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Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio — Capítulo 57: CAPÍTULO 57 - 16 - Limpando a Escrava

Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio
Cap. 57
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Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio

CAPÍTULO 57 - 16 - Limpando a Escrava

Capítulo 57

1.221 palavras~5 min de leitura

Arco 2: Capítulo 16 - Limpando a Escrava

Angel Black: Tentando Sobreviver Neste Mundo Sombrio

“Aff, que saco.”

Dante pensou, enquanto abria a porta da hospedaria.

“No final… esse caso não deu em nada. Pelo visto, aquela mulher é uma masoquista e o tal do Spill Kim não era alguém que maltratava a mulher de verdade… na verdade, maltratava sim, mas só porque ela pedia…”

O garoto começou a subir as escadas, ele estava indo até o segundo andar para chegar em seu quarto.

“O que você acha disso, Sabedoria?”

“Não sei dizer ao certo, mas não esqueça que o criminoso ainda está a solta. Então, não ligue muito para isso, pelo menos neste momento.”

“Tudo bem, só sinto que foi uma perda de tempo.”

O jovem estava achando que seu tempo inteiro foi consumido por causa de um acontecimento a minutos atrás. Mas Dante se esqueceu de um detalhe: uma investigação não começa e termina no mesmo dia. Precisa de bastante tempo para encontrar pistas e resolver algo do tipo.

De qualquer forma, ele teria que se preocupar com outro fato que assombrava a sua mente: ter que cuidar da escrava. Ele não sentia que era responsável o bastante para ter que cuidar de outra vida, já que ele tinha uma escrava, a vida dela estava nas mãos dele, literalmente.

Um escravo não podia desobedecer ou mentir. O dono poderia dar qualquer ordem para um escravo, e isso é fato. Se quisesse, o garoto poderia mandar a Freya se matar a qualquer hora, mas era óbvio que o Dante não faria uma ordem assim.

— Gente, cheguei.

O garoto entrou no quarto, e viu Alice correndo até ele.

— Que bom que você chegou, Dante. Agora, vá dar banho na sua filha, ela está fedendo.

— Não ouse falar uma asneira dessa novamente… E, como assim ela está fedendo?

— Não percebeu?

— Acho que nem prestei atenção nisso.

— …Não importa, ela precisa se lavar.

— Certo, certo. Mas como vou fazer isso? Tem algum rio por aqui, ou…

— Do que você está falando? Dá banho nela no banheiro.

Ao ouvir isso, o garoto deu um peteleco na testa de Alice, fazendo lágrimas saírem da garota.

— Ô, qual é o seu problema?

— Mas de que banheiro você está falando? Eu sei que tem um banheiro aqui, mas pode usar ele pra tomar banho?

— Estou me referindo aos banheiros que ficam nos quartos.

— Uh? Banheiros?

Dante ficou confuso com a afirmação da garota, ele não tinha visto nenhum banheiro no quarto.

Alice apontou para a parede, e o garoto viu que tinha algo estranho com a parede.

— Não me diga que…

Ele foi até a parede e viu que uma parte dela se movia. Dante empurrou a parede e viu um pequeno canto iluminado, tinha uma bacia e um saco no chão, além de ter duas toalhas penduradas na parede.

— Cê tá de sacanagem, uma passagem secreta?

O garoto ficou boquiaberto com a descoberta.

— Sério mesmo que você não sabia disso? — Alice perguntou enquanto coçava a cabeça — Eu tinha reparado nisso ontem, e tomei um banho hoje.

— Não… não tinha reparado.

— Como você achou que iria tomar banho?

— Um rio, banho público, sei lá.

O garoto entrou dentro do compartimento e viu a sacola que estava no chão. Ele pegou a sacola e abriu, em seguida, viu pedras peculiares dentro dela.

— Isso é!

Era uma pedra que vinha especificamente do Reino da sua amiga Alfrey. Ele percebeu que aquilo estava numa área para tomar banho, ligou os pontos e falou:

— Isso só deve ser uma pedra para deixar a água quente.

— Acertou!

Dante pegou uma por uma e pensou:

“Cara, a Alfrey está vendendo isso daqui, aqui?”

Dante pegou a bacia e levou para fora do compartimento e perguntou.

— Onde é que eu pego água?

— Lá embaixo. Mais especificamente atrás da hospedaria.

— Tudo bem, então.

O garoto desceu e depois de um tempo ele voltou, com uma bacia cheia d’água.

— Pronto.

Alice pegou uma das pedras que estavam na sacola, e jogou na bacia cheia d’água.

— Por falar nisso, Dante. Onde está a Yuri? Ela sumiu, ela está com você? — Alice perguntou, virando o seu rosto para o garoto — Ah, aí está você.

A raposinha Yuri botou a cabeça para fora da camisa de Dante, logo depois da súcubo fazer a pergunta.

— Tá bom. Ô, Alice, pega uma toalha fazendo favor? Quero cobrir o corpo da Freya.

A garotinha escrava estava sentada no chão. Como sempre, seus olhos estavam sem vida, e ela parecia triste.

— Aqui.

Alice entregou na mão do jovem uma toalha.

— Obrigado. Ei, Freya, vem cá, vou te dar banho.

A garota sem hesitar foi em direção ao Dante. Após isso, Freya estava dentro da bacia tomando banho, e estava usando a mesma toalha que Alice tinha dado para Dante, para cobrir a sua parte de baixo.

— Aí, sabia que ensopou toda a toalha?

— Se eu não gosto que as pessoas olhem as minhas partes, o mais justo seria o mesmo para ela. E, afinal, tem outra toalha ali.

— Hm…

— Por falar nisso, você usou algum potinho ou coisa do tipo para jogar a água em cima do seu corpo? Tem sabonete?

— Ah, calma aí.

A garota saiu da cama e foi para fora do quarto. Depois de algum tempo, ela voltou, junto dela; um sabonete, um pote, uma esponja e uma escova.

— Voltei!

— Onde você arrumou isso?

— Pedi pro dono, é pra limpar ela.

— Certo, valeu!

Depois de alguns minutos, o garoto acabou de dar banho nela, ele enrolou ela em outra toalha e falou:

— Pronto, acabei por aqui.

— Ahn, ô Dante…

— Que foi?

— O que ela vai vestir agora? As roupas dela estão muito sujas…

— Ih!

O garoto tinha esquecido disso, e era um problema, ele não poderia deixar a garotinha só de toalha para sempre.

— Bem, acho que você vai ter que gastar mais um pouco de dinheiro para…

— Não!

— O quê?

O garoto recusou a ideia dela rapidamente. Dante não estava querendo gastar dinheiro, e ele teve uma ideia, que na mente dele seria a melhor.

— Eu tenho uma ideia melhor, peraí.

— Uh…?

Ele tirou o seu casaco, deixando transparecer a sua camiseta preta, em seguida, ele botou o casaco na Freya, fazendo o corpo da garota se cobrir por completo.

— Pronto, resolvido!

— …Certeza que isso só foi um modo de você negar em emprestar dinheiro.

Depois disso, ele começou a pentear com a escova. Enquanto penteava, um cabelo que de início se mostrava bagunçado, se formou em um lindo cabelo liso.

— Oooh, seu cabelo é muito lindo!

— …Você acha?

— Claro!

Após um tempo, a noite chegou, e já era a hora de dormir. Dante se jogou na cama e bocejou. Depois de descobrir aquele compartimento, ele tomou um banho.

— Uh?

Ele virou pro lado, e viu a Freya deitada no chão, tentando dormir.

— Ei, o que você está fazendo?

— Uh…? Escravos tem que dormir no chão, né…?

— …Para com isso! Vem cá.

Ele pegou ela e a botou na sua cama. A escrava ficou sem entender a situação e muito surpresa.

— Se-Senhor…?

— É mais confortável, né?

Ao ouvir essas palavras, os seus olhos que pareciam tristes e mortos, ficaram com grandes brilhos de felicidade, e uma lágrima caiu de seu olho. Depois, ela falou o seguinte:

— Sim, bem mais confortável!

Assim, eles tiveram uma noite tranquila e um sonho feliz.

Fim da leitura

Capítulo 57 concluído

CAPÍTULO 57 - 16 - Limpando a Escrava