Eu Me Tornei o Gênio que Trai as Heroínas NovelCAPÍTULO 111 - Profeta
Capítulo 111[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Deus Demônio]
Capítulo 111 - Profeta (1)
O duelo entre os departamentos terminou em meio a aplausos estrondosos.
O garoto — a Serpente — cuja performance chocante havia deixado uma marca inesquecível.
Após muita deliberação entre o corpo docente, ele foi declarado o vencedor por unanimidade. E em apenas uma semana, tornou-se o assunto mais comentado em toda a academia.
Seu nome estava na boca de todos.
Era natural.
Afinal, ele havia alcançado um feito considerado impossível na longa história da academia.
Aqueles que testemunharam a luta em primeira mão sabiam a verdade.
O que tinham visto não era apenas talento bruto. Era algo maior — um poder com o potencial de alcançar as estrelas.
Um vislumbre do futuro do continente.
Aquele que uma vez tocou a estrela mais alta —
O Santo da Espada Carmesim.
E agora, três anos após sua morte —
Outra 'Estrela' havia aparecido.
A atenção que ele recebia era justa.
— Ainda não consigo tirar aquele momento da cabeça.
— Quero dizer, todos sabíamos que ele estava muito além do nível dos alunos, mas… quem diria que ele realmente venceria um professor?
— Especialmente aquela parte no final, quando ele dividiu a onda gigante… me deu arrepios.
— Estão chamando isso de um talento que entrará para a história.
— Ouvi dizer que todos os tipos de organizações estão em frenesi. A família Imperial, a Torre de Magia, as Ordens de Cavaleiros, as casas nobres… todos estão inundando a academia com cartas, tentando recrutá-lo.
— Os instrutores assistentes nem conseguiram dormir, tentando lidar com tudo.
Talento incomparável sempre atrai admiração.
Os alunos falavam com olhos brilhantes.
O ciúme e o ressentimento que antes pairavam ao redor dele há muito desapareceram, substituídos por uma admiração genuína.
A prova era a medida máxima — a força inegável que obriga o reconhecimento dos outros.
— Parece que ele é um cara bem decente, hein?
— Para alguém tão habilidoso, ele nem age de forma arrogante… E ele rejeitou todas aquelas ofertas de recrutamento também. Isso o torna meio simpático, né?
— Ele não disse que só quer se concentrar nos estudos por enquanto? Ele foi bem firme sobre isso.
— Ouvi dizer que ele se dá bem com aquela garota plebeia também.
— A vibe dele é meio intensa, com certeza, mas se você olhar de perto, ele é até meio bonito.
— Eu deveria tentar falar com ele algum dia.
A opinião pública sobre ele cresceu cada vez mais positiva.
Mas, é claro, nem todos estavam convencidos.
Havia aqueles que nutriam dúvidas.
— Quer dizer, sim, não há como negar o talento dele, mas… vocês não acham que é um pouco repentino?
— A família dele não é mais famosa por alquimia do que por magia?
— Claro, talento não precisa seguir linhagens de sangue, mas ainda assim — como uma família com gerações de alquimistas de repente produz um mago como ele?
— Eu pensei que eles eram estudiosos, profundamente enraizados na academia.
— E com um talento tão avassalador, as pessoas não deveriam ter ouvido falar dele muito antes de agora? Por que não há história, nem rumores, nada?
— Parece que eles estão escondendo alguma coisa.
Perguntas justas.
Por que essa 'Estrela', silenciosa por tanto tempo, de repente emergiu no mundo agora?
A curiosidade permaneceu — mas desapareceu lentamente.
Não havia ninguém que pudesse oferecer qualquer resposta.
E assim, enterradas sob a conversa interminável, as perguntas sobre a família da Serpente escorregaram silenciosamente para debaixo da superfície —
Esquecidas.
Perdidas nas profundezas, junto com qualquer esperança de respostas.
Uma semana se passou desde o rebuliço do evento.
Passei esse tempo em lazer.
Com as provas práticas e outros horários agitados para trás, eu tinha um período de tempo livre antes do próximo recesso.
Claro, a atenção da academia ainda estava focada em mim após o duelo.
Mas, além desse pequeno detalhe, os dias eram bem tranquilos.
Passei tempo com as pessoas ao meu redor.
— Parabéns pela sua vitória!
— Lady Regia.
— Eu sabia que você venceria desde o começo, meu lorde! E-Eu sempre acreditei em você…!
— Tal fé inabalável pesa muito sobre meus ombros.
Eu baguncei o cabelo da protagonista enquanto ela pulava de alegria.
— Não que seja surpreendente ou algo assim… mas ainda assim, bom trabalho.
— Suas palavras me agradam.
Respondi com um sorriso à vilã distante que ofereceu seu elogio ríspido.
— Foi difícil?
— Nem um pouco.
— Hm… Você é realmente incrível, Judas.
Compartilhei uma breve troca de palavras com o Pequeno Príncipe, que acenou para si mesma em silenciosa admiração.
— Você é mais forte do que eu pensava.
— Fufu… Afinal, sou alguém que está ao lado de Sua Alteza. Se eu tivesse dificuldades com algo tão trivial, dificilmente seria digno de encontrar seu olhar.
— Você sempre sabe como falar, hein.
— Então, você não gosta?
— …Não, não muito.
Eu até provoquei a Rosa espinhosa, só para vê-la franzir a testa.
Embora as palavras variassem, todas carregavam os mesmos sentimentos — preocupação e parabéns.
No fundo, eu apreciava isso.
Era um momento pacífico e comum na academia.
Adicionalmente —
Encontrei-me com o Professor Cadel Evans, meu oponente do duelo.
Havia uma tradição ligada a este evento: o perdedor deve conceder ao vencedor um pedido.
Como o vencedor, eu tinha o direito de fazer tal exigência.
E meu pedido era simples.
— Desista da seleção de Professor Chefe do próximo ano.
— Pretendo garantir essa posição para minha professora.
— Em troca, gostaria do seu apoio para garantir que ela a mantenha no futuro.
Era um pedido ousado.
Excessivo, até, para algo que havia começado como apenas uma partida de exibição.
Eu meio que esperava que ele recusasse.
Mas, surpreendentemente, o Professor Cadel assinou o contrato sem protestar.
Talvez porque ele tivesse sido humilhado tão completamente na frente de todo o corpo discente —
Seu orgulho não o deixaria recusar.
Claro, sua mandíbula cerrada parecia que poderia se estilhaçar de tão forte que ele estava rangendo os dentes.
Mas essa não era minha preocupação.
Tudo o que fiz foi devolver a humilhação que ele havia me dado.
— Eu vou me lembrar disso.
Um tiro de despedida, como se tentasse armar alguma grande vingança futura.
Eu o encontrei com nada além de um sorriso fraco e zombeteiro.
Eu não tinha intenção de recuar de tais joguinhos mesquinhos.
Pensar em sua expressão distorcida ainda me fazia rir.
— Fufu.
— …Eu não entendo.
Selena olhou para mim, perplexa.
Seus olhos cansados brilhavam com curiosidade, mechas de cabelo violeta caindo desordenadamente sobre seu rosto.
Após uma breve pausa, ela perguntou suavemente:
— Posso perguntar o porquê?
— Hm?
— Estou me referindo ao duelo. Você interveio por minha causa, não foi? Eu só queria saber — isso era realmente necessário da sua perspectiva?
— Eu exagerei?
— De modo algum. Sou grata, verdadeiramente. Estou simplesmente curiosa.
— Fufu… Como eu te disse antes, essa foi a razão.
Eu sorri gentilmente, o calor tocando os cantos dos meus lábios.
— Eu fiz isso pela minha professora.
— …
— Você me ajudou inúmeras vezes. Vendo você ser insultada daquele jeito me irritou. Ignorar isso teria sido vergonhoso para mim como seu aluno.
— Eu pensei que era só uma piada quando você disse isso.
Ela franziu a testa levemente.
— Isso é um pouco duro, não é?
Eu respondi brincando, me aproximando.
Um leve traço de álcool pairava no ar ao redor dela.
— Eu fiz isso puramente por sua causa.
— Como eu disse antes… nosso relacionamento é baseado unicamente em um contrato. Você não me deve lealdade alguma.
— Tudo bem. Não foi por obrigação.
— Então, por que foi?
— Domesticação.
Eu permaneci perto dela — perto o suficiente para ser notado, mas não o suficiente para ser afastado.
Domesticação era sobre manter esse delicado equilíbrio.
Permanecendo ao alcance, nunca muito longe nem muito perto, até que a familiaridade se instalasse.
Mesmo que ela não estivesse ciente disso, o laço entre nós estava crescendo lentamente.
— Não se sinta sobrecarregada. Eu simplesmente queria retribuir a gentileza que você me mostrou.
Ela ficou em silêncio por um momento, então deu um pequeno aceno de cabeça.
— …Se essa é a razão, então… obrigada.
Seus olhos sem vida vacilaram — apenas ligeiramente.
Uma ondulação na superfície imóvel de seu coração.
Até a alma mais gélida tinha suas rachaduras.
Satisfeito, dei um passo para trás.
Não há necessidade de apressar as coisas.
Este era apenas o começo.
Para conquistar alguém ferido pela dor, era preciso se mover com cuidado.
E assim, continuei minha domesticação lenta e deliberada.
Dois dias depois.
Visitei o prédio principal para reivindicar minha recompensa do duelo.
Além da tradição em que o perdedor concede um pedido, o vencedor final tinha direito a benefícios adicionais.
Afinal, era um dos principais eventos da academia.
Uma recompensa, hein?
Se tivesse sido algo trivial, eu poderia ter ignorado.
Mas desta vez, eu não podia ter tanta certeza.
Mesmo com meu conhecimento da história original, este era um território desconhecido.
Eu precisava confirmar isso sozinho.
— Com licença.
Creaaak—
Abri a porta ornamentada e entrei.
O que me recebeu foi uma vasta sala alinhada com estantes imponentes, como uma enorme biblioteca.
Em seu centro, havia uma única escrivaninha —
E atrás dela, um velho com cabelos brancos, reclinado em sua cadeira.
Seus olhos pálidos e desbotados fixos em mim com um olhar firme.
— Eu estava esperando por você.
Ele gesticulou para que eu entrasse.
Duas xícaras de chá recém-preparado estavam sobre a mesa, como se ele soubesse que eu chegaria.
Afastando meus pensamentos, eu o cumprimentei educadamente.
— Esta é a primeira vez que nos encontramos pessoalmente.
Embora ele aparecesse em todos os eventos da academia, ele raramente, ou nunca, interagia diretamente com os alunos.
O chefe da academia —
— Diretor.
Diretor da Academia Galimard.
Gaston Galimard.
Desde que cheguei a este mundo, eu estava ansioso para conhecê-lo.
E agora, graças à minha vitória, finalmente tive a chance.
Fui direto ao ponto.
— Serei direto.
— Vá em frente.
Em minha mente, eu me lembrava do que sabia sobre ele.
Um velho com um rosto gentil e avô.
Para as pessoas aqui, ele era simplesmente o Diretor.
Mas na história original, ele tinha outro nome —
— Profeta.
O pecador amaldiçoado pelo mundo, condenado a ver além do seu véu.
O Profeta do Apocalipse [1].
— O que você sabe?
— …
Uma pergunta direta, sem espaço para evasão.
Seus olhos pálidos não piscaram.
Após um longo silêncio, ele finalmente falou.
— …Que tipo de resposta você está esperando, traidor?
O Profeta viu através de mim.
[1] - (prophète de l'apocalypse) Termo em francês usado para se referir ao Profeta do Apocalipse.
[Tradutor - Peptobismol]
[Revisor - Deus Demônio]
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