Extra's Descent NovelCAPÍTULO 364 - Um fardo desconhecido
Capítulo 364Bellion e Leon haviam acabado de terminar de falar.
Leon fez um apanhado de tudo o que aconteceu dentro da torre.
Pelás informações e fatos trocados, ficou claro para ambos que tudo tinha sido um elaborado plano para atrair a guilda Lua Crescente de Sangue para dentro da torre.
Os dois torceram para que cada membro tivesse sobrevivido, mas pela explicação de Leon sobre como as lutas aconteceram, as chances pareciam ser baixas.
No entanto, ambos acreditavam firmemente que pelo menos cinco ou seis pessoas teriam escapado dessa situação.
De qualquer forma, era garantido que Yi Jihyeon sobreviveria.
Esperavam que, após seu retorno, pudessem descobrir a identidade dessas duas figuras.
Porém, os fatos apresentados e todos os dilemas ocorridos até então fizeram Bellion perceber a origem de tudo.
"Milis."
Ele murmurou.
"Tsk."
E fechou o punho.
Até então, esse tinha sido o maior acontecimento até hoje.
Mas, além disso, havia algo que preocupava ainda mais Bellion.
Os espiões que enviara há mais de dois meses tinham parado de dar notícias.
Será que algo aconteceu?
Um arrepio percorreu sua espinha enquanto pensava nesses pensamentos.
Depois, seus pensamentos se desviaram para outro lado.
Brandon Locke.
Ele mesmo tinha visto no monitor—Brandon Locke—indo direto ao aberto da boca do treant.
A transmissão parou ali, como se estivesse zombando deles, criando uma atmosfera de mistério sobre sua sobrevivência.
Para ser honesto, ele ficou furioso com Leon por sua decisão de não verificar o andar superior.
Porém, ainda assim, não podia culpá-lo.
Ele ouvira histórias sobre o 32º andar. Além disso, tinha visto com seus próprios olhos.
No momento em que essa informação foi revelada, Leon ficou horrorizado.
De qualquer modo, sem dúvida, isso marcou o fim da Lua Crescente de Sangue.
Uma guilda que governou o topo por um ano.
Quantas perdas eles ainda iriam sofrer durante essa guerra fria?
'Quanto tempo vai durar essa guerra fria?'
Problemas atrás de problemas surgiam na cabeça dele, um após o outro.
Tanto que Bellion nem tinha o luxo de deixar os eventos realmente se assentarem na sua mente.
Ele compreendia a gravidade da situação, mas sua mente, exausta, quase à beira de desabar, não conseguia entender mais nada.
Porém, mesmo assim, mantendo-se firme e focado na missão, Bellion e Leon seguiram direto para a sala de interrogatórios.
A guilda Punho de Ferro negou todas as acusações, mas Bellion não podia confiar neles.
Eles eram os únicos suspeitos, e por qual motivo, ele nem conseguia pensar direito.
Porém, uma coisa era certa.
Eles eram traidores.
Provavelmente, haviam se vendido em troca de sobrevivência.
Isso sugeria que eles não confiavam que a Santa Britânia venceria essa guerra, independentemente dos resultados positivos do último ano.
Concluíram que esse continente já estava perdido antes mesmo da guerra começar oficialmente.
Biip biip—
Um som de alerta soou enquanto Bellion digitava a senha da sala de interrogatório.
"...."
"...."
Assim que entraram na sala, os dois ficaram parados, olhando horrorizados para a janela que a separava do ambiente.
Dentro, havia sangue espalhado, manchando as paredes.
Ao redor da mesa, onde certa pessoa deveria estar sentada, jazia sem vida no chão.
"Droga!"
"O que foi que aconteceu aqui!?"
Rapidamente, os dois entraram na sala e verificaram os sinais vitais do morto Alan Ross.
Pelo pelo de arrepiar em sua pele, Bellion pressionou o dedo indicador na jugular de Alan Ross.
Salvo, nada.
Morto.
Quem diabos poderia ter feito isso!?
"Quem ouse invadir território do Exército Imperial!?"
Bellion exclamou, com uma veia saltando na testa.
Ele avisara aos outros oficiais que aquele cômodo era proibido.
O quarto tinha sido fechado com um campo de barreira, e só Bellion conhecia a senha.
Não deveria haver mais ninguém que pudesse ter entrado na sala onde Allan Ross estava detido.
"...."
Um detalhe chamou sua atenção.
Na mancha do peito de Alan Ross, onde deveria estar o núcleo de mana, cresciam raízes envolvendo sua pele.
Parecia que um buraco havia rasgado o núcleo de mana dele, com sangue manchando ao redor do ferimento.
Sangue escorria também da boca de Alan Ross, e seus olhos estavam completamente abertos, sem pupilas.
E havia algo ainda mais estranho.
"Será…."
"Folhas de cerejeira…?"
Haviam pequenos cartões de pétalas cor-de-rosa—folhas de cerejeira—que pareciam crescer das raízes.
"Marechal, isso não é…."
"É mana."
Ou seja, Alan Ross foi morto por um mago.
E, pelo que parecia, a afinidade do mago tinha relação com [Natureza].
Ou melhor—uma alinhamento avançado a [Natureza].
Um mago que avançou além de sua afinidade básica.
Havia apenas alguns magos no Exército Imperial com afinidade pela natureza.
Bellion os conhecia há anos, e nenhum deles era capaz de fazer isso.
Muito menos, elevar suas afinidades assim.
"Droga, Leon. Feche os perímetros!"
Ele instruiu, elevando a voz.
"Entendido."
Leon assentiu com a cabeça.
Imediatamente, saiu da sala junto com Bellion, indo cada um em uma direção.
Não havia tempo a perder.
No próximo instante, chamou todos os oficiais responsáveis pelo interrogatório.
"...."
Para seu espanto, não houve alterações visíveis nos demais integrantes da guilda Punho de Ferro detidos.
"Verifiquei as imagens de vigilância, Marechal. Ninguém entrou na sala depois que você saiu."
Um oficial, após instruí-lo a checar as câmeras, entrou na sala e anunciou.
Então… quem?
Quem diabos…?
Bellion franziu a testa e esfregou a testa.
Parecia que estava com dor de cabeça.
Agora, toda a academia tinha sido fechada. Qualquer cadete ainda dentro dos perímetros foi instruído a não sair até novo aviso.
"Haaa… Droga, garante que nada aconteça com os demais—"
Justo ao tentar concluir suas próximas instruções…
Foi então.
"Uehk…!"
"Ack!"
"Kh…!"
"Hac!"
Gronhidos ecoaram um atrás do outro—vindo das celas ao redor.
Bellion olhou ao redor, horrorizado, e correu, agarrando a barra de ferro, segurando firme.
"Ei! O que está acontecendo!?"
Ele perguntou, num tom de pânico.
Outros oficiais no recinto fizeram o mesmo, segurando as barras de ferro e perguntando as mesmas coisas que Bellion.
"Ackh…!"
"Fala, porra!"
Um membro do Punho de Ferro cambaleou dentro da cela, levando a mão ao rosto, como se fosse explodir.
"Ei!"
Sangue escorreu do nariz, da boca, e então…
"Ei!"
….Os olhos dele.
Jorraram—!
Sangue disparou, espirrando do peito do homem, como se sua carne tivesse explodido, manchando a cela.
Queda!
O homem desabou, com as mãos frouxamente tocando o chão.
A boca dele ficou aberta de par, sangue escorrendo, olhos completamente brancos e sem vida—com o rosto descolorido.
Ao baixar o olhar, viu raízes surgindo do peito do homem.
Era igual ao que aconteceu com Alan Ross.
E logo após….
Compactou.
Cerejeiras.
Pétalas pequenas e cor-de-rosa começaram a germinar lentamente das raízes.
"...."
Bellion permaneceu imóvel, encarando a cela, lutando para compreender a cena diante de si.
O silêncio da sala parecia sufocá-lo, uma sensação de calafrio percorrendo sua espinha.
"...."
O homem na cela jazia encolhido, corpo sem vida, torcido de maneira anormal, sangue acumulado sob ele.
Mas aquilo não era tudo.
Seu olhar varreu o cômodo e a verdade finalmente se firmou, pesada e gelada.
Eram todos mortos.
Cada membro do Punho de Ferro, corpos espalhados como bonecas descartáveis.
Olhos vazios, faces pálidas e raízes grotescas brotando de alguns peitos. Pétalas cor-de-rosa crescendo das raízes.
"Hukk...!"
A respiração de Bellion ficou presa na garganta.
Isso não era uma morte comum—era algo muito pior.
Algo retorcido e anormal.
....A cena no interior da cela parecia um pesadelo.
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