Aoharu Devil — Capítulo 13: Volume 2 – Capítulo 1 – Capítulo 1: Superamos o período Cretáceo

Aoharu Devil
Cap. 13
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Aoharu Devil

Volume 2 – Capítulo 1 – Capítulo 1: Superamos o período Cretáceo

Capítulo 13

3.134 palavras~14 min de leitura

Até pouco tempo atrás, minha vida era repleta de paz. Passava os dias contemplando o céu estrelado, admirando as estrelas brilhantes acima de mim. Não sabia seus nomes, as constelações… nada mesmo.

Apenas vivia meus dias.

Elas não contavam nenhuma história, apenas brilhavam intensamente. Sempre que as observava na tela do meu celular, admirava sua beleza. Era tudo e eu me sentia realizado.

Afinal, é impossível contar o número de estrelas e elas iluminam meu caminho de volta para casa…

No entanto, repentinamente, a minha vida rotineira e cotidiana mudou completamente, sem me dar nenhum sinal de que isso aconteceria.

Parecia que a estrela brilhante a incontáveis anos-luz de distância havia caído repentinamente na Terra. A luz que ela emitia era tão forte que eu não conseguia olhar diretamente para ela. A temperatura fez meu corpo inteiro queimar, enquanto a atração gravitacional virou minha vida de cabeça para baixo, mas a situação se estabilizou e agora eu estava orbitando com segurança ao redor daquela estrela.

O nome dessa estrela é Itou Ioka.

Por alguma reviravolta do destino, me tornei o exorcista encarregado de exorcizar o demônio que a possuía e por causa desse gatilho, para o bem ou para o mal, ela tem estado no centro da minha vida. Neste exato momento, ela estava sentada na mesa ao lado da minha. Ioka cruzou as suas longas pernas, exibindo as coxas deslumbrantes sob a saia, enquanto operava o smartphone com as unhas perfeitamente cuidadas e sensíveis.

— Ei, Aruha-kun. Dê uma olhada nisso.

De repente, ela me mostrou a tela do celular. Sua expressão, animada e desafiadora, me deixou desconfiado, mas mesmo assim verifiquei o que ela queria me mostrar. Lá, vi uma foto de Ioka caminhando pela cidade. A foto parecia ter sido tirada à distância e a descrição dizia:

“EU VI IOKA-CHAN HOJE! ELA É TÃO MAGRA QUE CHEGA A SER LOUCURA!”

Essa descrição deixava evidente que a foto havia sido tirada por um estranho que por acaso avistou Ioka. Isso me lembrou da época em que ela ainda estava possuída por seu demônio, o que a levou a transformar o desfile de moda em que participava em um mar de fogo apaixonado. Sendo a sobrevivente milagrosa daquele incidente, Ioka agora era o centro das atenções. Como o evento foi transmitido até o momento em que as chamas consumiram tudo, as imagens chegaram aos canais de notícias e ela se tornou a “Modelo em Chamas”.

No início, havia suspeitas de que o incêndio pudesse ter sido intencional, como um ataque terrorista, mas os resultados da investigação não conseguiram identificar a origem do fogo, razão pela qual tanto o local, quanto a marca, evitaram qualquer responsabilidade. Além disso, graças à resposta perfeita do estilista Tezuka Teruta e ao acompanhamento de Shimizu-san, empresário de Ioka, a situação acabou se acalmando.

Como ela se tornou famosa sem ser por sua própria intenção, havia o risco de rumores ruins começarem a se espalhar sobre ela, no entanto, sua ética de trabalho virtuosa e a luta de seu entorno a protegeram desse destino. Como as coisas tomaram esse rumo, muitas empresas queriam usar uma modelo tão popular quanto ela para tirar o máximo proveito disso.

Graças a isso, ela foi inundada com pedidos de trabalho e as pessoas postavam fotos regularmente nas redes sociais quando a viam. Sua fama estava definitivamente crescendo a cada dia.

Mas não tem nada de especial nessa foto… pra que Ioka quer me mostrar isso?

— Sim, com certeza é você, Ioka.

Ao ouvir minha impressão, ela franziu as sobrancelhas, como se não estivesse satisfeita com minha resposta.

— Eu sabia.

— O-O que você sabia?

— O fato é que, no dia em que essa foto foi tirada, passei o tempo todo no estúdio para uma sessão de fotos. Eu não estava andando por aí até o sol se pôr.

— Hã? Ah, então... Espere! Agora existem duas de você?!

Fiquei chocado com essa revelação repentina, mas, a julgar pela reação dela, eu estava errado.

— Do que é que você tá falando? Não tem como ser isso… — ela suspirou enquanto balançava a cabeça e explicava — Essas roupas são da edição da ABBY do mês passado. O cabelo dela parece o mesmo e mesmo que eu não consiga ver o rosto dela diretamente, a atmosfera que ela transmite me faz pensar que a maquiagem combina com a minha. Provavelmente alguém está tentando me copiar.

— Ah, faz sentido.

Esse deveria ter sido meu primeiro pensamento. Não posso culpá-la por me olhar como se eu fosse um idiota.

— E, no entanto, parecia comigo aos seus olhos, certo?

— Eh? Bem, é que...

— Então você não consegue nem me diferenciar de uma mulher qualquer? — ela me lançou um olhar severo com uma acusação horrível e depois zombou — Bem, tudo bem. Minha fama continua crescendo a ponto de agora ter pessoas me imitando. Por favor, comemorem. — disse ela, enquanto inflava o peito para mostrar um sorriso confiante.

— Você está parecendo uma general de um reino em guerra agora. Mas… você não disse algo como “Apenas copiar um modelo não é bom o suficiente” um tempinho atrás?

— Isso é isso e aquilo é aquilo. Estou genuinamente feliz se há pessoas que querem ser como eu.

— Sim, depois do que aconteceu…

— Sabe, eu estive pensando. Eu deveria me esforçar com o objetivo de colocar o mundo inteiro na palma da minha mão.

— Agora você é a Imperadora da nova ordem mundial.

Ioka continuava sendo a mesma Ioka, mesmo depois que o demônio foi exorcizado. Mas, é claro, algumas coisas continuam mudando.

— E com isso decidido, vamos comprar roupas masculinas juntos da próxima vez.

Mesmo agora, eu estava bastante mobilizado por suas ações, assim como quando ela ainda estava possuída.

— Sim... Ei, por quê?

— Porque você tem que experimentar todos os tipos de roupas, Aruha-kun.

— Experimentar? Eu?

— Quando eu vi você usando aquele terno, percebi. Eu ainda não entendia muito sobre roupas masculinas. Então, se eu estudasse sobre roupas masculinas, cuja lógica funciona de maneira completamente diferente da moda feminina, eu poderia usar esse conhecimento para aprimorar minhas habilidades em troca. E, para isso, preciso de um corpo masculino que ofereça muita liberdade em relação às roupas que pode usar.

— Então meu corpo se tornou material de referência gratuito para você?

— Tudo bem, eu entendo. Eu também permito que você me acompanhe quando eu experimentar roupas novas. É importante aprender mais sobre as impressões do corpo do sexo oposto. E poder me ver de perto certamente melhorará sua visão também. Não vejo nada além de benefícios para você. É uma satisfação tripla.

— Só vejo um lado saindo ganhando aqui.

E de quais três partes estamos falando?

Naquele dia, prometi a Ioka que sempre olharia para ela. Claro, era necessário exorcizar o demônio E, para ser justo, tanto ela quanto o demônio se beneficiaram com isso.

Mas e eu?

Mesmo com o demônio fora do caminho, continuei orbitando em torno da estrela chamada Ioka. Sua atração gravitacional permaneceu forte o suficiente para permanecer no centro da minha vida atual. Eu usava principalmente meu smartphone para manter contato com ela e até marcava seus eventos e compromissos no meu calendário. Para qualquer lugar que não fosse o trabalho, ela me levava junto.

Ainda não sei se isso é bom ou ruim.

No entanto, sempre que estava com ela, era recebido por uma ampla gama de emoções estranhas. Uma sensação agradável de me encaixar perfeitamente, uma sensação de alívio. Como se aquela certa coisa estivesse exatamente onde deveria estar. Eu tentava ao máximo não olhar para trás para esses sentimentos. Porque, sejamos honestos, não muito tempo atrás, eu sempre a vi como uma estrela deslumbrante que brilhava no céu noturno. Algo que nunca deveria entrar em contato comigo.

Então, usar essa situação a meu favor... Isso simplesmente não me parece certo.

Eu não queria ser tão egoísta e confiar na conveniência, no entanto, Ioka continuou agindo como se nada tivesse acontecido, dirigindo no seu próprio ritmo, como antes.

— Sou uma profissional, então é claro que tenho dinheiro suficiente guardado para fazer essas coisas.

— Isso soa muito convincente por algum motivo.

— Né? Então, vou apenas pagar pelo seu corpo.

— Você não poderia ter dito isso de forma pior, mesmo que quisesse.

Eu estava pensando que talvez não precisasse tentar ser tão admirável ao lidar com aquele tiranossauro quando, de repente, a loba apareceu.

— Rosy sabe disso! É que nem os empréstimos no mercado negro, certo?

Ela sentou-se sob mesa como se estivesse em casa, o que enfatizava o comprimento de suas pernas e sua altura. Seu cabelo era tão brilhante que parecia quase translúcido, enquanto seus olhos azuis brilhavam com um desejo saudável de pregar algumas peças, como uma criança faria.

— Quem está emprestando dinheiro no mercado negro!?

— Assustador! Você provavelmente veria Rosy no inferno se isso significasse que você poderia cobrar sua dívida.

— A culpa é sua por não devolver o que me pertence.

— Sim, mega assustador! — Rosy riu de forma exagerada.

Sabendo sobre o passado delas e que sempre estiveram em conflito, esse tipo de conversa que se desenrolava diante de mim era como uma discussão saudável entre amigas. Na verdade, desde todo o incidente no show, as duas se tornaram boas amigas. Elas também são kouhai e senpai na mesma agência, então acho que esse tipo de relacionamento é muito mais normal.

Embora Rosy tenha aparecido muito na nossa divisão do ensino médio ultimamente.

— A propósito, desde quando você está ouvindo, Rosy?

— Desde que vocês dois estavam falando sobre sair para um encontro.

— Não teve nenhuma conversa desse tipo! — Gritei sem nem pensar duas vezes.

— Então Rosy vai com vocês!

— O que você está dizendo?! Não, você não pode vir com a gente!

— Hã? Mas vocês não falaram sobre satisfação a três? Isso significa que nós três podemos ser felizes, certo? Rosy sabe disso!

— Mas isso não inclui você!

— Rosy também quer estudar roupas masculinas. E você não tem o direito de monopolizá-lo.

— Eu o encontrei primeiro! Você perdeu a oportunidade!

— Mas ele nem é seu namorado.

— Esse não é o problema aqui...

— Então um peixe? Ah, talvez seja um caranguejo agora? Como no Pesca Mortal?

Ela estava começando a criar seu próprio cenário na cabeça, então eu queria pelo menos dar minha opinião, mas...

— Hm...

De repente, todos ouvimos uma voz fraca, então nos viramos em uníssono na direção de onde ela vinha. Lá estava uma colega de classe minha, carregando um grande violão nas costas, com um sorriso constrangido no rosto. Seu cabelo tingido se destacava como o sol, como sempre, e as lágrimas que brotavam de seus olhos eram como inúmeros piercings.

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— Miu, desde quando você está aí?

— Hm... desde que você começou a falar sobre roupas masculinas?

— Por que você também está aqui desde o início?

— Desculpe, você estava ficando tão animada que não sabia se deveria interromper vocês. E ela está sentada no meu lugar também… — Miu apontou relutantemente para a cadeira em que Ioka estava sentada, ainda com as pernas cruzadas.

— Desculpe, vou abrir espaço imediatamente. Rosy!

Ioka entrou em pânico ao se levantar, dando um tapinha nas costas de Rosy para empurrá-la para fora da mesa, no entanto, Rosy não se moveu nem um centímetro.

— O quê?

— Não me venha com “O quê”, tá bom?!

Eu me senti como se estivesse assistindo a um pai repreendendo seu filho por dormir demais. Enquanto isso, Miu mostrou outro sorriso de desculpas, enquanto acenava com as mãos para a esquerda e para a direita na frente do peito.

— Não, não, tudo bem! Fique à vontade. Desculpe incomodá-la, eu tenho que ir para a sala do clube mesmo.

— Viu, Ioka! Miu disse que está tudo bem.

— Acho que você deveria esquecer as roupas e começar a aprender mais sobre conduta.

— Baaah!

— Mais uma vez, não quero ouvir nenhum “Baaah”, ok?

— Desculpe, Ioka-chan. Está tudo bem, sério.

Miu olhou para Ioka e Rosy com uma expressão preocupada, apontando para sua mesa mais uma vez.

— Mas você poderia pegar meus palhetas para mim? Elas estão dentro de uma latinha.

Ioka fez o que lhe foi pedido e olhou debaixo da mesa, de onde tirou uma latinha prateada.

— É essa?

— Sim, obrigada.

Miu pegou a lata e a guardou no bolso do moletom.

— Você está ensaiando para o festival cultural?

— Hã? Ah, sim. O clube de música vai fazer um show ao vivo. Estou ensaiando com os outros senpais agora. — ela sacudiu gentilmente a bolsa com seu violão enquanto murmurava para si mesma.

O festival cultural da nossa escola Sakamaki High School era famoso por ser um pouco... peculiar.

A escola é de alto nível, mas respeita totalmente a liberdade dos alunos. Também se poderia dizer que a escola fica fora da maioria dos assuntos. E esse festival não é exceção. Nenhuma das turmas foi solicitada a preparar nada para mostrar, e você nem mesmo tinha a obrigação de participar. Aqueles que tinham planos podiam entregá-los e pedir permissão, e o comitê executivo, composto por voluntários, distribuía o orçamento. Apenas aqueles que queriam fazer algo participavam ativamente do festival. É muito lógico, embora um pouco árido.

Como resultado, apenas um pequeno número de participantes recebia um orçamento enorme para o que quer que estivessem planejando, o que resultou em eventos bastante peculiares na maioria das vezes, já que muitas vezes estavam relacionados a hobbies e coisas do gênero. Em troca, a qualidade de cada programa era incrivelmente alta, mas, por outro lado, não havia aquele sentimento de união como nas escolas normais. Basicamente, nosso festival cultural era polarizador. Tínhamos um pequeno número de alunos preparando algo, e a maioria dos alunos apenas assistia sem se envolver.

É claro que minha posição é óbvia.

Mas é também por isso que fiquei um pouco surpreso ao saber que Miu prepararia algo para o festival com seu clube. Ela adora rock, faz parte do clube de música e tem uma aparência chamativa. No entanto, como se para trair isso, ela odeia ficar na frente das pessoas e ser o centro das atenções mais do que qualquer outra coisa.

— Sério?! Você vai participar de um show no festival?!

No entanto, Rosy não tinha nenhuma dúvida sobre esse fato, pois a palavra “show” fez seus olhos brilharem.

— Quer dizer, é mais ou menos isso, mas também não é. Comparado com você ou com a Ioka-chan, não é nada para se gabar...

— Mas a Rosy gosta muito de rock! Ela com certeza vai ouvir você tocar.

— Ah, não precisa. Só estou tentando criar uma ótima lembrança, nada mais.

— Isso parece maravilhoso. Vou dar uma olhada se tiver tempo.

Com a voz de Ioka, pude ver as sobrancelhas de Miu se contraindo. Sei que posso ser bastante burro quando se trata dos relacionamentos das outras pessoas, mas mesmo assim, pude sentir claramente a tensão entre Miu e Ioka. Não acho que Ioka aja de forma diferente quando Miu está por perto, mas ela, por sua vez, parece tensa sempre que está com Ioka. Isso me lembra um pequeno animal se escondendo enquanto o grande tiranossauro está por perto. É claro que não voltamos milhões de anos no tempo, então não queria que Miu realmente sentisse medo da garota, mas não sabia se deveria ser eu a dizer algo às duas.

— Deixando isso de lado, nós duas devemos voltar agora.

— Aff, tudo bem. Mas Rosy está ansiosa pelo show, Miu!

Ioka era muito mais perspicaz do que eu, sempre prestando atenção ao que acontecia ao seu redor. Dava para perceber que ela estava tentando ser gentil com Miu quando sugeriu que ela e Rosy fossem embora. Bem, acho que Rosy simplesmente não se importa com o que está acontecendo ao seu redor, em vez de ser burra.

— Haha... Não fique muito animada.

— Vejo você depois da aula, Aruha-kun.

— Sim, mais tarde.

Despedi-me do tiranossauro e do lobo e virei-me para Miu. Ela tinha uma expressão complicada no rosto, olhando para as costas deles.

— E aí. A Miu está por aí?

Eu não sabia o que dizer a ela quando um garoto chegou à sala de aula. Um de seus olhos estava coberto pela franja e o outro parecia caído. Sua aparência lhe dava um ar um tanto sombrio, mas sua voz era cheia de vigor. Ele era relativamente alto, mas parecia frágil. Eu também pude ver imediatamente seus caninos. Ele me lembrou um tubarão, por algum motivo.

— Ah, Umi-kun. Desculpe, esqueci minha lata de picolé.

— Quem é Umi-kun, hein? Você não pode pelo menos me chamar de Senpai até eu me formar? — o garoto deu de ombros e suspirou.

A julgar pela conversa deles, ele poderia ser um veterano do clube de música leve dela. E como ele veio procurá-la, aposto que ele é membro da banda dela. Ele também carregava um estojo grande que provavelmente cabia sua guitarra, mas parecia maior do que o de Miu. Deve ser o baixista, então. Mas, imaginando-os lado a lado, eles pareciam combinar bem.

— O rock não tem limite de idade. E chamá-lo de Kai-senpai faria com que soasse como algum prato de frutos do mar.

— Parece delicioso também, mas eu gosto mais de ovas de salmão.

— Ninguém perguntou isso a você.

— Embora eu concorde, gostaria que meus pais tivessem escolhido um nome melhor do que Kawaguchi Kai. Pareço um relevo geográfico.

— Melhor do que ‘Miu’ com a chuva. Parece tão úmido.

— Sério? Ah, sim, acabei de passar pela Ioka-chan no caminho para cá. Cara, ela é tão fofa. E ela cheirava muito bem.

— Isso é nojento, Umi-kun.

— Cala a boca. O que é fofo é fofo, não tem jeito.

— Acho que é verdade.

— De qualquer forma, temos que ir para o treino. Não temos muito tempo até o festival. Desculpe pela intrusão!

— Até mais, Aruha.

— Sim, boa sorte com o treino.

Eu dei o comentário padrão que você sempre ouve e os vi se afastando. Eu ainda estava um pouco preocupado com a atitude dela mais cedo, mas não era como se eu tivesse uma pergunta concreta em mente. Seja Ioka, Rosy, Miu, Kai…

quero dizer, Umi-senpai…

Todas elas vêm e vão como uma tempestade, espalhando folhas caídas por toda parte. Quando fiquei para trás, sentei-me à minha mesa e suspirei. Sentia-me exausto com todo esse bombardeio de informações, então me recostei na cadeira e olhei para o teto.

Supondo que as coisas nunca voltariam a ser como eram antes de toda essa história com o demônio, então talvez esses dias reconfortantes que estou vivendo agora também possam um dia me deixar para trás. Assim como quando os dinossauros foram extintos com a chegada dos mamíferos. De repente, senti meu smartphone vibrar. Olhando para a tela, vi que tinha recebido uma mensagem de Ioka.

Não se esqueça da nossa promessa depois da aula hoje.

Deixa pra lá. Vou pensar apenas no dia de hoje. E assim que fechei os olhos, o sino tocou como um sino da tarde.

Fim da leitura

Capítulo 13 concluído

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