Extra's Descent Novel — Capítulo 410: CAPÍTULO 410 - Progresso cinco

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Cap. 410
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CAPÍTULO 410 - Progresso cinco

Capítulo 410

2.015 palavras~9 min de leitura

Como estão indo seus estudos, Belle?

Amélia perguntou.

Apesar de estar de recesso, Amélia e Belle nunca negligenciaram os estudos avançados.

O segundo semestre já estava na esquina, e as coisas ficariam mais difíceis a partir de então.

— Não sei. Ultimamente, dei de cara com um obstáculo. — respondeu Belle.

— Como assim? — perguntou Amélia, curiosa, inclinando a cabeça. Não era como Belle, que, para Amélia, era mais inteligente academicamente do que ela.

Depois de tudo, Belle recebeu uma educação avançada em Milis durante os anos do ensino fundamental.

Provavelmente, por isso, a prática dela com magia era peculiar.

Cada continente praticava magia de forma diferente. Para Holy Britannia, eles se orgulhavam do domínio dos fundamentos — maximizando sua eficiência ao máximo.

Claro que existiam teorias que podiam ser estudadas na internet.

Mas, para Amélia, era demasiado complicado. Não no sentido de ela não entender, mas por complicar a norma que já lhe era familiar.

— Estou tendo dificuldades para entender a Lei da Divergência. — admitiu Belle.

— A Lei da Divergência? — questionou Amélia, piscando, achando o termo estranho.

Belle sempre se dedicava a temas complexos que pareciam distantes do que aprendiam na aula.

— É, tenho tentado aplicá-la na minha magia de vento. — continuou Belle.

— Veja, a Lei da Divergência trata do fluxo e da dispersão de mana no espaço tridimensional, especialmente ao aplicá-la à magia elemental como o vento. — explicou Belle, entrando em modo nerd de novo.

— Nos últimos quatro meses, pesquisei como essa lei pode melhorar a força direcionada de habilidades com vento, mas o problema é manter a estabilidade ao aumentar o fator de divergência além de um limite… — ela suspirou exasperada.

— .... — Amélia apenas ficou olhando, completamente perdida.

— Sabe, quando o mana diverge de um ponto central, ele gera turbulência, certo? Mas, se eu conseguisse controlar os vetores de divergência, teoricamente, poderia ampliar a força do vento sem perder o controle. — Belle explicou, com expressão frustrada.

— Mas eu ainda estou na superfície. Os cálculos são... complicados demais. Passei meses nisso, e a relação entre divergência e velocidade é... difícil. — ela fez uma pausa, finalmente percebendo o rosto vazio de Amélia.

— Uh... Sim. — ela respondeu, sem entender nada.

— Desculpa, está sendo frustrante recentemente. — pediu Belle.

— Eu entendo...

Ela não entendia nada. Enquanto Amélia colocava suas próprias teorias em prática, tudo que fazia era aplicar a Lei de Aterramento da Terra de Carlson — algo que todos os magos com afinidade com [Terra] praticavam.

Embora Amélia fosse dotada de afinidade com [Armas], segundo seu pai, ela derivava da afinidade com [Terra].

— Então... você precisa de ajuda? — perguntou Amélia.

— Que bom que perguntou. — Belle sorriu maliciosamente, fazendo Amélia sentir um calafrio na espinha.

Na verdade, sua cabeça já doía.

— Venha. — Belle puxou Amélia consigo. Antes que ela percebesse, piscou os olhos, e já estavam na Biblioteca Central.

— Ah... — Amélia tentou falar, confusa.

— Olha isso. — Belle mostrou rapidamente, numa postura que era puro movimento rápido. Amélia mal teve tempo de pensar, e já estava sentada ao lado de Belle, com livros sobre leis e teorias espalhados na mesa. Belle, usando óculos, segurava uma caneta na mão.

— Então, basicamente, isso aqui... — Belle não perdeu tempo. abriu seu caderno, cheio de equações, diagramas e rabiscos nas margens.

— Olha, estou presa nesta parte há semanas. — começou, com a voz cheia de determinação, batendo a caneta na folha.

— Quando calculamos a divergência do fluxo de mana, temos que levar em conta a taxa de dispersão das partículas de mana. Comecei com a equação básica de divergência — a divergência do campo vetorial de mana é igual à densidade de mana ao longo do tempo — bem simples, né? — explicou.

Amélia piscou, tentando acompanhar.

— Uh-huh... — respondeu lentamente.

— Depois, aplicamos a força direcional no fluxo de vento usando uma lei do inverso do quadrado para levar em conta a expansão do raio da habilidade à medida que ela se propaga... — Belle continuou, sem perder o ritmo.

— .... — Amélia já tinha desligado depois de ouvir "lei do inverso do quadrado". Ela assentia, mas seus olhos estavam embotados, enquanto Belle rifava sobre densidade de fluxo, integrais de divergência e condições de fronteira.

— Integre... divergência... campo de velocidade... os números não batem... densidade... — Belle insistia, rabiscando fórmulas complexas que pareciam mais de um gênio da matemática do que de uma maga.

Ela apontou para uma fórmula específica na página.

— Aqui é que fica difícil. Tentei usar uma variação do Teorema de Gauss para simplificar as restrições de fronteira, mas mesmo assim, o vetor de divergência não se alinha com a força do vento... — explicou Belle.

Amélia ficou olhando fixamente, as palavras de Belle mal chegando à sua compreensão. Ela estava totalmente fora do seu alcance, parecendo que só estava balbuciando jargões teóricos.

Porém, ao passar os olhos pela página, algo chamou sua atenção.

Havia um pequeno erro na equação — algo simples, como uma variável esquecida ou um símbolo errado.

Amélia não entendia metade dessas coisas, mas percebeu que algo não batia.

— Uh, Belle? — perguntou Amélia, apontando para a fórmula.

— Hm? — Belle olhou, confusa. — O que foi?

— Acho que... você esqueceu alguma coisa aqui. Tipo, essa variável aqui, devia ser considerada na distribuição da mana, não acha? — sugeriu Amélia.

Belle franziu o olhar e seguiu o dedo dela na página.

— Espere... ah, entendi. — ela piscou, depois olhou de volta para as anotações com os olhos arregalados. — Meu Deus. Você está certa! — exclamou.

Amélia piscou, olhando surpresa.

— Eu? — ela perguntou, incrédula.

— Sim! Eu ignorei completamente isso! É por isso que a densidade de fluxo não estabilizava! Se eu simplesmente modificar as condições de fronteira aqui... — Belle começou a rabiscar furiosamente, recalculando a fórmula.

Enquanto trabalhava, Amélia se recostou, totalmente perdida, mas aliviada por, de algum modo, ter ajudado.

— Amélia, isso foi genial! Como não percebi antes? Você acabou de me economizar semanas de trabalho! — celebrou Belle.

— Ah, é... de nada… — respondeu Amélia, sem saber exatamente o que tinha feito.

— .... —

Vendo os livros espalhados ao redor dela, Amélia percebeu que não eram os livros tradicionais que conhecia. Era evidente que eram de Belle, pelos rabiscos na capa.

'....Que diabos são esses círculos mágicos?' — pensou Amélia, folheando o livro de Belle.

Não eram as equações diretas que ela estava acostumada a ver nos livros de Holy Britannia — eram muito mais avançadas.

'Então, essa é a magia de Milis…?' — pensou ela. Tinha ouvido falar da sofisticação das práticas deles, mas nunca imaginou que fosse tanto assim.

No entanto, ela não tinha certeza da eficiência. Pareciam apenas jargões mágicos sofisticados.

— Hm? — ela hesitou ao perceber algo.

— Teorema de Quidell... — leu em voz alta.

Seu rosto se cruzou de dúvida. Nunca tinha ouvido falar desse teorema antes.

Curiosa, passou a ler os parágrafos seguintes, tentando compreender o texto denso.

— O Teorema de Quidell foca na otimização do fluxo de mana na magia com afinidade de [Vento], remodelando o círculo mágico para permitir uma divergência e circulação mais rápidas dentro do próprio circuito... — leu ela, devagar.

— O teorema sugere que, se implementado corretamente, um mago de Vento poderia reduzir o tempo de conjuração em quase 25%, rerotando a mana por caminhos auxiliares... — continuou.

Amélia piscou, intrigada embora não seja uma maga de Vento. Se os circuitos mágicos pudessem ser modificados, talvez —

Não, era muito fantasioso.

Circuits mágicos eram muito difíceis de alterar, e os riscos de tentar eram bem conhecidos.

Mas, se ela conseguisse, imagine como poderia acelerar suas conjurações, até aquelas que não envolvem vento.

— A implementação da Lei de Parkinson junto com o Teorema de Quidell aumenta a velocidade da mana. Essa velocidade compensa a instabilidade causada pela divergência inicial do fluxo de mana... — descreveu o texto, repleto de fórmulas complexas, símbolos e termos que ela não compreendia totalmente.

— As condições de fronteira para estabilidade são definidas pela constante de proporcionalidade derivada da fórmula de divergência... — continuou.

Amélia sentiu a cabeça rodar ao tentar entender tudo aquilo, como se estivesse lendo uma língua estrangeira.

Ela observava os cálculos, tentando entender, mas parecia que estavam em um idioma diferente.

Belle, concentrada em suas próprias anotações, ergueu brevemente o olhar.

— Você falou alguma coisa, Amélia? — perguntou ela.

— Uh... nada, só estou lendo sobre esse tal Teorema de Quidell. — respondeu, ainda olhando para a página.

— Essa coisa é louca. Nem sei o que metade disso quer dizer. — concluiu Amélia.

Belle ajustou as lentes e explicou:

— Ah, o Teorema de Quidell? É feito para magos com afinidade de Vento. A ideia toda é aumentar a velocidade de conjuração, mas é complicado, porque as modificações no círculo mágico são complexas. E se você não acertar a densidade de fluxo, corre o risco de desestabilizar toda a habilidade. — detalhou.

Amélia não pensava tanto na magia de Vento, mas na possibilidade de aplicar os princípios na própria magia. Seus espadões já eram rápidos, mas e se conseguisse reduzir ainda mais o tempo de conjuração?

— Belle, isso funcionaria para alguém sem afinidade de Vento? Tipo… se eu tentasse modificar meus circuitos mágicos para usar algo assim, vocês acha que my magia ficaria mais rápida? — perguntou ela, com esperança.

Belle pausou, levantando uma sobrancelha.

— Em teoria, sim. Mas circuitos mágicos não são algo que se mexe assim tão facilmente, Amélia. Não é só trocar a fórmula. Você precisaria reformular completamente como sua mana circula pelo seu corpo. É perigoso. — alertou.

— Mas... e o potencial, então? — ela quis saber.

— É, tem potencial — concordou Belle, observando o entusiasmo de Amélia. — Mas é como uma cirurgia: uma errada e tudo desaba. — concluiu.

Seu cérebro já começava a imaginar as possibilidades. Se ela conseguisse, sua magia poderia ficar mais rápida, mais eficiente. Quase podia sentir o corte rápido das suas espadas mágicas no campo de batalha, voando mais rápido do que nunca.

— Não faz mal tentar. Aqui… — Belle vasculhou a mochila e colocou algo na mesa. — Tenho um caderno extra. Pode usar para montar as fórmulas por enquanto.

Amélia piscou mais uma vez, por um instante, e então surgiu uma expressão decidida no rosto dela.

— Me empresta uma caneta. — decidiu.

Finalmente, algo que a distraísse de Brandon por um tempo.

— A cúpula, hein? — comentou Bellion, ajeitando-se na cadeira.

Ele tinha acabado de receber uma correspondência — o convite da Academia Imperial para a próxima cúpula.

Ele ainda não sabia se devia aceitar.

Depois de tudo, as coisas estavam bastante instáveis com Milis naquele momento.

Parecia que todo esforço dele tinha ido por água abaixo, agora que a verdade veio à tona.

Que toda a situação não era exatamente o que ele pensava.

A guerra de Milis, na verdade, era só um esquema para incitar hostilidade entre os continentes.

Mas será que era mesmo assim?

Nos relatórios, havia um militar de Milis na operação de invasão na leilão.

Era estranho, e algo não parecia certo.

Além disso, tinha vários outros problemas na mão dele.

Os Arcebispos estavam dentro de suas fronteiras, provavelmente armando algo neste momento.

E ele nem sequer sabia quem eram!

Sua cabeça latejava, uma enxaqueca aguda lhe atormentando.

— Haaa… — suspirou.

Problemas demais.

Recentemente perdera sua maior vantagem — Evelyn Cessna.

E agora, tinha que aceitar que Milis não era hostil a eles?

Porém, ao ler o conteúdo da mensagem, Belleion elevou as sobrancelhas.

— Uma reunião? — pensou ele. — Também é um convite para participar de encontros entre líderes das nações.

Se... aceitasse a proposta, provavelmente suas perguntas seriam respondidas.

— Haaa… Será que devo? — refletiu ele, ainda relutante.

Ele tinha ido à cúpula algumas vezes na juventude.

Tudo que lembrava eram as zombarias contra Holy Britannia.

A magia deles não era tão sofisticada quanto a de Milis, ou de outras nações.

Mas Holy Britannia, presa às suas crenças, sabia que a simplicidade era a chave.

Como poderia ser diferente, quando alguém como Lucian Frost ou Evelyn Cessna vinha de lá?

E isso, nem as outras nações gostariam de admitir para si mesmas!

Até Bellion tinha confiança de que poderia vencer qualquer mago com suas magias e circuitos mais avançados!

— Ha… — lembrou-se de uma memória

Era durante o torneio, quando foi declarado campeão, destruindo seus adversários sem esforço.

E mais uma lembrança que lhe arrepia a espinha:

— .... —

Seu mentor, Jain Victoria, o repreendendo pelos erros na luta, envergonhando-o na frente do mundo.

Até ganhou o apelido de "Garoto do Pai".

— .... —

Sim, tinha que recusar o convite.

Fim da leitura

Capítulo 410 concluído

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