Ascendance of a Bookworm — Capítulo 237: CAPÍTULO 237 - 236

Ascendance of a Bookworm
Cap. 237
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 237 - 236

Capítulo 237

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Ascendance of a Bookworm – Capítulo 236

O Festival da Colheita

Quando amanheceu, o mosteiro se tornou uma colmeia em atividade. Estaríamos fechando no final da manhã de hoje, e então a equipe da cozinha estava operando em plena capacidade para preparar o café da manhã e o almoço, enquanto todos se apressavam para terminar de mover as coisas. O café da manhã era pão e sopa, que era colocado nas mesas para as pessoas comerem quando tivessem a oportunidade.

Os sacerdotes empilharam colchões, talheres e outras coisas de necessidades básicas nas carruagens enquanto limpavam seus quartos. Os soldados limpavam seus próprios quartos, onde se deitaram, enquanto os da Companhia Gilberta trabalhavam para se preparar para seus próximos negócios. E eu? Eu não teria sido nada além de um inconveniente no meio de tudo isso. Foi por isso que, uma vez que Monika e Gil serviram comida para Brigitte e para mim, nos escondemos no meu quarto rapidamente. A única coisa que podia fazer, era esperar que tudo estivesse pronto para eu partir.

— Lutz, deixo a oficina para você. Acredito que a oficina de Ingo deve estar terminando os materiais necessários para aquela obra de inverno em breve, sim?

— Isso mesmo. Além disso, gostaria de pedir a Ingo para melhorar a impressora. Isso seria aceitável?

— Sim, é claro.

Tragam-nos! Quanto mais melhorias, melhor! Eu pensei, e com base no largo sorriso que se espalhou pelo rosto de Lutz, ele deve ter me ouvido alto e claro.

Estávamos usando as opiniões daqueles que tinham experiência em usar a impressora, para determinar quais áreas precisavam ser melhoradas, então eu não seria particularmente útil nesse processo. Tudo o que pude fazer era encorajar os sacerdotes cinzentos a falar livremente sobre quais partes eles acharam inconvenientes e quais mudanças eles queriam ver. Afinal, a indústria gráfica não progrediria se mantivéssemos a situação atual.

— Gil, confiarei o templo a você na minha ausência. Por favor, faça o que puder para ajudar Nora e os outros a se encaixarem no orfanato, — eu disse.

Os sacerdotes e donzelas cinzentas do santuário, em Hasse, ensinaram Nora e os outros o suficiente, sobre a vida no templo, para que agora se encaixassem no mosteiro, mas o orfanato do templo estava cheio de pessoas que eles não conheciam, e eles estariam vivendo entre um grande grupo, em vez de estarem principalmente entre si. Eu não tinha dúvidas de que levá-los para o templo os estressaria por razões que eles não haviam encontrado aqui.

— Como você quiser.

Tendo confiado os órfãos a Gil, virei-me para encarar papai, o chefe dos soldados.

— Gunther. — Houve uma pausa antes de falar, já que chamá-lo pelo nome era tão estranho para mim, que tive que pensar sobre isso por um momento. — Confio a você a guarda dos sacerdotes. Peço que leve todos para o templo em segurança. É porque você tem concedido meus desejos de forma tão confiável que me sinto à vontade em enviá-los com você.

— Você pode contar comigo, — respondeu papai.

Fui até lá e comecei a distribuir as moedas que Benno havia preparado para mim de antemão.

— Como agradecimento por seus esforços — eu disse, as passando para os soldados ajoelhados. Os olhares brilhantes em seus olhos eram mais do que suficientes para me garantir que levariam o trabalho a sério.

E assim, o grupo que se dirigia para Ehrenfest partiu. Após vê-los partir, Benno e Mark fizeram seu movimento. Eles estariam trabalhando longe de nós, para espalhar seus rumores. Eles passariam a manhã fazendo negócios em Hasse, fazendo comentários do tipo: “Ouvi dizer que um bando de cidadãos de Hasse atacou um mosteiro construído pelo Arquiduque. Mas isso não é traição? Não sei quem é o responsável por ordenar o ataque, mas só posso imaginar que muitas cabeças vão rolar por isso…” Então, eles correriam de volta para Ehrenfest.

— Tenha cuidado, Benno e Mark.

— Agradecemos sua preocupação — Benno e Mark responderam juntos, antes de ir em direção a Hasse. Pouco tempo depois, meus assistentes e pessoal entraram em carruagens para ir à propriedade do prefeito.

— Monika, Nicola, por favor, encontrem os assistentes de Eckhart e Justux antes de irem para a próxima mansão de inverno. Estarei esperando aqui por Eckhart.

Depois de ver todo mundo sair, esperei no meu quarto, no mosteiro, com Brigitte, até Eckhart vir me buscar. O tempo foi muito confortavelmente gasto, já que Ella havia preparado biscoitos para mim, sanduíches para o almoço e suco de frutas recém-espremido para eu beber.

— Como é a sua província natal, Brigitte? Ainda não estou muito familiarizada com a geografia do ducado, então adoraria ouvir sobre isso. — eu disse. Na minha opinião, era mais fácil aprender a geografia de lugares que você realmente tinha ouvido os moradores falando antes.

Brigitte deu um sorriso perturbado a meu pedido de conversa fiada.

— Illgner está localizada no sudoeste de Ehrenfest. É uma província considerável, mas rural, baixa em população, sem qualquer exportação especial para chamar atenção. Temos uma grande indústria madeireira, mas o mesmo poderia ser dito de todas as províncias em nossa área.

— Se a província tem tanta madeira, talvez fosse adequada para fazer papel?

Era possível que Illgner tivesse uma variedade maior de madeira do que Ehrenfest, e se eles precisassem de uma exportação especial, então o papel definitivamente se encaixaria. A indústria gráfica simplesmente exigia um grande suprimento de papel para funcionar, então eu queria ter uma discussão profunda sobre que tipo de árvores estavam na província, e se havia árvores raras ou feyplants que pudessem produzir papel de alta qualidade, assim como os trombes.

— Por enquanto, preciso priorizar a disseminação da impressão em todo o Distrito Central do Arquiduque, mas gostaria de encontrar Giebe Illgner um dia para discutir a produção de papel, — eu disse, e os olhos ametista de Brigitte brilharam mais do que eu já tinha visto antes.

— Ah, sim, por favor. Estarei esperando ansiosamente pela oportunidade.

Continuamos conversando até que a feystone começou a brilhar, anunciando que tínhamos visitantes. Brigitte abriu a porta para revelar Eckhart, Justux, Damuel e Fran, que estavam todos usando expressões tensas.

— As expressões em seus rostos são um tanto assustadoras. Aconteceu alguma coisa? — perguntei.

— Ficamos surpresos ao voltar e encontrar o lugar deserto, sem sequer um assistente à vista. Para onde foi a multidão de ontem?

— Estamos fechando o mosteiro para o inverno, então enviamos todos para o orfanato de Ehrenfest. Meus assistentes não lhe disseram quando chegaram à propriedade do prefeito? — Perguntei.

— Ah, entendo — respondeu Eckhart com um suspiro aliviado. Eles aparentemente ficaram tão surpresos com o mosteiro deserto que vieram correndo direto para o meu quarto.

— Você não sabia disso, Fran? Eu… espere, espere. Você não parece bem, Fran. Está tudo bem? — Ele parecia tão doente, que eu podia dizer que algo estava errado de relance.

Enquanto eu olhava para sua expressão desgastada, ele forçou um sorriso e disse: “Não é nada.”

— Em que mundo essa expressão não é nada? Não precisamos partir até o meio-dia, pelo que me lembro. Por favor, descanse no prédio dos meninos até o quarto sino.

— Não, eu não posso descansar quando minha senhora não tem outros assistentes — Fran disse categoricamente. — Por favor, me permita ficar.

Eckhart assentiu em aprovação. Parecia que todos acabavam assim quando Ferdinando os treinava.

Maldito seja por ser um trabalhador tão teimoso!

— Eu não vou permitir, — respondi. Fran não deve ter esperado que eu recusasse, por como ele e todos os outros olharam para mim, com total descrença. — Há rumores de que sou profundamente compassiva e, portanto, ordeno que você durma no banco desta sala ou sozinho, no prédio dos meninos. Você pode escolher qual você prefere.

— Rozemyne, não tenho tanta certeza disso, — Eckhart interrompeu.

— Ouvirei o que você tem a dizer sobre esses assuntos quando puder cuidar da minha saúde, Eckhart. Fran estará servindo como meu representante aqui, e eu não desejo que ele desmaie de exaustão. — Eu disse, silenciando seus protestos com um olhar penetrante. — Agora, então, Fran, entre este banco e o dormitório dos meninos, qual você prefere? Se escolher nenhum dos dois, não terei escolha a não ser oferecer meu colo como travesseiro. Agora escolha.

Depois de suportar meu olhar por um tempo, Fran cedeu e relutantemente se dirigiu ao prédio dos meninos.

— Rozemyne, — começou Eckhart — você pode não entender isso muito bem ainda, mas… —

— Não, querido irmão, você é o único que ainda não entende. Para falar francamente, se eu entrasse em colapso, você e Justux seriam perfeitamente capazes de tomar meu lugar, — comecei. Qualquer nobre poderia dar as mesmas bênçãos que eu. A única coisa que lhes faltava eram vestes de padre, mas colocar Eckhart em longas vestes brancas ou azuis antes de enviá-lo ao palco, seria suficiente para fazê-lo parecer um padre à distância. — Mas ninguém pode tomar o lugar de Fran. Monika e Nicola ainda não são capazes de fazer todo o trabalho de uma assistente, e Fran é o único que pode me ajudar com os rituais, gerenciar minha saúde, lidar com as poções e me acompanhar em assuntos sem ofender nobres como Justux e você.

— Mas os assistentes estão… — Eckhart começou, apenas para ser interrompido por Justux.

— Chega de brigas de irmãos. Você perdeu, Eckhart. Supere isso. Senhora Rozemyne tem razão. Considerando a posição dela, você também tem razão. Como você vai viver se for ainda mais cabeça-dura do que Ferdinando?

Justux me repreendeu por não ter um assistente comigo, apesar da minha alta posição, e Eckhart por não se adaptar à situação. Ele era um pouco excêntrico sobre isso, mas ele claramente tinha sabedoria orientada pela experiência. Eckhart e eu não tivemos escolha a não ser nos desculpar.

Enquanto esperávamos pelo quarto sino, Eckhart e Justux me atualizaram sobre como estava indo o Festival da Colheita. Quando a campainha finalmente tocou, a porta se abriu imediatamente e Fran entrou como se ele estivesse esperando do lado de fora. A exaustão havia desaparecido de seu rosto, o que era um enorme alívio.

Após o almoço, de sanduíches com suco de frutas, fechamos o mosteiro e partimos. A maionese nos sanduíches tinha sido suficiente para trazer um brilho aos olhos de Justux, mas quando ele pediu mais informações, eu fui em frente e disse a ele que a receita seria cara, já que eu estava até cobrando SGlvester por isso. Mas isso não foi o suficiente para fazê-lo ceder, claramente desesperado, ele até começou a dizer que pagaria assim que chegássemos em casa. Eu simplesmente coloquei um sorriso, o recusando, dizendo que eu só recebia pagamentos adiantados. Um maluco por informações como ele, sem dúvida, provaria ser um cliente valioso.

Quando estávamos no Pandabus, Fran me deu um relatório sobre Hasse.

Fim da leitura

Capítulo 237 concluído

CAPÍTULO 237 - 236