Extra's Descent Novel — Capítulo 384: CAPÍTULO 384 - Evelyn Cessna

Extra's Descent Novel
Cap. 384
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CAPÍTULO 384 - Evelyn Cessna

Capítulo 384

1.450 palavras~6 min de leitura

"Haaa… H-haaa…."

Sua respiração ficou mais acelerada, e seu coração disparou.

Ele estava tendo uma crise de pânico.

"Huuu…."

Sentiu sua sanidade escorregando lentamente a cada segundo que passava.

"Haaa…."

Brandon respirou fundo e com esforço; ao virar para olhar a figura sem vida de Evelyn, sentiu seu estômago dar uma torção.

"Hueek…!"

Correu para o banheiro e vomitou no vaso sanitário.

A ansiedade foi tomando conta lentamente, e ao lavar o rosto, olhou-se no espelho.

— Você é fraco, Brandon.

O mundo parou.

Sua própria imagem falou com ele. Um homem de cabelos negros como tinta e olhos igualmente escuros, que pareciam enxergar bem fundo na sua alma.

— Foi a sua incompetência que a matou.

A sua própria reflexão zombou dele.

As olheiras sob os olhos, o olhar vazio.

Ele nem mesmo se reconhecia mais.

"...."

— Você não consegue guardar nada em segurança.

"Cale a boca…."

Com as mãos cerradas, deu um soco no espelho, que se quebrou, e os pedaços caíram por todo chão.

Não era real.

Era apenas a sua ansiedade, as vozes na cabeça falando com ele. Seu próprio interior.

Certo, as pílulas.

Tomá-las faria as vozes pararem.

Como sempre acontecia.

As pílulas.

— Olhe você, se destruindo de novo. Você é patético.

As pílulas….

O….

— Ela morreu por sua culpa.

Tudo caiu de suas mãos trêmulas.

"Ah…."

As pílulas espalhadas pelo chão. Brandon rastejou tentando pegar uma a uma, mas elas caíam novamente de suas mãos tremendo.

Tudo desabou.

"Akh…!"

Os pedaços de vidro rasparam seus dedos no momento em que tentou pegar outra pílula.

Brandon olhou fixamente para as pílulas espalhadas pelo chão, as mãos tremendo, com sangue escorrendo de seus dedos.

Os cacos de vidro estavam cravejados na sua pele, mas a dor mal se fazia sentir.

Ela foi abafada por algo muito pior.

Seu peito apertava, como uma morsa a apertar o ar de suas pulmões.

A cada batida do coração, sentia-se mergulhado na culpa, cada respiração carregada de arrependimento.

Apesar das circunstâncias lhe dizerem o contrário, ele sabia.

Ela foi morta por ele.

E em um dos cacos, ele viu aquilo.

— Você é inútil. Sem valor. Fraco.

Não, ele finalmente percebeu.

A forma que ele adotou.

O cabelo preto, os olhos negros.

Ele vinha negando isso o tempo todo.

Ele….

…estava se transformando em Jin.

Ele se parecia muito com Jin. Tanto que já não conseguia mais distinguir um do outro.

Mas Jin era Raven. Ele devia ser uma forma distorcida, estranha, de Raven.

'Mas eu também sou Raven….'

Porém, ao mesmo tempo, ele não era.

Seria realmente…?

O Jin Raven era para ser… Poderia realmente ser ele?

— Deixe-me entrar. Posso tirar tudo de você.

E finalmente, ele sentiu.

Uma mão parecia tocar seu rosto, envolvendo-o levemente por trás.

— Você sabe que precisa de mim.

Um sussurro em seu ouvido.

Uma voz que soava exatamente igual à dele.

Era sua própria voz.

Mas, ao mesmo tempo, não era.

Quando suas franjas cobriam seu rosto, obscurecendo sua visão, ele percebeu que seu cabelo ainda era pálido–branco.

Mas a reflexão dizia o contrário.

— Faça isso, aceite-me. Toda a dor. A culpa. Ela vai desaparecer. Apenas aceite-me.

Ele pressionou as mãos contra as têmporas, tentando afastar a voz. Mas ela só ficava mais alta.

— Vá, vá, vá, vá, vá, vá, vá.

Mais distorcida.

O cômodo pareceu encolher ao seu redor, sufocando.

"Huekk…."

Ele não conseguiu respirar.

Seu coração martelava nos ouvidos, abafando tudo ao redor. Mal conseguia pensar, mal enxergava através do túnel da visão.

O banheiro parecia pequeno demais.

Gelado demais.

Alta demais.

Ele queria gritar, rasgar tudo, mas não conseguia se mover.

'Eu a matei. Eu a matei. Eu a matei. Eu a matei. Eu a matei.'

Brandon apertou a garganta, sufocando um choro.

Era como afundar em areia movediça. Quanto mais lutava, mais rápido era puxado para baixo.

— Basta deixar ir.

Seu reflexo sorriu para ele.

"...."

E uma figura que se assemelhava assustadoramente a Jin apareceu na sua frente.

Brandon considerou a proposta.

Estava cansado.

Exausto.

Justo quando tudo começava a melhorar, uma coisa acontecia — e tudo caía como um dominó.

Ele era o dominó.

Seu peito ficava mais apertado, cada respiração era uma luta.

Mas no cantinho silencioso de sua mente, tudo que restava era uma dor bem quieta.

Sua reflexão se inclinou, rosto a poucos centímetros do vidro estilhaçado, última frase sussurrada em seus ouvidos.

"Ah… Então é isso?"

As vozes finalmente ressoaram com a dele.

…Porque o tempo todo, ele era quem sussurrava as palavras.

Cada sussurro que as reflexões pronunciavam vinha de sua própria boca.

Isso ficou óbvio para ele.

"Cansei de sonhos."

Tudo ficou escuro.

O cabelo pálido de Brandon escureceu até o preto, seus olhos se tornaram uma imensidão negra, enquanto chamas ametistas emergiam do seu corpo, rastejando sem interrupção por toda a sua figura.

Seu reflexo desapareceu à medida que ele se tornava a própria coisa que mais odiava.

Brandon saiu do banheiro, com o olhar vazio, rosto coberto de suor e água.

Estar na sala ainda era doloroso.

Ele virou e lançou um olhar à figura sem vida de Evelyn, uma dor aguda atravessando seu coração.

Mas a dor deixou de doer do mesmo jeito de antes.

A ansiedade voltou, mas as vozes haviam parado.

Não fazia mais sentido tomar as pílulas.

Porque havia uma solução muito melhor.

Puff

"....Amargo."

Ele amaldiçoou.

Mas era reconfortante, aliviando a tristeza que sentia.

Não é à toa que Evelyn era viciada nisso.

Pensar que o próprio item que confiscara, depois de dizer a ela que aquilo não combinava com ela, era sua saída.

O mesmo item que havia esquecido de tirar do bolso do blazer.

De qualquer forma, ainda havia algo a fazer.

Para descobrir o mistério da sua chegada.

Porque, ao olhar ao redor, o telefone de Evelyn desaparecera.

"Não foi ela."

Ela não foi quem enviou a mensagem.

Havia outra pessoa manipulando tudo, alguém mais que o atraiu até aqui.

Ia levar um tempo, e assim, Brandon pegou o telefone para enviar uma mensagem rápida para Amelia.

—Vamos cancelar. Não estou me sentindo bem hoje.

Ele já não tinha ânimo para sair para um encontro.

Em poucos segundos, as notificações inundaram o telefone.

—Hã?

—O que aconteceu?

—Entendo, mas você está bem?

—Onde você está? Eu já vou aí.

Brandon imediatamente colocou o telefone no silencioso, para não aceitar uma ligação por acidente.

Amelia já tinha bastante coisa nas mãos.

Ele não podia envolvê-la nisso.

Senão, perderia ela também.

Ele não podia permitir que isso acontecesse.

E assim, Brandon começou a vasculhar, procurando pistas. Se Evelyn vinha sofrendo com a semente do Wraith há meses, certamente, ela tinha passado por algum tratamento.

Especialmente porque conseguiu esconder por tanto tempo.

Devia haver alguma coisa.

Documentos.

Qualquer coisa.

Em menos de uma hora, conseguiu reunir vários documentos relacionados às atividades de Evelyn, entre setembro e dezembro.

"Primeira hospitalização…."

Foi logo após o roubo na Auction.

"Então ela fazia check-ups frequentes…."

Mas tinha mantido tudo em segredo.

Finalmente, algo interessante apareceu.

[Nome do Paciente: Evelyn Cessna

Data da Cirurgia: 2 de dezembro de 2149.

Cirurgião: Dr. Ben Dover

Procedimento realizado: Cirurgia de ocultação de núcleo de mana]

A paciente apresentava núcleo de mana danificado, sofrendo de instabilidade severa devido a rachaduras na estrutura do núcleo. Nas últimas semanas, os sintomas pioraram, manifestando-se em surtos incontroláveis de mana…

Todos os exames foram feitos pelo mesmo cirurgião.

Puff

"Ben Dover, hein?"

Embora as sementes do Wraith não fossem de conhecimento geral, até um cirurgião deveria perceber que havia algo errado.

Porém, nas conclusões dos check-ups, sempre constava que nada de errado acontecia.

"Ela fazia check-ups mesmo depois da cirurgia…."

Quase parecia proposital.

Como se o cirurgião quisesse descartá-la. Provavelmente, tinha notado algo errado, mas não tinha tecnologia suficiente para lidar com o caso.

"Se fosse assim, o cirurgião continuou cobrando dela sem sequer realizar check-ups adequados."

Ele precisa fazer uma visita.

Depois, olhou mais uma vez para Evelyn. Seus cabelos estavam completamente brancos, sua pele com um tom assustadoramente pálido.

Estômago torceu, expressões se endureceram, mas ele rangeu os dentes.

"Ah…."

Sem perceber, segurava o documento com tanta força que amassou o papel.

Ainda tinha uma coisa para confirmar com certeza.

Foi até ela.

Passo—

Cada passo doía em seu peito, mas ele precisava se aproximar.

"Huuu…."

Ele respirou fundo e se agachou. Com os olhos estreitos, examinou o buraco no peito de Evelyn.

"Hueek…!"

Ele engoliu o enjoo mais uma vez, mas insistiu. Era nauseante.

Tanto que o mundo parecia girar, e o ar subitamente ficou frio.

Focando ao máximo, conseguiu ver.

Era o mesmo que aconteceu com Alan Ross e a Guild Iron Fist.

Ele podia ver, saindo não muito profundo do núcleo interno dela.

….Um único pétala de sakura.

Fim da leitura

Capítulo 384 concluído

CAPÍTULO 384 - Evelyn Cessna