Ascendance of a BookwormCAPÍTULO 181 - 180
Capítulo 181Ascendance of a Bookworm – Capítulo 180
Os dois que partiram
Damuel não veio no dia seguinte ou no posterior. Como eu nem tinha permissão para ir à praça, não tinha nada além de tempo livre, que gastei pensando no conteúdo do meu terceiro livro ilustrado e fazendo chocalhos de animais de pelúcia com Tuuli. Ela, aparentemente, daria o que havia feito para a filha de Corinna, Renate.
— Vou levá-lo quando formos à casa dela para ver o bebê. Vamos vê-la, certo?
— Seria um pouco estranho se não fôssemos, dado o quanto a Companhia Gilberta nos ajudou, sem mencionar que Benno nos deu um presente, quando Kamil nasceu.
Meu plano era visitar Corinna assim que todo o perigo no ar se acalmasse, e Tuuli estava mais do que pronta para vir comigo. Bebês meninas eram provavelmente muito bonitas, também, e, além disso, eu estava meio que ansiosa para ver Otto com a cabeça nas alturas com sua nova filha.
— Mas, olha. O que você fez é mais bonito, Myne. — Tuuli olhou para os chocalhos acabados e apertou os lábios. Ela fez uma coisa parecida com um urso branco, enquanto eu fiz algo mais semelhante a um coelho. Eles eram meio grumosos, já que tínhamos enchido o pano branco com trapos em vez de algodão.
— Sua costura é muito melhor do que a minha, no entanto. — Eu tinha costurado o meu um pouco ao acaso, mas como Tuuli disse, ainda era muito bonito.
Enquanto eu me sentava, olhando para o meu trabalho, bem-sucedido, em satisfação, Tuuli olhou ao meu lado e balançou a cabeça. — Se você não aprender a costurar um pouco melhor, nunca se casará.
— Tudo bem! Estou preparada para dedicar toda a minha vida aos livros. — O que os homens procuravam nas esposas, por aqui, era boa saúde, poder trabalhar e ter boas habilidades de costura. Eu não atendia a nenhum desses critérios, então meu destino estava selado. Eu havia desistido do casamento há muito tempo. Assim como nos meus dias de Urano, eu ficaria bem vivendo com livros como minhas almas gêmeas. E para ser honesta, prefiro continuar fazendo e lendo livros do que me casar com alguém e ter que passar meus dias lutando com fios, para fazer roupas para minha nova família.
Se ao menos tivéssemos os sinos dos gatos para terminar esses brinquedos, pensei comigo mesmainfeliz. Mas, na noite do meu terceiro dia em isolamento, Lutz veio com eles.
— Johann trouxe essas coisas para a loja. Para que precisa deles? — ele perguntou, rolando alguns na palma da mão. Eles soltaram pequenos sons de tilintar quando os sinos menores dentro bateram um no outro.
Uau. Johann arrasa mais uma vez.
— São sininhos, e os estou colocando nesses brinquedos. Dessa forma, eles farão barulho quando você os sacudir.
Os sinos dos gatos tinham que entrar nos brinquedos, para que as crianças pequenas não os engolissem, acidentalmente, e os olhos e as bocas eram apenas panos padronizados, em vez de partes separadas, que poderiam ser removidas. Eu mantive uma pequena fenda aberta em cada brinquedo, para que eu pudesse colocar os sinos, permitindo-me completá-los rapidamente, na frente de Lutz.
Balancei os brinquedos acabados e um som de tilintar fofo pôde ser ouvido de dentro do pano. Sucesso.
— Kamil, está feito. Consegue ouvir os sinos? — Tentei sacudir meu coelho ao lado das orelhas de Kamil, e ele piscou de surpresa várias vezes. Ele ainda não conseguia levantar a cabeça, o que significava que não conseguia se virar, para olhar para o brinquedo, mas seus olhos estavam procurando a fonte do barulho.
— Fofo! Você é tão fofo, Kamil. — Eu abri um sorriso, com a reação dele ao meu brinquedo, e segundos depois ele começou a chorar. Parecia que meu caminho para me tornar uma amada irmã mais velha estava longe de acabar.
No final, foi na manhã do meu quinto dia, presa dentro de casa, que Fran e Damuel vieram me buscar.
— Bom dia, Irmã Myne.
— Bom dia, Fran, Sir Damuel.
— Bom dia, aprendiz. — Damuel assentiu, em resposta à minha saudação, antes de se virar para olhar para papai, que ainda estava em casa, já que seu trabalho não começou até a tarde de hoje. — Se você me der licença, estou aqui pela aprendiz.
— Por favor, cuide bem dela, Senhor. — Papai bateuduas vezescom o punho contra o peito em saudação. Damuel respondeu na mesma moeda, com um olhar sério no rosto, enquanto falava novamente.
— Gunther, tenho uma mensagem do Senhor Ferdinando. O Arquiduque está atualmente visitando a Monarquia e não estará por perto para conceder qualquer permissão de entrada em um futuro próximo. Você pode receber licenças falsas, portanto, tome cuidado para não aceitar nenhuma como válida. Entendido?
— Senhor, sim, Senhor! — Papai deu um aceno firme, um olhar duro no rosto. Ele sempre foi tão legal quando estava fazendo seu trabalho.
— Ok, tchau a todos.
— Tenha cuidado.
Encontramos Lutz na praça e fomos para o templo. Eu podia ver a expressão de Fran escurecer quando nos aproximamos.
— Fran, o que há de errado? Sua testa está franzida.
— Explicarei em um momento. Não é algo para falar em trânsito, — disse ele, antes de fechar a boca, em uma expressão amarga.
— Você saberá quando chegarmos ao templo, quer queira ou não, — acrescentou Damuel. Olhei para ele e vi que ele estava usando seu sorriso nobre, que escondia toda a emoção e não transmitia absolutamente nada.
— Tudo bem. Bem, estou indo para a floresta, — disse Lutz.
— Okay. Tchau tchau.
Nós nos separamos, com Lutz na frente do ateliê, como de costume, antes de ir para os meus aposentos. Esperei como uma dama adequada para que Fran abrisse a porta para mim, mas a atmosfera, quando entrei, parecia tão diferente que não pude deixar de piscar de surpresa.
— Certamente está quieto aqui.
Estava quase desconfortavelmente quieto. Eu normalmente seria capaz de ouvir Dirk chorando, ou Delia brincando com ele, ou os sons de várias pessoas se movendo, mas hoje não havia nada. Era tão silencioso, na verdade, que eu podia ouvir os chefs trabalhando na cozinha, todo o caminho na frente.
Dirk deve estar dormindo, pensei comigo mesma enquanto subia as escadas o mais silenciosamente possível. Quando cheguei ao topo, encontrei Rosina limpando a mesa. Isso realmente me preocupava, já que Rosina geralmente só tocava música e fazia papelada, para não machucar os dedos. Sempre era Delia quem fazia pequenas tarefas assim.
— Bom dia, Rosina. Onde está Delia? Ela está se sentindo mal? — Perguntei, olhando em volta. Rosina baixou os olhos, depois largou o pano que estava usando e se dirigiu para o armário.
— Delia não está mais conosco. Ela pegou Dirk e voltou para o Arcebispo.
— O quê? — A notícia veio tão de repente que eu nem pude processá-la no início. Olhei para Rosina, confusa, e com minhas vestes na mão, ela procurou palavras, antes de dar um sorriso triste.
— Irmã Myne, vamos trocar de roupa antes de conversarmos. Fran não pode subir até que isso seja feito.
Rosina me vestiu com minhas vestes azuis de aprendiz, depois me pediu para sentar, enquanto tocava a campainha. Fran subiu as escadas, segurando um bule de chá, que ele havia preparado, e colocou uma xícara na minha frente. Tomei um gole, mas, apesar do chá de Fran sempre ter um gosto bom, desta vez não apreciei muito de nada.
Abaixei minha xícara e olhei para os dois. Rosina falou primeiro.
— Aconteceu ontem. Fran e eu fomos tirar nossos cochilos diários, e quando acordamos, a almofada e as fraldas de Dirk haviam desaparecido do quarto. Também não conseguimos encontrar Delia, então, já preocupada, fui ao orfanato procurá-los. Mas Dirk não estava em lugar nenhum. De acordo com Wilma, Delia foi buscá-lo, dizendo que o levaria com ela, já que são da família.
Wilma, aparentemente, a deixou ir, já que queria mostrar seu apoio por Delia ter ido até o orfanato, apesar de suas dúvidas em ver Dirk. Ela nem sequer considerou que um dos meus assistentes o levaria a qualquer lugar, exceto aos meus aposentos.
— Ouvi isso de Rosina e pedi uma audiência com o Sumo Sacerdote. Achei que seria necessário relatar o desaparecimento de uma criada de um sacerdote azul, para que uma busca pudesse começar — Fran disse com um suspiro. Seria um assunto sério se ela tivesse tido problemas com um padre azul enquanto eu estava ausente. Mas a caminho de ver o Sumo Sacerdote, Fran viu Delia com o Arcebispo, Dirk em seus braços. Ele tentou interrogá-la lá, mas o Arcebispo o impediu. Ele não tinha outra escolha a não ser perguntar ao Sumo Sacerdote o que ele sabia.
— Como isso foi permitido? Tomar Delia faz sentido, já que ela costumava ser uma das assistentes do Arcebispo, mas Dirk não tem permissão para deixar o orfanato, não é? — Já tinha sido dito, anteriormente, para eu não levar Dirk para uma discussão com o Sumo Sacerdote, e o Arcebispo parecia ser o tipo de cara que exigiria que “crianças nojentas” fossem trancadas no orfanato, até o batismo, então não fazia sentido que um órfão como Dirk fosse permitido na seção nobre do templo.
Fran baixou os olhos.
— Dirk não é mais um órfão.
— Como é?
— Dirk foi adotado por um nobre, com a autorização do Arcebispo.
A assinatura do Arcebispo era suficiente para validar uma adoção, mesmo sem minha assinatura, como diretora do orfanato, ou do Sumo Sacerdote, se o pai adotivo fosse um plebeu, ou seja…
— As adoções feitas por nobres não exigem a aprovação do Arquiduque? Sir Damuel nos disse esta manhã que o Arquiduque está ausente.
— De acordo com o Sumo Sacerdote, adoções envolvendo nobres de outros ducados não precisam da aprovação de nosso Arquiduque. — Em outras palavras, não importa de onde você fosse, havia pessoas que se especializariam em explorar lacunas na lei.
As adoções para aqueles fora do ducado, só precisavam das impressões de sangue do Arcebispo, do pai adotivo e da criança. Dirk já havia sido adotado por um nobre de fora.
— Isso não é algo para se ficar feliz, é?
— Não, o Sumo Sacerdote parecia bastante descontente. — Fran cruzou os braços e franziu a testa como o Sumo Sacerdote costumava fazer, depois levantou a cabeça e me olhou nos olhos. — Irmã Myne, por favor, desista de Delia e a afaste. Sei bem que você é uma pessoa profundamente compassiva, mas ela agiu por conta própria, sem a aprovação de sua mestra, trazendo-lhe grande infortúnio, no processo. Ela não pode continuar servindo como sua assistente. Você deve dispensá-la de seus deveres, se ela optar por ficar com o Arcebispo.
Delia permaneceria como minha assistente até eu anunciar que a estava dispensando. Rosina estava acenando com a cabeça fervorosamente, concordando que deveria ter me alertado, antes de ir ao Arcebispo, para qualquer coisa.
Uma coisa seria se isso tivesse acontecido logo depois que Delia se tornou minha assistente, mas pensei que estávamos nos dando muito bem ultimamente. A súbita traição de Delia fez minha cabeça doer. Por quê? Essa foi a pergunta que mais mexeu com meu coração. Olhei para o meu chá balançando antes de dizer qualquer coisa.
— Vou dispensar Delia. Por favor, a chame para que eu possa informá-la.
A expressão rígida de Fran se suavizou. Parecia que ele achava que eu seria mais hesitante em dispensá-la. Com seus braços ainda cruzados na frente de seu peito, ele disse “Entendido”, depois saiu.
Peguei minha xícara novamente, agora que a discussão havia se acalmado. O chá que não tinha gosto de nada, antes, agora era insuportavelmente amargo.
Quando Fran voltou, Delia estava com ele. A expressão bastante satisfeita em seu rosto era um nítido contraste com a careta de Fran. Ela caminhou, casualmente, até mim, seu cabelo carmesim tremulando atrás dela.
— Bom dia, Irmã Myne. Sobre o que gostaria de falar? — Não havia nenhum traço de malícia em sua expressão. Ela parecia tão normal e falava tanto como costumava fazer, que me senti um pouco tonta. Por um segundo, até me perguntei se ela realmente não havia levado Dirk ao Arcebispo. Mas as expressões rígidas de Fran e Rosina me trouxeram de volta aos meus sentidos, e balancei a cabeça.
— Ouvi dizer que você voltou para o Arcebispo.
— Eu fiz, — disse Delia, com uma expressão tão cheia de alegria, que ela estava positivamente cintilante. — Quando eu disse ao Arcebispo que o Sumo Sacerdote havia procurado alguém para adotar Dirk, mas não conseguiu encontrar ninguém, ele encontrou alguém para nós imediatamente! E um pai nobre depois de tudo. Isso não é impressionante? Uma vez que as adoções por nobres daqui exigiriam a permissão do Arquiduque, elas seriam adiadas. Ele saiu de seu caminho, para procurar entre os nobres de outros ducados. Ele tem muito mais conexões do que o Sumo Sacerdote.
— Isso não significa que você e Dirk acabarão separados? — Eu teria pensado que Dirk seria enviado para o outro ducado imediatamente. Talvez Delia fosse enviada com ele, como zeladora. De qualquer forma, o Arcebispo certamente se esforçou para obter uma adoção que não precisaria da aprovação do Arquiduque.
Esses sinais ameaçadores estavam me deixando visivelmente preocupada, mas Delia apenas riu. — Dirk será criado pelo Arcebispo até que ele atinja a maioridade, pois ele não é mais um órfão. O Arcebispo nos dará uma de suas salas de assistentes e permitirá que Dirk e eu vivamos juntos.
Isso não foi estranho? Se Dirk fosse criado no templo até a maioridade, ele não seria capaz de ir para a Academia dos Nobres, apesar de ser adotado, nem seria capaz de crescer com sua nova família. Com que propósito então o nobre teria adotado Dirk? Mesmo assumindo que ele estava apenas atrás de sua mana, parecia uma decisão estranha deixar o Arcebispo criá-lo.
Eu estava ficando cada vez mais preocupada, quanto mais eu sabia, mas Delia dava um sorriso feliz, suas bochechas corando um vermelho rosado. — Agora não terei que me separar de Dirk. Se ele tivesse permanecido com você, ele teria sido enviado para o orfanato em pouco tempo.
Como Delia ainda não conseguia ir para o orfanato, aos seus olhos, Dirk sendo enviado para lá, enquanto ela permanecia nos aposentos do diretor, era o mesmo que eles sendo completamente dilacerados. Era verdade que eles não estariam morando juntos, mesmo que ela ficasse mais confortável indo para o orfanato, e, uma vez que Dirk fosse batizado, ele seria enviado para o prédio dos meninos, onde seria ainda mais difícil para eles se encontrarem. O que eu poderia dizer a Delia, considerando que ela havia resolvido o assunto com as próprias mãos, para passar mais tempo com Dirk?
— Vocês dois não estão sendo mal tratados, estão?
— Não, claro que não, — respondeu Delia, com um aceno firme de cabeça.
No momento, o Arcebispo estava apenas mostrando a Delia seu lado bom. Se ela o conhecesse como um avô gentil, então, ela não acreditaria em nada de ruim que eu dissesse sobre ele.
Respirei profundamente.
— Nesse caso, venho por meio deste dispensá-la como minha assistente. Você agora servirá ao Arcebispo. Tudo bem para você?
— Muito. Se é tudo o que tem a dizer, Irmã Myne, gostaria de voltar a Dirk. Seu pai adotivo chegará em breve.
Parecia que havia cinzas na minha boca, quando me forcei a anunciar suadispensa, e, ainda assim, Delia não parecia sentir nada em particular. Ela estava animada para sair e voltar para Dirk o mais rápido possível.
— Minhas desculpas por chamá-la aqui. Mas espero que saiba que Fran e Rosina estavam preocupados, procurando por você e Dirk, quando saiu sem avisar. Wilma ficou surpresa, Gil ficou chocado ao encontrar a sala vazia, quando ele voltou do ateliê, e eu mesma fiquei abalada quando ouvi a notícia, esta manhã. Estávamos todos preocupados com o que poderia ter acontecido com você e Dirk.Gostaria que você pelo menos tivesse dito algo antes de partir.
No final, eu a deixei saber como me sentia, esperando mais que ela entendesse o que havia feito do que a fizesse se sentir mal por isso. Delia pensou de volta, depois sorriu para esconder o que realmente sentia.
— O Arcebispo disse que você não aprovaria que eu levasse Dirk, então decidi ser mais furtiva. Peço desculpas por isso. Sinto muito. — disse ela, desviando o olhar, enquanto transferia a culpa para o Arcebispo.
Então ela sabia que estava fazendo algo que eu não aprovaria, afinal.
— Bem, boa sorte criando Dirk. Imagino que as coisas não serão fáceis para você.
— Obrigada e adeus. — Delia me deu um sorriso verdadeiro, desta vez, depois saiu para voltar para Dirk. Fiquei feliz, em ver que ela estava feliz, mas eu sabia que não havia como isso durar.
Assim que ela se foi, olhei para Fran e Rosina.
— Delia e Dirk ficarão bem?
— Não há mais nada que possamos fazer, agora que Dirk não é mais um órfão. Delia escolheu esse destino sozinha — disse Rosina, com firmeza.
Dei a ela um aceno hesitante.
— Você está certa. — Mas eu ainda queria ajudá-la do jeito que pudesse, e enquanto pensava no que eu poderia fazer, Fran se ajoelhou ao meu lado. Ele pegou minha mão e olhou para mim com olhos sérios e mortais.
— Irmã Myne, mesmo que Delia venha te chamar, você nunca deve visitar o Arcebispo, sob nenhuma circunstância—disse ele. Pisquei em confusão e, com um rosto cheio de preocupação, ele continuou. — Quando fui buscar Delia, o Arcebispo insistiu muito, muito mesmo, que você fosse ao quarto dele para buscá-la. Repeti que não seria apropriado para uma senhora deixar seus aposentos por causa de sua assistente e, no final, consegui com sucesso sair com Delia, mas sua mudança de comportamento é assustadora para mim.
O Arcebispo ordenou que eu nunca fosse levada para seu quarto, ele nem queria olhar para mim. No entanto, agora, ele estava dizendo a Fran para me levar até ele. Ele queria que eu dispensasse Delia em seu quarto. Essa mudança de comportamento fez Fran se sentir desconfortável, e certamente foi estranho.
— Além disso, parece que foi o Arcebispo que deu a carta de convite ao nobre que causou uma agitação no portão leste no outro dia. Seu nome estava nela, e a Ordem dos Cavaleiros foi interrogá-lo. Ele alegou que só queria fortalecer os laços entre nossos ducados, mas o Sumo Sacerdote prevê que ele queria o nobre dentro da cidade para que ele pudesse adquirir Dirk.
— Por que o Arcebispo enviaria uma carta de convite se o Arquiduque não a tivesse aprovado?
— Parece que ele não sabia, — disse Fran. Inclinei a cabeça, confusa, e ele baixou a voz com uma expressão desconfortável. — O Arcebispo passou a maior parte do inverno no templo, para o Ritual de Dedicação, e, como ele não é legalmente um nobre, ele raramente é convidado para reuniões sociais de inverno. Ele simplesmente não estava ciente de que as regras haviam sido alteradas.
O Arcebispo, tecnicamente, não era um nobre, portanto, não era convidado para as reuniões da sociedade nobre, onde o Arquiduque havia anunciado a mudança de regras. Ele havia, portanto, tentado convidar um nobre de outro ducado, assim como no passado.
— Não sabemos por que o Arcebispo deu Dirk a um nobre estranho e atraiu Delia para o seu lado. Peço que você tome muito cuidado e aborde o futuro com muita cautela.
As mãos de Fran tremiam, talvez de preocupação comigo. Eu as apertei e dei um aceno de cabeça.
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