Ascendance of a Bookworm — Capítulo 38: CAPÍTULO 38 - 37

Ascendance of a Bookworm
Cap. 38
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Ascendance of a Bookworm

CAPÍTULO 38 - 37

Capítulo 38

2.945 palavras~13 min de leitura

Ascendance of a Bookworm – Capítulo 37

Erros dolorosos

O trabalho de hoje era trazer a panela e as cinzas para a floresta e ferver um pouco da casca branca por cerca de um sino enquanto a casca preta da outra madeira secava ao sol. O passo de Lutz está mais rápido do que o normal, provavelmente por que a panela sozinha não era tão pesada para ele, mesmo com as cinzas que estávamos usando hoje dentro dela.

Depois de chegar ao leito do rio, pendurei a casca preta na minha cesta para que o sol a secasse. Enquanto isso, Lutz preparava a panela. Depois de colocar a panela cheia de água no fogão de pedra improvisado, ele foi buscar lenha.

– Ouça, Myne. Não deixe a panela sozinha, não importa o que aconteça.

– Eu já sei disso! – A panela e as cinzas eram muito valiosos, tanto monetariamente quanto no sentido de que não podíamos substituí-los por conta própria. Também não queríamos que a casca branca fosse roubada, então precisássemos absolutamente de alguém para vigiar nossas coisas, mesmo que esse alguém fosse um peso morto como eu. Lutz, sabendo que ultimamente eu vinha me esforçando mais para coletar e, portanto, perambulando por todo o lugar, fez questão de deixar claro esse ponto. Foi uma merda.

– Você diz que sabe disso, mas eu sei que você vai se afastar no segundo em que perceber algo interessante.

– Eu não vou deixar a panela sozinha até você voltar, então se apresse e faça o que precisa fazer.

Quando cheguei à floresta, tentei colocar minha cesta no chão e explorar sem ela, pois era muito pesada, mas Lutz e Tuuli ficaram super bravos comigo. Ao contrário do Japão, não era seguro colocar algo no chão e ir a algum lugar que você não pudesse ver aquilo. O roubo era um risco constante

. E exatamente por isso que as crianças carregavam suas cestas nas costas e só pegavam o que podiam levar para casa.

Lutz acendeu a lenha que recolheu rapidamente e foi buscar mais. Coloquei a casca preta que estava na cesta sob o sol e observei a panela enquanto ocasionalmente ajustei a cesta conforme as sombras se moviam.

– Está fervendo?

– Uh huh, eu acho que está quase pronto. – Coloquei as cinzas e a casca branca na água borbulhante, então percebi que precisava de uma vara para mexer. Mas eu não tinha nada disso. …Não, outra coisa que eu esqueci. Deprimida com a incapacidade da minha fraca imaginação em prever esses problemas, olhei em volta para ver se havia alguma coisa que pudesse usar.

– Lutz, precisamos de dois pauzinhos mais ou menos do mesmo comprimento para mexer a panela. A casca da madeira normal vai soltar na água, então o bambu é preferível. Deve haver bambu por perto, certo?

– Duas varas de bambu, hein? Tudo bem. – Lutz encontrou bambus e os cortou na hora para fazer dois palitos igualmente compridos, que usei como hashis de cozinha para mexer a panela. Ele deve ter ficado muito melhor em lidar com o bambu enquanto eu lutava para fazer aquelas tiras, pensei comigo mesma. Depois de mexer um pouco, ouvi Lutz murmurar algo.

– … Myne, você está mexendo muito bem com essas varas.

– Bem? Ah, ummm, sim. Muito bem, certo? – Dei um sorriso falso, mas um suor frio escorreu pelas minhas costas. Não havia comida oriental aqui e, portanto, ninguém usava hashis. Até onde eu sabia, ninguém tinha sequer um par. Não havia uma menininha no mundo que casualmente pedisse paus para mexer uma panela e depois os segurasse como hashis em vez de pegá-los individualmente pelas pontas.

… Oh não, Lutz está me olhando estranho. É apenas minha imaginação. Estou imaginando coisas. Não tem como ele suspeitar. Sem chance. Continuei mexendo a panela enquanto evitava a realidade. Seria mais suspeito se eu mudasse como eu os segurava só por que ele disse alguma coisa. Minha única escolha era seguir em frente, mas meu coração não desacelerava.

… Aaah, eu sou uma idiota, uma grande idiota! Estou basicamente pedindo que ele desconfie! Forcei o sorriso mais normal possível no meu rosto e continuei mexendo a casca branca fervente, até que finalmente ouvi o toque fraco do sino. Já era tempo.

Mergulhei as cascas fervidas no rio e lavei as cinzas enquanto deixava o sol bater nelas. Eu não tinha ideia se as plantas deste mundo funcionavam da mesma maneira, mas não tive escolha a não ser trabalhar com o que eu sabia.

– E agora deixamos esta casca aqui por um dia inteiro.

– Hmm. Tudo bem.

Precisávamos deixar a casca branca no rio por um dia inteiro também para que o papel ficasse o mais branco e bonito possível. Depois que Lutz lavou a panela, nos revezamos para recolher. Eu estava pegando visivelmente menos plantas venenosas do que antes. Espero manter o bom ritmo.

Hoje nosso principal dever relacionado ao papel foi levar a casca branca para o armazém da floresta. Nós nos reunimos normalmente na floresta, então quando era hora de ir para casa, nós tiramos a casca branca do rio. Estávamos trazendo baldes de casa conosco para carregar a casca branca em vez da panela. Mas isso era tudo o que precisávamos fazer.

– Vamos trabalhar no armazém a partir de agora.

– Tudo bem. Acho que temos que recolher o máximo que pudermos hoje, hein?

Juntei muitas plantas comestíveis (examinadas por Lutz), meryls (colhidas por Lutz) e, finalmente, muitos krans para cozinhar e fazer geleia. Provei os krans várias vezes enquanto recolhia. Eles são muito mais azedos do que as frutas japonesas, mas minha dieta era tão carente de qualquer coisa doce que eles tinham um sabor delicioso

Quando o sol nasceu no dia seguinte, não fomos para a floresta e em vez disso, começamos a trabalhar em frente ao poço do armazém. Eu tive que fazer a coleta dos nós e lavar com água hoje de uma só vez para “terminar” o papel hoje, já que uma vez que você chega até aqui, você tem de ir até o fim.

Na colheita eu recolhia os nós e pedaços quebrados das fibras de casca branca. Isso poderia ser feito sentada, então me ofereci para fazer isso sozinha. Enquanto eu mexia nas fibras, Lutz descascava a frita edil, esmagava e punha água para fazer o tororo.

– Ei Myne. É isso que tororo devia ser?

– … Mmm, provavelmente. Parece pegajoso, então deve ficar bem, mesmo que eu não tenha certeza. Vou pensar nisso quando vir quão pegajosas são as vibras quando eu misturar.

Terminada a colheita, era hora de bater as fibras. Lutz pegou um bastão retangular duro feito do que parecia ser um carvalho perene e bateu as fibras de casca branca até ficarem fofas como algodão. Ele não parou de bater, com a mão segurando o cabo na parte inferior esculpido pelas pessoas da serraria, envolto em um pano que eu trouxe de casa para não machucar sua mão.

Esse era o trabalho de Lutz. Eu só atrapalharia se tentasse ajudar com meus braços moles. Ele terminou rápido, pois não tínhamos muitas fibras para trabalhar, mas as coisas ficariam muito mais sérias quando a produção em massa se envolvesse.

Posteriormente, colocamos as fibras soltas na cuba junto com o tororo e começamos a adicionar água aos poucos, regulando a viscosidade. Normalmente você usaria um ancinho ou algo como um pente para mexer, mas não havia muita casca aqui, então Lutz me fez mais dois pares de hashis que eu enfiei na panela para mexer. Mmm… tenho certeza de que foi assim com as caixas de leite depois que coloquei o amido.

Como eu não era uma artesã, não conseguia equilibrar bem as coisas sozinha, mas forcei o máximo minha memória e fiz com sucesso a água da fibra. Feito isso, finalmente chegou a hora de fazer o papel na suketa. Todo aquele tempo gasto fazendo o quadro de duas partes e a tela havia sido para esse momento.

– Uau. Finalmente, algo que eu entendo.

Minhas lembranças de fazer papel reciclado com caixas de leite na escola eram as seguintes: ferva a caixa, retire a parte brilhante, misture, adicione amido ao lavar, agite na suketa e seque. Esta foi a primeira vez que minha experiência em fazer papel seria útil para fazer este papel… finalmente! Depois de tanto tempo, é minha hora de brilhar! Graças a deus pelos pontos de experiência!

– Você realmente sabe o que está fazendo? – Lutz, me observando preparar a suketa, inclinou um pouco a cabeça e me olhou com extrema desconfiança.

Quero dizer… Claro, eu fui bem vaga sobre muitas coisas, e assim que começamos percebi que esqueci muitas coisas, mas tudo isso tinha a ver com minha falta de experiência. Um pouco irritada por Lutz não confiar em mim, estufei as bochechas de menininha e levantei o queixo.

– Sim! Você pode confiar em mim! Eu já fiz isso antes.

– … Quando e onde? – disse Lutz bruscamente, as sobrancelhas franzidas. Sua voz fez meu coração congelar por um segundo.

– Nossa?! Hmm, isso é o segredo de uma garota! Nem pense em bisbilhotar. – Ahhhh! Eu sou tão burra! Por que eu diria isso? Lutz está me dando um olhar super pesado agora. Ele está totalmente olhando para mim. AAAAAH! Eu acabei de me jogar de um penhasco aqui?!

Cobri meus gritos internos com um sorriso falso e coloquei água turva na fibra na suketa. Meus dedos tremiam um pouco, mas fingi não notar. Uma vez que a água estava dentro, comecei a mover a suketa de um lado para o outro, para cima e para baixo.

– Por que você mexe assim?

– Bem, movê-lo assim espalha a água e a polpa, de modo que o papel ficará igualmente grosso por toda a parte. Além disso, dependendo do tipo de papel e da espessura desejada, você pode repetir isso por mais tempo.

– Ah, interessante. Você sabe disso porque já fez isso antes? – Os olhos de Lutz cravaram em mim e eu sabia que nem a menor mudança de expressão lhe escaparia. Eu não sabia o que poderia dizer para evitar a pergunta. Tudo o que eu podia fazer era ficar em silêncio ou mudar de assunto com força.

– Hum, Lutz, estou pensando em experimentar isso e ver como o número de movimentos impacta na espessura do papel. O que você acha?

Lutz não deve ter gostado que eu me esquivasse da pergunta. Eu podia sentir seu olhar endurecendo enquanto ele olhava entre mim e a suketa, que eu ainda estava movendo. Aaaaah… sinto que acabei de escalar o penhasco para cair de novo…

Uma vez feita a lavagem, tirei a tela do quadro e movi o papel filtrado para a cama de secagem.

– Certifique-se de não deixar o ar entrar entre os pedaços de papel quando você os empilha. Comece na borda e vá descendo.

– Vou tentar. – Lutz pegou nossa outra tela e a colocou na suketa, depois começou a fazer a lavagem para fazer papel. Estávamos apenas fazendo papel de um cartão postal. Então alguns movimentos eram suficientes para espalhar tudo igualmente.

Lutz e eu nos revezamos balançando a água, quase silenciosamente. Eu esperava que a casca branca fosse suficiente para três pedaços de papel, mas eu estava muito errada. Acabamos com dez filhas no final.

– Não temos uma tonelada de papel no momento, mas, de qualquer forma, deixamos o papel do dia empilhado na cama de secagem. A água drenará naturalmente depois de um dia inteiro.

– Então o que?

– Nós pressionamos suavemente os pesos no papel para espremer mais água. Podemos deixar os pesos neles por outro dia inteiro. Isso vai se livrar de toda a viscosidade do tororo.

– Uau. Você com certeza sabe muito sobre isso. Oh, certo. Você disse que já fez isso antes ou algo assim?

…Aaahhh, esse olhar dói. Ele definitivamente me descobriu. Eu não apenas caí do penhasco, eu pulei dele. Eu sou tão estúpida.

No entanto, apesar de me encarar e claramente ter algo em mente, Lutz não disse nada definitivo. Eu não queria subir o penhasco novamente, para outra autodestruição humilhante, então comecei a trabalhar fazendo papel sem dizer nada desnecessário. Eu já tinha falhado em evitar o assunto, e dizer a verdade era muito arriscado. Eu podia imaginar que ele diria algo assim que terminássemos de fazer o papel, mas não sabia o quanto ele havia adivinhado, nem o que ele diria para mim.

Eu já tinha pensado em uma solução para isso, então realmente, isso não era um problema. Eu não gostava de dor e não queria ter medo. Se as coisas ficassem dolorosas ou assustadoras, eu só tinha que liberar o calor dentro de mim e deixá-lo me engolir. Ultimamente, parecia que o calor estava ficando mais forte, então provavelmente não levaria muito tempo para me consumir inteiramente.

O problema era que, ao contrário da última vez, eu agora tinha um forte apego a este mundo. Tudo o que nos restava para fazer o papel era deixá-lo secar. Basicamente não havia nada que pudesse dar errado, e com o papel feito, eu queria, pelo menos, fazer livros antes de desaparecer.

… Eu me pergunto se posso ganhar tempo até lá. Eu quero comprar esse tempo. Tenho de adiar a minha morte até poder fazer um livro. Com esses pensamentos em mente e nuvens sobre meu coração, continuei trabalhando.

No dia seguinte, caminhamos até a floresta em silêncio quase total. Joguei a casca preta no rio e saímos para recolher. Paramos no armazém para colocar os pesos, mas era tudo o que tínhamos que fazer. Não pude deixar de pensar no que Lutz estava sentindo. Eu poderia dizer que ele estava pensando o mesmo sobre mim, a julgar pelo seu olhar frequente em minha direção.

– Ei…

– Hum? E aí? – Lutz falando me fez tremer reflexivamente. Eu pensei que estava mantendo a cabeça fria sobre as coisas, mas meu corpo simplesmente não apoiava meus pensamentos.

Tremendo, esperei Lutz continuar, mas ele apenas coçou o cabelo loiro grosseiramente com a boca abrindo e fechando.

– … Esquece.

– O- Oh? – eu sabia que estava colhendo o que havia semeado, mas, ainda assim, deixar isso se arrastar estava realmente me machucando.

No dia seguinte, lembrei-me de trazer uma tábua de cortar e tiramos a casca preta externa. Ao contrário de casca de trombe, era muito difícil sair. As fibras acabaram todas quebradiças. Isso não era apenas eu sendo desajeitado, também – Lutz estava tendo o mesmo problema. As fibras do trombe eram perfeitas, mas eu estava questionando se esse outro material seria útil.

– … Acho que madeiras diferentes são mais fáceis de trabalhar.

– Sim, muito. – As fibras desarrumadas lembravam tanto meu relacionamento com Lutz que não pude deixar de suspirar. – Assim que esta casca branca secar, estaremos bem por um tempo.

– Tudo bem. Ei… é, esqueça isso. Direi depois que o papel estiver pronto. – disse Lutz antes de se calar. Eu dei um pequeno aceno com a cabeça e endureci minha determinação.

Lutz percebeu que eu não era Myne e estava prestes a me acusar de passar por ela. Não havia nenhuma dúvida quanto a isso. Afinal, ele não me chamou de “Myne” uma vez desde o dia que me auto destruí. O que ele diria quando o papel estivesse pronto? Como ele iria me interrogar? Ele gritaria comigo? Minha imaginação infelizmente era muito vívida quando se tratava desse tipo de coisa, então o Lutz em minha imaginação estava dizendo todo tipo de coisas cruéis e sem coração. Minha própria mente enfiou lanças no meu coração, me fazendo abaixar a cabeça.

… Isso é ir longe demais, Lutz! Você está sendo cruel! Imaginação ou não, vou chorar! Eu realmente sou eu!

Trabalhamos no armazém no dia seguinte. Primeiro, Lutz e eu pegamos a casca branca que fizemos ontem, penduramos em nossas cestas e colocamos do lado de fora. Em seguida delicadamente tiramos o papel prensado da cama de secagem, peça por peça e os prendemos em uma tábua.

– Normalmente, usávamos um pincel para tirar delicadamente as bolhas de ar, mas esqueci de pedir um. Opa, opa. O papel é pequeno o suficiente para ficarmos bem, de qualquer maneira.

– … você esquece muitas coisas. – Lutz olhou para mim, mas desde que eu estava imaginando recentemente uma enxurrada ininterrupta de puro veneno saindo de sua boca, isso não foi o suficiente para me abalar. Eu dei de ombros e continuei.

– Você só precisa preparar um antes de fazermos nosso segundo lote. Mais importante, uma vez que essas folhas secam sob o sol está pronto. A luz do sol deve deixar o papel ainda mais branco.

Lutz levou a prancha para fora e colocou-a contra uma parede onde o sol brilhava. Ele então lavou a cama de secagem ao lado do poço e a colocou ao lado da tábua para que pudesse secar.

O papel branco secando sob um céu azul claro só poderia ser descrito como bonito, e imaginar que este era o primeiro passo para um futuro de livros me dez suspirar de satisfação.

– Aaaaah, papel. É papel real, real. Realmente conseguimos…

– Ei…

– Mas ainda não terminamos. O papel precisa secar até a noite. Assim que estiver seco, vamos soltá-los devagarinho para não rasgar, e pronto. – falei tentando adiar o papel que estava sendo feito para poder retardar ao máximo a conversa com Lutz. Se possível. Ele deve ter percebido isso, porém, dado o olhar frustrado em seu rosto

– Então, basicamente já está feito, certo?

– … Bem, isso não está errado, mas…

– Eu disse a você que queria conversar quando o papel estivesse pronto, lembra?

Era hora do interrogatório. Os olhos verdes de Lutz brilharam com uma luz feroz, sua raiva vindo à tona. Eu mordi meu lábio e o encarei, plantando meus pés solidamente no chão para que eu ficasse de pé, não importa o que ele dissesse para mim.

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Fim da leitura

Capítulo 38 concluído

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