As Multiplas Faces de VictoriaVolume 1 – Capítulo 3 – Capítulo 3: Nosso Primeiro Piquenique
Capítulo 4⟡ ⚜ ⟡
Jeffrey Asher estava se preparando para ir à festa de aniversário de seu tio. Seu tio era o irmão mais velho de sua mãe, e um historiador.
Quando ele entrou na sala de estar, seu irmão, Edward, o abordou.
— Aparentemente, o Tio tem uma nova assistente que parece fazer de tudo. A Eva não parava de falar sobre ela. Não só é poliglota, como também é habilidosa nos trabalhos domésticos. Ela não poupou elogios à garota e até mencionou que adoraria contratá-la para sua própria casa, mas está reprimindo a vontade.
— Entendo.
Sinceramente, Jeffrey não tinha muita simpatia por seu tio.
Sabia que sua prima Eva o visitava com frequência para verificar como ele estava, mas Jeffrey só o via algumas vezes por ano. Seu tio era um acadêmico típico que dedicara a vida à pesquisa, frequentemente arrogante e alheio aos costumes do mundo. Jeffrey não se surpreendia com sua incapacidade de manter empregados domésticos.
E ainda assim, quando foi vê-lo desta vez, Jeffrey ficou impressionado com o quanto seu tio havia amolecido. Sua casa estava lindamente limpa e acolhedora, exatamente como fora quando sua tia ainda estava viva.
Os guardanapos estavam dobrados e colocados ordenadamente sobre a mesa junto com os talheres. O arranjo de flores no centro da mesa de jantar era tão elegante que parecia pertencer a um restaurante.
Eva, seu marido Michael, Jeffrey e Edward todos se sentaram à mesa.
Foi então que a assistente de seu tio fez sua primeira aparição para servir a sopa, e no momento em que Jeffrey a viu, sua boca se abriu em espanto. Era Victoria Sellars, vestindo um avental branco de empregada.
— Srta. Sellars!
— Nossa! Olá, Capitão. Faz um tempo. Eu estava pensando em lhe enviar meu relatório deste mês.
Edward observou a interação e então disse: — Bom, vamos começar a festa? — Jeffrey brindou com todos e começou a comer sua sopa. Então seus olhos se arregalaram ainda mais.
— Jeff, esta sopa está deliciosa! — Edward tirou as palavras da boca dele.
O creme de cogumelos tinha um sabor delicioso, com um belo padrão ondulado de crème fraîche decorando a superfície. Era tão agradável aos olhos e ao paladar quanto qualquer prato de um restaurante chique.
A entrada era truta marinada com cebolas e picles servidos sobre mini torradas, e era tão deliciosa que ele achou que poderia comer o prato inteiro. Ele sentiu ainda mais fome depois de comê-las. A pitada de endro e alcaparras que guarneciam a truta mascarava qualquer gosto de peixe e realçava a riqueza do prato.
O prato principal era uma coroa de cordeiro recheada — costeletas de cordeiro dispostas em formato de coroa. O recheio incluía cebolas peroladas assadas e finas fatias de cenoura, que compunham as "jóias" da coroa. O cordeiro suculento era tão macio que praticamente derretia na boca de Jeffrey. Era temperado com ervas e um toque de pimenta, que adicionava um leve ardor ao sabor. A carne era coberta com uma camada de nozes picadas, dando-lhe uma textura crocante e um aroma delicioso.
— Victoria, isso é diferente da última vez, não é?
— Sim, Sr. Bernard. Desta vez, cobri as costeletas de cordeiro com nozes.
— Bem, está delicioso, como sempre. Por que você e Nonna não se juntam a nós?
— Ah, não poderíamos...
Eva interveio e disse: — Por favor, junte-se a nós, Victoria. Foi você quem trouxe o Tio de volta ao mundo dos vivos para nós. Por favor.
Victoria sorriu e chamou pela cozinha. Nonna apareceu, carregando um livro em sua mão. Mesmo tendo se passado apenas dois meses, ela parecia muito mais saudável e ainda mais adorável do que da última vez que Jeffrey a vira. Se alguém lhe dissesse que ela era filha de um nobre, ele acreditaria.
Aliás, Victoria havia ganhado peso e parecia mais curvilínea do que antes. Sua compleição também havia melhorado.
— Eu não fazia ideia de que você trabalhava aqui — disse ele.
— "Aqui"?! Não seja rude, Jeffrey. Victoria é fluente em quatro línguas, e seu serviço doméstico é perfeito — exclamou seu tio.
— Quatro línguas...
Edward ouviu seu tio e seu irmão mais novo com divertimento e interveio: — Como vocês dois se conhecem?
Jeffrey explicou como se conheceram, provocando um sorriso de Edward. Ele deve ter ligado os pontos e percebido que esta era a senhora com quem seu irmão se arrumara para jantar.
Victoria notou que Jeffrey havia se abstido de contar que era seu fiador, mas ela não disse nada e ouviu em silêncio.
Eva parecia espantada. — O quê? Ela fez um batedor de carteiras tropeçar enquanto carregava Nonna nas costas? Não sei se devo elogiá-la por ser destemida ou repreendê-la por ser imprudente!
— Olhando para trás agora, certamente foi imprudente — concordou Victoria. — Mas graças a esse revés do destino, agora estou alugando uma casa de hóspedes pertencente à mulher cuja bolsa o batedor de carteiras roubou. Ela está me cobrando um aluguel excepcionalmente baixo para o quarteirão leste.
— De quem você está alugando no quarteirão leste, se posso perguntar?
— Da Condessa Viúva Yolana Haynes.
— Ah, a viúva do antigo chefe da casa! Entendo. Ela é bastante difícil de se relacionar, não é?
— Não, de jeito nenhum. Ela é muito gentil e adora a Nonna. É uma senhoria maravilhosa.
Os irmãos Asher trocaram olhares com Eva e seu marido.
— Mas ela é notoriamente exasperante. Embora, suponho que se você domou o Tio, faz sentido.
— Edward! O que quer dizer com "domou"?! Que rude.
Todos riram. Nonna parecia confusa. Victoria mais ou menos entendia o que eles queriam dizer. Mas ela achava a implicância do Sr. Bernard e da Condessa Yolana bastante cativante. Além disso, quanto mais difícil uma pessoa era, mais gentil ela tendia a ser com aqueles que deixava entrar em seu círculo íntimo.
— Conheci tantas pessoas maravilhosas desde que cheguei a este reino — disse Victoria. — Sou verdadeiramente grata.
Eventualmente, a festa de aniversário chegou ao fim, e Eva e Michael foram embora. Pouco depois, Edward olhou para Jeffrey e sugeriu que eles também fossem.
— Gostaria de ficar um pouco mais para conversar com Victoria, Irmão. Vá para casa sem mim.
— Hmm, tudo bem. Vou indo, então.
O Conde Edward Asher sorriu de lado, mas não disse mais nada antes de entrar em sua carruagem e partir para casa. Victoria o observou ir e parou de arrumar, então se virou para Nonna e perguntou: — Você pode ir brincar um pouco? — A bebida da tarde do Sr. Bernard deve ter feito efeito, porque ele estava dormindo tranquilamente no sofá.
Agora eram apenas Jeffrey e Victoria do lado de fora do saguão.
— O que você queria conversar comigo? — perguntou ela.
— O jantar que tivemos há algumas semanas foi maravilhoso. Queria saber se você estaria interessada em repeti-lo algum dia.
Victoria se sentiu aquecida por dentro. Ela já havia estado em relacionamentos românticos várias vezes para extrair informações de um alvo, mas isso era apenas negócio. Ela nunca havia realmente se apaixonado por alguém.
— Se não for um incômodo, é claro — acrescentou Jeffrey.
— Não é. É só que... não tenho certeza se é uma boa ideia eu me aproximar demais de um nobre como o senhor.
— Sou o segundo filho. Não sou o herdeiro, então não há razão para se preocupar com status social.
— Entendo...
Victoria percebeu que Nonna havia aberto a porta ligeiramente e estava espiando com preocupação. Ela sorriu e disse para não se preocupar. — Meu foco principal agora é criar Nonna adequadamente...
Nonna correu e abraçou Victoria, que começou a acariciar suavemente seu cabelo.
— Tudo bem — disse Jeffrey. — Nesse caso, que tal fazermos um piquenique nós três?
— Vicky, o que é um piquenique? — perguntou Nonna com olhos brilhantes.
— Olhe, agora você criou expectativas nela — Victoria repreendeu Jeffrey levemente, mas então notou que seus olhos brilhavam com antecipação, assim como os de Nonna. Ela cedeu e disse: — Tudo bem, então — com uma risada. — Faremos um almoço de piquenique. A propósito... havia alguma razão para você não querer que seu irmão soubesse que você é meu fiador?
— Não, nada disso. Só tinha medo de que se o Tio ou Eva descobrissem, insistissem em ser seus fiadores em meu lugar. De qualquer forma, entrarei em contato com você mais tarde sobre a data do piquenique. Vou me certificar de agendá-lo para um de seus dias de folga — disse Jeffrey, e então foi para casa.
🃁 🂡 🂱 🃑
Como havíamos prometido no aniversário do Sr. Bernard, o capitão e eu marcamos um piquenique para um dia em que ambos estivéssemos de folga.
Enchi uma cesta com sanduíches e água de frutas, mas hesitei.
Já havia ido a piqueniques sozinha com homens por causa do trabalho, quando precisava me aproximar deles, mas nunca havia levado uma criança. E eu não sabia o que as crianças faziam em piqueniques, porque nunca tinha ido a um quando era garota.
— Tenho certeza de que vai dar certo — disse em voz alta, tentando ser positiva, enquanto Nonna e eu esperávamos o capitão nos buscar.
Poucos momentos depois, ele apareceu em uma carruagem pequena. Depois que Nonna e eu subimos, ele disse:
— Viajaremos pela floresta, cerca de uma hora para cada lado.
Nonna mal conseguia ficar parada.
— Não é divertido, Nonna? — disse eu.
— É.
— O que devemos fazer quando chegarmos?
— Subir em árvores!
— Você adora subir em árvores, não é?
— Sim.
Eu vinha ensinando todo tipo de coisa a Nonna. Como eu não tinha autoridade nem status social aqui, essa doçura dela poderia ser uma desvantagem se as coisas não melhorassem.
Enquanto ela estivesse disposta, eu ensinaria qualquer coisa: ler, escrever, aritmética, línguas estrangeiras, culinária, artes marciais, e por aí vai. Eu não queria que Nonna tivesse que depender de um homem por dinheiro, e não queria que ela precisasse vender os próprios filhos para sobreviver, como meus pais. Queria dar a ela os meios para se tornar financeiramente independente e as habilidades para resistir àqueles que tentassem dominá-la pela força. Vivi a vida inteira vendo mulheres que não tiveram tanta sorte. Meus próprios pais estavam tão desesperados por dinheiro que me entregaram a Lancome quando eu tinha oito anos.
Era melhor saber subir em árvores do que não saber. Você sempre precisa ter mais de uma rota de fuga em caso de emergência.
Finalmente, chegamos à floresta, e o capitão parou a carruagem em uma pequena clareira.
— A senhorita deve estar cansada. Vamos descansar um pouco? — perguntou ele.
— Sim, vamos.
Nós dois nos sentamos, mas Nonna nunca tinha estado em um lugar assim antes, então estava muito animada. Ela andou por perto, pegou algumas pedrinhas do chão e as atirou em troncos de árvores ao longe.
Crac!
Ela continuou andando, atirando pedrinhas uma após a outra em diferentes troncos. O capitão ficou surpreso ao ver que Nonna, aos seis anos, acertava o alvo todas as vezes.
— Nonna, você é incrível. É impressionante que você consiga arremessar tão longe, para nem falar em acertar o alvo toda vez!
— A Vicky é melhor.
— Sério? Eu adoraria ver uma demonstração, Victoria.
— Ah-ha-ha. Eu?
Deveria fingir que sou ruim nisso? Mas talvez ele percebesse que estou fingindo...
— Por que o senhor não me mostra o básico primeiro, Capitão?
— Claro.
Ele arremessou algumas pedras, e todas acertaram o mesmo ponto no tronco da árvore. Hmm, entendo. Já que ele as arremessou com tanta habilidade, pensei que não haveria problema se eu fizesse o mesmo.
Arremessei minhas pedras, propositalmente errando o alvo uma vez, mas acertando nas outras vezes.
— Vocês duas são muito impressionantes — disse ele.
— Eu era uma moleca quando era pequena.
— Moleca! — Nonna repetiu feliz. Seus olhos azul-acinzentados estavam brilhando.
Estou feliz que viemos neste piquenique, pensei enquanto contemplava seu rosto feliz. Em seguida, ela tirou os sapatos e começou a subir em uma árvore usando apenas as meias.
— Ei, ei. Agora estamos subindo em árvores? Não caia! — chamou o capitão.
— A Vicky é melhor que eu!
O capitão olhou para mim surpreso. Seus olhos pareciam punhais.
— Eu era uma moleca que cresceu no campo — eu disse, revisando minha afirmação anterior.
Eu não havia restringido Nonna de dizer nada em particular. Supus que se quisesse que ela entendesse como guardar segredos, então quanto menos regras e restrições, melhor. No entanto, acabara de aprender uma lição muito importante — crianças animadas simplesmente falam tudo o que pensam a menos que você as lembre de não fazer isso.
— Não vou demonstrar desta vez. Estou de saia.
— Eu sei disso. — O capitão riu. Quando sorria, os cantos dos olhos se franziam, fazendo seu rosto bonito e severo parecer gentil e macio. E como eu amava sua voz. Nonna subiu alto na árvore e sentou-se em um galho. Ela balançou as pernas para frente e para trás, olhando para nós alegremente.
— Isso é perigoso — advertiu o capitão enquanto começava a andar em direção à árvore. Ele queria ficar perto o suficiente para pegá-la se ela caísse. Eu conhecia as habilidades de Nonna, então não estava preocupada, mas o acompanhei mesmo assim.
— A senhorita realmente ensinou isso a ela? Não acha perigoso demais?
— Se eu a impedir de fazer qualquer coisa perigosa, ela vai crescer e se tornar uma mulher protegida demais para se defender sozinha.
O capitão me lançou um olhar. Me perguntei se ele não gostou do meu comentário.
— Desculpe, tenho certeza de que o senhor acha isso atrevido da minha parte — eu disse.
— Não, foi só surpresa, porque nunca ouvi uma mulher dizer isso antes.
Nonna desceu da árvore em segurança. Eu esperava que o capitão a avisasse para ter cuidado, mas ele não disse nada. Depois disso, brincamos de pega-pega e colhemos flores, e então chegou a hora do almoço.
— O jantar que a senhorita fez na outra noite estava delicioso, mas esses sanduíches também são maravilhosos — disse o capitão.
— Obrigada.
Eu preparei três tipos de sanduíches: frango com legumes e ovos cozidos; geleia com manteiga; e carne de porco desfiada com mostarda generosa e cebola picada.
O capitão pareceu preferir os sanduíches de frango e de porco, como eu esperava. Os de geleia com manteiga eram os favoritos de Nonna.
— A senhorita já foi chef ou estudiosa, ou algo assim? — perguntou o capitão.
— Já trabalhei como chef, sim. Os idiomas são apenas um hobby meu.
— Entendo. Isso é impressionante.
— Já que o senhor é um nobre, tenho certeza de que estudou línguas desde criança.
— Bem, sim. Mas a senhorita é plebeia, não é?
— Isso mesmo. Nasci em uma família pobre, então tive que aprender a fazer de tudo.
— Entendo.
Houve um olhar de compaixão passageiro em seus olhos que me fez sentir um pouco culpada. Sim, é isso mesmo, eu disse em silêncio.
Nonna subiu no meu colo enquanto eu estava sentada na manta de piquenique e colocou os braços em volta do meu pescoço. Eu adorava a sensação de seus braços finos em volta de mim, e os acariciei suavemente enquanto falava com ela.
— Isso é divertido, não é? — eu disse a Nonna.
— É.
Quando começamos a morar juntas, Nonna hesitava em me tocar, mas ultimamente ela havia se tornado muito afetuosa e carinhosa.
Como eu só tinha oito anos quando saí de casa, lembro de pensar que minha irmã, Emily, era adorável, mas não tenho muitas memórias de nós passando tempo juntas como irmãs. Mas agora Nonna era como uma irmã mais nova e uma filha ao mesmo tempo.
— Ela é muito apegada a você — ponderou o capitão.
— Sim. Ela é tão adorável. Eu não fazia ideia de que as crianças poderiam ser tão preciosas.
Enquanto Nonna ouvia nossa conversa, ela pressionou a bochecha contra meu cabelo. Ela costumava fazer isso quando estava contente e queria demonstrar carinho.
— Não foi bom ter vindo a este piquenique? — perguntei.
— Hum-hum! Você também acha, Vicky?
— Acho. Foi muito divertido.
De repente, Nonna soltou meu abraço e saiu correndo. Tum! Swish! Ela saltou no ar, curvou a parte superior do corpo para frente e puxou os joelhos em direção ao peito, executando um mortal perfeito antes de aterrissar graciosamente sobre os dois pés.
Nossa!
Ela nunca tinha conseguido fazer um mortal para frente antes. Me perguntei por que conseguiu agora. Quando as crianças estão animadas, elas têm cerca de cinco vezes mais habilidade e energia do que o normal.
Os olhos do capitão estavam tão arregalados quanto pires enquanto ele olhava para mim.
— Ela aprendeu isso com você também?
Eu ri com um sorriso irônico, mas não respondi. Ele balançou a cabeça incrédulo e voltou o olhar para Nonna.
🃁 🂡 🂱 🃑
Fizemos todos os tipos de memórias maravilhosas no piquenique. Nós três voltamos para a carruagem, e o capitão colocou um pé no estribo para subir no banco do cocheiro, mas parou.
— Pensei que seria bom se viéssemos só nós três, mas agora estou arrependido de não ter trazido um cocheiro — disse ele.
— Se o senhor estiver cansado, posso assumir e nos levar para casa.
— Não estou. Só quis dizer que se tivesse trazido um cocheiro, poderíamos ter conversado durante as duas horas de viagem. E a senhorita dirigindo... Deixa pra lá, não adianta mais perguntar.
— O senhor nunca ouviu o ditado "quem muito abrange, pouco aperta"?
— Isso não se aplica a você.
O capitão estendeu a mão para o meu cabelo, que estava preso em um rabo de cavalo. Ele o tocou brevemente com carinho e depois sentou-se no banco do cocheiro.
Se isso fosse um trabalho, eu colocaria um sorriso feliz no rosto, mas naquele momento eu não fazia ideia de como meu rosto estava. Eu estava completamente confusa. Mas eu sabia que quando a pessoa certa tocava você, ela podia te dar arrepios no melhor sentido da palavra.
Nonna estava cansada e adormeceu no meu colo. Olhei pela janela, sentindo uma agradável sensação de cansaço no caminho de volta.
Eu havia experimentado todo tipo de ofício enquanto trabalhava como agente e havia representado mulheres de todas as classes sociais. Eu não odiava a organização nem meu trabalho. Fora um meio de ajudar minha família, e passei dezenove anos muito produtivos e benéficos lá.
Mas pensar que durante todo esse tempo eu nunca havia experimentado um piquenique de verdade nem me apaixonado de verdade. Eu devia estar carente em várias áreas em comparação com alguém com um trabalho comum.
De agora em diante, eu poderia preencher essas lacunas o quanto quisesse. E não havia razão para pressa. Além disso, eu não precisava necessariamente ter uma vida perfeitamente equilibrada. Seria divertido recuperar o tempo perdido de qualquer maneira. E seria emocionante adicionar mais cartas ao meu arsenal.
Quando me dei conta, um leve sorriso se formava nos meus lábios.
Traduzido por Moonlight Valley
Link para o servidor no Discord
Entre no nosso servidor para receber as novidades da obra o quanto antes e para poder interagir com nossa comunidade.
Comentários do capítulo 4
Converse sobre este capítulo. Marque spoilers para proteger outros leitores.