Ascendance of a BookwormCAPÍTULO 182 - 181
Capítulo 182Ascendance of a Bookworm – Capítulo 181
A sombra cai
— Irmã Myne, você consideraria contratar uma nova assistente para substituir Delia?
— Preciso de uma nova imediatamente? — Eu não estava vivendo no templo, como durante o inverno, então, até onde eu sabia, não havia trabalho suficiente para exigir a substituição imediata de Delia.
— Quanto mais cedo melhor.
Agora que Dirk se foi, Fran podia dormir à noite e lidar com mais trabalho físico com Gil. Rosina, no entanto, não queria machucar os dedos fazendo tarefas, e Fran continuou, explicando que seria melhor para todos se Delia fosse substituída o mais breve.
— Se eu puder falar francamente por um momento, sei que você ainda está preocupada com Delia e tem uma tendência a ser branda com aqueles com quem se importa. Seria mais fácil eu relaxar se houvesse outra pessoa além de Delia aqui para você direcionar sua compaixão.
Fiquei em silêncio, incapaz de discordar de que ainda era coração mole. Ele deve ter me visto olhando ao redor da sala, sem rumo, procurando Delia, às vezes, e, no final, Fran estava certo: era mais importante para mim trabalhar para aliviar as preocupações de Fran e Rosina do que para eu continuar me preocupando com Delia, que havia partido e ficaria fora.
Suspirei e baixei brevemente os olhos. — Se vou escolher uma das donzelas cinzentas do santuário, talvez Monika e Nicola sirvam? — Ambas ajudaram Ella a cozinhar durante todo o inverno. Wilma havia recomendado seus serviços, e eu já sabia que elas eram trabalhadoras diligentes, sem mencionar que eu poderia confiar à ambas as tarefas de ajudar os chefs.
Na realidade, como o restaurante italiano estava à beira da conclusão, todos os chefs, exceto Ella, logo estariam saindo. Ella queria ficar para aprender mais receitas, e eu já havia negociado com o Benno para tornar isso realidade. Tinha funcionado para o melhor, de qualquer maneira, uma vez que precisávamos de alguém para dirigir os novos chefs que Benno estaria enviando ao nosso caminho. Além disso, seria mais fácil para Ella trabalhar com Monika e Nicola, já que elas já se conheciam.
— Monika e Nicola? Irmã Myne, você seria capaz de chamar as duas de uma vez? — Fran, conhecendo o estado financeiro dos meus aposentos, sussurrou suas preocupações, para mim, em voz baixa. Era verdade que eles poderiam ser uma ligeira tensão na minha carteira, dependendo da temporada, mas eu já tinha mais pedidos para os jogos que tínhamos feito no nosso trabalho de inverno, e se os livros de imagens continuassem a vender bem, então eu ficaria perfeitamente bem.
— Ambas trabalharam duro durante o inverno, não trabalharam? Se eu escolhesse apenas uma delas para ser minha assistente, seria difícil pedir à outra para ajudar novamente. Em última análise, acho que seria melhor convocar as duas ao mesmo tempo.
— Eu não acredito que você precise se preocupar com os sentimentos das donzelas cinzentas do santuário, Irmã Myne. — Rosina deu um sorriso confuso, mas havia uma grande diferença entre viver no orfanato e viver como assistente. Seria difícil escolher apenas uma, sabendo disso.
— Será mais fácil descansar com elas como suas assistentes, em vez de Delia, — Fran interrompeu. — Devo ir e convocá-las?
— Por favor, faça isso. Elas não têm experiência como assistentes, então quanto mais rápido as convocarmos, mais tempo teremos para treiná-las. Fran, você estará disponível para ensiná-las?
Eu queria que elas aprendessem seus deveres antes que o restaurante italiano abrisse e levasse a maioria dos funcionários da nossa cozinha, mas Rosina estava muito preocupada em machucar os dedos para ser um exemplo adequado para a limpeza. Fran ou Gil precisariam ensiná-las, mas seria muito mais difícil providenciar isso se Fran não tivesse tempo.
— Agora que posso confiar a papelada a Rosina, terei tempo suficiente.
— Então, entre em contato com Wilma e podemos ir para o orfanato amanhã.
Acertamos nossos planos para amanhã, e, naquele momento, houve uma batida na porta. Meus assistentes entrariam à vontade, sem bater, enquanto os residentes do templo, como o Sumo Sacerdote e seus assistentes, usavam um sino. As únicas pessoas que batiam eram Lutz e Tuuli, pessoas da cidade baixa.
— É o Lutz? Ele está um pouco adiantado hoje. — Não havia passado muito tempo desde o quinto sino. Desci as escadas e olhei para o primeiro andar, enquanto Fran descia as escadas, para receber o visitante.
Damuel abriu a porta com uma expressão tensa. Lutz estava lá, como esperado, mas Tuuli estava lá com ele.
— Por favor, entre. — Fran gesticulou para os dois lá dentro, e enquanto a porta estava sendo fechada atrás deles, ouvi Gil gritar — Espere um segundo! — de um pouco longe. Fran esperou com a porta aberta por um tempo até que Gil finalmente entrou correndo, ofegante.
— Tuuli, o que aconteceu?
— Viemos buscá-la, Myne. Vamos para casa juntas. — Tuuli sorriu enquanto me observava descer os degraus. — As coisas estão perigosas agora, não estão? Vou te proteger, Myne! — ela declarou, enquanto batia no peito.
Gil plantou os pés firmemente no chão e estufou o próprio peito, como se competisse com ela. — Vou proteger você, Irmã Myne! Eu sou seu assistente!
— Aprecio o entusiasmo, vocês dois, mas acho que isso só vai tornar as coisas mais difíceis para o meu guarda-costas. — Olhei para Damuel, que precisaria proteger todos nós, crianças, e ele deu de ombros, exasperado.
— Sim, quanto mais pessoas existirem para eu proteger, mais perigoso fica.
— Certo? Por favor, perdoe-os só desta vez, Sir Damuel. Tuuli não sabia.
Não havia como voltar, agora que todos chegaram. Foi um pouco mais cedo do que o esperado, mas decidi ir para casa com todos. Rosina me ajudou a me trocar e rapidamente se preparou para minha partida.
—Fran, por favor, mande uma mensagem para o orfanato. Estarei correndo para casa, agora.
— Entendido. Aguardo seu retorno seguro.
Saímos do templo, descendo a rua com Lutz e Gil na frente, eu e Tuuli atrás deles, e Damuel atrás de nós.
— Aprecio o pensamento, Tuuli, mas você realmente não deveria me levar para casa, assim, — eu avisei.
— Por que não?
— Se algo perigoso acontecer, Sir Damuel terá que se concentrar em me proteger. Ele pode não ser capaz de nos proteger, ao mesmo tempo, se você estiver aqui conosco. — Damuel pode ter sido um cavaleiro, mas não podia fazer tudo. E, naturalmente, ele estava aqui para me proteger, não ela. Minha segurança seria sua prioridade, em caso de emergência, e não havia garantia de que ele seria capaz de salvar Tuuli, se algo acontecesse. Ele poderia ter que abandoná-la enquanto fugia comigo, e, na pior das hipóteses, ela poderia ser tomada como refém, para ser usada contra nós.
— Se alguma coisa acontecer, você estará em mais perigo aqui do que eu.
— Ok. — Tuuli estufou as bochechas e franziu a testa para mim, fazendo beicinho. Eu sabia que ela queria dizer que poderia me proteger também, mas nem mesmo seu rosto bonito mudaria os fatos. Eu estar em perigo era uma coisa, porém, eu não podia deixar Tuuli se colocar em risco assim.
Atravessamos a praça central e seguimos para o sul, até o Beco dos Artesãos, depois fizemos uma curva que nos levaria para casa. Descemos por um caminho lateral, com menos pessoas do que a estrada principal, e lá vimos Otto, de todas as pessoas. Ele estava segurando uma lança e olhando ao redor, enquanto caminhava, inteiramente, como se estivesse patrulhando a cidade.
— Oi, Otto. Faz algum tempo.
— Myne! — O rosto de Otto se iluminou no segundo em que me viu. — Estou contente por você estar segura. Sério. Agora não preciso me preocupar com o capitão me espancando até a morte.
O fato de que esta foi sua reação ao me ver, foi mais do que um pouco inquietante. Ele tinha feito algo que encorajaria papai a espancá-lo até a morte?
— Otto, o que você fez?
— Ei, não fui eu. Foi o comandante do portão leste e os guardas de plantão — Otto respondeu, com um encolher de ombros. Aparentemente, ele estava dentro, fazendo a papelada, quando os guardas que estavam no portão e o comandante cometeram algum erro que seria digno de papai espancá-los até a morte. Ele tinha acabado de ser enviado aqui para tentar limpar a bagunça deles. — Aconteceu esta tarde, quando o capitão entrou em contato com os comandantes de todos os outros portões e foi ao centro da cidade para lhes dizer algo importante.
— O quê? — Arregalei meus olhos. Essa coisa importante era provavelmente o fato de que o Arquiduque estava ausente e não haveria novas licenças concedidas. Eu tinha um pressentimento muito ruim sobre o que estava por vir.
De acordo com Otto, apesar de papai estar no turno da tarde, ele foi trabalhar no portão leste muito antes da hora de trocar de turno. Ele imediatamente foi ao comandante, explicou as circunstâncias e fez com que ele organizasse uma reunião com os outros comandantes, no centro da cidade. Lá, ele contou a eles o que Damuel havia dito a ele; que o Arquiduque estava ausente e que poderia haver licenças forjadas, antes de retornar ao portão leste.
No momento em que o capitão voltou, eles já haviam deixado a carruagem de um nobre passar. O comandante do portão leste não havia dito nada aos guardas, então eles nem sequer consideraram que a permissão poderia ser falsa. O capitão só soube do erro deles, quando chegou a hora de seu turno. Ele explodiu o comandante por não contar a todos os guardas o que ele disse, então correu para o templo para ter certeza de que você estava bem. Você não o viu lá?
Eu, instintivamente, olhei para Damuel, mais preocupada com o fato de que a carruagem de um nobre havia entrado, do que com o fato de eu ter perdido meu pai no caminho para cá. Seus olhos estavam arregalados, em descrença.
— Eles deixaram as carruagens passarem?! Não me diga, era o mesmo nobre do outro dia?
— Sim. Você com certeza sabe muito, era a mesma. Neste momento, todos os guardas do portão leste estão procurando por eles, mas ninguém os encontrou. Talvez eles já estejam no Bairro dos Nobres? Eu teria pensado que os cavaleiros do portão norte os teriam pego lá, no entanto… — Otto perguntou em voz alta. Parecia que, apesar do Arquiduque ter proibido a entrada de nobres de fora da cidade no ducado, nem todos os soldados compartilhavam o mesmo senso de perigo e urgência.
— Você entrou em contato com a Ordem dos Cavaleiros, não foi?! — Damuel gritou, as sobrancelhas se erguendo de raiva, mas Otto colocou a mão no queixo e teve que pensar antes de responder.
— Quem sabe? Talvez o comandante tenha. O capitão fugiu imediatamente, então talvez eles ainda não saibam.
— Você deveria ter relatado isso imediatamente, idiota! — Damuel, rapidamente, pegou sua varinha brilhante, enquanto gritava com Otto, por sua falta de urgência. Ele ignorou Otto, que estava murmurando — Huh? Espere, você é um nobre? — após ver a varinha aparecer do nada, e disparou a luz vermelha sinalizando um pedido de ajuda no ar.
Os cavaleiros devem estar vindo agora, pensei comigo mesma, em alívio, enquanto olhava para a luz vermelha disparando para cima, apenas para ver Tuuli desaparecer com o canto do meu olho.
— O quê? Tuu… — Antes que eu pudesse me virar, algo espinhoso cobriu meu rosto e fez minha visão escurecer. Senti-me ser levantada no ar, então comecei a pular para cima e para baixo. — Wow?!
Eu poderia dizer, pelos braços em volta das minhas pernas e costas, que alguém me pegou e começou a correr. Em pânico, tentei me debater, mas o melhor que pude fazer, enquanto estava contida, foi apenas bater fracamente minhas mãos contra qualquer coisa áspera que estivesse me cobrindo. A julgar pelos raios de luz atravessando os buracos do pano, na frente do meu rosto, eu poderia adivinhar que eles tinham puxado um saco em cima de mim e me pegado.
— A-Ajuda!
— Myne! Tuuli!
— As devolva!
Ouvi Lutz e Damuel gritarem por trás do véu da escuridão, com vários pares de passos correndo atrás de mim. Tuuli também havia sido sequestrada. Eu podia ouvir o que parecia ser ela gritando. Já que a agitação da rua principal estava diminuindo, o sequestrador provavelmente estava correndo na direção oposta pelo beco.
— Capitão! Myne está naquela bolsa!
— SOLTE A MINHA FILHA!
Ouvi Otto gritar, então meu pai rugiu de raiva, e, de repente, meu corpo estava girando no ar. Presumi que o sequestrador havia me jogado de lado, para se defender do ataque de papai. Na escuridão, eu não podia dizer o que estava acontecendo e não podia fazer nada, quando bati no chão de pedra e rolei sobre ele.
— Aiii!
— Myne!
— Irmã Myne!
Assim que ouvi Lutz e Gil soltarem gritos de pânico, o saco foi puxado, obrigando-me a sentar. Pisquei na escuridão, e, segundos depois, o saco foi arrancado, me devolvendo a visão. O brilho repentino me fez apertar os olhos.
Continuei sentada no chão, olhando ao redor, enquanto tentava me ajustar à luz novamente. Lutz e Gil me olhavam, enquanto Damuel examinava a área, parado protetoramente ao meu lado. Atrás dele, à direita, estava papai, sua lança em punho, e Otto.
— Onde está a Tuuli?!
— Ali, — Gil respondeu, seus olhos cheios de raiva e frustração. Segui para onde ele estava olhando e vi Tuuli sendo feita refém. Um homem tinha uma faca em sua garganta e estava recuando para escapar. Tuuli, com os olhos fixos na faca, estava paralisada de terror.
— N-Não — ela engasgou, o sangue drenando de seu rosto, enquanto ela tremia, lágrimas brotando em seus olhos.
Toda a mana dentro de mim imediatamente transbordou, percorrendo meu corpo. Em um único instante, algo dentro de mim estalou como um galho quebrando.
— Myne?!
— Irmã Myne?!
Eu lentamente me levantei. Meu corpo estava quente o suficiente para ferver água, mas minha mente estava fria e composta, como um rio gelado. Eu tinha passado cerca de um ano no templo, oferecendo minha mana, regularmente, inclusive durante um ritual em grande escala, e, aparentemente, eu tinha ficado muito melhor em controlar minha mana do que eu pensava. A intimidação que atingiu todos aqueles que estavam à vista, quando eu estava furiosa com o Arcebispo, agora podia ser direcionada a um único alvo, meus instintos me davam certeza disso.
— Ei. O que você acha que está fazendo com a minha Tuuli? — Perguntei, olhando para o homem pressionando sua faca contra o pescoço de Tuuli.
Seu rosto mudou imediatamente. Antes era vermelho de raiva e adrenalina, mas agora era um roxo escuro, como se ele tivesse parado de respirar. Ele tentou sair do caminho da minha intimidação, mas ele mal conseguia se mover. Seu rosto endureceu, os olhos arregalados.
— Tire suas mãos sujas de Tuuli e saia da minha vista ou então ela não será quem vai morrer aqui, mas sim você. — O mundo ao meu redor desacelerou, e quando o homem começou a convulsionar e espumar pela boca, gradualmente fortaleci a força da mana, o atingindo cada vez mais.
— Ahhh… Ahhh! — Sua boca se moveu e, um segundo depois, algo afiado assobiou no ar e perfurou o braço do homem.
O quê? — Pisquei surpresa, voltando aos meus sentidos, assim que papai pulou no homem, adaga na mão. Incapaz de se esquivar devido à influência persistente da intimidação, o sequestrador recebeu a lâmina de frente.
— Ahhh! — Ele gritou, quando o sangue jorrou de sua ferida. Papai então o empurrou para baixo, e Tuuli caiu no chão, enquanto eles lutavam.
— Tuuli!
— Você está bem?!
Gil e Lutz, imediatamente, correram para Tuuli, limpando o sangue respingado do homem de suas bochechas.
— E-eu estava com tanto medo, — Tuuli disse, sentando no chão, em estado de choque.
Comecei a correr também, mas, assim que dei o primeiro passo, vi algo brilhar no canto do meu olho. Eu me virei e vi que o outro homem, aquele com quem meu pai estava brigando, e provavelmente aquele que tentou me sequestrar, estava levantando a mão. Havia um anel em seu dedo, e sua feystone estava brilhando. Eu imediatamente entendi que ele estava despejando mana nele e fiz a primeira coisa que pude pensar. Virei-me para papai, que estava acabando com o outro homem, e gritei.
— Pai! Cuidado!
Papai se virou também, e Damuel rugiu “Gunther! Para trás!” e ele saltou, em direção a ele, para empurrá-lo para longe.
— Wow?!
Uma vez que ele afastou papai, uma coisa parecida com um escudo apareceu sobre a mão esquerda de Damuel, que ele usou para bloquear o feixe de mana que havia disparado em sua direção. O homem não deve ter considerado que seu ataque poderia ser bloqueado, quando olhou para Damuel e recuou, abalado.
— Gunther, esse cara tem mana. Eu vou cuidar dele! Todos vocês voltem para o templo e alertem o Senhor Ferdinando!
— Entendido! Otto, pegue Myne! — Papai gritou, antes de pegar Tuuli, cujas pernas estavam muito trêmulas para ela ficar de pé, e correr em direção à rua principal. Recuperados os sentidos, Lutz e Gil correram atrás dele. Otto me pegou e me seguiu também, voltando para o templo.
— Myne, você está sangrando — Otto fez uma careta de dor, solidário, enquanto corria. Segui seus olhos até meus joelhos, onde o sangue escorria até minhas canelas.
— Isso deve ter acontecido quando fui derrubada. — Não doeu nada graças à adrenalina, mas no segundo em que vi a ferida, uma súbita pontada de dor me atingiu. Meu próprio sangue me lembrou o sangue que espirrou do outro homem.
— Otto, esta é uma situação ruim onde, hum, precisamos muito de ajuda, certo? — perguntei, observando papai, Lutz e Gil ziguezagueando, em meio à enxurrada de pessoas na rua principal. Otto basicamente gritou em resposta.
— O que mais essa situação parece?!
— Eu só queria ter certeza de que ninguém ficaria bravo se eu pedisse ajuda.
Pressionei meu polegar contra a ferida sangrenta no meu joelho, então puxei o colar que eu tinha certeza de usar o tempo todo, para que eu pudesse carimbar meu sangue contra sua pedra preta, parecida com ônix.
Por um instante, brilhou com uma luz amarela, mas nada mais aconteceu. A única mudança foi a chama amarela, que agora oscilava dentro da pedra negra. Provavelmente tinha enviado uma mensagem a Sylvester, ou era apenas uma ferramenta mágica para transmitir minha localização. Eu não tinha como saber, apesar de ter colocado meu sangue nela.
— O que é isso?
— Um charme. Aparentemente, isso vai me ajudar quando eu estiver em perigo. — Deslizei o colar mágico de volta sob minhas roupas, ainda sem saber o que tinha feito. E foi aí que passamos pela Companhia Gilberta.
— Tuuli e Lutz, vocês vão para dentro com Otto e fiquem na casa dele, — papai instruiu, enquanto colocava Tuuli na frente da porta. Lutz ergueu os olhos para ele, ofegante.
— Sr. Gunther, eu posso…
— Você vai ficar no caminho. — Papai recusou Lutz, antes que ele pudesse pedir para vir conosco.
— Mas Gil vai!
— Gil mora no templo. Você é diferente. Não precisamos de pessoas que não saibam lutar, — disse papai, cortando as esperanças de Lutz em pedaços, antes de se virar para Otto e dar-lhe um olhar duro, enquanto eu era colocada no chão. — Otto, estou confiando Tuuli a você. Estou levando Myne ao templo.
— Capitão, Myne, tenham cuidado lá, ok? — Otto cerrou o punho e dobrou o cotovelo. Papai fez o mesmo, batendo com o punho no de Otto.
— Vai ficar tudo bem. A Ordem dos Cavaleiros está fora. — Com a expressão ainda dura, papai apontou o punho para cima. Podíamos ver várias bestas de feystone correndo pelo céu, provavelmente indo para onde Damuel estava. Se assim fosse, eles iriam alcançá-lo em nenhum momento.
— Vamos, Myne. — Papai me pegou e começou a correr para o templo.
Comentários do capítulo 182
Converse sobre este capítulo. Marque spoilers para proteger outros leitores.