Ecos de Méter — Capítulo 94: CAPÍTULO 94 - 94 O preço de seguir em frente.

Ecos de Méter
Cap. 94
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Ecos de Méter

CAPÍTULO 94 - 94 O preço de seguir em frente.

Capítulo 94

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Capítulo 94: O preço de seguir em frente.

Ecos de Méter

Ely até prende a respiração.

O olhar de Helvetia a princípio confuso, vagueia da faca para o rosto de Lyanna sem virar a face.

— Mais especificamente, preciso de seus serviços. — Lyanna corta o silêncio com um sorriso despretensioso após soltar uma bufa de ar.

Ely até respira aliviada com a mão no peito.

— E quais serviços seriam esses? — O semblante de confiança toma conta de Helvetia. — Você sabe que eu tenho muitos talentos. Qual deles deseja?

— Mais especificamente, eu preciso de algumas gotas do veneno de Urânus. — O olhar centrado e focado de Lyanna na lamparina, muda o clima do ambiente.

— Se tá maluca? — Ely intervém. — Ela vai morrer se tentar isso.

Helvetia permanece em silêncio com o olhar distante.

— Normalmente seria morte certa. Mas estamos na estação em que ela fica menos ativa. — Lyanna explana. — Talvez exista uma chance… eu… — Sua fala fica trêmula por um momento. — Eu preciso tentar.

Lagrimas escorrem pelo rosto dela.

Ely perde as palavras.

— Não sei suas motivações. E sinceramente? Pouco me importa. Se esse é o preço, eu aceito. — O olhar convicto de Helvetia contamina o ambiente.

— Poxa! — Lyanna sorri aliviada enquanto seca o rosto com as mãos. — Só você mesmo para aceitar. Obrigada.

— O problema não é sobreviver àquilo. Eu acho que consigo, o problema é como armazenar aquele veneno que dizem ser o mais letal de todos. — Helvetia questiona em voz alta, mais para si mesma que para qualquer outra pessoa. Ela volta a encarar a faca.

— Sobre isso. — Lyanna retira de sua pequena bolsa presa a cintura uma pedra azul escura que parece um diamante bruto do tamanho da palma de sua mão. — Essa pedra é capaz de fazer isso. — Ela a oferece a Helvetia que encara a pedra olhar confuso.

— Essa não é aquela…

Ely é interrompida

— Sim, ela é a herança da minha família.

Lyanna tem o olhar vago enquanto fala.

— Ela é capaz de armazenar em seu interior, a essência de qualquer coisa na qual ela seja exposta por muito tempo.

Ely em silêncio, observa Helvetia tatear e chacoalhar a pedra.

— Só tenha cuidado para não a deixar cair. — O impacto brusco força a pedra a expulsar o que está armazenado.

— Isso é água?

— Sim, água salgada do lago.

— Posso?

— Fique à vontade.

Helvetia força o impacto da pedra contra a madeira da mesa, mas nada acontece.

— Um pouco mais forte. — Lyanna até sorri enquanto se perde em lembranças.

Agora o barulho até chama a atenção de alguns ali, mas logo voltam o foco para seus pratos e conversas. No segundo seguinte ao impacto, a água começa a transbordar para fora da pedra a deixando transparente. Helvetia coloca o dedo na poça d’água e experimenta um pouco.

— Tão salgada quanto. — Ela até lambe os lábios.

— Agora que está vazia, vai começar a acumular o ar ao redor. — Então sempre antes de tentar armazenar algo, lembre-se de força-la a expulsar o ar. — Lyanna passa os detalhes, já enrolando a faca no pano novamente.

— Entendi. — Helvetia continua a tatear a pedra. — O nome dessa pedra não é Zonodros? Acho que quebrei uma mais cedo.

— Essa é diferente, não pode ser quebrada por nada. Se não, não seria capaz de segurar aquele veneno. — Lyanna a encara. — Zonodros é uma pedra rara por aqui. De onde eu vim, elas são encontradas até com certa facilidade em algumas cavernas e rios.

— Mas elas só armazenam líquidos básicos como água, e se quebram com facilidade. Infelizmente eu só tenho essa, e nunca ouvi falar de nada igual, nem mesmo na minha terra natal. — Lyanna aproveita a distração de Ely, e lhe furta um pedaço de peixe.

— Ei. — Ely até puxa a bandeja para mais perto de si. — Compra para você.

— Gananciosa como sempre. — Helvetia fala com um tom de provocação, o que faz Ely até virar o rosto por um momento de nariz empinado.

— Vou até à recepção pedir algo. Já volto. — Lyanna se retira da mesa.

— Hel, você tem certeza? — Ely a encara.

Após um suspiro.

— É algo que já venho pensando há muito tempo. — Helvetia pausa a fala e se volta para o céu estrelado. — Urânus… — O silêncio ecoa por alguns segundos. — Talvez eu consiga algo para forjar uma arma ou armadura tão grandiosa quanto uma das dez armas lendárias.

— Aquelas forjadas por Nor em sua jornada junto a Uruk? — Até Ely se perde em pensamentos.

— Meu objetivo e criar algo tão grandioso quanto ele. E me tornar uma lenda que ecoara pela eternidade através de minha criação. — Helvetia até serra o punho enquanto segura a pedra.

— Que sonho grandioso você tem. — Um sorriso genuíno surge em Ely. — Até senti um pouco de inveja agora. — Ela volta a pegar mais um pedaço de peixe.

— Não se preocupe, em nome desse meu objetivo. Eu lhe prometo que não morrerei. — Helvetia vai se levantando. — Agora deixa eu pedir algo também. Toda essa conversa, me abriu o apetite. — Então ela olha para Ely. — Vou pedir mais um desses para você também.

— Não, pede outra coisa. Quero experimentar algo novo agora. — Ely exclama.

Helvetia chega tão próximo dela que é possível até sentir sua respiração.

E com a mão no queixo, levanta o rosto de Ely para si.

— Para você eu daria o mundo. — Helvetia beija a testa dela que não faz nem questão de esconder o sorriso.

— Não sou tão gananciosa assim. — Ela a encara novamente. — Só você já basta!

E com uma última olhada de lado, Helvetia vai se distanciando.

Enquanto está só, Ely encara a lamparina e o fogo dentro dela. As chamas inconstantes dançam de um lado para o outro. E são refletidas em seu olhar. Ela volta a si e observa a bandeja vazia a sua frente.

Então coloca o cotovelo direito sobre a mesa e apoia o rosto na palma da mão. Agora observa em uma mesa ali perto, um grupo de jovens brindando e sorrindo. Dois tem espadas presas em suas cinturas. Outro tem um arco pendurado na cadeira. E uma moça tem uma corda negra enrolada e pendurada na cadeira em que está.

— Essa primavera, Atlás promete ser bem agitada. — Lyanna retorna.

— Sim, comparado as últimas vezes. Nunca tinha visto tantos candidatos. Isso por que somos só um dos pontos de inscrição. — Ely ainda observa os jovens.

— Sylhpie me disse que dessa vez, precisarão estender a competição por mais de um mês. E que até vai começar mais tarde, para dar tempo de todos chegarem. — Lyanna também não pode evitar olhar os jovens.

— Todos chegarem?

— Aparentemente, cada reino enviou o seu melhor guerreiro para disputar o título dessa vez.

— Você diz, Âmica, Ônia, Aía e Úra?

— Sim, aqueles nobres mesquinhos vão participar para valer.

— Por qual motivo será que eles se interessariam? Geralmente os que vem de lá, são só alguns homens e mulheres que se candidatam. — Ely volta a olhar para lamparina.

— Esses também vão participar, mas desta vez, esses guerreiros enviados, fazem parte da elite das famílias reais.

— Será que estão interessados no prêmio extra dessa primavera?

— Provavelmente. Não é todo dia que se encontra uma arma dita capaz de matar até os próprios Elementais.

Fim da leitura

Capítulo 94 concluído

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