As Multiplas Faces de Victoria — Capítulo 11.3: Volume 1 – Capítulo 8 – Capítulo 8: As Cicatrizes de Victoria (parte 3)

As Multiplas Faces de Victoria
Cap. 11.3
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As Multiplas Faces de Victoria

Volume 1 – Capítulo 8 – Capítulo 8: As Cicatrizes de Victoria (parte 3)

Capítulo 11.3

1.563 palavras~7 min de leitura

Sol: A cara da Vicky vale mais que mil palavras, kkkkkkk. | Moon: A da Nonna… A DA NONNA KAKAKAKAKA (Se ela pudesse, ah se ela pudesse). | Sol: Nonna 100% putassa.

— Claro, Vossa Alteza.

A Condessa Eva nos mostrou uma sala de estar. Os cavaleiros do Príncipe Cedric a inspecionaram brevemente e então se retiraram. O Mestre Clark espiou pela porta, mas Nonna pegou sua mão e o puxou para longe. Ela se virou e olhou feio para o príncipe na saída, no entanto. Então foi a vez do Mestre Clark pegar a mão dela e puxá-la para longe.

Por que ela estava olhando feio para ele?

— Vim aqui hoje para me desculpar com você. Não é de admirar que você tenha respondido da maneira que respondeu. Quando uma mulher é abordada dessa maneira, ela não tem como saber o que a outra pessoa fará com ela.

Eu não tinha certeza de qual era o propósito dele me dizer isso, então apenas esperei em silêncio que ele continuasse.

— A verdade é que estou curioso sobre você desde que soube que foi você quem nocauteou o homem no baile.

— Desculpe, mas não fui eu.

— Ha-ha-ha. Entendo. Mas você foi bastante forte quando me enfrentou.

— O capitão da Segunda Ordem dos cavaleiros me disse que você se machucou em uma queda.

O Príncipe Cedric sorriu de forma constrangida. — Por favor, não tire sarro de mim assim. Vim aqui para me desculpar sinceramente com você. Sinto muito. Por favor, aceite minhas mais profundas desculpas. — Ele colocou as mãos no colo e fez uma reverência profunda para mim.

— Vossa Alteza, por favor, pare. Não passo de uma plebeia de outro país. Por favor, levante o rosto.

— Você vai me perdoar, então?

— Sim, claro.

— Bom! Jeffrey não me deixa nem chegar perto de você. Por favor, não conte a ele que o visitei hoje. Eu simplesmente não me sentiria bem sem me desculpar com você.

O capitão estava certo; o príncipe não era uma pessoa má. Que bom que não quebrei seus braços e pernas. Na verdade, contanto que ele não fizesse nada contra mim, eu não tinha animosidade em relação a ele.

— Tenho um favor a pedir a você — começou o príncipe. — Você me treinaria em artes marciais? Prometo que será generosamente recompensada.

— Desculpe, mas não.

— Você não acha que está ansiosa demais para recusar? Por quê? Você me perdoou, não foi?

Talvez eu precisasse ser clara com ele neste ponto.

— Se alguém descobrir que estou treinando o senhor em artes marciais, vão se interessar por mim. E quando as pessoas descobrirem que uma mulher na casa dos vinte está treinando o senhor, vão dizer: "Quero ver do que ela é feita também!" e então as pessoas vão começar a aparecer. No momento, gostaria de me concentrar no meu trabalho e em criar minha filha. Não tenho tempo para mais nada.

— Prometo que farei com que ninguém descubra. Apenas uma hora por semana. Por favor.

Ele está positivamente obcecado por treinamento.

— Alguém em sua posição não preferiria ter alguém forte ao seu lado em vez de aprimorar suas próprias habilidades?

— Então você ficará ao meu lado?

— Absolutamente não. Não.

— Viu?

Eu caí na gargalhada. "Viu" de fato!

Continuei recusando o príncipe até que ele finalmente disse: — Tudo bem. Voltarei quando achar que você mudou de ideia! — com um sorriso alegre, e então foi embora. Que teimosia viu, pensei. Nunca conheci alguém tão entusiasmado com treinamento antes.

A Condessa Eva me bombardeou com perguntas sobre a visita do príncipe, mas eu as esquivei vagamente e disse: — Ah, ele só queria falar sobre o capitão — e então Nonna e eu fomos para casa. Não era exatamente uma mentira. Eu disse a mesma coisa à Condessa Yolana. Certamente não podia contar a verdade completa.

Houve uma batida na porta depois do jantar. Imaginando quem poderia ser, ouvi a voz do capitão.

— Sou eu, Jeffrey.

— Vicky! É o Jeff! — Nonna parecia radiante. Ela correu para abrir a porta. Lá estava o capitão, de uniforme. Sempre pensei que ele parecia ainda mais bonito de uniforme.

— Boa noite, Capitão.

— Victoria, ouvi de um membro da guarda real no castelo que o Príncipe Cedric foi visitá-la. Ele foi mesmo?

Ele já descobriu, Vossa Alteza, pensei com uma risada interior.

— Sim, isso mesmo. Ele me pediu para treiná-lo em artes marciais.

— E o que você disse?

— Disse não.

— Pensei que tinha deixado claro que ele não deveria chegar perto de você! Agora vou realmente treiná-lo amanhã. Conheço o príncipe desde que ele tinha três anos, e ele sempre foi teimoso como uma mula. Ele tem vinte agora; você pensaria que ele teria aprendido a lição. Mas ele só se interessou por treinamento, então suponho que todos simplesmente aturaram.

Preparei silenciosamente uma xícara de chá e cortei algumas fatias de bolo de manteiga com nozes assadas dentro. Coloquei os pratos sobre a mesa. Eu acabara de assar o bolo no dia anterior, então ainda estava úmido e tinha um sabor ainda melhor hoje.

— Victoria?

— O senhor é um dos cavaleiros do rei. Não posso pedir que faça isso por mim.

— Mesmo assim...

Se o capitão tentasse deter o príncipe de se aproximar de mim, isso acabaria causando problemas para o capitão e sua família. Eu não queria isso. E se isso acontecesse e o capitão se afastasse de mim? Imaginar isso fazia meu coração doer.

— Só há tanto que posso pedir que o senhor faça por mim, Capitão. Ficaria arrasada se as coisas dessem errado depois que eu pedisse um favor e o senhor se afastasse de mim. Continuarei recusando o príncipe, então, por favor, não se preocupe.

O capitão se levantou. Ele caminhou até mim e olhou em meu rosto com preocupação. — Eu nunca me afastaria de você.

— Posso cuidar dos meus assuntos sozinha. O senhor já fez muito para me ajudar, mas posso administrar por conta própria. Então realmente não precisa se preocupar.

— Vicky, você está brava com alguma coisa?

— Não estou brava com ninguém. Não se preocupe, Nonna.

Tentei manter minha voz baixa, mas isso assustou ainda mais Nonna, que tinha lágrimas nos olhos.

Sorri para Nonna e afaguei sua cabeça para tranquilizá-la. O capitão colocou um braço em volta de Nonna e o outro braço em volta de mim, puxando-nos ambas em sua direção.

— Tudo bem, entendo. Então pare de me dar esse sorriso triste. Você não vai me dizer do que tem medo, Victoria?

Não respondi; em vez disso, confortei Nonna, que começara a chorar, e a carreguei para seu quarto e a acomodei na cama. O capitão esperou até que eu terminasse.

— Não posso dizer ao senhor do que tenho medo, Capitão. Desculpe.

— Entendo. Sei que você tem suas próprias preocupações. Desculpe por ter forçado meus sentimentos sobre você.

— Não, eu que peço desculpas. Gostaria de beber um pouco de vinho comigo?

— Sim, adoraria.

Vinho tinto combinava perfeitamente com bolo de manteiga com nozes.

🃁 🂡 🂱 🃑

Sentamo-nos juntos, bebendo vinho em silêncio e comendo o bolo. Eu assara as nozes até ficarem crocantes; elas estalavam quando eu as mastigava. Isso me lembrou do bolo de nozes que minha mãe costumava fazer quando eu era pequena. Só morei com ela por oito anos, então minha memória de seu rosto e voz agora era bastante fraca, mas ainda me lembrava vividamente do bolo que ela fazia para mim.

— Há muito tempo, minha noiva nunca vinha a mim para nada importante — disse o capitão. — Talvez meu desejo de proteger as pessoas próximas a mim seja simplesmente forte demais.

— O senhor... o senhor tem uma noiva? Tem certeza de que deveria estar aqui?

— Ela faleceu. Ela tirou a própria vida há dez anos. Não pude salvá-la.

— Ah... Entendo... Não fazia ideia de que isso aconteceu com o senhor.

Isso deve ter sido insuportável para alguém tão protetor, com um senso de dever tão forte. Agora fazia sentido por que ele não saíra com uma mulher por dez anos.

— Sinto muito por fazê-lo falar sobre algo tão doloroso.

— Já passou. Não há razão para você se preocupar com isso.

Eu queria mudar de assunto. Tinha que fazer isso.

— Alguém me disse recentemente que não sei como uma conversa normal deveria ser. Suponho que há muitas coisas sobre as quais não tenho ideia — admiti.

— Quem lhe disse isso?

— Alguém que o senhor não conhece. O dono de um pub que frequento.

Ele pareceu surpreso. — Você vai a pubs?

— Sim, apenas quando Nonna está na residência principal. Pode parecer bobo, mas vou lá quando quero ficar sozinha entre outras pessoas.

A pausa na conversa me deixou ansiosa, então continuei tagarelando.

— Posso visitar esse pub com você algum dia? — perguntou ele.

— Só paro lá para algumas bebidas e depois vou direto para casa. Prefiro ir a outro lugar com o senhor.

Zaharo sabia demais sobre mim, então eu não queria que ele conhecesse o capitão.

— Se você estiver disposta a treinar artes marciais, pode treinar comigo. Sou mais forte que o príncipe.

— De jeito nenhum.

— Por que não?

— Quando treino, meu cabelo fica todo bagunçado e eu suo. Devo parecer terrivelmente assustadora também. Não quero que o senhor me veja assim.

—:D"> Isso significa que eu sou alguém por quem você quer parecer bem, então?

— ……

Responda essa pergunta você mesmo, Capitão.

Traduzido por Moonlight Valley

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Fim da leitura

Capítulo 11.3 concluído

Volume 1 – Capítulo 8 – Capítulo 8: As Cicatrizes de Victoria (parte 3)