mas dentro dela sabia que precisava se acalmar. Essa raiva sem controle só a levaria à ruína. Ainda assim, não podia evitar sentir o sangue ferver.
—Syter(em fúria, sua voz ecoando pela catedral): Repetirei só mais uma vez… sabem quem sou?
Meiy, ofegante, força um pensamento mais frio em meio ao caos.
—Meiy(pensativa, encarandoDeylan): Ahhh… não tem nada que eu possa fazer… ele é forte demais… mas eu posso ganhar tempo para… (olhando paraDeylan, sufocada) Você… s… sim, eu sei!
Syterdiminui o aperto em seu pescoço, curioso, encarando-a nos olhos como se quisesse arrancar as palavras de dentro dela.
—Meiy(olhando paraSyter, com um fio de sarcasmo): Você é… você é um estraga-prazeres… maldito enlatado.
A paciência deSyterse rompeu. Ele voltou a apertar seu pescoço com brutalidade, ergueu-a no ar e, sem piedade, a arremessou ao chão com violência. Em seguida, colocou o pé em sua cabeça e começou a esmagá-la contra o solo.
Ver isso deixaDeylanirritado e levemente preocupado mas não se deixa levar e se concentra em achar uma Saída dessa situação, ele não tinha como usar suas cartas sem ser notado por Syter então se quisesse lutar precisaria criar mas criar lhe custaria mais tormento que usar suas cartas o que o limitaria e privaria ele de suas estratégias.
—Deylan(em seus pensamentos, rosnando internamente): Mas que raios… por que você não se transforma em pedra, sua idiota?! Se esconde, foge daqui! Desse jeito você vai morrer…
Sytercontinuava pisoteandoMeiy, repetidas vezes, até fazê-la sangrar. O som dos ossos dela ecoava pela catedral, mesclado ao estalo do mármore se rachando sob seus corpos.
—Syter(pisoteando, sua voz carregada de dor e raiva): Isso dói, não dói? Pois é exatamente assim que ela se sentia… quando vocês dois, seus vermes, tiraram ela de mim! Mas eu não farei o mesmo… não, não… não devolverei na mesma moeda. Eu irei fazê-los sofrer! Sofrer antes de acabar de vez com suas miseráveis vidas! (olhando paraDeylan, exaltando-se) Você! Você que acabou com a vida dela… VOCÊ! Vocêeeeeeee!
Com um rodopio violento,SyterarremessouDeylancontra a parede da catedral. O impacto sacudiu o vitral inteiro, fazendo estilhaços caírem em cascata. Mas, no instante seguinte, a dor foi suavizada… porque um braço o amparava.
Meiy.
Mesmo quebrada, ensanguentada e com a cabeça latejando, ela esticara o braço para proteger as costas deDeylan.
—Deylan(sentindo dor, mas menos atordoado pelo gesto): Por quê…? Por quê está fazendo isso,Meiy?! (sendo deixado no chão) Por quê?! (gritando com a voz rasgada) POR QUÊ?! PORQUÊ VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO, IMBECIL?!
—Syter(olhando paraMeiyno chão ensanguentada): Saiba de uma coisa… (erguendo sua espada lentamente) eu poderia ter impedido esse seu movimento patético de salvá-lo. Mas percebi que havia algo melhor a fazer… melhor para mim. Para você… (descendo velozmente sua espada) é pior.
A lâmina cortou o ar com um som agudo, e em um instante o braço deMeiyfoi decepado. Mas, diferente deDeylan, nenhum grito ecoou. Nenhum som escapou. Nem reação. Apenas o silêncio absoluto.
Syterse abaixou diante dela, tentando sentir sua pulsação. Apenas encontrou o vazio.Deylannão conseguia compreender. Seus olhos estavam arregalados, a respiração falha. Ele não queria acreditar.
Até que…
—Syter(apontando a espada para a cabeça deMeiy, furioso): Como ousa morrer? Eu que deveria… (erguendo a espada) tirar… (descendo) sua vida!
E a lâmina perfurou o peito dela, atravessando-a como se fosse papel.
—Deylan(dando um soco em si mesmo, uma lágrima caindo): Vamos… faz algo… FAZ ALGUMA COISA! (rasgando a garganta) Não posso deixar que ele saia impune disso… não posso! Vou arrancar a cabeça dele, nem que seja a última coisa que eu faça!
Abismo — sala principal da caverna da figura nebulosa
—Skuldyr(rangendo os dentes horripilantemente): AíYgacho que dessa vez não há como afinal um deles está M.
—Figura nebulosa(olhando e sorrindo intensamente paraSkuldyr): Não seja que nem ele, dá uma chance a eles.
—Skuldyr(rangendo lentamente seus dentes): Que seja.
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