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Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio — Capítulo 56: CAPÍTULO 56 - 15 - A Moça Maltratada

Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio
Cap. 56
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Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio

CAPÍTULO 56 - 15 - A Moça Maltratada

Capítulo 56

1.211 palavras~5 min de leitura

Arco 2: Capítulo 15 - A Moça Maltratada

Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio

— Por aqui.

Dante, Rishia e Sherlock estavam descendo em uma escada. O trio tinha saído do escritório do detetive e foram em direção ao andar de baixo da delegacia.

“Onde ele está nos levando?”

“Para a área onde há presos no local.”

“Então o pessoal daqui prende pessoas nas delegacias? É, faz sentido de alguma forma.”

“Não só em delegacias, mas também existe uma prisão neste país.”

“Ah, é mesmo? Tudo bem então, apesar que isso não é nenhuma surpresa.”

Após descerem as escadas, eles chegaram em um local com pouca iluminação e sujo. O local tinha várias celas de prisão e havia pessoas dentro dela.

— Estamos quase chegando.

Sherlock falou, já que eles tinham parado por um momento ali. Depois disso, os três começaram a andar novamente, mas de repente, Dante sentiu algo escalando as suas costas e indo ao seu ombro.

— Mas o quê? Yuri?! Que cê tá fazendo aqui?

A raposa tinha aparecido no local repentinamente. O garoto não tinha visto se ela estava os seguindo quando saiu da hospedaria, na verdade, ele achava fortemente que ela estaria com Alice, mas não era esse o caso.

— Ahn? É a Yuri? — Rishia perguntou — Mas por que ela está aqui?

— Eu também queria saber…

— Isso é uma raposa? — Sherlock perguntou — O que ela está fazendo aqui?

— Desculpa, Sherlock. Não tinha percebido que ela nos seguiu.

Dante falou enquanto abaixava um pouco o seu corpo, e levava as suas mãos que estavam juntas em frente ao seu rosto, como um sinal de desculpa. Sherlock vendo isso, respondeu:

— Não se preocupe, não há nenhum problema. Mas admito, estou bastante surpreso.

Yuri saiu do ombro de Dante e foi para dentro do seu casaco pela gola, e botou a sua cabeça para fora do casaco.

— Vai me usar como um carro, Yuri?

Após isso, eles foram até uma cela onde havia um homem deitado no chão, dentro dela.

— Dante, esse daqui é um dos suspeitos. O senhor Spill Kim.

— Ah, nossa, que nome mais estranho.

O homem preso na cela se levantou do chão e falou:

— Quando vocês vão me soltar, hein? Seus bostinhas.

— Que língua mais afiada para um homem que já traiu a esposa.

— Como você…

O homem se calou repentinamente e estalou a língua.

— Ahn… por que, esse seria o maior suspeito?

— Ele esteve na maioria dos locais onde os crimes foram relatados, e parece que ele tem um histórico de sair com várias garotas e ser violento com elas.

— Ah.

— Podem botar a culpa de eu ser violento na minha esposa, afinal, é culpa dela — falou o homem enquanto deu de ombros diante a situação — Vai, vão lá encher o saco dela.

— Era isso que eu pretendia fazer, mas como a senhorita Rishia me disse que eu teria um ajudante temporário, e que ele seria um bom ajudante, tive que esperar mais um pouco.

Ao ouvir o que ele falou, o garoto ficou meio ansioso com a situação, e virou seus olhos pro lado.

— E afinal, mesmo que você não tenha relação nenhuma com os desaparecimentos das mulheres, você vai ser preso por violência doméstica.

— Mas que merda, já não disse que é ela que me faz fazer isso?

— Eu quero ver para comprovar. Mesmo que seja verdade, você atacou outras mulheres, não?

— Tsc.

Ao ver essa situação, Dante se perguntou se poderia falar algo relevante ali, mas esse pensamento dele foi rapidamente cortado.

“Ele está falando a verdade, mas não diria que seria relevante você opinar no momento.”

“Hã? O quê? Como você sabe que ele está falando a verdade, Sabedoria?”

“Eu sei quando alguém está mentindo.”

“Hm, vou confiar em você. Mas pelo que o Sherlock falou, acho que a gente vai se encontrar com essa tal esposa.”

“Também penso assim.”

— Então, pessoal. Vamos falar com a esposa deste homem.

falou o Sherlock, enquanto se dirigia para as escadas, que levavam para cima do local. Os dois concordaram e seguiram o detetive.

Eles saíram da delegacia, foi quando Dante percebeu.

— Ahn? Tá começando a nevar?

Caiu uma partícula de neve no ombro dele.

— Ah, é verdade. Que legal, adoro a neve.

Rishia falou com entusiasmo.

— Não percam o foco, estamos aqui para resolver um caso — Sherlock falou enquanto repreendia os dois — Vamos lá.

Após isso, eles andaram até chegarem em uma casa.

— Ugh!

O homem começou a chutar a porta da casa repentinamente, fazendo Dante se assustar um pouco.

— …! Ahn…

O garoto não teve muita reação perante aquilo e só perguntou:

— Ô, você pode fazer isso?

— Estamos em um caso criminal, e a porta estava trancada.

O homem falou, enquanto dava de ombros.

— Vo-Você nem verificou se a porta estava trancada!

De qualquer forma, já não importava mais a altura do campeonato, ele já tinha arrombado a porta. Eles entraram na casa — sem a permissão do dono — e começaram a subir uma escada.

— Tô me sentindo um criminoso, por invadir uma casa desse jeito.

Dante falou enquanto um calafrio dominava o seu corpo.

— É sempre assim quando o senhor Sherlock resolve alguma coisa… Melhor chamarmos isso deentrar em uma propriedade sem a permissão do dono.

— Não é a mesma coisa que invadir?!

— Mas é bem melhor do que falar que: arrombamos e invadimos uma casa…

— Os dois não calam a boca não? — Sherlock falou enquanto ficava irritado com o falatório.

Depois disso, eles chegaram no andar de cima, onde tinha uma mulher deitada na cama. Essa mesma mulher, vendo a presença dos três ficou assustada e acabou caindo na cama.

— Senhorita, estamos aqui para falar do seu marido.

Sherlock falou. Ouvindo isso, a mulher balançou a cabeça em forma de afirmação.

Após isso, eles desceram novamente e se sentaram nas cadeiras que tinham na parte da casa.

— O que você quer falar sobre o marido?

A mulher perguntou para o detetive a sua frente.

— Para começar, descobrimos que ele saía com outras garotas.

— Com outras…

— Exatamente. Pelo visto, você não sabia disso, né?

— …Não, e eu estou decepcionada… — ela falou, em seguida, pequenas lágrimas começaram a sair de seus olhos, e um olhar triste se manifestou — Então, era só isso?

— Não. Percebemos também que você queria tirar o seu marido da delegacia, por algum motivo, sendo que tinha várias provas que ele te maltrata, certo? Você poderia nos responder o motivo disso?

— …É que…

Ela ficou hesitante em responder a pergunta, talvez ela tenha passado por coisas horríveis e não queria responder… não era esse o caso.

— Pode demorar o tempo que quiser, podemos esperar.

— …É que quando ele agarra meu pescoço e me enforca, eu sinto muito prazer.

Todos ao ouvirem aquilo ficaram sem reação.

“Ahn…”

Dante ficou muito surpreso com essa resposta inesperada da mulher. A moça estava com uma cara de tarada quando falou aquilo, e aquela conversa fechou com chave de ouro quando a Sabedoria comentou:

“Ela está falando a verdade.”

“…Bem, cada um com seu cada um, né?”

Com isso, as suspeitas de violência doméstica acabaram sendo anuladas, já que a mulher gostava daquilo, e ela admitiu mais tarde que pedia para o seu marido fazer aquilo. Mas como ele fazia isso com pessoas que não eram a sua esposa, e essas pessoas o denunciaram, ele continuou preso.

Fim da leitura

Capítulo 56 concluído

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