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Eu Me Tornei o Gênio que Trai as Heroínas Novel — Capítulo 49: CAPÍTULO 49 - Diário de Anne 5

Eu Me Tornei o Gênio que Trai as Heroínas Novel
Cap. 49
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Eu Me Tornei o Gênio que Trai as Heroínas Novel

CAPÍTULO 49 - Diário de Anne 5

Capítulo 49

2.050 palavras~9 min de leitura

[Tradutor - Peptobismol]

[Revisor - Demon God]

Capítulo 49 - Diário de Anne (5)

[EP6. Bergen Belsen]

—A Garota Perdida, O Monstro Que Não Consegue Chorar—

Originalmente, essa era uma história contada da perspectiva de Regia.

Após o sequestro da protagonista no episódio anterior, “O Laboratório Abandonado”, ela foi levada para Bergen Belsen, onde os eventos se desenrolaram.

O episódio começava com uma cela escura.

[Snif… snif…]

A protagonista chorava, com as costas pressionadas contra a parede fria.

Ela estava soluçando desesperadamente, sobrecarregada pela desesperança de sua situação.

Enquanto tremia de medo, uma voz a chamou.

[Ei… Irmã de Cabelo Rosa!]

[Por aqui! Por este lado!]

Ao ouvir a voz repentina, ela se assustou e se virou, apenas para encontrar uma garota acenando para ela através de uma pequena fresta.

Quando seus olhos se encontraram, a garota sorriu brilhantemente.

[Que bom te conhecer! Faz tanto tempo que alguém vem para a cela ao lado da minha!]

[Meu nome é Anne! Vamos ficar juntas como companheiras de testes.]

O sorriso que ela deu brilhava com calor.

A aparência de Anne na história original não era muito diferente.

A garota alegre estendeu a mão para a protagonista, oferecendo sua companhia e impedindo que ela se sentisse sozinha na cela fria e escura.

Ela desempenhou o papel de uma personagem secundária clássica.

[Irmã, pegue isto.]

[É um cobertor!]

O papel de Anne era fornecer esperança.

Ela impedia que o episódio afundasse muito no desespero, trazendo uma luz brilhante para uma história que, de outra forma, seria sombria.

Sua determinação de nunca perder a esperança era adorável e de partir o coração.

[Mesmo assim… não podemos desejar que um milagre aconteça de vez em quando?]

[Quanto mais difíceis os tempos ficam, mais coragem precisamos.]

[Quanto mais refletimos sobre as coisas, mais bonita a vida se torna.]

Mas.

Ela não conseguiu escapar de seu trágico destino.

Bergen Belsen, Anne e seu diário… todos estavam repletos de indícios sinistros da tragédia que estava por vir.

No final, a garota teve uma morte horrível.

Foi uma conclusão chocante.

[Eu voltarei.]

Após a chegada dos professores da Academia Galimard para o resgate, a protagonista conseguiu escapar, mas o custo de sua sobrevivência foi testemunhar uma cena horripilante.

[Krrrkkk… krikk]

Anne, que havia sido transformada em um monstro.

O episódio terminou com Regia, devastada com a cena diante dela.

Enquanto gravava o gameplay, me lembro de ter pensado:

Mesmo que fosse inspirado na história real, a história realmente precisava terminar de uma forma tão cruel?

Foi uma história que deixou memórias dolorosas.

Mas…

“Ainda bem… Estou realmente tão aliviada.”

“Irmã, você está chorando? P-Por que de repente…?”

Dessa vez, as coisas foram diferentes.

Porque quando a garota se tornou um monstro, eu estava lá.

Parecia um pequeno ato de rebelião.

‘Um final trágico? Que enfiem no rabo deles.’

Eu sempre odiei finais trágicos.

Se um futuro injusto impede a felicidade, então você só precisa esmagá-lo com o punho.

Eu soltei um sorriso suave.

“Eu… Eu não entendo o que aconteceu. Eu estava no laboratório e, então…”

“Hehe.”

Anne estava confusa, seus olhos se movendo rapidamente.

Delicadamente, para não assustá-la, estendi a mão e acariciei sua cabeça.

Seu corpo quente sob minha palma me garantiu que ela estava viva.

“Eu… Eu pensei que ia morrer.”

“Anne.”

“Doía tanto e eu estava tão assustada… Eu chorei, eu gritei…”

“Deve ter sido um pesadelo.”

Eu a acalmei calmamente.

“Foi apenas um sonho. Se você fechar os olhos e descansar de novo, nem vai se lembrar quando acordar.”

Eu cobri seus olhos lacrimosos com minha mão.

Eu queria ajudar a garota cansada a descansar, para libertá-la do terrível pesadelo que ela havia suportado.

“Depois que você dormir mais um pouco, tudo ficará bem.”

Uma sombra suave passou sobre seu rosto.

As pálpebras de Anne se fecharam lentamente.

Enquanto sua consciência desaparecia, a raposa ao lado dela cuidadosamente envolveu seus braços ao redor do corpo de Anne, ajudando-a a se deitar.

Ela sussurrou suavemente.

“Durma bem.”

Eu sorri levemente.

Swoosh.

Uma respiração suave encheu o ar.

“…Ela está dormindo.”

“Parece que sim.”

Anne estava deitada no colo de Irene.

Sua expressão era pacífica enquanto ela dormia.

Irene arrumou o cabelo bagunçado da garota, então olhou silenciosamente em minha direção.

Seus olhos negros estavam cheios de emoções complexas.

“…”

“Por que você está me olhando assim?”

“Senhorita Irene?”

A raposa ficou olhando fixamente por um momento.

Mordendo o lábio, ela finalmente falou.

“Como… como você fez isso?”

Foi uma pergunta curta, mas carregada de significado.

O que ela tinha acabado de testemunhar estava longe de ser comum.

Era algo impossível.

Em outras palavras, um milagre.

Da perspectiva de Irene, deve ter sido incompreensível.

Eu dei a ela um sorriso divertido.

Coloquei meu dedo nos meus lábios.

“É segredo.”

“…Eu pensei que você diria isso.”

Afinal, era um poder complicado de explicar.

“Vamos apenas dizer que foi sorte.”

Não era mentira.

Anne havia sobrevivido ao experimento e, mesmo tendo sido transformada em uma quimera, o fato de ainda estar viva tornou possível restaurá-la.

Embora fosse mais como uma restauração do que uma verdadeira cura.

De qualquer jeito.

Mesmo com os poderes de Liar [1], eu não poderia trazer os mortos de volta.

Se eles fossem desmembrados, cortados em pedaços ou transformados em monstros… eles tinham que estar vivos, pelo menos.

Mentiras ditas aos mortos sempre seriam nada além de divagações ociosas.

—Ding!

[Saída Atual: 31,7%]

Para ser honesta, até isso me levou ao meu limite.

Restaurar o corpo da pequena garota à sua forma original consumiu quase 60% do meu poder restante.

Não havia como eu fazer isso para várias pessoas ao mesmo tempo.

‘Talvez eu tenha exagerado… essa tontura não é brincadeira.’

Foi muito mais difícil do que subjugar até mesmo os professores mais poderosos.

Ao contrário das batalhas que exigiam apenas golpes físicos, restaurar uma quimera envolvia elevar o próprio conceito de criação.

A reação foi igualmente severa.

“Não seria mais bonito deixar um milagre como um milagre?”

“Sim… Eu não vou perguntar mais nada.”

“Eu não esperava que você desistisse tão facilmente.”

“Eu tenho meus limites. Mesmo tendo jurado que nunca mais confiaria em humanos, eu não quero morder a mão de alguém a quem devo um favor.”

“Que admirável.”

Eu balancei a cabeça em aprovação.

Apesar de sua profunda desconfiança nos humanos, ela não era inerentemente uma besta de coração negro.

“Eu vou retribuir essa dívida de alguma forma.”

“Eu fiz isso porque eu quis. Além disso, eu consegui ver você chorar pela primeira vez.”

“…Cale a boca.”

A raposa enxugou seus olhos avermelhados.

Parecia que a tensão finalmente havia diminuído.

Para ser honesta, eu gostaria de ter ficado e conversado, mas infelizmente, ainda havia assuntos inacabados para cuidar.

Eu me levantei do meu assento.

“Hm.”

Mesmo que usar tanto poder tivesse sido arriscado… bem, eu tinha o suficiente sobrando para lidar com o que ainda estava espreitando por perto.

A coisa que estava nos observando.

Depois de tirar um breve momento para me recompor, virei minha cabeça para um lado e falei.

“Que tal você sair agora? Acredito que já esperei tempo suficiente.”

“O quê? Com quem você está falando…?”

Assim que Irene inclinou a cabeça em confusão.

“Você é um pirralho bastante arrogante.”

Uma figura que estava escondida nas sombras das barras de ferro finalmente se revelou.

Era um homem de meia-idade com um ar de ameaça sobrenatural sobre ele.

Ele estava envolto em um manto vermelho-sangue que se agarrava ao seu corpo como pele.

Sorrindo com diversão, o homem saiu da escuridão.

Era um rosto familiar.

“…!”

Irene se assustou.

Assustada, ela instintivamente alcançou sua espada.

Embora ela reconhecesse o homem, ela hesitou em se levantar.

A aura opressiva que ele exalava tornava isso impossível.

“Esta é uma reviravolta bastante divertida dos acontecimentos.”

O diretor da instalação de pesquisa, Yosef Cramer.

O demônio que governava Bergen Belsen, e o responsável por transformar Anne em um monstro.

“Eu havia escondido completamente minha presença… Eu não esperava que você percebesse.”

Ele se aproximou de nós lentamente, sua voz distinta e vagarosa ecoando friamente pela câmara subterrânea.

Eu respondi sem pestanejar.

“Eu só tenho bons olhos.”

“Que comentário espirituoso. Eu vi como você restaurou aquele fracasso antes.”

“Quando você diz fracasso… você está se referindo à senhorita Anne?”

“Anne? Eu não sei o nome de tal lixo.”

“Não foi você quem experimentou com ela?”

“Que utilidade tem um nome para um fracasso? É apenas lixo.”

“…Ha.”

Uma risada oca escapou dos meus lábios.

Ele tinha sido esse tipo de pessoa na história original, mas vê-lo na vida real era ainda mais repugnante.

Especialmente a forma como seus olhos não continham um pingo de remorso.

“Então, como você fez isso?”

Os olhos do demônio estavam cheios de nada além de ganância vil.

“Você usou algum truque? Eu nunca ouvi falar de magia que pudesse restaurar um experimento fracassado à sua forma original…”

“É complicado. Eu realmente não gosto de compartilhar meus segredos.”

“Claro. Você não gostaria de compartilhar um conhecimento tão precioso.”

O demônio riu desagradavelmente.

Uma névoa carmesim começou a subir ao redor dele, espessa com o fedor de corrupção.

Ele estava reunindo sua magia negra.

“Então eu vou simplesmente tomar à força. Eu vou arrancar seu cérebro e dissecá-lo, pedaço por pedaço.”

“Essa é uma coisa bem aterrorizante de se dizer.”

“Você vai ser um excelente espécime! Enquanto isso, talvez eu recicle aquele lixo ali também. Que tal eu cortar seus membros e costurá-los com os dela? Seria uma composição artística e tanto.”

“…”

Eu me perguntei se ele percebeu.

Que cada palavra que ele dizia estava me empurrando para mais perto do limite.

“Faz muito tempo… desde que eu fiquei tão brava.”

Eu respirei fundo, forçando-me a manter a calma.

Então eu dei um tapinha na cabeça da raposa, sentindo sua crescente ansiedade.

Era minha maneira de dizer a ela para não se preocupar.

“Isso vai acabar rápido. Cubra os ouvidos da senhorita Anne para que ela não acorde.”

“…Okay.”

Embora hesitasse, Irene assentiu em concordância.

Eu sorri levemente e dei um passo à frente.

Whoooosh—!

A câmara subterrânea agora estava cheia de uma aura carmesim.

Fragmentos de energia mortal estavam apontados em minha direção.

Se ele terminasse seu encantamento, tudo ao nosso redor seria dilacerado no nível atômico.

Este era o líder de Bergen Belsen.

Um homem com poder rivalizando com o de um professor.

Apenas um encantamento poderia enterrar toda esta câmara subterrânea.

Então eu precisava ter cuidado.

‘…Se eu acertá-lo com muita força, ele pode morrer muito fácil.’

Afinal, ao lidar com criaturas fracas, você precisa manuseá-las com cuidado.

Eu carreguei uma Lie [1] na ponta dos meus dedos.

Uma fúria fria escorreu pela minha espinha.

O demônio separou os lábios, avançando.

Ele começou a cantar a oração que liberaria sua magia negra.

A morte pairava no ar.

“Ó Mestre banhado em sangue! Seu poder eterno, que ele seja—!”

“Estilhaçar.”

Crash—!

Desculpa.

Eu não estava com vontade de deixá-lo se exibir.

Eu não queria ver Yosef Cramer, o psicopata que havia massacrado, torturado e transformado dezenas de milhares de pessoas em monstros, receber algum tratamento grandioso de vilão.

Crack—!

E então, eu quebrei suas luzes de palco.

Eu afogaria seu holofote na escuridão, permitindo que apenas o pesadelo mais adequado se desenrolasse para um demônio como ele.

“...?!”

Enquanto sua magia desaparecia, o chefe do laboratório ficou em silêncio atordoado.

Eu falei, minha voz seca.

“Apagão.”

E no momento seguinte.

O mundo foi engolido pela escuridão.

Quando as luzes voltaram.

Nós dois estávamos sentados em um tribunal.

Era uma ilusão meticulosamente elaborada, um novo palco que eu havia preparado para esta pequena apresentação.

No centro da sala havia uma alta plataforma de execução.

“Réu.”

O juiz chamou o acusado.

Sentado no banco mais alto estava ninguém menos que eu, com meus usuais olhos estreitos.

“Réu Yosef Cramer, você tem alguma últimas palavras?”

O réu, amarrado a uma cadeira com cordas grossas, era o próprio demônio.

Atordoado pela repentina mudança na realidade, ele ainda não havia compreendido a situação.

O juiz sorriu ameaçadoramente.

“Então, vamos começar o julgamento deste pecador.”

Bang, bang, bang—!

Enquanto o som do martelo ecoava pela câmara, a câmera deu um zoom na corda pendurada na plataforma do carrasco.

Era hora da punição.

[1] - Liar (Mentiroso em inglês): Refere-se à habilidade especial da personagem de manipular a realidade através de mentiras.

Fim da leitura

Capítulo 49 concluído

CAPÍTULO 49 - Diário de Anne 5