Asas do Amor — Capítulo 6: Volume 1 – Capítulo 6 – Um Coração Voltando a Viver

Asas do Amor
Cap. 6
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Asas do Amor

Volume 1 – Capítulo 6 – Um Coração Voltando a Viver

Capítulo 6

1.078 palavras~5 min de leitura

Era segunda-feira.

Henrique acordou cedo, preparou um café simples e, antes mesmo de terminar de comer, seu celular tocou.

Na tela apareceu o nome de Klaus.

Ele atendeu imediatamente.

— Bom dia, Klaus.

— Bom dia, Henrique! Recebi o Volume 6. Vamos publicá-lo no fim da tarde. Logo teremos os primeiros resultados.

Henrique sorriu.

— Obrigado.

Klaus continuou animado.

— E não esqueça: daqui a trinta e cinco dias teremos a bancada de escritores em São Paulo. Queremos você lá.

Henrique ainda tinha dificuldade para acreditar.

— É sério?

— Muito sério. Sei que você ainda não é um escritor famoso, mas acreditamos que pode chegar muito longe.

Henrique ficou em silêncio por alguns segundos.

Depois respondeu emocionado:

— Muito obrigado pela confiança.

— Ah, mais uma coisa.

— Pode falar.

— Já pode começar os volumes sete e oito. Queremos lançá-los juntos.

Henrique sorriu.

— Pode deixar comigo.

Assim que desligou, ficou olhando para o celular.

Seu sonho deixava de ser apenas um sonho.

Era sua profissão.

Olhou para a gata, que dormia sobre o sofá.

Acariciou sua cabeça.

— Vamos comemorar com um bolinho hoje.

A gata apenas ronronou.

Henrique pegou a moto e desceu.

Quando chegou à garagem viu Yara sentada na calçada em frente à conveniência, mexendo no celular.

— Bom dia.

Ela levantou a cabeça.

— Bom dia.

— Vai sair?

— Vou comprar alguns bolos para vender na conveniência.

Henrique sorriu.

— Que coincidência.

Também estou indo comprar um bolo.

Ela olhou curiosa.

— Vai comemorar alguma coisa?

Henrique contou sobre a ligação da editora.

Yara abriu um enorme sorriso.

— Eu sabia!

Parabéns!

Ele colocou o capacete.

— Quer uma carona?

Ela aceitou.

Usou o capacete reserva e os dois seguiram até a padaria.

Assim que estacionaram, Larissa viu Henrique chegando.

Saiu rapidamente da cafeteria.

— Henrique!

Ao mesmo tempo, Yara desceu da moto.

As duas se olharam.

Larissa sorriu educadamente.

— Oi.

— Oi.

Henrique apresentou novamente as duas, embora já tivessem se visto de longe.

Entraram juntos.

Sentaram-se em uma mesa.

Larissa puxou uma cadeira.

— Posso ficar aqui um pouco?

Henrique sorriu.

— Claro.

Yara respondeu antes que ele pudesse continuar.

— Interessante...

Achei que você estivesse trabalhando.

Larissa olhou ao redor.

— Está vazio.

E eu gosto de conversar com o Henrique.

Yara respondeu com um sorriso discreto.

— Eu também gosto.

Henrique percebeu um clima estranho.

Resolveu mudar de assunto.

— O bolo daqui é muito bom.

As duas concordaram imediatamente.

Poucos minutos depois, outra voz conhecida apareceu.

— Henrique!

Era Juliana.

Ela aproximou-se da mesa.

— Posso cumprimentar vocês?

Henrique levantou-se.

— Claro.

Nesse momento Larissa sorriu.

— Juliana?

A moça respondeu surpresa.

— Larissa?

Henrique arregalou os olhos.

— Vocês se conhecem?

As duas começaram a rir.

— Somos irmãs.

Henrique ficou completamente surpreso.

— Como eu não percebi?

— Porque uma puxou a mãe e outra o pai.

Todos riram.

Enquanto conversavam, Henrique comentou sem perceber:

— Daqui a pouco preciso organizar umas coisas para um evento de escritores.

Meus pais não poderão ir.

Quase ao mesmo tempo, Larissa e Juliana disseram:

— Nós vamos!

As duas se olharam e riram da coincidência.

Henrique apenas balançou a cabeça.

— Acho que vou precisar de uma torcida organizada.

Ao voltar para casa, Henrique agradeceu a companhia de Yara.

Ela entrou na conveniência.

Dona Maria observava tudo de longe.

Quando Henrique subiu para o apartamento, ela olhou para a neta.

— Yara...

Aquele rapaz é um homem de ouro.

Se quiser ter uma chance...

Tenha coragem.

Yara ficou completamente vermelha.

— Vó...

Do que a senhora está falando?

Maria apenas sorriu.

Mais tarde, Yara foi até a loja de Thomas.

Estela estava ajudando alguns clientes.

Quando viu Yara entrar, chamou o marido.

— Amor, assume aqui um minutinho.

Thomas sorriu.

— Pode deixar.

Estela puxou uma cadeira.

— Agora me conta.

O que aconteceu?

Yara respirou fundo.

— Nada...

— Yara.

Eu te conheço.

Ela suspirou.

— Hoje fui com o Henrique comprar um bolo.

Estava tudo tranquilo.

Aí apareceu a Larissa.

Depois a Juliana.

As duas ficaram conversando com ele.

Estela cruzou os braços.

— Isso te incomodou?

— Claro que não.

Ela respondeu rápido demais.

Estela apenas sorriu.

— Tem certeza?

Yara abaixou a cabeça.

— Não sei...

Ele acabou de sair de um casamento.

Nem pensa em namoro.

Estela segurou sua mão.

— Yara...

Se você gosta dele...

Vai precisar lutar.

Larissa e Juliana também parecem gostar dele.

Ninguém vai simplesmente desistir.

Yara respirou fundo.

— O que eu faço?

Estela sorriu.

— Começa convidando ele para sair.

Naquela mesma noite, Yara subiu até o segundo andar.

Parou em frente ao apartamento de Henrique.

Respirou fundo.

Bateu na porta.

Henrique abriu sorrindo.

— Oi.

— Oi...

Tudo bem?

— Tudo.

E você?

Ela respirou fundo mais uma vez.

— Queria saber...

Se você aceita assistir um filme comigo.

Henrique sorriu.

— Como amigos?

Ela ficou completamente vermelha.

— Na verdade...

Quero que seja um encontro.

Henrique ficou sem palavras por alguns segundos.

Depois sorriu.

— Eu aceito.

Ela abriu um enorme sorriso.

Antes que dissesse qualquer coisa, Henrique continuou.

— Mas...

Preciso ser sincero.

Ainda não estou pronto para um relacionamento.

Ela abaixou a cabeça.

— Eu imaginei.

Henrique sorriu.

— Que tal simplesmente sairmos?

Sem pressão.

Vamos ver o que acontece.

Yara voltou a sorrir.

— Combinado.

Naquela noite foram ao cinema.

Assistiram a uma comédia.

Riram durante quase todo o filme.

Depois passaram em uma pequena lanchonete.

Conversaram sobre livros.

Sobre infância.

Sobre sonhos.

Sobre viagens.

Nenhum dos dois tentou impressionar o outro.

A conversa simplesmente acontecia.

Quando voltavam caminhando para casa, a rua estava praticamente vazia.

Na porta do prédio, Yara parou.

Olhou para Henrique.

— Obrigada pela noite.

Eu sei que você ainda não está pronto.

Ela deu um beijo em sua bochecha.

Virou-se para entrar rapidamente.

Mas Henrique segurou delicadamente sua mão.

Ela olhou para trás.

Ele sorriu.

— Eu gostei muito dessa noite.

Aproximou-se devagar.

Beijou-a.

Foi um beijo curto.

Calmo.

Sem pressa.

Quando se afastou, falou olhando em seus olhos:

— Ainda não sei se estou pronto para namorar.

Mas quero fazer as coisas do jeito certo.

Quero respeitar você.

Yara sorriu emocionada.

Depois perguntou baixinho:

— E a Larissa?

E a Juliana?

Henrique pensou alguns segundos antes de responder.

— Elas são pessoas incríveis.

São minhas amigas.

Mas...

Quando estou com você...

É diferente.

Eu gosto de você.

Só preciso de um pouco mais de tempo para curar as feridas que ainda carrego.

Yara aproximou-se novamente.

Deu outro beijo em sua bochecha.

— Eu espero.

Henrique sorriu, sem conseguir esconder a emoção.

Naquela noite, enquanto entrava em seu apartamento, percebeu algo que não sentia havia muito tempo.

Depois de dois meses, três semanas e meia desde que sua vida havia desmoronado...

Seu coração ainda carregava cicatrizes.

Mas, pela primeira vez...

Ele se sentia verdadeiramente vivo outra vez.

Fim da leitura

Capítulo 6 concluído

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