Extra's Descent NovelCAPÍTULO 363 - Um fardo desconhecido
Capítulo 363A pele de Brandon estava pálida devido à quantidade de sangue que perdeu.
Ele havia conseguido detener um pouco o sangramento no peito, bloqueando o fluxo com sua mana.
Mas mesmo assim,
doía.
Muito.
Os efeitos de seu voto de ligação ainda estavam presentes. Seria preciso consumir muita mana para drenar toda a abundância que atualmente possuía.
Por isso, com os dentes cerrados, Brandon atravessou os andares, fundindo-se na névoa.
A extensão de cada andar variava. Em média, conservando sua mana de forma eficiente, levava cerca de cinco minutos para envolver completamente um único andar.
Brandon não queria gastar muita mana, por precaução, no caso de ter que enfrentar outro inimigo.
Tuc!
Frequentemente, tropeçava.
E muitas vezes, se levantava novamente.
Precisava sair dessa armadilha mortal antes que os pisos fossem reconstruídos.
Portal….
WHIII—
Depois do portal.
WHIII—
Depois do portal.
WHIII—
Depois do portal.
Ele começava a passar mal com as viagens instantâneas.
"Uekk…!"
Até engasgar, um som de vômito ecoando, mas ele se segurava.
Cabeça rodando, seu corpo cambaleava ligeiramente.
Ele havia atingido até os andares inferiores.
Andares que nunca tinha enfrentado com Raven.
Estavam completamente vazios, alguns com terrenos de aparência única, outros totalmente planos. Chegando ao ponto de quase enlouquecer—devido ao vazio que esses andares apresentavam.
Ele precisou parar no 16º andar por causa da náusea.
Ao cambalear, sua visão ficou turva e seu mundo virou um borrão—giratória.
E,
"Blergh….!"
Incapaz de conter mais, agachou-se no chão e vomitou.
Assim que terminou, limpou o rosto com a roupa e levantou-se. Apertando bem suas luvas, Brandon reconsiderou seus pensamentos antes de seguir adiante.
WHIII—
"Uek…!"
WHIII—
Toc, toc!
Seus olhos arregalaram, a única coisa que conseguiu fazer foi tossir de dor enquanto cambaleava pelo chão.
Seu estômago parecia estar torcido. Muito por causa da náusea e do jejum.
Não tinha comido uma única refeição em um dia.
Mas mesmo assim, perseverou, levantando a cabeça do chão, apoiando seu corpo.
WHIII—
Ele não conseguia mais entender os pisos. Apenas tinha certeza de que tudo estava limpo.
Questionamentos surgiam em sua cabeça, um após o outro; "Quem limpou os andares? Como fomos transportados para os andares superiores? Como…".
Se não deixasse sua mana exceder o limite, provavelmente levaria uma semana inteira para descer, sabendo o quão vastos eram os andares.
Cada vez que caía, suas mãos cambaleavam pelo chão, a sujeira manchando suas luvas.
Haviam marcas de vômito também em suas roupas, mas ele continuou.
WHIII—
"Haaa…."
WHIII—
"Estou cansado…."
WHIII—
"Porra, que droga."
WHIII—
Ele tinha atravessado os andares continuamente, usando a mesma estratégia de teleportar imediatamente para o outro lado da sala com—[Fantasma].
Haviam certos pisos onde isso não era possível, e precisava cruzar certos caminhos para que o portal fosse alcançável.
Foi só no sexto andar que as coisas começaram a ficar instáveis.
"Ah."
Swoosh—!
Escuridão.
Trevas completas.
Além disso, ele não conseguiu sentir o chão sólido, e pelo som do vento soprando no ar, provavelmente….
"Foda."
….Estava caindo.
Foi só quando percebeu o estado em que estava, ao baixar a cabeça, olhando para o chão.
Havia água, e parecia que o chão estava iluminado. Pelo que parecia, a água era rasa.
"Droga, droga…."
Sua voz saiu rouca—boca seca.
Faltavam cerca de trezentos metros até seu corpo alcançar o solo.
Deveria haver uma maneira de parar a queda.
O vento passava rápido pelo rosto de Brandon enquanto ele continuava caindo.
Duzentos metros.
O tempo estava acabando.
Ba… Tum! Ba… Tum!
Ele cerrou os dentes, o coração batendo forte no peito, cada batida ecoando em seus ouvidos.
"Pense… pense…!"
Murmurou, tentando forçar sua mente turva a focar.
O vento rugia ao redor dele, o chão se aproximando rapidamente.
Haveria… uma parede?
Com esses pensamentos, Brandon esticou os braços ao máximo. Um círculo mágico se formou em suas mãos, e correntes surgiram, perfurando o lado esquerdo e o direito.
Porém,
"Foda!"
As correntes não conseguiram acertar nada sólido enquanto balançavam inutilmente para baixo.
Nada para se prender.
O pânico tomou conta dele.
"Droga!"
Maldições escaparam de seus lábios, o coração batendo mais forte enquanto o chão se aproximava.
Ba… Tum! Ba… Tum!
Seu peito apertava.
Precisava de outro plano—rápido.
"Vamos…!"
A água rasa brilha na pouca luz abaixo. Ele tinha uma última chance.
Com os dentes cerrados, Brandon convocou toda a mana que conseguiu, seu corpo começando a arder em chamas ametistas.
"Dim…inuir—"
Ele girou seu corpo no ar, as chamas explodindo por baixo.
Voosh—!
As chamas empurraram contra o ar, tentando retardar sua queda.
O calor queimou seu corpo, uma dor lancinante o arrancando.
Cinquenta metros.
Trinta metros.
Dez metros.
CRASH—!
Brandon caiu na água rasa, as chamas se apagando ao impacto.
Apesar de a mana vazando enfraquecer cada fibra de seus músculos, a dor percorreu cada osso, seu corpo se contorcendo, e a água explodiu ao seu redor.
"Kh…!"
Ele respirou com dificuldade, lutando por ar, o peito em chamas, a visão turva.
Sobrevivenciou.
Por um fio.
Brandon se arrastou para fora da água, seus membros pesados, e colapsou no chão molhado.
"Haaa… Haaa…."
Cada respiração foi uma luta.
Seu corpo doía, seus ossos pulsavam, mas ele estava vivo.
Isso devia ser suficiente.
Precisava se mover.
Lentamente, dolorosamente, Brandon se levantou, as mãos tremendo.
Ele cambaleou para frente, os olhos fixos além.
"Sai… daqui… Tosse!"
Um passo de cada vez.
Ele não podia parar agora.
A água rasa molhava seu corpo, seus membros doíam, a visão turva.
Ele tentou ficar de pé, mas as pernas fraquejaram. Caiu de joelhos, tossindo, com o gosto metálico do sangue na boca.
Sussurrou, arrastando-se para frente, as mãos tremendo.
Cada respiração doía. Cada músculo gritava de dor.
Mas ele não podia parar.
Não aqui.
Não assim.
Ele se levantou novamente, os olhos fixos na luz tênue à sua frente.
"Porra…."
Murmurou, sua voz quase um sussurro.
As pernas tremiam, o corpo oscilando, mas ele avançou.
A luz ficava mais forte a cada passo, arrastando seu corpo e cerrando os dentes—lutando contra a dor.
Até que finalmente,
WHIII—
Ele entrou no quinto andar.
Faltava pouco.
"Só mais um pouco…."
Finalmente poderia voltar para casa.
Quem sabe quanto tempo tinha se passado?
Ele já tinha perdido toda noção do tempo.
De qualquer forma, a luz finalmente envolveu sua visão.
A escuridão que parecia se arrastar atrás dele quase o enlouqueceu.
De tanto, que quase perdeu a sensação de várias de suas percepções.
Mas este andar—the quinto andar….
"...."
Seu corpo congelou, passos pararam enquanto ele encarava, horrorizado.
"O quê…."
Um calafrio percorreu sua espinha ao lembraça que disparou.
Memórias que ele praticamente tinha empurrado para o fundo da mente—memórias que nunca quis lembrar.
Mas… ele olhava para a cena.
Ele poderia simplesmente atravessar todo o piso instantaneamente, envolvendo-o em névoa.
Mas ele não conseguia desviar o olhar.
Não conseguia entender o que tinha acontecido aqui!?
Não deveria haver mais ninguém além dele e Raven dentro da torre.
"...."
Cadáveres.
Cadáveres de humanos espalhados por todo lado.
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