Ascendance of a BookwormCAPÍTULO 221 - 220
Capítulo 221Ascendance of a Bookworm – Capítulo 220
Um Chef Estressado
— Hugo, chegou uma carruagem da Companhia Othmar com as sobremesas para amanhã! Não sei por que, mas Leise está com eles!
Estalei a língua, por reflexo, amanhã era o dia em que o grupo do Arquiduque chegaria ao restaurante italiano.
Como se viu, a aprendiz de donzela azul do santuário, com quem eu estava treinando, era uma garota nobre o tempo todo. Seus esforços dedicados no ateliê e no orfanato foram elogiados amplamente, o suficiente para que ela fosse reconhecida e adotada pelo Arquiduque, o que também envolveu que seu nome fosse alterado de “Myne” para “Rozemyne”, por algum motivo. Eu não sabia muito sobre assuntos nobres, então isso não era grande coisa para mim, e como um chef plebeu, não havia muita diferença entre servir a um nobre inferior ou a um nobre superior ou o que quer que fosse.
Para ser honesto, eu sabia que ser a filha adotiva do Arquiduque era uma grande coisa, mas estava tão além do meu domínio de entendimento que realmente não compreendia. Olhando para trás, fiquei impressionado com a loucura do lugar em que estava treinando.
Então, sim, eu não estava envolvido quando se tratava de todo o negócio nobre, mas o Arquiduque se interessando pelo restaurante que sua filha adotiva estava financiando e querendo ir, era outro assunto inteiramente diferente. Isso me envolveu diretamente. Eu teria que servir comida para o Arquiduque.
Em circunstâncias normais, seria impensável para o Arquiduque viajar para a cidade baixa, apenas para visitar um restaurante, mesmo que tivesse sido financiado por sua filha. Foi por isso que Benno da Companhia Gilberta, e seu novo parceiro de financiamento, da Companhia Othmar, estavam fazendo tudo o que podiam para garantir que não houvesse nenhum contratempo. Eles estavam selecionando carne e vegetais da mais alta qualidade, os carregando, verificando as coisas com os garçons e mantendo contato regular com o templo.
Éramos melhores em fazer a comida da Senhora Rozemyne, já que ela estava disponível para nos dar instruções indiretas, mas era frustrante o suficiente Leise ser a melhor quando se tratava de assar doces. Foi por isso que a neta do mestre da guilda, Freida, decidiu colocá-la encarregada de fazer as sobremesas amanhã, ou seja, o bolo de libra, o bolo de esponja e os mil crepes. Nós ainda éramos responsáveis por quaisquer retoques finais, mas isso não mudou o fato de que ela estava roubando nosso trabalho, o que realmente não soava muito bem. Eu queria fazer algumas sobremesas para ofuscá-la, mas eu estava muito ocupado fazendo o consommé.
— O sexto sino tocou apenas um segundo atrás. O que Leise está fazendo aqui quando estamos tão ocupados? — Fumeguei. Não era que eu estivesse irritado por ver Leise, eu estava planejando limpar um pouco antes dela chegar. Sinceramente. Mas, infelizmente, parecia que ela tinha me ouvido alto e claro. Ela invadiu a cozinha, carregando um grande prato coberto com uma tampa de metal em forma de cúpula, e olhou para mim.
— Eu vim entregar algumas sobremesas e testar suas coisas. Algo mais? Está fazendo algo que não quer que eu veja? Não me diga que você estragou o consommé, de todas as coisas, — disse ela com um bufo.
— Como diabos nós fizemos! Estamos ocupados fazendo o jantar!
O que está fazendo aqui?!
Eu estava na casa do mestre da guilda aprendendo receitas nobres, há pouco tempo, então sabia quando Leise estaria mais ocupada, ou seja, agora. Não fazia sentido ela vir aqui. Qualquer outra pessoa poderia ter trazido as sobremesas.
— Eu terminei de preparar o jantar há muito tempo e decidi deixar o resto para meus assistentes — disse Leise, com desdém, antes de colocar o prato no chão e estender a mão em minha direção. — Então, Hugo, você conseguiu fazer algum consommé que não vai envergonhar você e todos os outros?
Consommé era uma parte essencial do menu da Senhora Rozemyne, mas era, de longe, a mais cansativa e demorada de todas as receitas. Para piorar as coisas, era o prato que era mais diferente de qualquer coisa que os nobres costumavam comer, então falhar aqui também faria com que tudo falhasse.
Foi por isso que passei a tarde me concentrando no consommé, recusando deixar a panela por um momento e, em vez disso, apenas gritando minhas instruções para Todd e meus assistentes. Consommé era o resultado de cozinhar muito, muito cuidadosamente os ingredientes de primeira classe que a Companhia Othmar havia fornecido, e o aroma flutuando pela cozinha, por si só, era suficiente para deixar claro o quão bem estava.
E é melhor saber que Leise ainda não consegue fazer um consommé duplo.
Devolvi o olhar presunçoso de Leise e despejei um pouco de consommé, ainda fumegante, em uma pequena tigela de teste de sabor, semelhante às que usamos na cozinha de Senhora Rozemyne.
— Experimente e veja por si mesma.
Leise pegou a tigela de consommé e a girou um pouco, procurando qualquer nebulosidade entre o líquido puro. Ela então deu uma cheirada, antes de lentamente colocar o conteúdo da tigela em sua boca.
Aaaah! Meu estômago está me matando!
Leise não era apenas professora de Todd e minha, em relação à comida nobre, ela era minha maior rival, quando se tratava de ver quem poderia melhorar as receitas da Senhora Rozemyne. Eu estava confiante neste prato, mas ainda ficava nervoso ao ter que esperar por seu julgamento. Eu sabia que morreria por dentro, se ela torcesse o rosto enquanto provava, mas tudo o que podia fazer era esperar, nervosamente.
Leise franziu a testa, despreocupada.
— Parece que eu realmente não preciso me intrometer — disse ela, empurrando a tigela de volta para mim, antes de gritar com as pessoas do lado de fora da cozinha. — Vamos lá, tragam tudo!
Pode crer que sim! Ganhei!
Aproveitando a sensação de vitória, coloquei as sobremesas carregadas na sala de preparação de inverno, da cozinha, onde estava mais frio, e movi o pote de consommé para a sala de armazenamento. Em momentos como este, eu desejava ter a grande sala de gelo, que tínhamos no templo, à mão, mas como ela funcionava com mana, algo que apenas os nobres tinham, nem a casa do mestre da guilda nem o restaurante italiano tinham. Era uma pena, já que era mais do que conveniente.
Todd e eu verificamos completamente se tudo estava pronto para amanhã, então terminei de limpar e tranquei as portas, para ir para casa. Acabei saindo um pouco tarde, pensei comigo mesmo, enquanto caminhava poderosamente pela parte norte, chique, da cidade. O restaurante italiano estava localizado em um local agradável na cidade, a nordeste do centro, então ir direto para baixo me levaria à rua principal, que conecta os portões leste e oeste.
Olhei para o movimentado portão leste, quando o céu escureceu, e depois entrei em um beco estreito, afastando as mulheres que procuravam clientes. Quando cheguei ao poço mais próximo da minha casa, parei por um momento e olhei para cima, esperando ver minha namorada muito recente, Kirke. Felizmente, havia uma sombra na janela do quarto dela.
— Bem-vindo ao lar, Hugo! — ela gritou. — Amanhã é o grande dia, não é? Boa sorte!
— Sim, será ótimo! — Eu gritei de volta. Eu sabia que todos seriam capazes de me ouvir, durante o verão, já que suas janelas estavam abertas, mas eu não me importava, precisei treinar sob uma aprendiz de donzela azul do santuário e fui selecionado como chefe de cozinha do restaurante de alta classe da Companhia Gilberta, para o destino finalmente me abençoar com uma garota.
Pessoal, ouçam. Ouça como estou feliz. No festival de verão do próximo ano, serei a estrela principal!
Após anos jogando taus, durante o Festival das Estrelas, finalmente, chegou a minha hora de ser a estrela. Eu não tinha chegado a tempo para o festival deste ano, mas no próximo ano seria o meu ano. Eu ia me esquivar de taus de perdedores solitários e ciumentos e correr para casa com minha nova esposa. Para esse fim, eu precisava ter certeza de que o almoço de amanhã tivesse sucesso, não importava o que, tanto para o meu futuro como chef, e para o meu casamento.
Eu vou fazer isso!
E assim, o dia do meu desafio mais importante finalmente chegou. Eu cozinhei desesperadamente, com Todd e meus assistentes, sentindo um nó tão apertado em meu estômago que eu estava perto de vomitar. O tempo todo, Todd e eu ficamos nos lembrando que estávamos bem. A própria Senhora Rozemyne nos garantiu que éramos bons o suficiente. Tudo ficaria bem.
— O Arquiduque e todos os nobres disseram que nunca tinham provado nada assim antes, e cada pessoa estava mais do que satisfeita — disse Mark, enquanto empurrava um carrinho de volta para a cozinha, tendo terminado de servir a sobremesa.
Apenas uma vez, ouvindo que os clientes estavam satisfeitos, que eu tinha conseguido, a tensão saiu do meu corpo, e um sorriso se espalhou pelo rosto de Mark, quando ele viu Todd e eu caindo de joelhos no local.
— Excelente trabalho, pessoal — continuou ele. — Eu sei que todos vocês desejam descansar, mas lembrem-se de que agora é hora dos garçons e assistentes comerem. Dê um último empurrão.
Sob as instruções de Mark, preparamos refeições para todos os outros. Os assistentes do templo e os músicos comiam na sala ao lado, enquanto os garçons procuravam lugares para se sentar em mesas vazias ao redor da cozinha ou nas portas de alguns corredores. Todd e eu não tínhamos sido criados para ser tão educados quanto os assistentes ou funcionários das lojas principais, então estávamos bem comendo enquanto estávamos de pé. A comida tinha um sabor tão bom que quase me levou às lágrimas, talvez devido ao imenso alívio de ter conseguido.
Mas a história não terminou aí. Por alguma razão, os nobres, então, voaram para fora do restaurante em estranhos animais voadores, levando Benno, Mark e o mestre da guilda com eles. Nós os vimos sair em transe, mas os transeuntes na rua estavam fazendo um grande alarido, em pânico. Gritos e mais gritos podiam ser ouvidos, vindo de fora, e então tínhamos pessoas correndo para o restaurante, para perguntar o que estava acontecendo.
Com todos os responsáveis sendo levados, os únicos dois que podiam lidar com a multidão eram Freida e Fran, sendo este último um dos assistentes da Senhora Rozemyne. Eles se desculparam educadamente e explicaram que os nobres fizeram o que os nobres faziam, oferecendo-se para transmitir reclamações se alguém tivesse alguma. Mas poucos pareciam interessados em reclamar diretamente aos nobres, e assim, a multidão, naturalmente, se dispersou.
Quando tudo se acalmou e terminamos de limpar a cozinha, os nobres voltaram. Mark se afastou do grupo, entrando na sala de jantar e convocando Todd e eu.
— Hugo, Todd, tenho notícias importantes. Devido à circunstâncias muito profundas envolvendo o Arquiduque, a abertura do restaurante italiano será adiada por um mês ou possivelmente dois. Você ainda será pago durante esse período, é claro, mas pedimos que continue a trabalhar por esse salário. Isso é aceitável?
Eu não me importava, desde que não estivéssemos sendo demitidos, do nada, fazer trabalho remunerado era apenas o caminho do mundo.
Todd e eu assentimos juntos e Mark deu um sorriso.
—Realmente muito obrigado. Agradeço a sua compreensão sobre este assunto. Agora, você prefere trabalhar no Bairro dos Nobres ou no templo, durante o próximo mês?
— O quê?!
— O plano hoje era vender as receitas de Senhora Rozemyne para os três visitantes, importantes, que vieram comer hoje, mas as receitas da Senhora Rozemyne são um pouco incomuns, não são? Precisa haver alguém que possa ensinar os outros diretamente, e, para esse fim, gostaríamos que vocês dois ensinassem seus chefs.
As receitas de Senhora Rozemyne certamente eram estranhas, muito trabalho de preparação foi feito para maximizar o sabor, e alguns dos métodos de cozimento eram difíceis de acreditar, no início. Alguém olhando para eles no papel quase certamente esperaria que a comida tivesse um gosto ruim. Pela minha experiência, descobri que quanto mais experiência uma pessoa tivesse, mais difícil seria para ela aceitar e entender as receitas. Ella era mais nova do que eu e ela se acostumou com elas muito rapidamente, enquanto Todd ainda acabava ficando confuso, enquanto estávamos cozinhando. Na verdade, não havia sequer qualquer garantia de que os chefs nobres nos levariam a sério, mesmo quando os estávamos ensinando diretamente.
— Eu tenho que ir para o templo — disse Todd, o sangue escorrendo de seu rosto, enquanto ele segurava meu braço. — Por favor, Hugo. Morrerei se tiver de ir para o Bairro dos Nobres.
Ele era inútil sempre que ficava muito nervoso, e temia tanto os nobres que até tentava o seu melhor para evitar a Senhora Rozemyne sempre que estava no templo. Dito isso, ele estava, pelo menos, familiarizado com o templo, e sem dúvida seria melhor que ele fosse lá do que corajosamente no Bairro dos Nobres.
— Sim, eu não acho que você sobreviveria lá, também. Você pode tomar o templo.
— Obrigado, Hugo. Eu te devo uma.
Não que eu vá me divertir no Bairro dos Nobres, também. Tenho certeza que vou vomitar todos os dias por causa do estresse!
— Vejo que está resolvido, então. Por favor, venham comigo para o refeitório.
Mark trouxe Todd e eu para o refeitório, onde fomos apresentados como os chefs de hoje, pela Senhora Rozemyne. Depois de negociações difíceis, que pareciam estar centradas em dinheiro, fomos alugados aos nobres como professores por um mês.
No caminho para casa, vi Kirke entre as mulheres preparando o jantar no poço. Eu disse olá, sorrindo ao pensar que, a essa hora no ano que vem, estaríamos casados e ela estaria fazendo aquela comida para mim. Parecia que já éramos recém-casados.
— Oi, Hugo. Como foi? Tudo acabou bem?
— Sim. Na verdade, correu tão bem que vou passar um mês inteiro no Bairro dos nobres. Vou ensinar chefs nobres a cozinhar essas novas receitas.
— Sério?! Uau! Ensinando no Bairro dos Nobres! Isso é incrível! — Kirke exclamou, os olhos brilhando.
Levantei a cabeça, com orgulho, apenas para minha mãe emergir da multidão de mulheres e me repreender por não contar a ela primeiro.
Desculpa, mãe. Kirke é muito mais importante para mim, agora.
Kirke me viu partir no dia em que eu estava indo para o Bairro dos Nobres.
— Boa sorte! Vai ser solitário, mas estarei aqui esperando por você — disse ela.
Uma vez que me despedi, fui para a praça central, onde me encontrei com Todd, e juntos, fomos para o templo. Quando o segundo sino tocou, nos identificamos com o padre cinza de guarda, que não nos levou aos aposentos conhecidos da diretora do orfanato, mas aos aposentos do Arcebispo, bem no fundo do templo.
— Bom dia, Senhora Rozemyne.
— Bom dia, Hugo. Bom dia, Todd. Imagino que será uma grande luta trabalhar na cozinha de um nobre que não sou eu, mas acredito que ambos se sairão bem, — disse Senhora Rozemyne com as roupas caras de uma garota nobre. — Zahm, Todd está aqui.
Com isso, um padre cinza, aparentemente chamado Zahm, começou a alinhar grandes ouros e pratas na mesa.
É a primeira vez que vejo um ouro grande! Uau, e são tantos!
— Esta parece ser a quantidade correta. Zahm, por favor, guie Todd para a cozinha de Ferdinando. Fran, por favor, pegue o dinheiro e entre em contato com Ferdinando.
— Como quiser. — Zahm tirou o Todd, que parecia desconfortável, enquanto Fran colocava o dinheiro em uma sacola e saía da sala. Em seu lugar veio Nicola, que às vezes ajudava na cozinha, e Ella, que se tornou o chef pessoal de Senhora Rozemyne.
— Senhora Rozemyne, eu trouxe Ella.
— Obrigada, Nicola. Peço, agora, que você leve Hugo e Ella para a carruagem para assistentes.
— Como quiser. Ella, Hugo, por favor, sigam-me.
Seguimos Nicola até o portão do templo, onde encontramos carruagens incrivelmente bonitas, para uso dos nobres. Senhora Rozemyne estaria morando no castelo a partir de hoje, então as carruagens também foram enviadas para buscá-la.
— Por favor, esperem aqui até que senhora Rozemyne e o Sumo Sacerdote estejam prontos — disse Nicola. Os plebeus não podiam entrar no Bairro dos Nobres sem a aprovação dos nobres.
— Obrigada, Nicola — respondeu Ella. — Eu sei que vai ser difícil sem mim, por um tempo, mas tenho certeza de que você vai ficar bem.
— Eu sei, agora que muitos sacerdotes cinzentos e donzelas de santuário estão aprendendo. Mal posso esperar para que você aprenda muitas receitas novas e volte para me ensinar mais — disse Nicola, antes de virar o calcanhar e sair.
Ella despediu-se de Nicola, quando ela saiu. Eu poderia adivinhar que muita coisa aconteceu com Ella durante o inverno, enquanto Todd e eu estávamos fora, já que ela parecia muito mais madura do que costumava ser.
— Espere. Você chegou à maioridade?
Foi apenas uma vez que entramos na carruagem e estávamos fora de vista, que finalmente pude relaxar, momento em que notei algo que não havia notado antes. Claro que Ella parecia mais madura, ela tinha o cabelo amarrado.
— Uhrum. Durante à primavera. Embora eu tenha perdido a cerimônia da maioridade, já que estava no Bairro dos Nobres.
— Isso é uma pena.
— Hum? Eu acho que não. Senhora Rozemyne me deu novas receitas para comemorar, e um pequeno moedor de carne para usar na cozinha, já que nós, meninas, não temos força nos braços. Eheheh… É mesmo alguma coisa. Eu vou te mostrar mais tarde, eu tenho tudo empacotado.
Moedores de carne eram máquinas que picavam carne. Os da cidade eram muito grandes e de propriedade de açougueiros, que os usavam para esmagar muita carne para transformarem em salsicha, e esses definitivamente não eram pequenos o suficiente para um indivíduo possuir. Nunca pensei que existissem pequenos moedores de carne.
— Isso soa como se fosse muito mais fácil fazer carne moída. Nada justo.
— Ela disse que pediria a um ferreiro, que ela conhece, para fazer outras ferramentas de cozinha para mim, também. Nós, mulheres, temos dificuldades no Bairro dos Nobres, então, ela quer que seja o mais fácil possível para eu cozinhar…
Parecia que Senhora Rozemyne realmente se interessara por Ella, ela nunca me deu nenhuma ferramenta para facilitar a cozinha. Novamente, não é justo.
— Ei, Ella. Isso me lembra de uma coisa. Aonde no Bairro dos Nobres estamos indo?
— Hum? Onde mais além do castelo do Arquiduque? Meio devagar em perceber isso, Hugo.
— O castelo?! Quero dizer, ouvi dizer que estávamos indo para o Bairro dos Nobres, mas nada mais!
Eu presumi que a Senhora Rozemyne iria para o castelo, enquanto eu seria enviado para a casa do comandante do cavaleiro, mas, de acordo com Ella, ela e eu estávamos indo para a cozinha do castelo. Ella era uma mulher que acabara de atingir a maioridade, e as pessoas, sem dúvida, a julgariam por sua aparência mais do que por seus talentos. Era por isso que ela estaria se juntando a mim, até que ela fosse um membro regular da cozinha do castelo.
Além disso, o comandante dos cavaleiros enviaria o chefe de cozinha de sua propriedade ao castelo, para aprender receitas. Ella conhecia aquele chef e já havia lhe ensinado algumas receitas antes. Ele aparentemente ainda a desprezava, mas estava sugando porque queria muito saber as receitas da Senhora Rozemyne.
— Eu pensei que eu ia ser jogada em uma cozinha ainda maior do que a da propriedade do senhor Karstedt, sozinha. Então, estou feliz que esteja aqui comigo, Hugo. Parece que faz tanto tempo que estávamos indo pela primeira vez à cozinha do templo juntos… Naquela época, era Benno nos levando ao templo. Agora é Senhora Rozemyne nos levando ao castelo do Arquiduque. É apenas por um tempo, mas agora somos chefs da corte, hein?
— Só o pensamento está fazendo meu estômago doer…
A própria ideia de um chef plebeu, de repente, se tornando um chef da corte do Arquiduque era impressionante, especialmente depois de ouvir Ella falar sobre como chefs nobres eram orgulhosos e arrogantes.
— Hugo, você está mais assustado do que aquele shumil, vulgo Todd, não é? Não é todo dia que você tem um novo local de trabalho como este. Vamos fazer o nosso melhor para farejar novas receitas. É bom ter uma meta para trabalhar.
— Tudo bem! Sabe, você está certa. Vou até falar com o pai de Kirke quando voltar do Bairro dos Nobres.
— O quê…? “Kirke”? Hugo, você arrumou uma namorada? — Ella perguntou, a boca aberta. Estava escrito no rosto dela que ela não podia acreditar.
Acredite ou não, eu não me importo! Fatos são fatos!
— Sim, não faz muito tempo. Trabalhar para um nobre no templo espalhou meu nome, e antes que eu percebesse, estávamos namorando. Eu não posso imaginar que seria muito difícil para você conseguir um namorado, e eu recomendo muito isso. É muito mais fácil trabalhar duro quando você tem alguém especial para impressionar.
— Uau, muito legal. Definitivamente, vou manter isso em mente — respondeu Ella, claramente nem um pouco interessada. Ela estava tão obcecada em cozinhar que, apesar de ter atingido a maioridade, ainda parecia ser uma criança que não tinha interesse em romance.
— Não trabalharemos aqui para sempre, mas você não pode ficar muito mais prestigiado do que um chef da corte. Você acha que o pai de Kirke vai me deixar casar com ela por conta disso?
— Supondo que ela não termine com você enquanto você estiver longe, no castelo.
— Ella, não diga isso!
Eu estive preso jogando taus no Festival das Estrelas nos últimos dois anos, mas no próximo ano será diferente. Farei isso. Assim que eu voltar do treinamento do castelo, irei direto ao pai de Kirke e pedirei sua permissão!
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